22 outubro 2026

Pescaria Brava comemora 14 anos de emancipação com a 2ª Semana Cultural e obras de infraestrutura

 
Na última segunda-feira (19), o prefeito de Pescaria Brava, Luiz Henrique Castro ocupou a tribuna da Câmara de Vereadores para, em Audiência Pública, divulgar as obras que estão sendo realizadas e as previstas em infraestrutura no município, além da programação da 2ª Semana Cultural de Pescaria Brava.

Prefeito Luiz Henrique Castro, de Pescaria Brava, em entrevista à imprensa.

O evento marca a comemoração dos 14 anos de emancipação político-administrativa do jovem município situado no sul do estado, às margens da Lagoa do Imaruí.
“É a segunda vez que realizamos a comemoração e celebração do aniversário do nosso município, disse o prefeito.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Pescaria Brava.

“É uma festa para motivar o nosso povo, falando de nossa história e cultura, no sentido de pertencimento, de orgulho bravense, trazendo felicidade para as pessoas”.
O presidente da Câmara. Vereador José Eraldo Francisco também falou sobre a expectativa para as comemorações:
“Vai ser uma semana marcante para todos de Pescaria Brava. Desejo que esta festa seja um sucesso para a região toda”.
A expectativa da organização do evento é receber um público de cerca de 15 mil pessoas.

Confira a programação completa:

Sexta-feira – 23 de outubro
08:00 – Dia do Mar, na Ponta das Laranjeiras.
14:00 – Abertura oficial com o Grupo 60+, no CTG do Preto.
19:00 – Culto Evangélico, no CTG do Preto.
20:00 – Show Gospel, no CTG do Preto.
22:00 – Show com a Banda Veredas, no CTG do Preto.

Sábado – 24 de outubro
06:00 – 2.ª Edição Desperta Brava, no Centro Histórico.
09:00 – 1.º Torneio de Laço Comprido, na Cancha Bruno Joaquim.
09:00 – 3.º Torneio de Arremesso de Tarrafa, no CTG do Preto.
19:30 – Missa com o Pe. Jerônimo, no CTG do Preto.
21:00 – Show com o Grupo Plano B, no CTG do Preto.
23:30 – Show com Rony Max, no CTG do Preto.

Domingo – 25 de outubro
16h00 – Apresentação Musical PIE, no CTG do Preto.
18h00 – Canta Viola Sul com Adriano Marçal, no CTG do Preto.
20h00 – Show com Jeito Louco, no CTG do Preto.
20h45 – Corte do bolo de aniversário, com continuação do show de Jeito Louco.
22h00 – Show nacional com Henrique & Diego, no CTG do Preto.

Obras
Na audiência o prefeito Luiz Henrique Castro detalhou investimentos de mais de R$ 20 milhões para 2027, com 16 obras que já estão em andamento.
Os recursos vieram de um superávit de R$ 7 milhões da prefeitura e de parcerias com o governo do estado e repasse de emendas parlamentares.
Na ocasião, também foi apresentado o projeto da Praça Inclusiva, cujas obras já estão em andamento e será a maior de Santa Catarina.
O projeto Bravinha, transporte coletivo gratuito para a população, terá seus horários ampliados, de oito para dez e com instalação de wifi gratuito e aplicativo.
Atualmente o Bravinha atende dois mil passageiros por mês em 14 comunidades do município.

18 outubro 2026

Morreu Benito Di Paula. Em 1975 o cantor e compositor se apresentou na Laguna

O cantor, compositor e pianista Benito Di Paula, que morreu na noite deste domingo (18) aos 84 anos, em São Paulo, em decorrência de um câncer, no início de sua carreira de sucesso se apresentou na Laguna em 1975.
Benito Di Paula foi um dos nomes mais populares da Música Popular Brasileira.

Benito Di Paula, em foto de 1975 quando se apresentou na boate do Laguna Tourist Hotel. Foto/Acervo: valmirguedes.blogspot.com

    Seu primeiro sucesso nacional veio em 1973, com Retalhos de Cetim. Outros grandes sucessos foram: Se não for por amor (1974), Charlie Brown, Beleza que é você mulher (1975), e Vai ficar na saudade, de 1976.

Apresentação na Laguna
Benito Di Paula, então com 34 anos, se apresentou na noite de 13 de dezembro de 1975, um sábado, na Boate do Laguna Tourist Hotel.
Na época, Benito apresentava pela Rede Tupy de Televisão, o programa de grande audiência Brasil Som 75.
Em entrevista ao jornal Semanário de Notícias, de nossa cidade, Benito disse que “achou a boate do Tourist de muito bom gosto e localizada nesta cidade que é maravilhosa".

Manchete do jornal Semanário de Notícias de 24 de dezembro de 1975.

Junto com Benito se apresentou o Grupo Musical Itamone, de Caxias do Sul (RS).
No baile, se apresentaram, como debutantes, 48 representantes de várias cidades catarinenses.
Presenças de cronistas sociais, várias autoridades do estado, entre eles o governador Konder Reis, deputados federais, estaduais e o então ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki, cuja esposa Luci era a patronesse das debutantes.

Benito de Paula em 1975, quando se apresentou na Laguna, lendo o jornal Semanário de Notícias de propriedade do cartorário Luiz Paulo Carneiro. Foto/Acervo: valmirguedes.blogspot.com

A festa foi até ao amanhecer, com muitos convidados que estavam hospedados se dirigindo diretamente para o café da manhã no hotel.

Benito Di Paula em capa de disco de 1976.

Quem trouxe Benito Di Paula à Laguna foi a Status Produções Artísticas Ltda. de São Paulo, através do empresário Nilo Franco Jablonski.

09 outubro 2026

Beto, o carneiro-mascote da Banda Musical União dos Artistas e sua estranha mania

Um dia, lá pela década  de 1940, ele apareceu na sede da Banda Musical União dos Artistas. Em silêncio ficou ouvindo e observando os ensaios. O tempo foi passando. Procuraram seu dono. Não o encontraram. Foi adotado pelos músicos.
Passado um tempo era visto desfilando todo garboso em frente à banda. Parecia conhecer até o repertório, como se distinguisse marcha de dobrado, sustenidos de bemóis. Fizeram um uniforme para ele, da mesma cor e tecido usado pelos músicos. As crianças o adoravam e quando ele passava pelas ruas aplaudiam e o chamavam pelo nome. 
Beto. Sim, era assim chamado. Beto, o carneiro-mascote da banda. Mas, tinha um trecho de uma rua da Laguna que ele não passava de jeito nenhum. Nunca. Qual seria o motivo?

Tempos atrás, era praxe que uma entidade musical, civil ou militar que utilizasse estandarte, adotasse uma mascote para acompanhar seus desfiles e marchas.

O mascote Beto à frente da Banda. Imagem gerada por IA.

O animal mais comumente adotado era o cachorro, mas também se utilizava o carneiro, como foi o caso certa vez do Batalhão Naval no Rio de Janeiro.
Alguns músicos da Banda Musical União dos Artistas da Laguna quando souberam disso, copiaram logo a ideia e adotaram e batizaram como Beto um pequeno carneiro que apareceu certa vez, na década de 1940, na pequena área em frente à sede da banda.

Apareceu e foi ficando 

O carneiro apareceu e foi ficando por ali. Procuraram por alguns dias seu dono, mas ele não apareceu e nunca ninguém soube quem era.
O carneiro Beto ficava observando da porta os ensaios, compenetrado, em silêncio, sem atrapalhar.
Foi crescendo robusto, bem alimentado pelo pessoal. Com o tempo distinguia repertórios, marchas de dobrados, sustenidos e bemóis. Reconhecia o maestro, componentes e uniformes da Banda.
Tempos depois, bem escolado, o Beto já marchava todo garboso à frente da Banda, usando uniforme idêntico da agremiação que um músico pediu que sua esposa, que era costureira, confeccionasse.
Não tinha medo do espocar dos foguetes, era a alegria da criançada e parecia adorar os aplausos.

Beto, o carneiro-mascote da Banda Musical União dos Artistas. Imagem gerada por IA.

Houve ocasiões que Beto passou dos limites, causando problemas.
Certa vez entrou no Jardim Calheiros da Graça ali na frente da Matriz e mastigou uma flor que encontrou no canteiro.
O jardineiro gritou com o Beto que nunca mais foi visto cometendo o delito.
Mas o que causou estranheza durante muito tempo foi uma atitude do Beto.

Um trecho de rua o Beto não passava 

A Banda União dos Artistas quando vinha de sua sede no bairro Campo de Fora, percorria a rua Voluntário Fermiano e Santo Antônio em direção à Matriz Santo Antônio dos Anjos. O Beto vinha sempre alegre e saltitante à frente, como sempre.
Mas, ao chegar à esquina da Sociedade Recreativa União Operária o Beto simplesmente levantava a cabeça, olhava pra cima dos muros das casas e mudava de rumo. Descia rapidamente a rua Tenente Bessa e seguia pela Duque de Caxias, até reencontrar todo alegre novamente a Banda União dos Artistas na Praça Vidal Ramos.
No retorno da Banda, ele fazia exatamente o mesmo caminho, inversamente.
Ninguém compreendia essa brusca mudança de roteiro, o desvio na quadra. O que causaria isso? Várias hipóteses foram aventadas.
Até que um músico mais atento percorreu devagar o pequeno trecho, observando a área. Desconfiou de um motivo e depois de muito pensar matou a charada.

Os cachorros de porcelana portuguesa que o carneiro-mascote Beto tinha verdadeiro pavor.

É que o carneiro Beto tinha verdadeiro pavor daqueles dois cachorros de porcelana portuguesa postados lado a lado no alto dos pilares do antigo palacete onde funcionou a Coletoria Estadual.
Vai que os dois caninos saltem lá de cima para me pegar, deveria assim pensar o prevenido carneiro-mascote.
Morreu de velhice, o Beto, sempre lembrado em suas peripécias pelos mais antigos músicos da Banda Musical União dos Artistas.
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* Texto inserido em meu livro Sociedade Musical União dos Artistas - Atravessando os Séculos, lançado em 2022.

07 outubro 2026

Entrevista ao Rádio Revista na Difusora

Conforme anunciado, estive no Programa Rádio Revista da Rádio Difusora, 91,5 FM apresentado pelo radialista Celso Fernandes, tendo na técnica Anderson Passos da Rocha, o popular Rochinha.
Foi um papo sadio e gostoso, pena que muito rápido, somente uma hora para relembrar tanta gente e fatos da nossa histórica Laguna.
Agradeço o convite e a grande participação dos ouvintes, dos amigos que ligaram e que deixaram seus recados.
Para assistir no Facebook 

Ou pelo canal de You Tube abaixo:

 


O adeus a Nair Barbosa de Castro +

      Faleceu dª Nair Barbosa de Castro, aos 103 anos.
    O velório ocorre na capela mortuária da Funerária Cristo Rei, a partir do meio-dia, e o sepultamento será às 17h, no Cemitério do Santíssimo Sacramento e Santo Antônio dos Anjos.
    Dona Nair era viúva do comerciante Sílvio Castro, com quem teve os filhos Neuza, Nívea, Sérgio, Nice, Silvio, Nésia, Noeli e Sandro.
Sentimentos aos amigos e familiares.


06 outubro 2026

Entrevista ao Programa Rádio Revista, na Difusora, com Celso Fernandes

 
 Fui convidado, e amanhã, quarta-feira (7), das 9h às 10h estarei na Rádio Difusora da Laguna (91,5 FM) no programa Rádio Revista, apresentado pelo radialista Celso Fernandes, tendo na técnica Anderson Passos da Rocha, o popular Rochinha.

Radialista Celso Fernandes, Rádio Difusora da Laguna 91,5 FM - Programa Rádio Revista.

Será um bate-papo descontraído sobre a imprensa e o rádio lagunense & outras histórias.
Para participar ligue e deixe seu recado pelo WhatsApp da emissora: (48) 3644-0025
Assista e comente o programa pelo facebook da rádio.

28 setembro 2026

Café Colonial da Mamãe Bebê foi, mais uma vez, um sucesso

 
O Café Colonial promovido neste domingo (27) pela Associação das Voluntárias Mamãe Bebê, foi, mais uma vez, coroado de sucesso.
Além das guloseimas, teve sorteio de tradicionais mantas e brindes.
Parabéns às esforçadas voluntárias, na pessoa de sua presidente Maria Helena Parente, pela organização e brilho do evento realizado no Centro Cultural Santo Antônio dos Anjos.
Foi mestre de cerimônias o radialista Celso Fernandes e cobertura fotográfica de Elvis Palma.
Alguns registros:


21 setembro 2026

Parteiras ao longo da história da Laguna

 
Não posso deixar de trazer alguns nomes de parteiras ao longo da história da Laguna, até como forma de homenageá-las, além de Maria Macarini Ferreira que atuou nessa profissão por muitos anos, conforme post anterior.
Foram épocas com poucos recursos, instrumentos e cursos técnicos- profissionalizantes. Tempos em que os ensinamentos eram transmitidos oralmente, na prática, quase sempre de mãe para filha ou para sobrinhas.

Maternidade do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos - Laguna. Foto sem data do livro A Trajetória da Enfermagem na cidade de Laguna.

       Saul Ulysséa em seu livro A Laguna de 1880, registra três parteiras que atuavam naquele ano do século XIX no centro da nossa cidade.
Na rua Fernando Machado (rua do Rincão), morava a parteira de nome Maria Lúcia, que a criançada chamava "Dindinha Lúcia". Era parteira mais cotada.
Nas imediações da Carioca, morava Luíza, esposa de Antônio Wanzeller que era cozinheiro do Patacho Wanzeller e membro da Irmandade de Nª Sª do Parto.
Na subida do hospital (Morro da Figueirinha como então se chamava) morava uma parteira de nome Rufina, apelidada Muchôcho.
 
O livro A Trajetória da Enfermagem na cidade de Laguna, escrito pelas enfermeiras Cínthia Ferreira Corrêa Vieira, Maria Heloísa Fernandes e Regina Ramos dos Santos, em 2005, relaciona nomes de parteiras que atuaram em localidades do nosso município ao longo dos anos.
Foram contratadas como parteiras (1952-1981) pelo Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos, Isabel Inês de Jesus, que residia em Cangueri, em Imaruí.
Ema Araújo (1969-1987), Vera Lúcia Motta (1973-2002), Maria Isabel Uliano (1976-1981), Maria Zelândia Rosa (1976-1981 e 1987-1994) e Maria da Graça Lúcio (1979).
E muitas outras parteiras e obstetras nos anos seguintes prestaram serviços no hospital.
Em Pescaria Brava, Antônia Medeiros de Souza nas décadas de 1960 e 1970 foi atendente de saúde pública e fazia partos.
Na Madre, Maria Loch Buss atendeu muitas parturientes. “Muitas crianças da Madre, canal da Madre, Cortiçal e Tubarão nasceram auxiliadas por ela”.
No Ribeirão Grande destacou-se durante muitos anos a parteira Maria Fernandes.
Em Ribeirão Pequeno, Maria Generosa e Cecília Maria de Jesus durante muito tempo atenderam parturientes.
A filha de Cecília, Rosa de Jesus, seguiu os ensinamentos da mãe e tornou-se parteira.
Em Parobé, existiram na localidade cinco parteiras: Minervina Alexandrina de Jesus, Benvinda Zelindro, Teresa Fernandes (do Osório) e Moraci Joana Andrade. E antes delas, Francisca (Chica) Zelindro.
No Bananal, na década de 1950 e por cerca de 30 anos, a atendente de enfermagem Valdira Moreira, que além de curativos e injeções, também realizava partos.
Na Ponta da Barra foi parteira Ana Machado Mota, que “orgulhava-se de jamais ter perdido um bebê, sendo que apenas um precisou ser levado ao hospital”.
Na Passagem da Barra marcou época a partir da década de 1920, Adélia Varela. Anos depois, Margarida Peixoto foi atendente de enfermagem e parteira do lugar.
A partir da década de 1950, Beatriz Varela Krammer que aprendeu o ofício com sua mãe Adélia, fez curso de parteira/atendente e passou a atuar.
Em Campos Verdes, a partir da década de 1950, Teodolina Biehl foi atendente e parteira. Assim como a parteira Minervina.
Na região do Farol de Santa Marta, durante muitos anos trabalhou como parteira, Maria Isaura Bernardo.