21 setembro 2026

Parteiras ao longo da história da Laguna

 
Não posso deixar de trazer alguns nomes de parteiras ao longo da história da Laguna, até como forma de homenageá-las, além de Maria Macarini Ferreira que atuou nessa profissão por muitos anos, conforme post anterior.
Foram épocas com poucos recursos, instrumentos e cursos técnicos- profissionalizantes. Tempos em que os ensinamentos eram transmitidos oralmente, na prática, quase sempre de mãe para filha ou para sobrinhas.

Maternidade do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos - Laguna. Foto sem data do livro A Trajetória da Enfermagem na cidade de Laguna.

       Saul Ulysséa em seu livro A Laguna de 1880, registra três parteiras que atuavam naquele ano do século XIX no centro da nossa cidade.
Na rua Fernando Machado (rua do Rincão), morava a parteira de nome Maria Lúcia, que a criançada chamava "Dindinha Lúcia". Era parteira mais cotada.
Nas imediações da Carioca, morava Luíza, esposa de Antônio Wanzeller que era cozinheiro do Patacho Wanzeller e membro da Irmandade de Nª Sª do Parto.
Na subida do hospital (Morro da Figueirinha como então se chamava) morava uma parteira de nome Rufina, apelidada Muchôcho.
 
O livro A Trajetória da Enfermagem na cidade de Laguna, escrito pelas enfermeiras Cínthia Ferreira Corrêa Vieira, Maria Heloísa Fernandes e Regina Ramos dos Santos, em 2005, relaciona nomes de parteiras que atuaram em localidades do nosso município ao longo dos anos.
Foram contratadas como parteiras (1952-1981) pelo Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos, Isabel Inês de Jesus, que residia em Cangueri, em Imaruí.
Ema Araújo (1969-1987), Vera Lúcia Motta (1973-2002), Maria Isabel Uliano (1976-1981), Maria Zelândia Rosa (1976-1981 e 1987-1994) e Maria da Graça Lúcio (1979).
E muitas outras parteiras e obstetras nos anos seguintes prestaram serviços no hospital.
Em Pescaria Brava, Antônia Medeiros de Souza nas décadas de 1960 e 1970 foi atendente de saúde pública e fazia partos.
Na Madre, Maria Loch Buss atendeu muitas parturientes. “Muitas crianças da Madre, canal da Madre, Cortiçal e Tubarão nasceram auxiliadas por ela”.
No Ribeirão Grande destacou-se durante muitos anos a parteira Maria Fernandes.
Em Ribeirão Pequeno, Maria Generosa e Cecília Maria de Jesus durante muito tempo atenderam parturientes.
A filha de Cecília, Rosa de Jesus, seguiu os ensinamentos da mãe e tornou-se parteira.
Em Parobé, existiram na localidade cinco parteiras: Minervina Alexandrina de Jesus, Benvinda Zelindro, Teresa Fernandes (do Osório) e Moraci Joana Andrade. E antes delas, Francisca (Chica) Zelindro.
No Bananal, na década de 1950 e por cerca de 30 anos, a atendente de enfermagem Valdira Moreira, que além de curativos e injeções, também realizava partos.
Na Ponta da Barra foi parteira Ana Machado Mota, que “orgulhava-se de jamais ter perdido um bebê, sendo que apenas um precisou ser levado ao hospital”.
Na Passagem da Barra marcou época a partir da década de 1920, Adélia Varela. Anos depois, Margarida Peixoto foi atendente de enfermagem e parteira do lugar.
A partir da década de 1950, Beatriz Varela Krammer que aprendeu o ofício com sua mãe Adélia, fez curso de parteira/atendente e passou a atuar.
Em Campos Verdes, a partir da década de 1950, Teodolina Biehl foi atendente e parteira. Assim como a parteira Minervina.
Na região do Farol de Santa Marta, durante muitos anos trabalhou como parteira, Maria Isaura Bernardo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário