06 abril 2015

SESC divulga programação para abril no Cine Teatro Mussi

A unidade do Sesc da Laguna divulgou nesta semana a programação de filmes que serão exibidos no mês de abril e ainda duas peças de teatros apresentadas no Cine Teatro Mussi.
O projeto Cine Sesc e Cine Clube traz para esse mês seis filmes, todos nacionais.
As apresentações teatrais do Circuito Palco Giratório apresentam nos dias 08 e 14 as peças "Antes da Chuva", com o Grupo Cia do Cortejo do Rio de Janeiro e "Dona Bilica, Naquele Tempo", do Grupo Pé de Vento de Florianópolis.

Confira a programação:

Cine Sesc e Cine Clube / Cinema Brasileiro:

07/04 (terça-feira): Cafundó (2013) - 14 anos
12/04 (domingo): Castelo Rá Tim Bum (1999) - Livre
15/04 (quarta-feira): Cazuza (2004) - 16 anos
19/04 (domingo): Chega de Saudade (2008) - 14 anos
22/04 (quarta-feira): Ensaio Sobre a Cegueira (2008) - 12 anos.
29/04 (quarta-feira): Jogo Subterrâneo (2005) - 10 anos.

Horários: Domingo: 20h
Dias de semana: 19h30.

Sessões gratuitas. Ingressos disponíveis uma hora antes do espetáculo no Cine Mussi.
É necessário apresentar o documento de identidade para filmes com faixa etária indicativa.

***

Circuito de Teatro Palco Giratório.

Peça: Antes da Chuva
Grupo Cia do Cortejo - Rio de Janeiro, RJ
Local: Cine Teatro Mussi
Data: 08/04 - quarta-feira
Hora: Sessão única - 20h.
Classificação: 14 anos
"Antes da Chuva!", do Grupo Cia do Cortejo.

Sinopse: Aramís encontra Ana numa casa abandonada, onde ela mora com a avó. O menino, na ocasião com onze anos, é chantageado pela moça para que deixe que ela o veja nu e depois leia pra ela em voz alta. Inspirada pelas histórias de espionagem lidas pelo garoto, Ana planeja uma fuga no navio do Papa que passará em breve pelo povoado.

Peça: Dona Bilica, Naquele Tempo
Grupo Pé de Vento de Teatro - Florianópolis, SC
Data: 14/04 - terça-feira
Hora: Sessão única - 20h.
Classificação: Livre
Dona Bilica, resgata a tradição açoriana da Ilha.
Foto Renato Turnes
Sinopse: Dona Bilica, lavadeira, rendeira e benzedeira é a hilariante personagem interpretada pela atriz Vanderléia Will. A personagem existe desde 1991 e de forma bem humorada faz uma homenagem aos típicos moradores de Florianópolis. Dona Bilica com sua descendência açoriana, representa um modo de viver, de falar, de se vestir, uma cultura preciosa, peculiar e praticamente em extinção no litoral catarinense.

Sessões gratuitas. Ingressos disponíveis uma hora antes do espetáculo no Cine Teatro Mussi.
É necessário apresentar o documento de identidade.

Informações na Casa de Cultura do Sesc, no Teatro ou pela central de atendimento: (48) 3644-0152.

04 abril 2015

A malhação de Judas

Sábado de Aleluia. Contam os relatos bíblicos, como todos sabemos, que Judas Iscariotes, um dos apóstolos de Jesus, foi o responsável por entregar Cristo aos soldados romanos que o levaram para ser crucificado.
Um beijo no rosto foi a maneira que Judas indicou conhecer Jesus.
Recebeu 30 moedas pelo dedo-durismo, no que ficou representando um dos maiores casos de traição da história da humanidade.
Os fiéis católicos celebram o sábado como de Aleluia, marcando a morte de Cristo. No domingo, Páscoa, o clima já é de festividade, anunciando a ressurreição de Jesus.

Penso que não exista mais a malhação ao Judas, a não ser, quem sabe, nas comunidades do interior. Uma velha tradição trazida à América Latina por espanhóis e portugueses.
Aqui pelo Centro e bairros da Laguna não lembro de nos últimos anos ter presenciado a brincadeira.
Saul Ulysséa em seu livro "Laguna de 1880", diz, à página 99:

“No sábado de aleluia, ao amanhecer, inúmeras pessoas percorriam as ruas, para verem os judas. Era rara a que não os tinha. Feitos com certo cuidado e arte, tendo muitos deles um cartaz sobre o peito, com dizeres alusivos a alguma pessoa ou algum fato.
Ao romper a Aleluia, a garotada malhava e despedaçava os Judas sob infernal gritaria, terminando por despedaça-los ou incendiá-los. Viam-se por vezes, Judas dependurados nas vergas ou no beque dos navios. Estes cruzavam as vergas, endireitando-as ao romper a Aleluia, tangendo então os sinos dos navios”.

Isso foi há muito tempo, no século XIX.
Mas ainda em minha infância, década de 60 e 70, do século passado (ui!) anualmente no sábado de Aleluia, na rua Voluntário Benevides, eram dependurados nos postes dois ou três Judas.

Havia organizadores para a tarefa que, ao longo da semana, recolhiam da vizinhança os apetrechos para montar o boneco.
No morro, seu Plínio (Lordo) Souza, com seu irmão Nelson e anos depois, a filha Edna. Fundadores e componentes da Escola de Samba Infantil Amigos da Onça.
Mas muita gente moradora na rua, colaborava.
Um doava surrado terno; outro entrava com velhos sapatos ou uma camisa social puída. O boneco ia sendo montado e costurado no estilo Frankenstein, por partes, sem seguir qualquer estilo ou modismo.
Por todo o bairro Magalhães também era assim, com destaque para o Judas da Pracinha Souza França.
No bairro Campo de Fora, perto do Clube Anita Garibaldi, lembro-me de também ter presenciado a malhação de Judas.

Vez ou outra alguém, de partido adversário, obviamente, colava uma foto de um político da situação e em evidência, na cara do boneco, o que criava desavenças e muitas vezes o pau fechava mesmo; ou então afixava ao peito uma tabuleta com o nome do dito político ou de alguém ranzinza do bairro, furador de bolas de futebol da gurizada ou um conhecido fofoqueiro.

Enfim, lá pelas 10 da manhã, meio-dia ou às 5 da tarde – o horário variava - a um sinal, crianças, arrancávamos, destrinchávamos, pernas e braços do boneco, numa algazarra ou "gritaria infernal", como nos conta Ulysséa. O pessoal adulto acompanhando, fiscalizando - para não haver furto do boneco inteiro por parte de alguém - às gargalhadas e avisando, provocativo, que o dinheiro – moedas e notas em papel no então cruzeiro - estavam na cabeça do bicho, sendo o prêmio melhor a ser alcançado.
Algumas crianças com mais idade, traziam varas para logo atingir o boneco, já que sempre dependurado bem no alto dos postes de difícil alcance para nós.
O resto era palha, amendoim, balas e pirulitos disputados avidamente pela gurizada.
Não vi, mas contam que certa vez, no Magalhães, uns sacanas rechearam um Judas com dezenas de sapos recolhidos na noite anterior, na várzea onde hoje é o Alagamar (Vila Vitória), ou na rua João Henrique (rua do Valo), não sei bem.
Imaginem a surpresa, alvoroço e decepção das crianças no dia seguinte...

Este Judas aí da foto, é de 1997, e penso que dos últimos malhados no poste da Rua Voluntário Benevides, perto da casa de meus pais, e que registrei para posteridade.

Fico pensando: Hoje, quem seriam os Judas em nossas vidas? Quem seriam os Judas de nosso país, de nosso estado, de nossa cidade?
Os traidores que prometeram em todas as épocas muito trabalho, suor pelo povo, ética, combate à corrupção e que tão logo instalados no poder esqueceram rapidinho de suas promessas? Que mergulharam de cabeça naquilo que um dia juraram combater. Que multiplicaram seus patrimônios, incluindo caríssimos imóveis e luxuosos automóveis.

Quantos neste Brasil varonil, nos bastidores de gabinetes, em encontros suspeitos por aí, em hotéis, motéis e no interior de veículos, estarão recebendo as trinta moedas de prata? A beijar as faces de familiares, amigos, traindo-os e entregando-os aos verdugos? A receber o dinheiro de negociatas, de comissões por obras superfaturadas? Montando caixas 2 para futuras campanhas? Enriquecendo-se ilicitamente? Mensalinhos e mensalões, lava-jatos e zelotes, em todas as esferas.
Milhões, bilhões depositados em suas contas ou em nomes de laranjas e até no exterior. Contratos de gaveta, dinheiro desviado à saúde, educação, segurança. 

São lembranças, indagações e reflexões que faço neste sábado de Aleluia.

02 abril 2015

Sacristão Ladislau Domingos Carvalho, o “seu” Lalau

Conhecido em todo o sul do estado, Ladislau Domingos Carvalho, o “seu” Lalau, foi sacristão da paróquia Santo Antônio dos Anjos por mais de 50 anos. Nasceu em 1870 e faleceu em 9 de abril de 1966. Foi casado com Joana Lopes de Carvalho e deixou extensa prole entre filhos, netos, bisnetos e tataranetos.

Entre os filhos, me lembro do seu Manoel - e como não poderia deixar de ser - mais conhecido como Maneca, sempre trajando uma camiseta regata, fizesse frio ou calor, postado na velha rodoviária, prestativo, educado, de confiança no acompanhar de solitários passageiros madrugadores das empresas Santo Anjo ou São Cristóvão, com suas malas. E também colado seu ouvido ao rádio de pilha a caminhar nas calçadas noite adentro, flamenguista que era, ouvindo as últimas do futebol nos programas de esportes transmitidos pelas Rádios Tupi ou Globo do Rio de Janeiro.

Da irmã dª Marta, pessoa boníssima, sempre às voltas com a criação de filhos e netos; do "seu" José (Zeca) ou Xará, que no ocaso de seus anos de vida ficava à janela de sua casa (bem defronte a nossa, na rua Voluntário Benevides e por isso o meu lembrar) horas e horas  a observar o mundo passar; "seu" Orlando (este último falecido ano passado e um dos fundadores do Cordão carnavalesco Xavante (hoje Escola de Samba) e pai do Teco da prefeitura, não tem?); e mais os filhos Maria, Otília, Ceci, Leonor e Lizete. 

Seu Lalau era morador da rua Voluntário Benevides, bem em frente a rua Ulysséa (rua Nova). Após seu falecimento foi homenageado com o nome de uma Travessa no bairro Portinho.
Pessoa boa, honesta e querida por todos os lagunenses que o conheceram. Muitos ainda o relembram com saudade. Entrou o século XX exercendo o ofício cristão.

Era também um grande contador de histórias, as mais variadas, principalmente de pescarias, seu passatempo predileto. 
Onde estava, sempre ao seu redor reuniam-se os amigos e muitos curiosos para ouvi-las. Sabia prender a atenção na narração. Podia aumentar um tantinho os causos, é bem verdade. Mas nunca inventar.

Em 1902, a imagem de Santo Antônio dos Anjos foi levada ao Rio de Janeiro para ser “encarnada”.
Quando do retorno do Santo, seu Lalau tão logo avistou o vapor “Industrial” aportando nos velhos trapiches do centro da Laguna (o atual cais em granito vai ser construído em 1910) e que trazia a imagem em seu porão, saiu pelas ruas da cidade em debandada correria e felicidade, aos gritos, avisando, alvissareiro, da chegada de preciosa carga.

Sobre Santo Antônio dos Anjos, dois fatos interessantes contava seu Lalau.
Dizia que ele que:

Estando uma noite na sacristia, ultimando os preparativos para a missa do dia seguinte, já tendo fechado as portas da igreja, sentiu um arrastar de bancos no adro. Veio ao centro da igreja, olhando para o adro e, com surpresa, viu que tudo estava em ordem. Voltou à sacristia, quando ouviu novamente o mesmo ruído. Contava ele que teve um pensamento: “Isto é coisa de Santo Antônio”.
Veio, então, novamente ao centro da igreja, mas desta vez, em vez de olhar o adro, olhou para o altar-mor. Teve, então, o espanto de ver que havia uma vela acesa, já caída, começando a queimar as toalhas do altar.

E narrava outro fato, atribuindo os alertas (milagres?) ao nosso Santo padroeiro.
Ao voltar de uma pescaria, à noite, chegou cansado em casa e foi se deitar. Mal passara por um cochilo, teve a impressão, ou sonho, de que Santo Antônio dizia-lhe que havia fogo na escada do coro da igreja. Acordou sobressaltado e viu que era um sonho, mas impressionado com isto, levantou-se e foi à igreja verificar.
Na realidade, a escada estava pegando fogo, já bastante alastrado pelo corrimão. Prontamente apagou as labaredas que estavam ainda em seu início.
A saudosa dª Nail Ulysséa, que escreveu extenso capítulo sobre a igreja Matriz no livro “Santo Antônio dos Anjos da Laguna – Seus valores históricos e humanos”, 1976 – IOESC, e que narra os dois fatos acima, finaliza dizendo que “Ainda em 1944, antes das obras da igreja, quando a escada foi substituída, verificaram-se os vestígios deste princípio de incêndio”.

Milagres para os crentes, ficção para os descrentes.

31 março 2015

IV Encontro de ex-alunos do CEAL

"A vida é arte do encontro, embora haja 
tanto desencontro pela vida"
 Como cantava o poetinha em seu "Samba da Benção".

Mergulhado em algumas pesquisas históricas, só agora, nesta terça-feira, me sento para escrever sobre o IV Encontro de ex-alunos do CEAL, acontecido no último sábado, nas dependências do Iate Clube da Laguna.

No dia, logo pela manhã, imaginei que, apesar das dezenas de confirmações no Facebook, a semana, noite e dia chuvosos impediriam a presença de muitos, principalmente os que se deslocariam de outras cidades. Engano meu.

Lá chegando, às 19h30m já nos deparamos com o salão lotado. Pessoal chegou mais cedo e já foi se aconchegando. Abraços, beijos e sorrisos sempre marcam o reencontro da turma. É praxe, tradição. 
Pessoal de Imbituba sempre presente.
Dizem os estudiosos de relacionamentos humanos, que em qualquer tipo de reunião há que se ter a chamada sinergia. É o que nunca falta no Encontro de Ex-alunos do Ceal. Desde sua primeira edição.

Dalton (Cazeca) Souza foi lembrado in memorian, ele que foi pioneiro da criação e organização do evento, juntamente com o Ary Barreiros.
E discursos mais não houve. 

Logo os músicos já executavam os hits da década de 60 e 70 e o pessoal começou a viajar e dançar.
Nosso amigo Mário Luiz Spillere da Silva, o Bau, ladeado por dois freezes (vocês constatarão nas fotos) havia se antecipado e começado a festa mais cedo. Pura animação e dança com sua camiseta estampando os Beatles. Não sossegou nem na hora da foto, que bem por isso saiu tremida. Culpa unicamente do focado, não da fotógrafa.

Surpresa da noite a presença do dr. Ronaldo Pinho Carneiro que, ao sair da sauna do Clube e ouvir o som, foi espiar. Espiou e ficou. De pé, ao balcão, emocionado em seus 80 anos, recebendo abraços e lembranças de seus ex-alunos. Ele que foi diretor do então Núcleo Comum/Integrado e do outrora 2º Grau do CEAL.

Convidados, sentamos à mesa com Flávio Brandão Delgado e sua Luísa, e a professora e ex-diretora dª Zulma Delgado.
Ótimas companhias, pelo astral e finesse. E com direito aos inspirados poemas do Flávio escritos em recortes na toalha de papel da mesa. Ganhei e guardei o meu.

Há quem alegue a não ida à festa por não constatar colegas de suas turmas. Ledo engano. Posso afirmar que cada Encontro realizado é uma caixinha de surpresas.

Neste me deparo, por exemplo, com Raquel Rosa, a filha do seu Osvaldo (tiririca) Rosa e da dª Terezinha, minha professora de inglês, de saudosas memórias. Raquel foi minha colega de turma. Eis exemplo clássico de uma pessoa em que o tempo não passou, como se diz. Ela está tal e qual, fisicamente, quando assistíamos aulas nas salas 19 e 29. Logo deu uma palhinha ao microfone, como sempre faz e gosta.
Terezinha Flor também lá esteve e se revezou no vocal. Brilhantes as duas.

Reconheço mais uma ex-colega de turma. Ela me reconhecerá? Há sempre dúvida nessa hora. Vai que nem lembre. Já aconteceu comigo e imagino que com todo mundo, não é mesmo leitor? E é chato.
Evidentemente a Julita sondou antes, discretamente, para não haver decepção.
Mas, Terezinha Graça Moreira (a filha do saudoso “seu” Osvaldo Moreira, da estrada de ferro e prefeitura, não tem? Irmã do Ari, do João...). Logo me reconhece e abre seu simpático sorriso.
Eis outro exemplo em que o tempo parece ter parado lá atrás, no pretérito. Terezinha é a mesma, fisicamente. Foi também minha colega de turma, de trabalhos em equipe, de cansativos estudos preparatórios às provas. Morava defronte ao Ceal. Hoje reside em Jaraguá do Sul. Veio especialmente para a festa.
Fica estupefata quando relembro, rapidamente, detalhes, nomes de suas antigas paqueras, de paixões platônicas e reais. Outros tempos.
-Como podes lembrar tudo isso, Valmir?
- Pois é, minha cara, depois dos cinquenta parece ser assim. Mas nem me pergunte o que almocei ontem. Hehehe.

Pouco depois, finalmente conheço pessoalmente (e ela a mim), Maria de Fátima Martins, leitora assídua aqui do Blog, sempre com seus comentários inteligentes. Lagunense, hoje moradora com sua progenitora lá em Blumenau. Confessa seu desejo em retornar ao torrão natal.
Sempre brinco e faço um teste com o pessoal daquela época, indagando se dançou no velho Clube 3 de Maio, no Magalhães. (É que alguns bobinhos negam e renegam, não sei por quê). É uma espécie de teste de fidelidade às origens.

Fátima, autêntica como é, me responde, na lata:
- Não só dancei no 3 de Maio, como no Xavante, Anita... Na minha época mandei brasa mesmo, Valmir.
Gosto de gente assim, como a Fátima, verdadeira. Rimos muito, muito mesmo.

Também abraço e beijo a Tilinha. Maria Otília Machado, de Imbituba, organizadora e batalhadora. Sem sua presença e trabalho, garanto que o Encontro não seria o mesmo.

Tem ainda o Pedro Rosa Neto, advogado, meu companheiro de república lá em Florianópolis. Quantas histórias... qualquer dia eu conto algumas.

Minha nossa! Revejo agora o texto acima e percebo que já escrevi um livro. E há ainda tanto para contar... Não me canso, mas certamente o leitor sim.

Enfim, lá pela meia-noite o pessoal começou a se retirar.
Sabe como é, foi-se o tempo da boêmia, do sereno e madrugadas. Hoje os velhinhos ainda se divertem, sem dúvida, mas alguns teimam em cochilar após às 10 da noite e logo querem uma pantufa, um bom pijama e cama mais cedo. 
Em instantes o salão foi se esvaziando, despedidas e um cheiro de saudade no ar.
E vamos a algumas fotos, que é o que interessa, não é mesmo?

Raquel, Aurora, Ambrosina...

Flávio e eu, fazendo moldura ao nosso então diretor e
 professor do CEAL, advogado dr. Ronaldo Pinho Carneiro.

Vanira e Zezinho Pacífico, Marilda e Eva.

Dª Zulma Brandão Delgado, Pedro Rosa Neto e eu.
Amigos de juventude e de república na Ilha-Capital.

Ildete, e Ilda com a filha Luíza. Mesa posterior, Rogério Floriano e Haroldo Machado Pinho.

Geraldina com o marido.

Rosalba, Aurora, Glória e o ex-vereador Ronaldo Kfouri.




Encontro com Terezinha Graça Moreira. Colegas de bancos escolares.

Pedro e sua Aline.


Terezinha Flor dando uma palhinha.

Bau muito empolgado. Não era pra menos.

Julita, Fátima Martins e Maria Otília.
Aurora, Ambrosina, Regina Maura Soares.

Leitora assídua deste Blog, lá em Blumenau, Fátima Martins.

Leda, Mylene, Fátima e Geraldina com o marido.

Ary Barreiros e o pessoal da Zimba.

Ilda, Erwin e a colega Fátima Fernandes.


Nós

Luísa Gallo e Flávio. Chiques.

Eva, Maria Otília, Paula e Vanira.

Turma animada de Imbituba. Sempre presente.
Raquel, Rogério e Haroldo Pinho. Hits anos 60/70

Ary the voice.

29 março 2015

Hospital desiste do acordo que permuta terrenos com prefeitura

A diretoria do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos da Laguna, comunicou na manhã deste domingo, sua desistência no acordo que permuta terrenos com a prefeitura

Antes, os mais recentes capítulos
Na noite da quinta-feira, 19/03/15, a diretoria do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos da Laguna, em reunião com a Procuradoria do município, concordou, por unanimidade, com a proposta de compra/permuta efetuada pelo Executivo com a área de terras anteriormente doada àquela Instituição de Saúde, no Loteamento Laguna Internacional.

Postei extensa matéria aqui (em oito capítulos, inclusive com fotos), no dia 24 de março, com o passo a passo de todo o caso, portanto não vou me repetir.
No texto, alertei sobre as dúvidas e questionamentos no que tange aos aspectos de licenciamento ambiental, registro individual em cartório, etc.
Registrei também as manifestações contrárias de alguns vereadores sobre o acordo.

Em resumo, a proposta da prefeitura consistia no pagamento de R$ 400 mil, em quatro parcelas, e a doação de dois terrenos situados no Mar Grosso, um deles como pagamento de um processo judicial movido pelo Hospital contra a Prefeitura, em 2010”, em troca do lote lá no Laguna Internacional.

Tão logo souberam do acordo, vereadores como Andrey Pestana de Farias(PSD) e Dudu Carneiro(PP), alertaram membros da diretoria do Hospital sobre prováveis ilegalidades quanto à permuta nos terrenos.
Na sessão da Câmara de vereadores de quarta-feira, 25, o Projeto de Lei oriundo do Executivo com a proposta/acordo já foi lido em plenário, em pauta suplementar. Presentes na galeria a diretora do Hospital Regina dos Santos e outros membros.

Foi quando vários vereadores no plenário, utilizando-se do Grande Expediente e também nos intervalos, se pronunciaram sobre o fato, entre eles Orlando Rodrigues(PSD), Dudu Carneiro(PP), Zezinho Siqueira(PT) e Andrey Pestana de Farias(PSD).

Sinal vermelho
Os citados vereadores alertaram sobre a provável ilegalidade do acordo, o cuidado que se deveria ter e consequências jurídicas.
Só aí, ao que parece, com os alertas e comentários dos vereadores, o sinal vermelho foi aceso para alguns membros da diretoria do Hospital

Consulta ao Ministério Público
Dia seguinte, 26, às 17h, a pedido de membros da diretoria do Hospital, aconteceu reunião/consulta com o Ministério Público que contou também com a presença dos vereadores Dudu Carneiro e Andrey Pestana de Farias.
Ministério Público, através das promotoras Dra. Fernanda (Meio-Ambiente) e Dra. Sandra (Moralidade Pública) alertaram sobre a ilegalidade do ato, explanando sobre futuras consequências e sanções jurídicas e políticas aos vereadores que aprovarem o acordo, sobrando também para o Executivo e direção do Hospital.

No outro dia, 27, sexta-feira, na sessão Ordinária da Câmara, membros da Diretoria do Hospital lá estavam, conversando com os demais vereadores e explicando da explanação e alerta do Ministério Público.
E avisavam que estavam desistindo do acordo, tentando evitar com isso a futura votação do Projeto em plenário. Havia claros sinais de preocupações e nervosismos estampados em seus rostos. Não era para menos.

Comunicado do Hospital
Pois bem.
Hoje, em pleno domingo, 29, há poucos minutos, a diretoria do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos da Laguna postou em seu site, o seguinte Comunicado:

Por recomendação do Ministério Público, Hospital
desistiu do acordo com a PML sobre permuta de terrenos
Postada em 29/03/2015

Reunida na tarde de 27 de março, a diretoria do Hospital da Laguna decidiu voltar atrás na sua decisão de aceitar a proposta formulada pela Prefeitura para aquisição do terreno situado nas proximidades do Sambódromo.
O referido terreno foi doado ao Hospital pelo então Prefeito Célio Antônio, em dezembro/11, através da Lei Municipal No. 1.485, sendo que o prazo para venda encerra-se em maio/15. Como a Prefeitura pretende destinar a área para construção do novo Fórum, propôs à direção do Hospital o pagamento de R$ 400 mil, em quatro parcelas, e a doação de dois terrenos situados no Mar Grosso, um deles como pagamento de um processo judicial movido pelo Hospital contra a Prefeitura, em 2010. Como diversos vereadores questionaram a legalidade da proposta, a direção do Hospital, acompanhada pelos vereadores Eduardo Nacif Carneiro e Andrey Pestana de Farias, consultou o Ministério Público, que recomendou à Câmara de Vereadores a não aprovação do respectivo projeto de lei, tendo em vista sua ilegalidade.

Roteiro para bons negócios imobiliários (Parte I)

Pense no seguinte leitor: você tem um terreno pra vender. Ele está totalmente legalizado, com escritura e tal. Vamos dar um preço de mercado pra ele? Suponhamos que esteja avaliado em R$ 100 mil.
Aí certo dia aparece na sua casa um interessado.  
Ele quer comprar o seu terreno E ele está com pressa.
Faz uma oferta pelo lote. Digamos que oferece R$ 40 mil em dinheiro, em 4 parcelas mensais e consecutivas. Os outros R$ 60 mil que faltam ele oferece outro terreno, como permuta, num loteamento à beira da praia, que parece valer muito mais dos que os R$ 60 mil.

Só tem um pequeno problema. O lote não está legalizado, não tem escritura individualizada e como é na beira-mar, há que se conversar com o Patrimônio da União. Mais uma coisa: tem uns probleminhas com licença ambiental, etc. mas nada que não se possa resolver mais adiante. O pretenso comprador está bem intencionado, o problema é que ele parece desconhecer as implicâncias legais da oferta.

O que você faz?  Aceita imediatamente o negócio e assina ali mesmo os documentos? Nem para pra pensar um pouco?

Um bom negociante faz o seguinte: oferece mais um cafezinho ao pretenso comprador, fala sobre o tempo chuvoso e diz que vai meditar sobre a proposta. Precisa conversar com a patroa e coisa e tal, consultar um amigo advogado (e hoje em dia todo mundo parece ter um amigo advogado) ou um corretor também amigo, para ver as perspectivas de mercado.
- Vou pensar, finalmente você exclama, deixe seu telefone que entro em contato. Até logo.

Na manhã seguinte, ou nos dias seguintes, você vai fazer umas consultas. Dirige-se até o cartório e indaga à situação daquele loteamento. Consulta igualmente o setor da prefeitura quanto a expedição de alvarás, construções, gabaritos, etc.

Você lembra também que o terreno oferecido como parte está situado num loteamento em cima de dunas, ou restinga ou vegetação nativa, ciliar, sei lá. Faz também uma consulta à Fundação Meio Ambiente de sua cidade, à Fatma e a Polícia Ambiental. É bom se precaver. Sabe como é, o terreno pode ser residência oficial da coruja-buraqueira e é bem provável que será difícil despejá-la...

Uma chegadinha ao Ministério Público é imprescindível.
Aproveita que está na fase de consulta e também pergunta a uma ONG de baleia se construções são permitidas naquela área, se o barulho de obras em certa época do ano não pode incomodar os cetáceos em seu período de acasalamento, amamentação. Vai que...

De posse de todas essas informações, essas consultas verbais, você pensa, põe tudo na ponta do lápis, noves-fora-zero, conversa com a sua cara metade e só aí, toma a decisão em aceitar ou não a proposta.
Isso tudo você deve fazer se o terreno for particular, se ele for seu.

Agora imagine se o lote for público, envolvendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e entidade beneficente, sem fins lucrativos?
Multiplique, então, os cuidados por dez e as consultas verbais que você fez, passam a ser todas por escrito, em duas vias, com autenticação e firma reconhecida!

Excesso de conservadorismo, leitor? Nada disso. Chama-se precaução, cuidado, canja de galinha. Tudo para evitar futuras dores de cabeça e arrependimentos. 
Mas ainda há nos dias de hoje, por incrível que pareça, quem não tome esses cuidados.

(Continua).

26 março 2015

Impróprias para banho: Prainha do Farol e Mar Grosso em frente ao emissário da Casan, diz Fatma

Pois é. Aquilo que já era previsto, aconteceu. Acho até que já vem tarde, em águas de março fechando o verão. Final de temporada e de estação.
Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina – Fatma, divulgou na sexta-feira passada, 20, como é praxe semanalmente, o chamado “Relatório de Balneabilidade das Praias de Santa Catarina”. De nº 18.

Não foi surpresa que entre as praias impróprias para banho no estado constem o Balneário Mar Grosso, no trecho defronte ao emissário submarino da Casan, e também a chamada Prainha do Farol, esta última incluída em todos os Relatórios da Fatma até aqui.
Placa de advertência da Fatma: Qualidade da água: Imprópria para banho, trecho
defronte ao emissário da Casan, no Mar Grosso. Foto Elvis Palma.
Ainda em 13 de janeiro deste ano abordei o problema. Como se diz, dou um print em trecho do post publicado:

Algo precisa ser feito e urgente. Torcemos para que daqui a pouco a Fatma não detecte pontos impróprios para banho em nosso maior Balneário, o Mar Grosso. Porque tudo caminha para isso.
Afinal ligações clandestinas existem no Mar Grosso, é sabido e cheirado, e o problema vem sendo empurrado com a barriga há anos, utilizando-se do simples tamponamento das saídas com areia da praia. Na primeira enxurrada todo o esgoto vai parar nas areias e águas.
Depois não adianta xingar os meios de comunicação (e colunistas da capital) quando esses ecoarem aos quatro ventos os pontos impróprios apontados pela Fatma. E não duvidem que tem gente por aí torcendo e super interessada que isso aconteça. 
É uma vergonha deixar chegar a essa situação. E ainda querem fazer turismo assim?
Torçam. Torçam mesmo para que a situação não piore.

Para ler mais matéria sobre o assunto já postadas neste Blog, clique em:

Nesta terça-feira, 24, aconteceu reunião na prefeitura com a Confer e Casan para discutir os problemas ocasionadas pelas obras de implantação do Saneamento Básico no município da Laguna.

Na oportunidade o representante da Casan, gerente de Obras engenheiro Fábio Krieger se manifestou sobre o esgoto clandestino no Mar Grosso. Disse ele:
“Que a estatal já está tomando as providências e responde ao Ministério Público, sobre o inquérito civil em relação ao problema".
E mais. “Muitas ações envolve licença ambiental e investimento e estamos providenciando", declarou. 
Em relação ao questionamento do funcionamento do bombeamento do esgoto através do emissário submarino, foi respondido que está sendo realizado no Mar Grosso.  O sistema leva parte do esgoto do balneário para mais de três quilômetros para dentro do mar e está instalado na avenida Beira-Mar.
E agora?

25 março 2015

Ex-prefeito da Laguna foi atropelado

Vereador, vice-prefeito (1977-1982), e prefeito da Laguna por dois mandatos (1983-1988) e (1997-2000), João Gualberto Pereira, o popular Joãozinho, veja só leitor como é a vida, saiu da Laguna para ser atropelado em São Paulo!
Visitava, com a esposa Tânia, o famoso e tradicional Mercado Público de lá, quando um carro desgovernado o atingiu, provocando, inclusive, a quebra do fêmur, além de escoriações pelo corpo. Ficou internado lá mesmo, de molho em Sampa por dez dias, depois retornando a nossa cidade. No corpo, cicatrizes de cirurgias para incisão de platina.
O encontrei domingo passado, almoçando no Chedão, ainda claudicante, usando bengala e foi ele mesmo que me narrou o triste e lamentável episódio.
O mais incrível leitor, é que o carrinho não era qualquer veículo. João foi escolhido pelo destino, só pode, e atropelado por um carrinho de mão carregado de cerveja! Nem deu tempo de anotar a placa ou a marca da bebida, ele me disse, brincando.
Então indaguei, para descontrair:
- João, e a cervejinha pelo menos era gelada?
Não, não era.

Que a recuperação seja a mais rápida possível é o que desejamos ao amigo e ex-prefeito da Laguna, João Gualberto Pereira.

****

Num furo de reportagem, este Blog conseguiu, com exclusividade, a foto do carro que atropelou o ex-prefeito Joãozinho lá em São Paulo. Após o acidente, o motorista evadiu-se do local e deixou para trás o veículo e a preciosa carga.

IV Encontro de ex-alunos do CEAL

Realiza-se neste sábado, 28, o IV Encontro de ex-alunos do então Conjunto Educacional Almirante Lamego - CEAL, hoje denominado Escola de Ensino Médio Almirante Lamego.
O evento acontece no Iate Clube da Laguna, a partir das 19h30m, com jantar de adesão.
Quem desejar pode chegar horas antes, para um bate-papo descontraído, saudosismos mis, surpresas com aparências físicas (o tempo passa para todos, ainda bem) e aperitivos. Muitos e variados.
Estão convidados ex-alunos do tradicional Estabelecimento de Ensino, de todas as classes, cursos e anos.
Basta confirmar presença na página “Ex-alunos do CEAL”, no Facebook. Ainda dá tempo. Todos os ex-alunos estão convidados.