segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O antigo Mercado Público da Laguna

Domingo, 20 de agosto de 1939. O dia amanheceu frio e chuvoso, com forte vento sul soprando pelas estreitas ruas da Laguna. Atravessando frestas das portas e janelas, o velho vento vagabundo, no dizer dos versos simbolistas de Cruz e Sousa, assoviava sua presença:

“Velho vento vagabundo!
No teu rosnar sonolento
Leva ao longe este lamento,
Além do escárnio do mundo. 
(...)
Tu que vens lá de tão longe
Com o teu bordão das jornadas
Rezando pelas estradas
Sombrias rezas de monge. 
(...)
Que penetras velhas portas,
Atravessando por frinchas...
E sopras, zargunchas, guinchas
Nas ermas aldeias mortas”. 
(...)

As águas salgadas da Lagoa Santo Antônio dos Anjos, encrespadas, golpeavam forte no cais de granito rosado em forma de elipse que margeia o velho porto do centro da cidade.
Alguns poucos fiéis retardatários ainda se dirigiam para suas casas, após a missa da manhã. Cidade deserta por causa do mau tempo que abatia-se sobre a região.
Por ausência de fregueses, perto do meio-dia o proprietário de um café situado no Mercado Público fechava suas portas.
Mercado Público da Laguna em 1910.

Anoiteceu. O silêncio caiu sobre a cidade com a população deitando-se mais cedo. Aqui e ali ainda algumas poucas e fracas luzes tremulavam no interior das residências.

O incêndio
O silvo do apito da usina de energia elétrica alimentada a carvão, a velha CBCA, (onde hoje é o chamado Memorial Tordesilhas), soou estridente pelas 11 da noite, despertando moradores e alertando-os de algum incêndio. A sirene era usual naquela época para o aviso. Não havia um Corpo de Bombeiros.
- Fogo, fogo no mercado, gritavam as primeiras e sonolentas testemunhas chegando ao local. Logo a notícia se espalhou.
As marcas das labaredas nas paredes. Telhado veio abaixo.
O velho Mercado Público da Laguna, com a colaboração do vento sul, ardia em chamas. Em poucos minutos o teto veio abaixo e portas e janelas em madeira viraram cinzas. A fumaça escura, com seu característico odor de queimado, se espraiou por todo o centro em direção aos morros. Populares munidos de baldes com águas retiradas à Lagoa tentavam apagar as labaredas. Em vão. Em menos de uma hora o Mercado estava destruído pelo fogo.

Época de maior luxo
No segundo quartel do século XIX, com a chegada de imigrantes, início da exploração do carvão no sul do estado e construção da Estrada de Ferro Tereza Cristina, uma onda de progresso começa a varrer Laguna.
Inúmeros navios, iates e canoas ancorados no velho porto.
Teatro, clubes, Sociedades Musicais e carnavalescas, Grupos Escolares, jornais, biblioteca, hospital, mercado, são construídos e inaugurados. Pelo porto da cidade escoavam produtos primários e chegavam os manufaturados. O tráfego com outras praças era intenso, inclusive com o Rio de Janeiro.
“Inegavelmente, foi a época de maior luxo em nossa terra”, diz Saul Ulysséa, em sua obra A Laguna de 1880.

Construção do Mercado
O antigo prédio do Mercado Público da Laguna, em estilo eclético, foi inaugurado em 1897, na rua Gustavo Richard (antiga rua da Praia) no finalzinho do século XIX, na administração do coronel Antônio Pinto da Costa Carneiro, então superintendente municipal (cargo correspondente hoje em dia ao de prefeito).
Foram construtores da edificação Rodolpho Sabatine e Gervásio Bortoluzzi. 
Observem o perfeito alinhamento do Mercado à rua Tenente Bessa.
A edificação foi levantada defronte a rua Tenente Bessa, seguindo o alinhamento das casas situadas ao sul, conforme pode-se observar em fotos da época. O último estabelecimento comercial da rua Tenente Bessa é a Casa Brasil, de Zeferino Duarte. Mais tarde, em 1956, em seu lugar vai se instalar a Casa Otto. Não havia ainda o cais em granito, construído a partir de 1910.

No lado norte do Mercado, bem defronte ao final da citada rua, ficava um pequeno chafariz.
Quando do incêndio, o Mercado Público contava internamente com nove boxes (casas comerciais), sendo sete de secos & molhados e dois açougues. No lado externo três cafés.
Eram proprietários: Manoel Borges, Lauro Barreto, João Antônio de Bem, Antônio Cezario, Rosa & Leite, João Barbosa (Beijoca), Polidoro Amaral, Júlio e João da Silveira, Alvim Amaral, Custódio Serafim Nunes, e Marcos Fernandes Goulart.
Dos estabelecimentos comerciais lá instalados, não estavam segurados apenas o açougue de João Júlio de Oliveira, a Casa Polidoro Amaral e o Café de Custódio Serafim Nunes.
Prefeito da época: Giocondo Tasso (01/03/36 a 02/01/48).

Sobre o incêndio
No processo sobre o incêndio que correu na Comarca da Laguna discutiu-se muito a origem do fogo. Se acidental ou proposital.
Houve testemunhas arroladas que juraram ter presenciado a retirada de mercadorias valiosas do interior de alguns estabelecimentos nos dias que precederam o incêndio. Os aumentos nos valores de Apólices de seguros de determinadas casas comerciais meses antes ao incidente, também despertaram suspeitas.

Concluiu-se, ao final, que a causa teria sido um fogão a lenha de um dos cafés ali existentes, cujas chamas foram mal apagadas ainda pela manhã. Teriam levado doze horas para se propagarem?
Incêndios eram muitos comuns à época, conforme se pode ler nos registros dos jornais de então. Nos depósitos de secos & molhados situados em sua grande maioria no centro da cidade, muito material inflamável, como querosene, cachaça, azeite, velas, ceras...
Mas parecia haver, também, muitos incêndios criminosos, ao ponto de um juiz numa das ações que correram em nossa Comarca, ter alertado em parecer: “Precisamos acabar com a indústria de incêndios que existe em Laguna”.



Enfim. Lá ficaram os escombros do Mercado Público, reduzido as suas quatro paredes, marcando a paisagem da Laguna. Em velhas fotografias ainda é possível observar as manchas escuras deixadas pelas labaredas.
Somente em 1945, quando da construção da Rodoviária e dos dois pequenos postos de combustíveis, em extrema um ao outro, (Caloric, da Esso, de Cabral & Irmão, e Atlantic (mais tarde Ypiranga) de Nilton Cunha), é que a carcaça do Mercado foi demolida e finalmente retirada.

Chafariz
No lado Norte, bem ao lado do Mercado Público, existiu um pequeno chafariz, utilizado como bebedouro pela população, cujas águas também alimentavam as embarcações que atracavam no porto e para consumo do próprio Mercado. O líquido vinha (e vem) em declive da Fonte da Carioca, através de uma galeria subterrânea feita em pedras.
O chafariz no lado norte do Mercado, bem defronte à rua Tenente Bessa.
Ao fundo a Casa Brasil, de Zeferino Duarte.
O sempre citado Saul Ulysséa, em seu livro “Laguna de 1880”, na página 93, com o título “Aguada”, diz:

“Como não havia chafariz na praia (Rua da Praia, hoje rua Gustavo Richard) e para evitar despesas com carroças, a aguada para os navios era feita em pipas conduzidas pelos marinheiros; pipas pintadas de branco com arcos de cores vivas, principalmente encarnada, que eles enchiam na carioca e rolavam pelas ruas até os trapiches.
Já naquela época falavam na construção de um chafariz na praia, a fim de servir não somente aos navios, como as canoas e aos moradores das proximidades.
Falavam mas jamais os deputados por Laguna conseguiram da Assembleia Provincial o conto de réis, por quanto estava orçada a obra. Todo o dinheiro arrecadado era recolhido à Tesouraria em Desterro, seguindo para o Tesouro Geral.
A Assembleia Provincial não dispunha tão facilmente dos dinheiros públicos. Só foi construído o chafariz nos primeiros anos do governo republicano”.

Galeria subterrânea
Por conta das obras de instalação das tubulações de esgoto sanitário que estão sendo realizadas atualmente em nossa cidade, descobriu-se na confluência da rua Raulino Horn e Tenente Bessa, parte dessa galeria onde ainda escoa as águas excedentes da Carioca, infelizmente com ligações clandestinas de esgoto domiciliar ao longo de seus oitocentos metros.


Com a declaração de Saul Ulysséa, a de que o chafariz ao lado do Mercado Público só foi construído “nos primeiros anos do governo republicano”, cai por terra a afirmação de alguns arqueólogos e “historiadores” por aí, de que a galeria subterrânea teria sido realizada por escravos.
A Abolição da Escravatura aconteceu em 1888; o primeiro Mercado Público da Laguna é de 1897, nove anos depois e oito após o advento da República (1889).
É razoável e aceitável que a galeria tenha sido construída concomitantemente (ou logo em seguida) ao Mercado e seu chafariz, logicamente visando atendê-los.
O mesmo Ulysséa em sua já mencionada obra, página 54, tópico "Largo da Carioca", escreve de suas lembranças da Laguna de 1880:

“Atravessava todo o largo, uma vala que servia de escoamento das águas do morro e das sobras do chafariz (Carioca).
Por toda a vala, muitas fontes de lavagem de roupas que eram estendidas no pasto ao lado. Grande parte do campo era tomada de guaxima”.

Vala não é galeria, convenhamos. A galeria, dizem os mais antigos, segue pela rua Tenente Bessa, mas faz uma leve curva passando nos terrenos dos então denominados Grupo Escolar Jerônimo Coelho (inaugurado em 1911) e Centro de Saúde da Laguna, inaugurado em 1941.
Os trabalhos de escavações que ainda serão realizados naquela região poderão mostrar verdadeiramente o trajeto da galeria.

Bancas de peixe
Bancas de peixe na área externa do nosso Mercado sempre estiveram inseridas em nossa paisagem do Centro Histórico.
Vejam vocês esta foto, década de 20, do antigo Mercado Público. Observem as dezenas de canoas nas Docas e a fileira dos chamados carrinhos-de-mão utilizados para transporte de pequenas mercadorias, como lenha.

Fiz uma ampliação e corte para mostrar que a banca de pescado ficava em anexo à parede no lado sul do Mercado, sob um telhado em forma de meia-lua.

Mais uma vez vamos ao livro de Saul Ulysséa,  páginas 16 e 17, que nos conta um pouco da banca de peixe então existente naquele ano, 1880, cerca de quatro décadas antes desta foto, quando ainda não existia o Mercado. Pela sua descrição, a banca não foi muito alterada. Vejamos:

“Em frente à rua Tenente Bessa, no lugar onde está edificado o Mercado Municipal existia a banca do peixe, assim denominado o local para a venda do pescado.
Constava de um telheiro de cerca de seis metros por quatro, um estrado de madeira ao centro, de um metro de altura com cerca de três de largura e quatro de comprimento, com inclinação para o lado do mar, a-fim-de escorrer a água e tendo uma escada na parte mais baixa. Era ali que se realizada toda a venda do peixe para o consumo público.
Os pescadores quando se aproximavam da cidade com suas canoas contendo peixe, usavam uma buzina formada de um chifre curto furado na parte mais fina por onde sopravam de certo modo a produzir um som roufenho bastante forte, para anunciar de longe a sua mercadoria, sendo o som ouvido à distância.
- Está buzinando, diziam as donas de casa e despachavam para a banca, escravos ou criados a fim de comprarem peixe. (...)

O “bota-abaixo” no Rio de Janeiro
No começo do século XX, o prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos (1902-1906), promovia naquela cidade uma urbanização, saneamento e civilização da recente Capital da República. Era o chamado “bota-abaixo”.
O centro da cidade foi o local que sofreu as maiores transformações.
Avenidas foram abertas, morros desmanchados, mangues aterrados. Nem tudo deu certo, é bem verdade. Cortiços foram derrubados e sua população sem ter pra onde ir e não querendo se afastar do centro começou a subir os morros dando origem à ocupação desordenada até hoje.
Mas os maiores objetivos, que era o saneamento básico e a higiene foram conseguidos.  Pereira Passos quando estudou em Paris, tinha presenciado as reformas urbanas promovidas por Georges-Eugène Haussmann e as implantou no Rio de Janeiro.

Obras na Laguna no começo do século XX
Já nos primeiros anos do século XX, comerciantes, armadores e autoridades da Laguna se reuniram para dar uma nova cara à cidade. Foi criada, em 14 de julho de 1907, por iniciativa de Ataliba Goulart Rollin, uma “Comissão de Aformoseamento” para sugestões, projetos e arrecadação de numerários para as futuras obras.
Cais em construção, em 1910, pela empresa de Arcângelo Bianchini.
É quando surge o Jardim Calheiros da Graça e seu conhecido chafariz no antigo Campo do Manejo, a construção do cais em granito, passeios, calçamento de ruas, iluminação elétrica, etc.

Em 1908, o comércio local, em campanha memorável, consegue o prolongamento dos trilhos do então “arrabalde” do Campo de Fora até o centro da cidade, improvisando a estação numa velha casa.

Prefeito Walmor de Oliveira inaugura o novo Mercado Público
O prefeito Walmor de Oliveira governou Laguna de 31/01/1956 a 30/01/1959. Venceu as eleições de 1955 pela coligação PSD/PTN, obtendo 3.791 votos.
Uma de suas promessas de campanha foi dotar a cidade de um novo e moderno Mercado Público.
Para sua concretização, uma parte da Lagoa Santo Antônio dos Anjos foi aterrada, com pequena alteração no formato do cais de granito. Os trilhos da Estrada de Ferro já cruzavam o centro da cidade em direção ao novo Porto, transformado em Carvoeiro pelo Decreto nº 11.676, de 16/09/1939 assinado pelo presidente Getúlio Vargas, e situado quase no início dos Molhes da Barra, entre os bairros Magalhães e Mar Grosso.

De janeiro de 1957 a dezembro do mesmo ano, o novo prédio do Mercado Público foi erguido, com recursos do município, ao lado e mais ao fundo do antigo.

Inaugurado no domingo, 19 de janeiro de 1958.

Nos altos do Mercado foi instalada a prefeitura e também a Câmara de Vereadores. Discursos do prefeito Walmor de Oliveira, do secretário geral do Governo, jornalista José Duarte Freitas (Zeca Freitas), do presidente da Câmara de vereadores da Laguna Henrique Bittencourt de Bona e do prefeito de Florianópolis, Osmar Cunha. Solenidades abertas com a benção do padre Osni Rosembrock, vigário da paróquia lagunense.
Após as solenidades, “autoridades e convidados dirigiram-se ao Clube Blondin, onde lhes foi servido lauto almoço, oferecido pelo governo do município”.
E finaliza a matéria de capa do jornal O Albor, edição nº 2719, de 25 de janeiro de 1958, de onde retirei os dados:

“Durante o ágape falaram os srs. Artur Teixeira e Alcides Cascais, enaltecendo e aplaudindo a meritória iniciativa do Dr. Walmor de Oliveira, e bem assim o jovem conterrâneo Norberto Ungaretti que mais uma vez  empolgou os presentes com sua oratória fluente e repassada de entusiasmo.
Apreciável, durante a festa em apreço, foi também a participação de nossas bandas musicais União dos Artistas e Carlos Gomes, que executaram vários de seus mais apreciados dobrados”.

Restauração e revitalização do Mercado
Reformas e ampliações aconteceram ao longo dos anos no Mercado Público da Laguna, inclusive com alterações em seu layout interior.
Já em 1959, uma ampliação foi realizada no lado sul da edificação, criando uma área de 207,92m2 conforme planta assinada por Antônio Duarte (Antônio Pirata).

No ano de 2009, o Iphan licitou o projeto de restauração e revitalização do Mercado Público, sendo vencedora a empresa Arte Real. Em seguida o projeto foi apresentando ao BNDES. 
Em 2013, a obra foi licitada tendo como vencedora a Empresa Magapavi.
No início de 2014, foi assinada a ordem de serviço. Meses depois os comerciantes desocuparam os boxes. Em seguida, começaram as obras. 

O prazo de conclusão é o segundo semestre de 2016. 
A restauração e adequação estão avaliadas em R$ 3.779.742,16 milhões, valor investido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), através da Lei Rouanet. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artistíco Nacional (Iphan), Prefeitura da Laguna e Fundação Lagunense de Cultura participaram do processo de elaboração do projeto e licitação.

O prédio e seu comércio característico, deverão voltar ao cotidiano dos moradores e visitantes no segundo semestre de 2016. 

Um atrativo previsto para o novo mercado será um deck com 400 m2 com 12 m de avanço para a Lagoa Santo Antônio dos Anjos. Um ponto de encontro de amigos para jogar conversa fora, comer petiscos açorianos e apreciar o pôr-do-sol na Lagoa. 
Esta parte do projeto foi encaminhada à Marinha do Brasil para liberação. 

Uma licitação irá ocorrer depois do verão 2016, para ocupação dos boxes e do restaurante. O objetivo é inaugurar o espaço revitalizado com atrações para o público. 

12 comentários:

  1. Parabéns pela excelente matéria, Digna de estar nas escolas da rede municipal, estadual ou particular do município, para que nossos estudantes aprendam um pouco mais da bela história de nossa cidade.
    Um show de informações ......Salve ......
    Paulo Cereja

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  2. Agradeço as palavras elogiosas à matéria, meu caro Cereja. Um bom início de semana a todos nós. Grande abraço.

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  3. Parabéns! Acompanho seu blog e amei esta matéria. Laguna, sempre linda e rica em história.
    Arlete Souza

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  4. Parabéns pela excelente matéria, com foco no Mercado Público... antigo e atual, assim como, sua recente remodelação... com previsão de "reinauguração" em breve.
    Também, merece destaque todo o levantamento histórico, onde são apresentados em ordem cronológica os "melhoramentos" realizados na cidade e, que demonstram o compromisso de antigos gestores, entidades comerciais e pessoas bem interessadas.

    Grande abraço e, continue a nos proporcionar matérias como esta, que nos fazem recordar o quanto nossa cidade foi respeitada pelas gerações passadas.

    Adolfo Bez Filho

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  5. Excelente a matéria, corroborada por pesquisa conscienciosa e elucidativas fotos de época. Meus cumprimentos. João Carlos Silveira.

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  6. Excelente matéria, amigo Valmir ! ! ! Parabéns ! Grande abraço.

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  7. Parabéns pelo levantamento histórico, fizeste um bom trabalho de pesquisa.

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  8. Muito interessante matéria onde mostra que temos muito a saber do passado de nossa Laguna.

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  9. Parabéns pela belíssima matéria, nossa cidade além de nos encantar com suas belezas naturais, faz com que nos apaixone cada dia mais, com suas ricas histórias.

    Abraços
    Lais Coelho

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  10. Bom dia!!!!!!!
    Não me canso de ler esta preciosa matéria, a qual vem enriquecer ainda mais nossos conhecimentos a respeito de nossa histórica Laguna. É como se eu voltasse ao tempo e visse meus antepassados ali, em cada viela, em cada calçada... Quiçá, vendendo ou comprando um peixinho pra chegar em casa e comer com pirãozinho....
    Abraços!
    Fatima

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  11. realmente excelente matéria, vamos esperar a conclusão das obras e do deck para num dia sem vento saborear uma cerveja e uns camarões (porventura ainda existam) depois de tanta pesca predatória.

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  12. Muito boa reportagem. Esclareceu e informou com propriedade. Parabéns

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