16 junho 2026

Renato Ulysséa foi exemplo de cidadania em defesa da Laguna

 
Ele foi um lagunense apaixonado por nossa terra. Um lutador pelas causas da Laguna, principalmente por nosso porto.
Quando o conheci pessoalmente era eu um adolescente e ele já um senhor octogenário.
Foi em 1977, quando eu trabalhava na Agência da Receita Federal da Laguna e seu Renato Ulysséa foi solicitar uma explicação sobre Imposto de Renda.

Renato Ulysséa. Foto álbum de família de Rosa Simplício Grandemagne.

Sanada a dúvida, falamos um pouco sobre Laguna, indaguei algo sobre o nosso porto, ele logo respondeu. 
Vendo meu interesse sobre o tema me convidou para ir em sua casa ao lado do Clube Congresso Lagunense. Queria me mostrar algumas fotos, documentos, recortes de jornais. Já me conhecia por algumas crônicas publicadas no jornal Semanário de Noticias.
No sábado fui lhe visitar. Passamos a tarde toda conversando, eu anotando o que podia sobre seus conhecimentos, olhando fotografias. E indagando muito.
Seu Renato era um homem que acompanhava atentamente o noticiário. Assinava vários jornais, entre eles o Semanário de Notícias (LG), O Estado (SC), o sisudo Correio do Povo (RS) e recebia via postal, o centenário Jornal do Commércio, do Rio de Janeiro. Era um leitor voraz. 

O memorial sobre o Porto e Barra da Laguna e a Monografia classificada na FGV
Me entregou cópia (que guardo comigo até hoje) de um importante Memorial sobre a Barra e Porto, de sua autoria e que havia enviado muitos anos antes, em 14 de agosto de 1964, a Juarez Távora, então ministro da Viação e Obras Públicas.
Semanas depois, uma sexta-feira, me procurou e me "intimou" a participar de um concurso de monografias promovido pela Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro. O tema era meios de transportes, estradas, ferrovias e portos.
Dez ou quinze páginas datilografadas sobre o tema. Ele mesmo se encarregaria de postar nos Correios. Bastava eu escrever.
O prazo se esgotava já na segunda-feira, data obrigatória para a última postagem. Passei o fim de semana escrevendo e datilografando os originais.
Na segunda-feira, como combinado, lá estava seu Renato, envelope nas mãos para levar o material aos Correios.
Meses depois saiu o resultado. Com a monografia sobre o porto da Laguna se classificando entre as dez finalistas.
Se não estou enganado, foram mais de cinco mil trabalhos inscritos de todo o Brasil.
Não, não fiquei entre os três primeiros lugares, infelizmente. Mas era de notar a alegria do seu Renato com o resultado. E a minha também.
-Entre os dez primeiros, está muito bom para primeira vez, dizia ele, entusiasmado. 

Um livro dedicado a ele
Pois foram essas páginas da monografia que serviram de embrião para o meu primeiro livro: Porto da Laguna – A Luta de um povo traído, lançado alguns anos depois, em 1995.
Mas, aí seu Renato já não estava mais entre nós.
Meses antes de seu falecimento, em 1993, lhe entreguei em mãos o esboço do livro.
Com problemas de visão motivado pela catarata, o trabalho foi lido integralmente para ele por sua dileta filha Elisabeth (dª Betinha) Ulysséa Arantes.
Aliás, minha professora no então Conjunto Educacional Almirante Lamego-Ceal, casada com o também meu mestre, José Paulo Arantes. Dois professores de gerações.
Quando o livro sobre o porto foi publicado, dediquei a obra a ele, numa homenagem póstuma a quem acompanhou as marchas e contra marchas do porto da Laguna, conversando, escrevendo às autoridades e políticos, cobrando promessas e providências, guardando farto material sobre o assunto.
Era o mínimo que eu poderia fazer.
Sei que no seu íntimo sempre acalentou a esperança de um dia rever o nosso porto funcionando, carro chefe da economia local, redenção do povo lagunense.
Até hoje daquela época guardo com carinho nos meus arquivos, uma pequena anotação escrita em seu cartão de visitas endereçada a mim onde anexou cópia de uma foto da nossa Barra. Ele carinhosamente escreveu com sua letra já trêmula:
 
“Ao prezado Valmir, o Renato encaminha anexo ao presente, o xerox da foto da nossa Barra, conforme combinado, dia 23 último, em sua agradável visita. Laguna 1º dez (1977)”. Renato.
 
Lamentação pela derrubada de um palacete
Renato Ulysséa, morando vizinho ao palacete de João Tomaz de Souza, foi um dos inconformados com a derrubada do imóvel. Sempre dizia que chorou muito na esquina do Clube Congresso Lagunense quando da demolição para construção daquele feioso caixote do Banco do Brasil.
“Era um patrimônio arquitetônico que ia embora e eu me sentia impotente para evitar tal disparate”, lamentava-se nas conversas com familiares e amigos.

Quem foi Renato Ulysséa
Renato Ulysséa nasceu na Laguna em 16 de agosto de 1897, filho do dr. Ismael Pinto de Ulysséa e dª Ana Guimarães Cabral de Ulysséa. (d. Santa).
Teve 18 irmãos (nem todos aqui nominados): Julieta, Heitor, Gilberto, Leonor, Romeu, Ramiro, Otília, Juracy, Nicanor e Modeno, além de Laura, Tobias, Jandira, Aurora e Murilo. Esses cinco últimos faleceram em tenra idade.

Quatro irmãos reunidos no aniversário de um século de Romeu Ulysséa, em 15 de julho de 1990. Da esquerda p/direita: Romeu Ulysséa, Renato Ulysséa, Ramiro Ulysséa e Otília Ulysséa Ungaretti. Foto: Miriam Massignani Glasenapp Ulysséa. Arquivo: Rogério Ulysséa.


Seu pai foi o primeiro lagunense e o primeiro no sul catarinense formado em Medicina e sempre exerceu a profissão aqui na Laguna.
Concluídos os estudos secundários em nossa cidade, Renato Ulysséa seguiu para o Rio de Janeiro para prosseguir em curso superior. Mas mudou de planos e retornou à terra natal.
Foi o primeiro funcionário da filial da empresa comercial (firma) Carlos Hoepcke S.A., também proprietária de navios, onde trabalhou durante cinquenta anos.
Aqui casou-se com Dorah Grandemagne Ulysséa e tiveram sua única filha Elisabeth Ulysséa Arantes, dª Betinha.
Por cerca de dezoito anos seu Renato foi tesoureiro da Comissão Administrativa do Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos.
Foi também tesoureiro da chamada Caixa de Esmolas, entidade filantrópica que existiu na Laguna.
Colaborou e muito com a Associação Espírita Berço de Jesus, entidade filantrópica dirigida por sua esposa Dorah, que fornecia enxovais aos recém-nascidos de mães necessitadas.
Em diversas gestões fez parte da diretoria do Clube Congresso Lagunense, tradicional sociedade em que seu pai, Ismael Ulysséa foi um dos fundadores e presidente.
Foi secretário da hoje extinta Sociedade dos Amigos da Laguna, de tantos serviços prestados à nossa cidade.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Renato Ulysséa integrou a comissão local da Cruz Vermelha Brasileira. Sua filha, dª Betinha foi uma das integrantes como auxiliar de enfermagem.
Realmente foi um homem afeito à prática do bem, espiritualizado, de inabalável fé. Homem bom, digno e íntegro.
Nos últimos anos, com problemas de visão causados pela catarata, pedia que familiares e amigos que o visitavam lessem para ele passagens do livro Ave Luz, de João Nunes Maia pelo espírito Shaolin, Editora Espírita Fonte Viva, lançado em 1984 e que contém lições de Jesus aos seus discípulos.
E foi assim, ouvindo esses ensinamentos, que Renato Ulysséa empreendeu o grande retorno à pátria espiritual, falecendo em 20 de maio de 1993, aos 95 anos, três meses antes de mais um aniversário.
Numa crônica publicada em meu jornal Tribuna Lagunense, de 22 de agosto de 1997, seu sobrinho o lagunense de saudosa memória Norberto Ulysséa Ungaretti escreveu sobre o seu tio Renato, em seus 100 anos de nascimento, transcorridos naquele ano na semana anterior. 
Eis um trecho:

Renato Ulysséa: cem anos
“Na memória de minha infância e da minha adolescência, na memória da minha vida inteira, já ultrapassada de seis décadas, guardo do meu tio Renato a mais carinhosa lembrança.
Devo-lhe incontáveis demonstrações de afeto e bem querer, sempre solidário, sempre amigo, sempre carinhoso e solícito, sempre generoso e desprendido.
Cultivou exemplarmente as relações de família. Honrou a cidadania. Amou como poucos a terra em que nasceu. Serviu desinteressadamente aos seus semelhantes. Foi e continua a ser uma criatura luminosa e iluminadora”.

Merece ter seu nome perpetuado numa via pública
Quem sabe algum nobre vereador da Laguna apresente Projeto de Lei dando o nome de Renato Ulysséa a alguma via pública de nossa cidade, ainda sem denominação oficial, como homenagem pelos serviços que prestou à Laguna e como exemplo de cidadania.
Ele era avesso à política partidária, sem dúvida. Mas foi um político no sentido clássico da palavra.
Era preocupado com o bem comum e com os interesses da Laguna, terra onde nasceu e viveu por toda sua longa vida.

14 junho 2026

Santo Antônio dos Anjos da Laguna, rogai por nós!

 Transladação de Santo Antônio dos Anjos em 13 de junho de 2026  da Igreja Nossa Senhora Auxiliadora - Chegada na Igreja Matriz. Vídeos: Valmir Guedes Júnior




13 junho 2026

Uma caminhada pelas ruas da Laguna com Santo Antônio dos Anjos

 
Como tradicionalmente e anualmente acontece a poucas horas antes de sua Transladação, a imagem de Santo Antônio dos Anjos deixa a Matriz e vai em direção ao bairro Magalhães ou Progresso.

Foto: Valmir Guedes Júnior

   Neste ano de 2026, no revezamento, ele se dirigiu às 15 horas pelas estreitas ruas do Centro Histórico à Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, de onde partirá às 17 horas com destino à Matriz. Esse ano mais cedo, por causa do jogo da seleção.
No caminho faz a tradicional viradinha defronte a algumas residências, muitas delas enfeitadas com balões coloridos e cartazes do padroeiro.
Vídeo: Sheila Lindermann 

Além dos Irmãos da Irmandade que levam o Padroeiro em seu andor, muitos fiéis o acompanham no trajeto.
Uma tradição histórica, religiosa, misto de amor e fé.

11 junho 2026

Santo Antônio casamenteiro e as simpatias. Se milagres desejais...

 
As tradições nada mais são do que a ciência de um povo, cultura, hábitos, normas e doutrinas que compõe o arcabouço de seu patrimônio imaterial, atravessando gerações.
São as mais diversas as tradições que o povo lagunense mantem ao longo dos anos, em relação ao seu padroeiro Santo Antônio dos Anjos.

Santo Antônio dos Anjos da Laguna 2026. Foto: Valmir Guedes Júnior

Uma delas é que, ao encerrar da festa, os devotos, pós-procissão, colhem as flores do andor. Uma verdadeira relíquia para os fiéis, mesmo com pedidos para não o fazerem.
Outra tradição, ainda amplamente praticada, é a colocação de bilhetinhos em nichos da imagem ou aos pés do Santo, antes de ser ele reconduzido ao altar-mor após as festividades ou mesmo durante os dias alusivos.
Nos bilhetes, os mais variados pedidos ou agradecimentos por graças alcançadas, em gestos de esperança e fé do povo.

Aos pés de Santo Antônio dos Anjos

Os tradicionais bilhetes aos pés de Santo Antônio dos Anjos com pedidos e agradecimentos dos fiéis, deixados com muita fé e orações. Foto: Valmir Guedes Júnior

De todos os santos é bem provável que Santo Antônio seja o mais venerado.
Veio de Portugal para o Brasil com fama de casamenteiro e por aqui se tornou também conhecido.
Além de ser o santo das causas perdidas, a quem o crente recorre no momento de desespero e de procura, através do responso.

A paradinha do Santo
Outra tradição que foi incorporada à cultura local, é a famosa paradinha da imagem do santo.
Dizem os costumes que, se no dia da Procissão o santo der uma paradinha casual defronte a uma casa e nela estiver uma moça solteira, é batata. Casamento na certa. E em breve.
E que ninguém duvide, porque atestam os mais antigos que Santo Antônio dos Anjos já operou verdadeiros milagres por essas bandas, “desencalhando” muitas titias que já eram dadas como casos perdidos.

Na procissão de Santo Antônio dos Anjos a paradinha casual defronte à casa é sinal de casamento à vista na residência. Foto: Valmir Guedes Júnior

No entanto, um detalhe: se o santo desse a paradinha e não houvesse moça com vistas a matrimônio, morreria uma pessoa ali residente.
Imagine às vezes a torcida de inimigos, de algum adversário ou até de um vizinho mais maldoso.
Bem por isso, contam os mais antigos da Laguna, que casais de mais idade ou que não tinham filhas, convidavam sobrinhas, parentes ou moças conhecidas para se postarem nas janelas de suas casas.
Uma forma de fugir a presságios, digamos, funestos. Como se alguém pudesse ludibriar o santo... 

O Toc-Toc-Toc na porta da igreja
Outra tradição que ainda se perpetua até os dias atuais, se dá por volta da meia-noite do dia 12 (Dia dos Namorados) para 13 de junho quando, com a igreja fechada, moças e atualmente também muitos rapazes, se posicionam defronte às portas frontais da matriz, formulando o desejo de encontrar seu príncipe (ou princesa) encantado(a).

O Toc-toc-toc nas portas da Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos já é uma tradição praticada  sempre à meia-noite de 12 para 13 de junho. Foto: Elvis Palma ano 2025.

Em cada batida na porta o diálogo com o santo, deve ser repetido três vezes: 

- Toc. Toc. Toc.
Santo Antônio, Santo Antônio,
se estais dormindo acorda.
Se estais acordado,
responda pela boca de alguém
o nome da pessoa com quem vou me casar.

Nas próximas 24 horas deve-se ficar com as orelhas em pé, captando as conversas dos outros para ouvir um nome que será o do futuro amado. Não vale diálogos de familiares ou amigas.

As 13 moedas para 13 pessoas
Outra simpatia muito usada há alguns anos nas ruas da Laguna, era doar no dia 13 de junho, 13 moedas para 13 diferentes pessoas oferecendo a moeda em nome de Santo Antônio. A tradição é que o gesto caridoso abria caminhos para o amor.

Papéis embaixo do travesseiro
Outra simpatia muito usada antigamente por aqui era na noite de 12 para 13 de junho escrever os nomes de seus pretendentes em pequenos papéis, dobrá-los e colocá-los embaixo do travesseiro ao se deitar.
Na manhã seguinte, ao acordar, sem olhar, pega-se o primeiro papel. O nome que constar será o(a) futuro companheiro (a).

Mesma roupa e até repetição de peças íntimas
A sempre lembrada Nail Ulysséa, estudiosa que foi das manifestações religiosas em nossa cidade, em sua obra “Três Séculos na Matriz...”, relembra que muitos devotos na Festa de Santo Antônio dos Anjos “prometiam assistir a todas as novenas, com a mesma roupa para conseguirem o que estavam pedindo ao santo”.
“Moças, ao contrário, assistiam a todas as novenas, cada noite com um vestido novo, para casar-se naquele ano”.

Há quem fale que algumas pessoas repetiam em todas as noites de trezenas as mesmas peças íntimas.
Treze dias com a mesma calcinha? Com a mesma cueca?
- Qué qué isso minha gente!... 
O que é que não se faz... olha o sacrifício em busca de um amor.

Essas são algumas – há outras dezenas - de simpatias que contam os historiadores e memorialistas lagunenses mais antigos.

08 junho 2026

Uma igreja sem bancos (bancadas) até 1912. E onde os fiéis se sentavam?

 
Quem frequenta a nossa igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos e senta-se em um dos seus dezenove pares de adornados bancos, murmurando orações com muita fé, assistindo missas e novenas, não imagina que antes o local não era assim.

Interior da Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos da Laguna em junho de 2026 com seus adornados bancos preparados para as novenas. Foto: Valmir Guedes Júnior.

E era diferente porque simplesmente esses enormes e compridos móveis de madeira não existiam. Pelo menos até o ano de 1912.
E onde os fiéis se sentavam?
Conforme a saudosa dª Nail Ulysséa, de tradicional família, catequista, estudiosa da religião católica em nossa cidade, em suas pesquisas que nos legou publicadas em 1976 no livro “Santo Antônio dos Anjos da Laguna – Seus Valores Históricos e Humanos”, no capítulo Três Séculos na Matriz: 

“A igreja, até 1912, não possuía bancos. As senhoras e crianças, se quisessem, sentavam-se no chão, que era todo ladrilhado ou assoalhado, ou nos degraus dos altares. Os homens sempre de pé.
Em agosto de 1912, foram colocados os primeiros bancos na igreja, bancos muitos simples”.
 

Foto rara do interior da Igreja Matriz em 1905. Note o adro vazio, ainda sem qualquer tipo de bancos e a balaustrada ao redor, com os corredores laterais. O teto sem nenhum tipo de pintura. Foto: Acervo Valmir Guedes Júnior.

De fato, encontramos no jornal lagunense Democrata de 21 de abril de 1912, uma pequena nota registrando a compra dos bancos.
Ela informa que o vigário da época, padre Francisco Xavier Giesbert (esse o sobrenome correto) foi quem contratou o marceneiro Antônio Magalhães Castro, residente em Tubarão, para execução de vinte bancos para serem instalados na Matriz. Mais tarde outros dez bancos foram encomendados e colocados.

Jornal lagunense Democrata, de 21 de abril de 1912.

Quatro meses depois, o jornal lagunense O Albor de 18 de agosto de 1912, já registrava a colocação dos primitivos bancos trazendo a manchete:

"A nossa Igreja Matriz"
"A nossa Igreja acaba de passar por uma reforma, que se torna de grande conveniência para o Culto: referimo-nos ao melhoramento que nesse templo foi agora introduzido com a colocação de bancadas para a assistência dos fieis aos atos do culto divino.
Não há dúvida, que assim fornecido o amplo recinto da Igreja, desses bancos, a Irmandade S. Antônio dos Anjos proporcionou uma comodidade ao público, dando-lhe igualmente ocasião para mais pia e reverentemente acompanhar-se os ofícios e solenidades da nossa religião".

Jornal lagunense O Albor de 18 de agosto de 1912.

E dª Nail completa as informações sobre esses primeiros bancos da igreja Matriz:
 
“Em 1952 esses bancos foram substituídos pelos atuais, já, então, em estilo condizente com a igreja, desenho de um sacerdote do Colégio Dehon e confeccionados nas oficinas da Estrada de Ferro, entrando a igreja apenas com o material, por gentileza do Dr. Anes Gualberto, que era diretor da ferrovia”.
 
Balaustradas ao redor
Ao redor do adro havia balaustradas, como se pode observar na raríssima foto acima publicada, datada do início do século XX, mais precisamente de 1905. E na foto abaixo, de 1921.
“Sobre estas balaustradas as mães costumavam sentar as crianças pequenas”, informa dª Nail.
"Entre os anos de 1924 e 1928, para dar maior comodidade aos fiéis, essas balaustradas foram retiradas".
 

Raríssima foto do interior da Igreja Matriz em 1921. Note-se a existência dos primitivos bancos instalados em 1912 e da balaustrada contornando todo o adro, com seus corredores laterais. Observe, ampliando a foto, que os dois altares em estilo barroco, ao fundo, nas laterais, são de Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora do Rosário, conforme informa Nail Ulysséa. Foto: Acervo Valmir Guedes Júnior


Ladrilhos hidráulicos
Quando foram colocados os primeiros bancos em 1912 todo o piso central da igreja desde 1902 havia sido ladrilhado com os chamados ladrilhos hidráulicos.
A frente e os corredores laterais continuaram assoalhados, somente recebendo os ladrilhos mais de três décadas depois, em 1944.
Com a última grande reforma na igreja (ano 2000) todos esses ladrilhos foram retirados e substituídos por madeira. A meu ver, erroneamente. Hoje periodicamente essas tábuas têm que ser substituídas por apodrecerem e/ou quebrarem.
Ficaram alguns exemplares desses ladrilhos nas soleiras das três portas da entrada frontal que se juntam com as pedras de gnaisse. E na soleira da porta lateral norte, como se pode observar no local e nas fotos abaixo:

Soleira da porta principal da Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos da Laguna, com faixa de ladrilhos formando desenhos geométricos de estrelas. Foto: Valmir Guedes Júnior.


Soleira da porta lateral norte com faixa de ladrilhos formando desenhos geométricos de estrelas. Foto: Valmir Guedes Júnior.


Parabéns, Elvis Palma

Parabéns, Elvis Palma pelas fotos das Festas de Santo Antônio dos Anjos feitas desde o ano de 2015. Ele, que completa este ano de 2026 seus doze anos consecutivos de cobertura fotográfica.
Uma importante missão e verdadeira maratona em registrar os momentos da maior festa religiosa do nosso município. Uma preciosa galeria histórica.
E pelas lentes atentas do Elvis acompanhamos cada momento em centenas de cliques dos festejos.
A charge publicada em seu face mostra bem a correria em que ele vive esses dias.

05 junho 2026

Jornalista escreve sobre o Farol de Santa Marta e o camarão da Laguna

 
Jornalista Luana Miguel do Portal NSC Total vem emplacando ótimas reportagens sobre aspectos sociais, econômicos e turísticos de municípios do sul do estado.
No dia 3 de junho último, ela abordou o nosso Farol de Santa Marta, ponto turístico dos mais conhecidos, além de sua importância para a navegação.

Farol de Santa Marta em 1980. Foto: Valmir Guedes Júnior

A reportagem traz antigas fotos do Farol e seu entorno, buscadas do Arquivo Público de Santa Catarina. Além de fotos atuais.
Luana escreve sobre aspectos da construção do Farol, materiais utilizados na obra, além de alguns dos mistérios que rondam aquele Cabo, chamado de “Esquina do Atlântico” e onde verdadeiramente o vento faz a curva.
Um deles foi o “Navio Fantasma” que apareceu à deriva por lá em 1879, sem tripulantes. E cita minhas pesquisas sobre esse estranho naufrágio e já publicadas Aqui no Blog.
Lembrando que o Farol de Santa Marta abre para visitação pública no primeiro fim de semana de cada mês, das 9h às 11h e das 14h às 17h. Para visitá-lo basta doar um quilo de alimento não perecível.
Para ler a matéria sobre o Farol clique Aqui
Um dia antes, outra ótima reportagem da jornalista abordou o camarão rosa da Laguna e sua importância econômica e social.
Para ler esta reportagem clique Aqui

04 junho 2026

FOTO-RETRÔ

 
Convenção da Saudade dos Lions Clubes de Santa Catarina, de 27 a 29 de abril de 1973 em Brusque-SC. 
Na foto, a delegação da Laguna.
De acordo com Carlinhos Horn, um dos presentes ao encontro, nessa jornada o Lions da Laguna foi classificado como o clube de maior representação, em proporção.
Da esquerda p/direita: dr. Arno Schimidt, Eliete Silva Nedef, Carlos Alberto Mussi, Nelson Gomes Mattos, Jaime de Souza Siqueira, Márcio Spillere da Silva e Maria Águeda Barreto Spillere, Leandro (Juca) José Crippa, Sônia Maria Brum Ribeiro (Horn), então casada com Carlinhos Horn), Vinicius Uliano, João Batista de Bassi Filho, Antônio Joaquim de Castro Faria (Tuba).
As duas domadoras ao lado de Vinícius Uliano uma delas é a Bernadete Araújo Crippa, casada com o Juca Crippa. A outra ainda não reconheci. Quem sabe algum leitor...

Agachados: José Carlos Natividade (Bujú), Francisco Zanella Nunes, Carlos Araújo Horn, Joselino Alves de Oliveira, dr. João Rui Szpoganicz, Sérgio Martins Nacif e Reinaldo Domingos.

As duas domadoras na extrema direita: a primeira é a Maria Salete Rodrigues (Domingos) (então casada com Reinaldo Domingos). A segunda é Neusa da Silva Mattos (casada com Nelson Gomes Mattos), conforme reconhecimento do nosso leitor Fernando (Mego) Lopes Fernandes.
Foto: Acervo Joselino Alves de Oliveira.

31 maio 2026

Ministra da Cultura recebeu livro sobre centenária Banda Musical lagunense

 
Ministra da Cultura Margareth Menezes recebeu exemplar do livro Sociedade Musical União dos Artistas – Atravessando Os Séculos, de minha autoria.
A entrega foi feita pelo presidente da nossa centenária sociedade musical, Giovani Cardoso na última sexta-feira, 29, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Na ocasião era realizado um debate sobre cultura, onde a ministra ouviu demandas do setor e apresentou ações e resultados do seu ministério.

Giovani Cardoso, presidente da Sociedade Musical União dos Artistas quando da entrega de um exemplar do livro sobre a centenária corporação musical lagunense, de autoria de Valmir Guedes Júnior à Ministra da Cultura Margareth Menezes. Foto: Marion Rodrigues Cardoso/Divulgação SMUA


Portal de Notícias Agora Laguna sempre em cima do lance, divulgou o momento da entrega da obra, lançada com grande sucesso em 2022 no hall do Cine Teatro Mussi.
Para ler a matéria publicada no Agora Laguna clique Aqui
Aliás, o livro serviu como base para o tema de enredo da Escola de Samba Mocidade Independente para o carnaval de 2027, cujo samba já foi escolhido na noite de sábado, 23 de maio último, no Mercado Público.

29 maio 2026

Memórias das Festas de Santo Antônio dos Anjos da Laguna

 
Como programada, divulgada e ansiosamente aguardada, a tradicional Festa em Honra ao Padroeiro Santo Antônio dos Anjos da Laguna 2026 vai acontecer de 31 de maio a 14 de junho.
Um encontro religioso de muita fé e devoção que atravessa gerações.

Mas, no passado, Festas de Santo Antônio já foram adiadas e até cancelada
A título de curiosidade, ao longo da história católica lagunense há registros de adiamentos e até cancelamento dos tradicionais festejos em honra a Santo Antônio dos Anjos.
Pelos mais diferentes motivos: 

Ano 1886Coincidência com a data do Espírito Santo
As festividades em honra a Santo Antônio dos Anjos que seriam realizadas no dia 13 de junho desse ano de 1886 foram adiadas para o dia 20 do mesmo mês, precedidas de cinco novenas, com missa solene e procissão pelas ruas do centro.
Qual teria sido o motivo?
De acordo com aviso publicado no jornal Echo Lagunense em sua edição de 19 de junho daquele mês, a mudança foi provocada pela coincidência das festividades do Espírito Santo ter caído justamente no dia 13.
Na época existia em nossa paróquia uma Irmandade do Espírito Santo congregando muitos irmãos.
Nail Ulysséa em Três séculos na Matriz, informa que a Irmandade do Espírito Santo “Realizava a festa mais importante da cidade, suplantando a festa do padroeiro”.

Jornal Echo Lagunense de 19 de junho de 1886.

O aviso vinha assinado por José Monteiro Cabral, secretário da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Santo Antônio dos Anjos.

Ano 1902 – Santo Antônio dos Anjos estava no Rio de Janeiro
Neste ano as festividades tradicionalmente programadas para o mês de junho não aconteceram.
Isso porque a imagem de Santo Antônio dos Anjos não se encontrava na Laguna. 
Como assim?
Explico. É que no início do ano a Irmandade decidiu enviá-la ao Rio de Janeiro para ser encarnada (restaurada) por técnicos da área.
Era para estar de volta após os trabalhos finalizados, ainda no começo do mês de junho, em tempo para as festividades.
Os dias passaram, junho se aproximava e nada do Santo retornar.

Clichê com desenho de Santo Antônio dos Anjos publicado no jornal lagunense Correio do Sul de 13 de junho de 1942. Notem que o Menino Jesus ainda estava sem sua tradicional roupinha.

Nesse meio tempo correu a notícia na Laguna que a imagem teria causado grande impressão entre religiosos e apreciadores de arte sacra no Rio de Janeiro desde que chegou. Bem por isso estaria havendo propostas para troca por outra imagem do santo casamenteiro.
Imagine o rebuliço que essa notícia causou na Laguna. O disse-me-disse pelas esquinas, cafés e boticas tomou conta da cidade.
Não se sabe se a notícia tinha algum fundamento ou foi uma fake news da época.
Logo aconteceram várias reuniões com pedidos de providências urgentes.
O provedor da Irmandade, que agora já era João Monteiro Cabral, o Janjão, foi convocado e tomou o primeiro navio com destino ao Rio de Janeiro. Missão: apressar os trabalhos e trazer a imagem de volta à Laguna.
Somente em 8 de julho o provedor retornou com a imagem do santo encaixotada à bordo do vapor Industrial.
Houve uma grande recepção. A imagem foi levada para a capela do Hospital com a transladação para a matriz prevista para o dia 19 do mesmo mês. No dia marcado caiu um temporal e o translado não aconteceu.
Somente no dia 26 de julho de 1902 é que a imagem, “com grande número de fiéis” foi transportada da Capela do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos para seu altar na matriz.
No dia seguinte Missa cantada e Te-Deum pela volta da imagem.
Para ler com mais detalhes essa história já publicada neste Blog clique Aqui

Ano 1905 – Falta de recursos
O jornal O Albor em sua edição de 11 de junho deste ano publicava a notícia que por falta de recursos para bancar as festividades em honra a Santo Antônio dos Anjos, iria ser rezada “unicamente” uma missa cantada e terço à noite no dia 13 de junho.

Jornal O Albor 12 de junho de 1905.

O caixa deveria estar mesmo zerado. Outro motivo provável é porque a igreja matriz estava em péssimas condições físicas, necessitando de obras de manutenção e melhoramentos. Desde o ano anterior os jornais da cidade alertavam que o madeiramento do teto da igreja ameaçava ruir.
Tanto é verdade que o jornal O Albor dizia:
“Não há recursos para as obras mais urgentes e o sr. João Monteiro Cabral faz um apelo justíssimo ao povo lagunense para contribuir à medida de suas forças para que a matriz de nossa terra não desabe”.
A não realização da festa e procissão não deve ter caído muito bem junto à comunidade católica e as críticas foram muitas.

Quitéria Cabrita reclamou pelo jornal
Uma longa carta publicada na edição seguinte, de 18 de junho no mesmo O Albor com o título “O Nosso Padroeiro” reclamava da decisão.
Era assinada com o estranho pseudônimo de Quitéria Cabrita, que tanto podia ser alguma carola da igreja, um membro da Irmandade desgostoso com a decisão. Ou até mesmo alguém da redação do jornal. Vai saber.
Pois a Quitéria Cabrita reclamava que não acreditou quando leu a notícia em O Albor.
E logo a seguir sobrou para os membros da Irmandade quando ela diz: 

“Que os juízes não se importem com a festa, que neguem mesmo dinheiro e dedicação... lamenta-se, mas tolera-se... O que não se compreende, nem se tolera, nem se perdoa, é que os irmãos em Santo Antônio se reúnam e resolvam nada fazer por falta de dinheiro.
Uma missa cantada, três ladainhas, e uma procissão não consomem assim tanto dinheiro...”.

E depois de comentar sobre várias pessoas da comunidade que poderiam ajudar gratuitamente na realização da festa com ornamentação, velas e foguetes, ela continua dando pauladas:

“Só o que faltou, meu amigo, foi vontade da Irmandade, e isto digo mesmo nas bochechas de qualquer irmão.
Se se tratasse de um baile, de um grupo carnavalesco, de um espetáculo ou de uma eleição, o dinheiro não faltaria; mas como se trata de Santo Antônio, que só tem feito bem a todos... a crise é tremenda...”.
(...) “Uma missa rezada só... e Santo Antônio que se contente com isso, que a Irmandade não tem dinheiro...”.

E ela finaliza saudosista dos velhos tempos quando Laguna ainda era uma Vila e de seu finado marido, levando obviamente a gente concluir que ela era viúva:

“Pois olhem... – quando isto era Vila um só ano não se passou sem que a festa do miraculoso orago fosse feita inteirinha, com trezenas, missa solene, a procissão e sermão...
Aquilo é que eram tempos.... Ai! Que saudades eu tenho d’aqueles tempos e do meu defunto marido”.

Ano 1963 – Morte do Papa
Neste ano, tendo em vista a morte do Papa João XXIII ocorrida no dia 3 de junho de 1963, as festividades de Santo Antônio dos Anjos foram adiadas do dia 13 de junho para 23 do mesmo mês.

Jornal O Albor 28 de junho de 1963.

Mas já a partir do dia 11 as novenas foram realizadas, cantadas pelo Coral Santo Antônio dos Anjos, com alguns músicos das Bandas Musicais Carlos Gomes e União dos Artistas.
A Transladação na noite de 22 com a imagem veio da igreja Nossa Senhora Auxiliadora, na então Roseta, hoje bairro Progresso.
No dia 23 Missa solene pela manhã na Matriz com a presença do bispo Diocesano D. Anselmo Pietrulla.
À tarde aconteceu a procissão pelas ruas do centro.

Cartão-lembrança da Festa de Santo Antônio dos Anjos do ano de 1972. Acervo: Valmir Guedes Júnior.

Mesmo com o adiamento da transladação e procissão para os dias 22 e 23, respectivamente, todas as noites “havia concorridas barraquinhas, acompanhadas de músicas que alegravam o ambiente, até bem tarde”, diz O Albor de 29 de junho de 1963, de onde retirei essas informações.
Foram juízes da festa, Osmar Brum e Dilma Neto Mendonça.
E divulgados os nomes de Pedro Bascherotto e Cerize Rollin Remor como juízes do ano seguinte, 1964.
Na época chamava-se de juízes aos atuais festeiros, formados somente por um par (casal), não necessariamente casado.
Em tempo: O novo Papa escolhido em conclave para substituir João XXIII foi o cardeal Giovanni Montini que adotou o nome de Paulo VI.

Ano 1984 – Morte do padre
Estava tudo pronto para a realização da festa nesse ano. Iria acontecer de 1º a 17 daquele mês de junho.
Na noite de 31 de maio a cidade foi dormir mais tarde devido à carreata acontecida à partir da meia-noite. Naquela época dizia-se serenata.
No dia seguinte, uma sexta-feira após às 10 horas da manhã, a notícia chegou e percorreu rapidamente toda à cidade.
Um acidente automobilístico havia ceifado a vida do padre Luiz Agostinho Zocche Saccon, aos 29 anos de idade, pároco auxiliar ou vigário cooperador, como então se chamava, da Matriz Santo Antônio dos Anjos da Laguna.
Era um sacerdote amigo e conselheiro sempre prestes a ajudar o próximo. Era ligado aos grupos de jovens existentes na comunidade e comandava a Pastoral da Juventude.
Velório aconteceu durante todo o dia em nossa própria matriz. Fim de tarde seu corpo foi levado a a cidade de Meleiro, onde foi sepultado.

Jornal lagunense O Renovador de 8 de junho de 1984, com anúncio da festa e a data adiada para 8 a 17 de junho.

Por causa de seu falecimento, a festa em Honra ao padroeiro da Laguna foi adiada, só iniciando na sexta-feira seguinte, 8, após a realização da Missa de Sétimo Dia.
Padre Agostinho (e não Augustinho como está escrito na creche criada tempos depois em sua homenagem) estava escalado para ser o orador da primeira trezena.
Para ler mais sobre a trajetória de vida e o acidente que causou a morte do padre Agostinho e que já foi publicada neste Blog clique Aqui

Ano 2020 – Pandemia – Covid
Por causa das restrições sanitárias causadas pela pandemia da Covid, as tradicionais festividades de junho de 2020 não ocorreram.
Inicialmente a festa foi transferida para o mês seguinte, período de 3 a 16 de agosto. Mas depois foi cancelada.
Sem a possibilidade da realização de trezenas, aconteceram de 1º a 12 de junho a partir das 19 horas devocionais ao padroeiro feitas pelos padres Lenoir Steiner Becker e Itamar Faísca Nunes, com mensagens a cargo dos festeiros de 2020/2021.
Transmissão pelo Facebook, além de mostras de vídeos e fotos de trezenas de anos anteriores.
No dia 13 aconteceu a Alvorada, com carreatas partindo de várias regiões da cidade.
Em seguida saudação à Carreata feita por Neusa Preuss e Gero Perito, com uma live logo após da Sociedade Musical União dos Artistas.
A imagem de Santo Antônio dos Anjos ficou exposta aos fiéis em frente à Matriz, tendo guarda de honra da Irmandade. Veja foto abaixo.
Atendendo a pedidos, fiéis depositaram em frente quilos de alimentos a serem distribuídos às famílias necessitadas.
E pela primeira vez na história, tendo em vista as restrições sanitárias, a imagem de Santo Antônio dos Anjos (a grande) percorreu em veículo motorizado as ruas e avenidas da cidade, graças ao trabalho da Irmandade que tinha em Leonardo Demétrio, o seu esforçado e atuante Provedor.

Imagem de Santo Antônio dos Anjos ladeada por dois guardas de honra da Irmandade em 7 de junho de 2020. Em primeiro plano na foto, quilos de alimentos depositados pelos fieis para serem distribuídos às famílias necessitadas. Foto: Valmir Guedes Júnior

Houve distribuição dos tradicionais pãezinhos.
Às 12 horas aconteceu repique de sinos em todas as igrejas das três paróquias.
Às 17 horas procissão motorizada. Às 18 horas live da Sociedade Musical Carlos Gomes. Às 19 horas na Matriz foi realizada Santa Missa em honra ao Padroeiro e às 20 horas Terço em honra ao Sagrado Coração de Jesus.