16 maio 2026

Blocos de pedras cedem nas Docas do cais

 
Dois blocos de pedra granítica do centenário cais das Docas, no Centro Histórico da Laguna, estão cedendo.

Bem provável que a causa tenha sido os calços de pedra que se deslocaram, com isso provocando a abertura de um vão onde se infiltram as águas da chuva.
Lembro que durante muitos anos, periodicamente, era providenciada a manutenção dessa muralha do cais em toda sua extensão, com a colocação de cimento entre esses vãos para evitar justamente a infiltração das águas de chuva e das ondas que se formavam quando de vento sul.
E agora, quem vai providenciar o conserto? Quem os colocará no lugar antes que desabem nas águas da Lagoa Santo Antônio? Afinal é uma área tombada e das mais belas da cidade, verdadeiro cartão-postal.
Alô, alô secretaria de Obras, Planejamento, Iphan.
 
Um pouco de história
Em 17 de novembro de 1909, em cerimônia efetuada pontualmente ao meio-dia, teve início a construção propriamente dita do cais do antigo porto da Laguna, com a colocação das primeiras pedras da muralha.
O empreiteiro (tarefeiro) encarregado dos serviços (1ª seção) foi Antônio Zamparetti, que já havia trabalhado em extração de pedras em estradas de Blumenau e São Paulo.

Em 1921 o cais ainda estava em construção, como mostra a foto. Ao fundo, o antigo Mercado Público que sofreu incêndio em 20 de agosto de 1939.

As pedras de granito róseo foram extraídas do Morro de Nª Sª do Rosário e talhadas no próprio local, abrindo assim passagem para os trilhos da Estrada de Ferro Teresa Cristina.
Quando chegou na 2ª seção, em forma de elipse que ia do antigo mercado público até as imediações do atual Iate Clube, aí incluído as docas do mercado, Arcângelo Bianchini substituiu o empreiteiro Zamparetti na continuação dos trabalhos. 
Imigrantes italianos trabalharam nas obras.
A construção do cais continuou e adentrou os anos e décadas seguintes, até o seu término, conforme previa o projeto.
Laguna entrava num novo tempo nas primeiras décadas do século XX.
Quer ler mais sobre a construção do cais? Clique Aqui

7 comentários:

  1. Valmir, só espero que a área não fique apenas com as eternas fitas zebradas de isolamento, afinal, o cais da lagoa é um dos nossos mais queridos cartões-postais. Abraço

    ResponderExcluir
  2. Geraldo de Jesus17/05/2026, 11:54

    Iphan tem que tomar providências urgente, Se cair vai levar as outras e aí vai levar um dinheirão para arrumar. Nosso cartão-postal.
    Sinceramente Valmir? Não acredito que seja arrumado tão cedo. Vão esperar alguma verba federal ou emenda de deputados. Uns 500 mil para arrumar. Espera só.
    Se a prefeitura não tem dinheiro nem para comprar um trato e caminhão...

    ResponderExcluir
  3. Edison de Andrade17/05/2026, 17:34

    Sabem quando a prefeitura vai arrumar essas pedras? Kkk

    ResponderExcluir
  4. Eles vão é passar uma fita pra isolar o local, botar um cone e deu. Vão esperar cair tudo pra depois descolar uma boa verba federal. Quem viver verá.

    ResponderExcluir
  5. IPHAN tem que entrar em ação rápido o local não é tombado?

    ResponderExcluir
  6. Alô Iphan por favor reconstrua o que foi construído com esmero e faz parte da nossa história, além, é claro; de ser um dos maiores cartão postal da nossa cidade, de onde pôde-se ver a elegância e beleza sem igual do por do sol ☀️

    ResponderExcluir
  7. Valmir... lamentável! Não me ocorre outra expressão para demonstrar a indignação com este tipo de descaso para com a história da Laguna. Assim, um a um nossos "marcos" centenários vão desaparecendo por falta apenas de uma manutenção... pergunta, onde estão as entidades que deveriam cuidar dos monumentos e demais elementos que são o testemunho da história? Ou será que basta apenas a desgastada e incompetente Prefeitura Municipal ficar fazendo propaganda o nosso acervo histórico? Em tempo, esta primeira parte o Cais que inicia no morro do Rosário e termina nas docas (onde está o Mercado Público), foi totalmente financiada pelo comerciantes da antiga Rua da Praia para que esta parte a cidade ficasse com melhor aspecto e também higiene.
    Grande abraço do Adolfo Bez Filho - Joinville / SC.

    ResponderExcluir