Reuniões de
técnicos e vereadores estão acontecendo com vistas a resolver as dificuldades de
veículos, principalmente ambulâncias, na subida ao Hospital Senhor Bom Jesus
dos Passos.
Para resolver a
questão diversas sugestões surgiram, inclusive com elaborados projetos.
Fala-se em troca do pavimento por pavers, asfalto, concreto...
Pois bem. No
passado uma solução foi encontrada e durante anos não se ouviram mais queixas.
Meados da década
de 1970. Era administrador (Provedor) do nosso Hospital o saudoso Antônio
Teixeira, um nome que merece ser sempre lembrado por muito que fez.
Foi quando, principalmente em dias de chuva, veículos começaram a ter
dificuldades de acessar o local. Os pneus patinavam nos paralelepípedos.
Seu Teixeirinha
como era carinhosamente chamado, reuniu alguns daqueles antigos pedreiros seus conhecidos e que
prestavam serviço ao hospital. Pediu por sugestões e uma solução imediata e que
não causasse maiores transtornos.
O local é encrenca,
todos sabem. É um declive, com altos e baixos, com nuances e calhas em seu leito, com
ligações de canos de água, galerias pluviais e de esgoto. Em dia de fortes chuvas vira
uma cascata, com a água descendo do morro. Já aconteceram até deslizamentos.
Mexer ali é bucha, usando uma expressão popular.
Sem falar que
mais no alto, à direita de quem sobe, existe a rua Raul Ferreira com moradores
e suas casas e que se utilizam unicamente da rua Voluntário Carpes, a da subida do hospital.
Frisos de concreto
E sabem como foi rapidamente resolvido na época?
Simplesmente os pedreiros frisaram de fora a fora o leito da rua e seus paralelepípedos com
concreto num espaço horizontal de cerca de 10 a 15 centímetros de distância.
Solução rápida e barata. Os pneus passaram a não mais patinar no leito da via, porque havia aderência.
E para não
atrapalhar o trânsito, fizeram primeiro até o meio da rua e depois de secar,
o lado faltante. Em poucos dias o serviço estava pronto.
Não sou técnico,
nem engenheiro. Só mostro que no passado essa foi a solução encontrada.
O que sei é que depois dos frisos de concreto e durante
muitos anos ninguém mais se queixou do problema da subida de veículos ao Hospital.

Mas hoje em dia ter que ter caros projetos, licença disso e daquilo, discussões com vereadores, engenheiros da prefeitura, do IPHAN, do Ibama, da Apa da baleia, além de esperar verbas de deputados.
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