Entre confetes e
serpentinas a sandália dourada da sambista lagunense agora repousa sobre os paralelepípedos
da velha cidade. Tiras arrebentadas, saltos despedaçados que ainda guardam as
lembranças do baticum, da cantoria e dos aplausos de um público que já se foi.
A foto é um
símbolo a mostrar que todos nós, obrigatoriamente e de alguma maneira,
desfilamos pela avenida da vida. E, em algum momento, vamos embora.
"Vai passar"...
Alguns já nascem
em lugares de destaque. Outros, figurantes, anônimos e ainda assim todos brilham na
passarela.
Mas sempre chega
Quarta-Feira de Cinzas e o despertador, implacável, determina o retorno à
realidade.
E como canta eternamente o
poeta:
"Acabou nosso
carnaval
Ninguém ouve
cantar canções
Ninguém passa
mais brincando feliz
E nos corações,
saudades e cinzas foi o que restou”...

Poético. Paralelepípedos históricos da velha cidade. Quantas histórias, quantas lembranças...
ResponderExcluirÉ, Valmir, mudando o que deve ser mudado, festa acabada, músicos a pé. Abraço
ResponderExcluirO sapato de uma Cinderela sambista. Será que encontrou um príncipe?
ResponderExcluirCarnaval já teve seu tempo, o nosso. O pré carnaval que nos é que fazíamos, a passarela do samba na frente do hoje Banco do Brasil, entreo o Blondin e o Congresso. Os Bolas que escondiam ao máximo a confecção de suas fantasias, a briga entre a Difusora e Garibaldi, os dois Assis, Barrreto e Soares, Anita e 3 de Maio, a disputa de quem terminava mais tarde, até quando apareceu um Prefeito e colocou um caminhão com som mecânico, na Praca Vidal Ramos e o Carnaval se foi. O desfile na Rua Gustavo Richard só fez destruir o nosso Carnaval, que fazer, enfim sempre é Carnaval.
ResponderExcluirValmir... o Carnaval passou e já estamos na Quaresma (pelo menos para os cristãos católicos romanos), deixando para trás uns poucos dias de folia e descontração. Entretanto, ainda nos está reservado um bom tempo para "dançar" até o final de 2026... quando talvez poderemos ter a oportunidade de um Carnaval 2027 para um novo Brasil, que terá a chance de trazer a verdadeira alegria a este povo guerreiro que vive há décadas com uma "ressaca"... no dia a dia e sem ter participado de finais de semana com muita Picanha e Cerveja.
ResponderExcluirGrande abraço do Adolfo Bez Filho - Joinville / SC.