22 abril 2026

O tempo passa, o tempo voa...

 
Há quem diga que o tempo anda passando muito rápido. Acho que essa é a impressão de todos nós. Parece mesmo. Semana que vem (já??) é mês de maio. 
O tempo passa ou passamos nós por ele? Eterno dilema.
Na Laguna essa medida de tempo parece ser mais veloz ainda. Os ponteiros disparam, aos pulos, literalmente. Uma disfunção mecânica, óbvio. Ou não?
O badalar do sino o acompanha, contando os quartos das cinzas das horas.
Observe como estava funcionando o relógio da Matriz no fim de tarde desta quarta-feira (22) outonal:
Aí lembro do relógio carregado pelo Coelho em Alice no País das Maravilhas, simbolizando a ansiedade, a obsessão pelo tempo, a pressa da vida moderna, transição e busca de identidade. 
É também um convite para escapar da vida linear.

Observação: Ou não é nada disso. O relógio está apenas avisando o prefeito e vereadores, como disse uma leitora nos comentários, que a Laguna tem pressa e eles estão muito devagar.
Precisam acelerar.

Que feio o prédio da Biblioteca Pública

 
Olhem o estado em que se encontra a parede frontal da nossa Biblioteca Pública Municipal Romeu Ulysséa, situada na rua Voluntário Fermiano, no Centro Histórico:

Enormes buracos no reboco, vidros das janelas frontais e laterais quebrados ou faltantes, grades das janelas laterais enferrujadas.
Feio, muito feio. 
Cuidar é preservar. Restaurar é respeitar nossa história. O resto é discurso vazio.
Custa muito a manutenção desse mais que centenário prédio público? Desse patrimônio histórico? Custa muito recuperar o reboco das paredes, colocar os vidros faltantes nas janelas e fazer uma nova pintura?
É uma vergonha a situação atual.

Um prédio histórico
O prédio foi construído no século XIX, em 1864, pelo coronel Manoel Luiz Martins, exportador e armador da Laguna, dono de hiates e sumacas.
Prédio que em sua construção contou com mão de obra escrava, com alvenaria de pedra com argamassa de cal e areia e óleo de baleia como liga.
Em abril de 1899 o prédio foi adquirido pelo município da Laguna, através do superintendente (prefeito) Antônio Pinto da Costa Carneiro que ali instalou o Instituto Municipal de Educação. 
Em 1911 foi cedido ao Colégio Stella Maris que funcionou no local até 3 de janeiro de 1929. Em 16 de abril de 1932 o espaço foi transformado no Ginásio Lagunense, até 1964.
A partir de 3 de janeiro de 1948,  ali também funcionou a Câmara de Vereadores. Com a inauguração do Mercado Público a Câmara passou para lá, funcionando em seu piso superior.
Mais tarde, este prédio onde funcionou o Ginásio Lagunense recebeu a secretaria de Educação, Saúde e Promoção Social, Centro Médico para o Servidor Municipal, e finalmente Biblioteca Pública tendo como patrono o professor Romeu Ulysséa, inaugurada em 29 de maio de 1980, mas já anteriormente criada pela Lei nº 19/69, de 19 de agosto de 1969.

21 abril 2026

Faleceu dª Lenir dos Reis +

 
Faleceu na manhã desta terça-feira (21), dª Lenir Maria David dos Reis, 91 anos, moradora mais antiga do Largo do Rosário (Praça Jerônimo Coelho), no Centro Histórico da Laguna.

Lenir Maria David dos Reis. Foto: Ambrosina dos Reis

Viúva do saudoso Almiro Pacheco dos Reis, funcionário do porto, jogador do Barriga Verde F.C., além de presidente do Clube União Operária, membro da diretoria da Sociedade Musical União dos Artistas e carnavalesco da Escola de Samba Brinca Quem Pode e depois da Escola Os Democratas.
Dª Lenir foi exemplo da verdadeira mulher batalhadora, determinada, mãe, avó e bisavó, sempre enfrentando com coragem e muito amor no coração, todos os percalços que a vida oferece.
E sempre demonstrou gestos de conforto, esperança e fé a quem necessitava de uma palavra amiga.
Durante muitos anos foi colaboradora do nosso centenário Centro Espírita Fé, Amor e Caridade.
Mãe de meus amigos de pré-adolescência Jorge e Jair e Altamiro (já falecidos) Arlindo, Ambrosina, Almiro (Mirinho) e Ivonete; e mais os filhos Rogério, Leila, Jorgiane, Cleidemar, Adriano e Andréa.
Muitas histórias e lembranças passadas naquela praça do Largo do Rosário, hoje Jerônimo Coelho, quando morei lá.
Em 2022, acompanhada do seu filho Adriano, me fez uma surpresa e mesmo com sua avançada idade e os riscos da Covid, mas devidamente protegida por máscara, compareceu no hall do Cine Mussi no lançamento do meu livro sobre a Banda União dos Artistas, o que me deixou comovido.
A foto acima, de autoria de sua filha Ambrosina, foi feita há nove anos. Mas é assim que quero lembrar para sempre de dª Lenir, com aquele sorrisão, à janela ou à porta de sua casa.
Cerimônia de velório ocorre na Sala Mortuária Pérola, na Funerária Cristo Rei, próximo ao Colégio Ceal, com sepultamento às 16 horas de hoje no Cemitério da Cruz.
Sentimentos a todos os familiares e amigos.

Nair Barbosa de Castro: 103 anos de vida

 
Em francos preparativos para comemorar seus 103 anos de vida na próxima sexta-feira (24), dª Nair Barbosa de Castro.

Dª Nair Barbosa de Castro - 103 anos em 2026

Nascida em Imaruí, há quase 80 anos anos vive na Laguna onde nasceram os oito filhos: Neuza, Nívea, Sérgio, Nice, Silvio, Nésia, Noeli e Sandro. Além de mais de quinze netos, bisnetos e tataranetos. Viúva do saudoso comerciante Silvio Castro.
Normalista, estudou em Florianópolis e terminou o curso em nossa cidade no Colégio Stella Maris, onde lecionou por um ano.
O segredo para uma boa longevidade? De acordo com seu médico geriatra, seu filho o doutor Sílvio Barbosa de Castro, uma boa genética ajuda, além de “alimentação correta, atividades físicas e consultas médicas periódicas”.
Nossos parabéns e muitas felicidades a dª Nair.

20 abril 2026

Parabéns, Samara

 
Vindo de Curitiba para comemorar na Laguna com um jantar o aniversário dela no último sábado (18), junto a familiares da terra Juliana, o casal Samara Abou Fares Rocha e Wayne Barreiros Rocha.

Samara Abou Fares Rocha

Convidados, lá estivemos presentes para dar o nosso abraço e cantar os parabéns para você. Nossos desejos de muita saúde e felicidades a aniversariante Samara.


18 abril 2026

Espiando...

 
Numa janela qualquer de uma casa qualquer no centro da Laguna, quatro grandes olhos nos espiam. Uma cena inusitada, dentre tantas do cotidiano desta cidade de casos raros. 
Estamos mesmo sozinhos? Será que já estão entre nós? Será que vieram para mudar alguma coisa? Quem sabe trocar alguns políticos desta terra?
E como canta Raul:

(...)
"E da janela desses quartos de pensão
Eu como vetor, tranquilo
Eu tento uma transmutação
Ô, ô seu moço do disco voador..."
(...)

17 abril 2026

Parabéns, Luís Cláudio Abreu

 
Aniversaria hoje seus 26 anos de vida nosso mais jovem jornalista Luís Cláudio Abreu, do site, jornal e rádio Agora Laguna. Jovem na idade, mas um veterano na Comunicação.

Jornalista Luís Cláudio Abreu saboreando uma fatia de seu bolo de aniversário no dia de hoje.

Desde cedo demonstrou toda sua capacidade, ética e inteligência para o jornalismo. Ainda em sua juventude já entrevistava políticos, autoridades, sempre cobrando obras e soluções em prol da nossa Laguna.
É um profissional dos mais brilhantes que conheço. Memória prodigiosa. Dá gosto conversar com ele, principalmente porque é um apaixonado pelas histórias de fatos e gente da nossa terra. Além do senso de humor afiado.
Luís Cláudio é o que a gente pode chamar de alma antiga, por essa sua paixão pelo passado, intuição, maturidade espiritual e perspicácia elevadas, aparentando assim ter “vivido muitas vidas”.
Vai daqui desse canto o nosso abraço, com os desejos de muitas felicidades e saúde para continuar nos brindando com suas interessantes matérias e seu compromisso com a verdade.

16 abril 2026

Da série: Laguna também é assim... florida

      “As cores de abril. Os ares de anil. O mundo se abriu em flor. E pássaros mil. Nas flores de abril. Voando e fazendo amor”. 
(Vinicius de Moraes).

Residência de Laírton Fröhlich Tom e Walmor Prass

Residência de Sheila Lindermann

Residência de Leda Ulysséa Rollin

Residência de Nuche Dryll


14 abril 2026

Quem fiscaliza as obras em espaços públicos?

 
É sério isso? Olhe o estado em que ficou o pavimento em paralelepípedos de um grande trecho da rua Raulino Horn, após intervenção no local feita pela Casan, através de empresa terceirizada:
As pedras ficaram irregulares, com calombos e sem nível adequado com a calçada.
Tiraram a tradicional calha no canto das guias em direção aos bueiros.        Nas próximas águas das chuvas vai empossar tudo. Um absurdo! Serviço de amadores. Além disso, que coisa feia!
Ninguém vê isso?
Penso que os serviços de intervenções em espaços públicos feitos por empreiteiras ou particulares, deveriam contar com fiscalização durante e após os serviços por parte da prefeitura, através de fiscais de obras, secretaria de Planejamento etc.
No caso do centro histórico, espaço tombado, a fiscalização deveria ser ainda mais rigorosa, inclusive com a participação do Iphan.
A cidade não é terra de ninguém em que qualquer um vai mexendo, cavando, alterando e não dando um capricho no acabamento, deixando igual ou até melhor do que estava antes.
Bem por isso essa quantidade de buracos nas vias públicas, asfalto e calçadas por aí.
Alô, alô prefeito Crippa, nas gestões passadas cobravas tanta qualidade nos serviços nos espaços públicos e agora?
Quem resolve?

08 abril 2026

Subida do Hospital. No passado uma solução foi encontrada

 
Reuniões de técnicos e vereadores estão acontecendo com vistas a resolver as dificuldades de veículos, principalmente ambulâncias, na subida ao Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos. 
Em busca de soluções, diversas sugestões surgiram, inclusive com elaborados projetos. Fala-se em troca do pavimento por pavers, asfalto, concreto...

     Pois bem. No passado uma saída foi encontrada. Rápida e barata. E durante anos não se ouviram mais queixas.

O problema, o estudo e a proposta

Meados da década de 1970. Era administrador (Provedor) do nosso Hospital o saudoso Antônio Teixeira, um nome que merece ser sempre lembrado por muito que fez em prol desta centenária Casa de Saúde.
Foi quando, principalmente em dias de chuva, veículos começaram a ter dificuldades de acessar o local. Os pneus patinavam nos paralelepípedos.
Seu Teixeirinha como era carinhosamente chamado, reuniu alguns daqueles antigos pedreiros seus conhecidos e que prestavam serviços ao hospital. Pediu por sugestões e uma solução imediata e que não causasse maiores transtornos.
O local é encrenca, todos sabem. É um aclive/declive, com altos e baixos diferenciados, com nuances e calhas em seu leito, com ligações de canos de água, antigas galerias pluviais e de esgoto. Ainda do século XIX!
Em dias de fortes chuvas vira uma cascata, com a água descendo do morro. Já aconteceram até deslizamentos.
Mexer ali é bucha, usando uma expressão popular, nunca se sabe o o que se vai encontrar.
Sem falar que mais no alto, à direita de quem sobe, existe a rua Raul Ferreira com moradores e suas casas e que se utilizam unicamente da rua Voluntário Carpes, a da subida do hospital.

Frisos de concreto

E sabem como foi rapidamente resolvido na época? 
Simplesmente os pedreiros frisaram de fora a fora o leito da rua e seus paralelepípedos com concreto num espaço horizontal de cerca de 10 a 15 centímetros de distância.
Solução rápida e barata. Os pneus passaram a não mais patinar no leito da via, porque havia aderência.
E para não atrapalhar o trânsito, fizeram primeiro até o meio da rua e depois de secar, o lado faltante. Em poucos dias o serviço estava pronto.
Não sou técnico na área, nem engenheiro. Só mostro que no passado essa foi a solução encontrada. 
O que sei é que depois dos frisos de concreto, durante muitos anos ninguém mais se queixou do problema da subida de veículos ao Hospital.

06 abril 2026

O adeus a Celso Palma

 
Laguna amanheceu mais triste nesta segunda-feira (6/4), com o falecimento do médico Celso Palma, aos 78 anos em hospital de Tubarão.

Médico Celso Palma. Foto: Elvis Palma

Cerimônia de velório ocorreu a partir das 15h30m na Capela Mortuária do Crematório São Matheus em Capivari de Baixo, com Cerimônia de despedidas às 18 horas.
Filho de Olavo Palma e dª Constância, de tradicional família ali do bairro Magalhães.
Celso Palma há muitos anos vinha enfrentando sérios problemas em sua saúde.
Foi um médico pediatra atencioso, que durante décadas atendeu muitas crianças de famílias lagunenses.
Foi também médico no Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos e secretário municipal de Saúde da Laguna.
Foi Irmão, membro da Loja Maçônica Tordesilhas, onde exerceu vários cargos, entre eles o de Venerável.
Em 2013 foi homenageado com o Título de Sócio Honorário do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos.
Sócio e torcedor do Criciúma Esporte Clube.
Em 2023 numa carta agradeceu aos guarda-vidas da Laguna pelo uso frequente da cadeira anfíbia que o auxiliava em sua locomoção, dentro do Projeto Praia Acessível, do Corpo de Bombeiros Militar (CBM).

Um gesto coracional

Relembro um fato que me marcou muito. Era eu ainda jovem, com 17, 18 anos. Anos de 1977/1978. Doutor Celso era o médico pediatra da recém-criada Escola Especial Solar da Ternura - Apae da Laguna.
Uma vez por semana ele atendia as crianças da instituição numa sala da sede da Apae no Mar Grosso.
Dona Custódia Ribeiro Bittencourt na ocasião era a tesoureira da Apae, Instituição que enfrentava sérias dificuldades para se manter. O dinheiro era curto, não havia ainda emendas impositivas. Funcionários e professores eram remunerados com o que se arrecadava. Não eram pagos pelo estado ou fundação. Muita rifa e jantares beneficentes eram promovidos.
Dona Custódia era minha chefa na Agência da Receita Federal em nossa cidade e mensalmente me solicitava que fosse ao consultório particular do dr. Celso, situado ali no prédio do antigo Banco Nacional do Comércio. O motivo? Entregar seu pagamento mensal em cheque nominal assinado por ela e pela presidente da Apae, Maria Gerusa Lemos Remor.
Celso Palma, mesmo em início de sua carreira profissional, mas conhecedor das dificuldades enfrentadas pela Apae, mensalmente endossava o cheque e devolvia o valor do seu salário ao caixa da instituição. Um gesto humanitário que demonstrava seu coração generoso. Aliás, uma característica nata da família Palma.
Cumpriu seu legado com louvor. Terá muito crédito lá em cima.
Sentimentos a todos os amigos e familiares e em especial a esposa Rita, companheira dedicada, sempre presente. Até ao capítulo final aqui na terra.

Uma Foto-Retrô especial

No campinho do bairro Magalhães, Praça Polidoro San Thiago, jogadores do América F. C. posam para a eternidade, em fins da década de 50 ou começo da de 60.
Como goleiro e dono da bola, Nilton (Biroba) Farias Guedes. (camiseta escura).
Correção: De acordo com Fernando Lopes Fernandes (Mego) que andou pesquisando a foto junto a amigos e familiares do médico Celso Palma, Celso é o menino que está segurando a bola, o mascote do time. E não segurando a maleta de primeiros socorros, como informei anteriormente.
O jovem massagista com a camiseta com a letra M na extrema direita da foto era conhecido como Santana. 
Na foto ainda podem ser vistos  Djalma Clemente, Lelé do Correio, Wilson Antunes, Marinho 19, Djalma Búrigo, Jairo Domiciano, José Paulo Pereira Lopes (Juca). Situado na extrema esquerda é o Déo Palma.
Agradeço a colaboração do nosso leitor Fernando Lopes Fernandes pelas pesquisas e informações.


28 março 2026

20 anos de BLOG

 
Jornal Agora Laguna em sua edição quinzenal de nº 44, de 26 de março último, trouxe o registro de aniversário de duas décadas deste Blog.

Jornal Agora Laguna (AL) edição nº 44 de 26/03/2026. pág. 12.

Quando criei esta página lá em 3 de abril de 2006 ainda hospedado no UOL, não imaginava que durasse tanto. Desde então, foram centenas de matérias e fotos publicadas e que continuam disponíveis aos leitores.
Nesses vinte anos houve mudanças de endereço de hospedagem do Blog, como de propósitos. Deixei o registro diário de notícias, de acontecimentos atuais, para me dedicar mais as pesquisas históricas.
Nesse meio tempo lancei três livros.
Consultando as estatísticas do Blog observo que durante esses anos foram 2.333 postagens, 4.356 comentários de leitores e 1.386.086 acessos nesta página.
Vamos que vamos. Vem muito mais matérias de pesquisas por aí, algumas abordando fotos, assuntos e acontecimentos que se perderam na memória do tempo. Muita coisa inédita, nunca abordada.
Grato aos leitores e leitoras que me acompanham.

Agradeço aos jornalistas André Luiz e Luiz Carlos Abreu pela lembrança em texto no jornal.
Agora Laguna impresso pode ser encontrado na Laguna Telecom, Laguna Discos e Café Matriz; Play Café (Komprão); Padaria Gisele (Progresso); Bar do Vilson (Barranceira) e Supermercado Tibio e Fera (Magalhães); e Supermais (Cabeçuda); Padaria Martins e DoCampo (Santiago, em Pescaria Brava); e Farol Tabacaria (Tubarão). 
Solicite seu exemplar pelo telefone (48) 9 9827-3496.


02 março 2026

FOTO-RETRÔ

 

A maioria dos ônibus das caravanas à Gincana Cidade X Cidade do Programa Silvio Santos, em 1978, era das empresas Santo Anjo e São Cristóvão. O senhor de terno na foto é o comerciante e secretário de obras na época, João Feuser.  Entre o pessoal, da esquerda p/direita: Sayonara Feuser, Zilda Preuss, Marilete Machado Martins, Silvana, Catarina Martins, Valma Villa, Ranilda Silva Luiz, Ézio Heleodoro de Souza Júnior, Marcelo Heleodoro de Souza, Maria Aparecida Silva (Araújo) e  Luzana Carvalho.  Quem sabe nossos leitores possam reconhecer mais alguém. Foto: Valmir Guedes Júnior.

Em 1978, Laguna participou, na gestão do prefeito Mário José Remor/João Gualberto Pereira (1977-1982) de uma Gincana chamada Cidade X Cidade inserida no Programa Silvio Santos.
Foi o maior sucesso e movimentou muito a cidade em suas cinco participações. Laguna foi mostrada para todo o Brasil, seu povo, sua história, suas atrações, seus pontos turísticos.
Já trouxe neste Blog uma ampla matéria com fotos sobre a nossa participação no programa Cidade X Cidade.
Para ler basta clicar Aqui
Enfrentamos as cidades de Caçapava, Tupã e Jacareí. Dezenas de ônibus levando autoridades, participantes e torcida partiam daqui, da Praça Vidal Ramos no começo das noites de sextas-feiras de maio e junho de 1978, para, 14 horas depois, amanhecermos em São Paulo no sábado, no Teatro Manoel da Nóbrega, situado entre os bairros Perdizes e Pompeia, onde eram gravados os programas.
Primeiramente era gravado o programa “De calouros”, que ia até às 13, 14 horas e depois começava o Cidade X Cidade.
Participei duas ou três vezes e com minha máquina Kodak Instamatic 54X fiz vários registros do programa e do pessoal que lá foi.
Entre eles a foto acima com uma turma de jovens torcedores lagunenses que, passados quase 48 anos, hoje já merecem constar em nossa Foto-Retrô.

28 fevereiro 2026

Jornal Agora Laguna homenageia Batista Cruz

 
Já circulando a edição quinzenal do jornal Agora Laguna trazendo importantes matérias.
Colunas de André Luiz, Elvis Palma, Arnaldo Limas, Wellington Linhares Martins, Paulo Cereja, Jotta Medeiros e Mariana Barcelos Sena.
Entre as reportagens: “Crítica após mudança”, sobre o Bloco da Pracinha; A instalação da quase Paróquia de Pescaria Brava; Promessas para a vida melhorar após um ano de governo; Folha Regional completa 25 anos; Acesso ao hospital precisa ser prioridade; Unidade fisioterapia é inaugurada no centro e TJ mantém suspenso leilão do antigo Sine.
E mais, muito mais, tudo com o talento e a credibilidade dos jornalistas André Luiz e Luiz Cláudio Abreu.
Agora Laguna impresso pode ser encontrado na Laguna Telecom, Laguna Discos e Café Matriz; Play Café (Komprão); Padaria Gisele (Progresso); Bar do Vilson (Barranceira) e Supermercado Tibio e Fera (Magalhães); e Supermais (Cabeçuda); Padaria Martins e DoCampo (Santiago, em Pescaria Brava); e Farol Tabacaria (Tubarão). Solicite seu exemplar pelo telefone (48) 9 9827-3496.
Inserido na edição um especial de quatro páginas presta um tributo à voz de João Batista Cruz, que completou 80 anos no último dia 16 de fevereiro. É uma homenagem ao radialista que ficou 59 anos à frente dos microfones lagunenses.
Colaboro com uma crônica sobre o nosso eterno rádio-repórter lagunense. Abaixo:

Jornal Agora Laguna edição nº 42 de 26/02/2026



23 fevereiro 2026

Foto-Retrô

 
Ano 1978 – Escritório das Organizações Gamasa, situado em nossa cidade. Primeiramente instalado na rua Raulino Horn (altos do prédio do Nunes). Depois foi transferido para o bairro Portinho, onde hoje se situa o Condomínio Açores.
Funcionários numa pequena reunião comemorativa. Da esquerda p/direita: Cleusa Martins, Glória Zuquinali, Marianto Fernandes, Antônio, Nilton, Iêda Schultz, Osmar Silveira e o diretor-chefe do Grupo, Osmar Girelli (de óculos).
Não está na foto, mas outro diretor era Isaac Nedeff, sobrinho e afilhado de Thadeu Annoni Nedeff, um dos donos do grupo.
As Organizações Gamasa eram compostas pelas empresas: Gaúcha Madeireira S.A., Indústria Catarinense de Adubos e Mineração Ltda (Incal), Indústria Extrativa Sulina Ltda (Inesul), Indústria de Móveis, Esquadrias e Beneficiamento de Madeiras Ltda (Imelat), além da Fazenda São Judas Tadeu e Fazenda Barbacena.

18 fevereiro 2026

Foi um carnaval que passou...

 

Esquina da Rua Raulino Horn com Barão do Rio Branco, centro da Laguna. Foto: Valmir Guedes Júnior

Entre confetes e serpentinas a sandália dourada da sambista lagunense agora repousa sobre os paralelepípedos da velha cidade. Tiras arrebentadas, saltos despedaçados que ainda guardam as lembranças do baticum, da cantoria e dos aplausos de um público que já se foi.
A foto é um símbolo a mostrar que todos nós, obrigatoriamente e de alguma maneira, desfilamos pela avenida da vida. E, em algum momento, vamos embora.
"Vai passar"...
Alguns já nascem em lugares de destaque. Outros, figurantes, anônimos e ainda assim todos brilham na passarela.
Mas sempre chega Quarta-Feira de Cinzas e o despertador, implacável, determina o retorno à realidade.
E como canta eternamente o Poetinha Vinícius:

"Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações, saudades e cinzas foi o que restou”... 

12 fevereiro 2026

FOTO-RETRÔ

 

No verso desta foto que fiz estão anotados o mês e o ano: junho de 1986. Era uma apresentação de um grupo de jovens músicos lagunenses no Palco do Clube Blondin. Será o Grupo Terra? Se for, faltam alguns componentes.
Da esquerda p/direita: saudoso Láercio Foss, Gero Perito, Adriana Nacif Carneiro (ao violão), Marlene Hoepers, Roberta Pinho e Rogério Martins.
Bons tempos.
PS: O braço e a mão, à esquerda na foto segurando o microfone não reconheço.

11 fevereiro 2026

Sinais - Gero Perito

"Agora chegou minha vez de mandar, tudo pra bem longe como ontem você disse pra mim"...

Nosso amigo Gero Perito lançou um novo single chamado "SINAIS" e que já está disponível em todas as plataformas de música e no You Tube.
Sucesso!

 

05 fevereiro 2026

Nos tempos das carochas nos carnavais da Laguna

       Ontem à noite pesquisava algumas fotos e rabiscava frases sobre carnavais de antigamente na Laguna quando, pela janela aberta, entrou e pousou sobre a minha mesa uma carocha.
Estática e atenta, com suas pequenas antenas ali ficou a me observar pelos cantos dos seus olhos.
Juro, nunca uma carocha me olhou desse jeito. 
Logo a fotografei.

Tipo de carocha que chegava com os carnavais lagunenses do passado.

Para quem não conhece (foto), a carocha é um inseto, um tipo de besouro com carapaça. Esta tem a coloração metálica preta.
Pois houve época em nossa cidade que, com o carnaval, chegavam também milhares dessas carochas, lembra?
A invasão das carochas não acontecia sempre, não seguia um padrão sazonal, temporal.  Às vezes passavam-se anos e elas não apareciam.
Os entendidos diziam que as carochas hibernavam e, coincidentemente, acordavam nos meses de fevereiro e março quando surgiam entre nós. O fato devia-se ao potencial reprodutivo da espécie, conforme o calor e as chuvas, explicavam outros.

Um tapete delas
Havia também quem diagnosticasse que esse tipo de besouro era atraído pelas luzes (holofotes) instaladas para os desfiles carnavalescos nas extensões das ruas Raulino Horn  e XV de novembro (pré-carnaval) e Jerônimo Coelho (desfile oficial).
Mas as carochas quando surgiam eram aos milhares pelas ruas do centro, despencando nos quintais, entrando pelas portas e janelas abertas das casas, enfiando-se pelas frinchas, meio que confusas, paralisadas, desorientadas.
Pelo grande volume delas tornavam-se uma praga urbana.
Em poucas horas morriam e houve ano em que formaram um verdadeiro tapete, tal a quantidade.
Lembro dos funcionários da prefeitura munidos com dezenas de vassouras e pás a retirá-las dos leitos das vias e as despejando em carrinhos de mão e nas carrocerias de caminhões em direção ao aterro de lixo.
Se assim não o fizessem, poucos dias depois, com o passar das rodas dos automóveis e o pisar dos transeuntes sobre elas, que estouravam, formava-se uma pasta viscosa, pútrida, exalando mau cheiro.

Uma solitária carocha chegou para o carnaval da Laguna 2026.

Nos mais antigos jornais de nossa cidade não encontrei relatos das chegadas das carochas em nossos carnavais.
Somente no ano de 1965 é que começam as notícias sobre o aparecimento delas.
Nesse ano, a quantidade foi tamanha que além de todo os transtornos que causaram nas vias públicas, prejudicaram os componentes dos blocos e das Escolas de Samba que não conseguiam sambar sem escorregar sobre elas.
Tanto é verdade que o jornal de Itajaí A Nação, de 27 de março de 1965, comentando sobre a nossa maior festa popular, disse:

“Carnaval de Carochas
Uma súbita invasão de “carochas” prejudicou em grande parte o carnaval de rua em Laguna este ano.
Comentando o ocorrido, dois lagunenses radicados em Blumenau, Drs. Vinícius Colaço de Oliveira e Plácido Machado Goulart da Rosa, afirmavam que em “1965 em Laguna não houve desfile de cabrochas e sim de carochas”.

Jornal A Nação (Itajaí) de 27 de março de 1965.

Figurantes na festa
Esta carocha que chegou à minha mesa, veio desacompanhada, solitária em sua rápida visita.
Quero crer que surgiu para lembrar que em meus escritos sobre o carnaval lagunense do passado, também a incluísse, juntamente com a história de suas ancestrais.
Afinal, mesmo indesejadas, foram figurantes em vários anos nas nossas folias de Momo. Além de 1965, no ano de 1972, se não me engano, houve novamente outra grande invasão.
Mesmo passados muitos anos, elas continuam presentes em nossas memórias de crianças que, mesmo com certo receio e proibidos pelos pais, as tocávamos e as juntávamos com as mãos para observá-las.
Bem por isso escrevi este pequeno texto sobre a presença das carochas nos carnavais lagunenses de outrora.
Logo que o finalizei, observei que a carocha esfregou suas duas patinhas dianteiras, vibrou suas asas e alçou novamente voo. E pela mesma janela que entrou, partiu livre na imensidão da noite. 
Provavelmente em busca de um portal do tempo, em direção a um passado que logo se fechou e não volta mais a abrir. 
Nunca mais.