Dois blocos de pedra granítica do centenário cais das Docas, no
Centro Histórico da Laguna, estão cedendo.
Bem provável que a causa tenha sido os calços de pedra que se deslocaram, com isso provocando a abertura de um vão onde se infiltram as águas da chuva.
Lembro que durante muitos anos, periodicamente, era providenciada a manutenção dessa muralha do cais em toda sua extensão, com a colocação de cimento entre esses vãos para evitar justamente a infiltração das águas de chuva e das ondas que se formavam quando de vento sul.
E agora, quem vai providenciar o conserto? Quem os colocará no lugar antes que desabem nas águas da Lagoa Santo Antônio? Afinal é uma área tombada e das
mais belas da cidade, verdadeiro cartão-postal.
Alô, alô secretaria de Obras, Planejamento, Iphan.
Um pouco de história
Em 17 de novembro de 1909, em cerimônia efetuada pontualmente
ao meio-dia, teve início a construção propriamente dita do cais do antigo porto
da Laguna, com a colocação das primeiras pedras da muralha.
O empreiteiro (tarefeiro) encarregado dos serviços (1ª seção)
foi Antônio Zamparetti, que já havia trabalhado em extração de pedras em
estradas de Blumenau e São Paulo.
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Em 1921 o cais ainda estava em construção, como mostra a foto. Ao fundo, o antigo Mercado Público que sofreu incêndio em 20 de agosto de 1939. |
As pedras de granito róseo foram extraídas do Morro de Nª Sª
do Rosário e talhadas no próprio local, abrindo assim passagem para os trilhos
da Estrada de Ferro Teresa Cristina.
Quando chegou na
2ª seção, em forma de elipse que ia do antigo mercado público até as imediações
do atual Iate Clube, aí incluído as docas do mercado, Arcângelo Bianchini substituiu o empreiteiro Zamparetti na
continuação dos trabalhos.
Imigrantes italianos trabalharam nas obras.
A construção do cais continuou e adentrou os anos e décadas
seguintes, até o seu término, conforme previa o projeto.
Laguna entrava num novo tempo nas primeiras décadas do século
XX.
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