Blog do Valmir Guedes - Laguna
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19 agosto 2026
Faleceu Antônio Carlos Marega +
14 agosto 2026
Rua do “Letreiro Borrado” no Centro da Laguna
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Hoje a rua Barão do Rio Branco mereceu uma bela placa no estilo das antigas, em esmalte azul na parede de seu casario colonial da esquina, totalmente restaurado pelo advogado Frederico Nunes. |
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Placa do Letreiro Borrado (Rua Dr. Duarte Pereira) é a atual Barão do Rio Branco, no Centro Histórico da Laguna. Imagem gerada por IA. |
09 agosto 2026
Os anti-heróis anônimos
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Marengo. Gente da Minha Terra, de José Bessa. |
O lagunense José Bessa, em seu livro “Gente
da Minha Terra”, retratou muito bem alguns deles, pequenos e humildes, a
quem os chamou de “anti-heróis anônimos que em certa medida exprimem a alma
coletiva, ensinam verdade humana abeberada na fonte”. Seres humanos. Era o que bastava Quando do falecimento dos que mais se destacavam na sociedade lagunense, nosso jornalista Chachá produzia matérias memoráveis, despedidas emocionantes, tecendo loas aos seus nomes e destacando posições galgadas e currículos. Mas, também encontrava tempo e espaço no
jornal para registrar igualmente a morte dos que "viviam à margem da
sociedade", como se convencionou chamá-los. Eram seres humanos com seus dramas e
infelicidades, suas manias, vícios e psicoses. Seres humanos... Para Chachá era o que
bastava. Precisa realmente de algo mais? Até porque, cumpridos seus resgates, suas
jornadas terrenas, muitos desses personagens, ditos populares, devem estar
hoje em melhores moradas espirituais. Talvez, e bem ao contrário de alguns outros
figurões que tiveram discursos elogiosos, cortejos pomposos, enterrados com
seus títulos e vaidades. Estes, ainda podem estar vagando perdidos, odiosos e
odiados, mergulhados em seus segredos, mesquinharias e maldades de uma vida. Três registros obituários A título de curiosidade busquei em meus
arquivos de antigos jornais, três pequenos textos obituários produzidos pelo
Chachá. São registros de humildes falecimentos de
conhecidos personagens populares que marcaram época e gerações na história da
nossa Laguna. Mas, observem as singelezas dos textos! As
expressões de facetas sentimentais e poéticas nos despretensiosos
apontamentos de um adeus.
Sobre a morte do Quintino (Jan 1980): ...E os sinos emudeceram Ao contrário do romance “Por quem os sinos
dobram”, de Ernest Miller Hemingway (editado em 1940), os sinos da Matriz
Santo Antônio dos Anjos emudeceram no justo instante em que o errante
Quintino, diante da igreja, em caixão de degradante qualidade, era carregado
rumo ao cemitério público, na tristonha manhã de 15 do corrente. Momentos antes, eles haviam repicado, lenta,
mas sucessivamente, em sinal de adeus à uma dama da nossa sociedade, que, por
infelicidade, tivera em data igual o mesmo destino que ele. Que Quintino não trabalhava ou não gostava
de trabalhar lá isso é verdade. Todavia representou para Laguna a imagem do
indolente sem ser nocivo, do vagabundo que, se à época de Charles Spencer
Chaplin, teria servido de inspiração ao inconfundível ator e cineasta inglês,
criador da personagem dolorosamente cômica de Carlitos. Quem conhece a produção literária de
Hemingway, verá que os nomes dados a duas de suas obras se amoldam, por
ironia, a este fato que narro com pesar: - Por quem os sinos dobram? - Eles dobram por ti, por nós, por todos. “O sol também se levanta” (editado em 1926).
Por sua vez, traduz que o sol também se levanta para as criaturas pobres,
como o fora em vida o Quintino. Sobre a morte do Clóvis (Fev 1979):
Clóvis de tal. Que Deus o tenha na sua
guarda infinita e inviolável. Pobre criatura de ontem. Palhaço de muitos,
escravo da desilusão e do infortúnio. Clóvis, o farrapo humano que carreteava
pelas ruas centrais em busca de alimentos e de míseros cruzeiros. Um ser
desajeitado, sem atrativos físicos e proprietário de grave deformidade
psíquica. Ele, como muitos afirmam, não morreu da
bebida. Na realidade, Clóvis conheceu a morte e com ela se foi devido ao
pouco caso que a sociedade lagunense lhe endereçava. Morreu sem conhecer um prato de comida
ladeado de garfo e faca, sem conhecer a intimidade de uma mulher, sem haver
tido sobre o corpo uma roupa decente. Sobre a morte de Edith "Pandorga" (Out 1995): O céu ganha a sua Pandorga Edith cumpriu à
risca seu papel como espantalho de carne e osso. Tão ao ponto e com inigualável
singularidade, que a cidade a definiu como sua musa. Atriz das
madrugadas, tristes e longas madrugadas, montou sua ribalta ao relento,
assistida por uma plateia tão gélida como a lápide sepulcral. Uma certa
semelhança com outra Edith, dela separada por um oceano. Apenas, entre elas, a
inversão do tempo. Uma, mendigou na mocidade e morreu entre aplausos. A outra,
gozou bem a juventude, acabando na miséria. Edith Piaf, conviveu com prostitutas na França e foi símbolo da música popular francesa. Edith, a “Pandorga”,
de moça viçosa a farrapo humano, símbolo da resignação. Edith Severina de Jesus
nasceu em Cangueri – Imaruí, aos 12 de maio de 1910, sinal impagável da singeleza. |
08 agosto 2026
O adeus a Lenita Luiza Lindermann +
07 agosto 2026
O navio Dente de Coelho naufragou na Laguna e levou com ele uma locomotiva
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Imagem gerada por Inteligência Artificial (IA). |
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Cais do Porto Carvoeiro da Laguna, década de 1940. Uma locomotiva é içada do porão de um navio. Autor desconhecido. |
05 agosto 2026
Faleceu a professora Amélia Baumgarten de Ulysséa Baião+
PS: Velório acontece das 7 horas às 14 horas dessa quinta-feira (6) na Sala Mortuária Diamante, da Funerária Central de Luto Cristo Rei. Logo após, sepultamento no Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Santo Antônio dos Anjos.
29 julho 2026
Parabéns, Laguna pelos teus 350 anos!
28 julho 2026
Resultados do IIIº Concurso Cultural promovido pela ALBSC - Laguna
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Participantes e classificados no Concurso Cultural com integrantes da Academia de Letras do Brasil, de Santa Catarina - Seccional Laguna. Foto: Julita da Silva Barreiros Guedes. |
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Presidente da Academia de Letras do Brasil - Seccional Laguna quando da entrega do Certificado de Participação e Medalha pelo Terceiro Lugar na Categoria Contos a este autor. Fotos: Elvis Palma. |
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Mestre de Cerimônias radialista Paulo Cereja, sempre com competência e bom humor. |
















