quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

BLOG EM RECESSO

sábado, 23 de dezembro de 2017

Feliz Natal


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Parabéns dra. Fernanda

Colou Grau em Medicina na sexta-feira da semana passada (15), a lagunense Fernanda Tasso Borges Fernandes, filha de Angelita Tasso Borges Fernandes e Fernando (Mego) Lopes Fernandes.
A bela solenidade aconteceu no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, antecedida na noite anterior de um Culto Ecumênico na Paróquia Militar Cristo Rei.
Convidados, lá estivemos prestigiando os concorridos eventos.
Temos certeza que essa conquista da, agora, dra. Fernanda vai lhe impulsionar a buscar sempre novos horizontes, com um futuro luminoso na carreira de médica.
Foi seu talento, força de vontade e persistência que lhe trouxeram até aqui.
Parabéns Fernanda, extensivo a todos os seus familiares.

PM de folga socorre homem com sinais de infarto

No fim da tarde desta terça-feira, 19, o soldado do 28º Batalhão de Polícia Militar, Carlos Alberto de Oliveira Miró, caminhando pelo Centro Histórico da Laguna percebeu que um homem dentro de uma casa estava com a mão no peito e tentando ficar de pé.
O PM Carlos Alberto de Oliveira Miró.
Prontamente, o militar entrou na residência e constatou que o homem estava tentando pedir socorro, mas sua voz não saía devido à falta de ar e dores no peito. Foi acionado o veículo de emergência do Corpo de Bombeiros Militar, que no momento estava em outro atendimento.
Diante da gravidade, o soldado tomou a decisão de levar o homem com o seu carro ao Hospital da Laguna, onde foram prestados os primeiros atendimentos pela equipe médica e transferido o paciente ao município de Tubarão.
Segundo informações dos familiares, o homem ainda se encontra na Unidade de Terapia intensiva (UTI) e o estado clínico do paciente é estável.
Fonte: PMSC
PS: O homem referido na matéria trata-se do radialista e jornalista Paulo Sérgio Silva, proprietário do jornal O Correio e morador na rua Voluntário Fermiano. Paulo Sérgio recupera-se em hospital de Tubarão, e a quem enviamos desejos de pronta recuperação. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Cartola - Preciso me encontrar

Sinceramente... ouvir um clássico desses lava a alma de qualquer um. E a introdução do Fagote tocado por Airton Barbosa, acompanhado do violão 7 cordas pelo Dino e a voz de Cartola é magistral.
Comparem. Nos dias atuais regredimos também na música? Sem dúvida!

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver

Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Reunião com vice-governador discutiu situação do Hospital

Em reunião na tarde desta segunda-feira (18) com o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, prefeito Mauro Candemil juntamente com a secretária de Saúde e parte da assessoria jurídica do governo municipal trataram sobre a situação atual do Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos.
Após conversa com o governador Raimundo Colombo, o vice-governador informou que deverá trazer uma solução para este assunto até o dia 29 de dezembro.
Na reunião ficou definido que após o recesso, no dia 8 de janeiro, o Secretário do Estado de Saúde, Vicente Caropreso disponibilizará uma supervisão de gestão para uma auditoria e potencialização do Hospital. 
A secretária de Saúde, Valéria Oliver ficou incumbida de se reunir com a direção do Hospital e anunciar quais medidas deverão ser tomadas.
Fonte: PML

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Obras se arrastam há anos na Laguna

As obras de requalificação e cabeamento subterrâneo em algumas ruas do centro da Laguna se arrastam há anos.
As intervenções do projeto, dentro do PAC das Cidades Históricas, abrangem a revitalização e o cabeamento no Largo do Rosário, ruas Raulino Horn, Jerônimo Coelho, 15 de Novembro e entorno da praça da matriz, onde estão previstas a retirada dos postes de iluminação, migração da rede de energia antiga para a nova e a instalação nas edificações.
Serão aproximadamente 15 mil metros de cabos de baixa tensão que serão colocados. (Ainda não o foram?)

Ordem de Serviço foi assinada em agosto de 2014
Foi em 19 de agosto de 2014, na gestão do ex-prefeito Everaldo dos Santos, que a Ordem de Serviço foi assinada, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento para as Cidades Históricas-PAC. As obras iniciaram em 6 de abril de 2015, no valor de R$ 8.017.342,40.
De lá para cá várias pendências e etapas não foram finalizadas. Entre elas a principal que é o cabeamento subterrâneo.
Também as grelhas de ferro das calhas pluviais ao longo da praça não foram finalizadas e em grandes trechos defronte as casas dos moradores e Museu Anita Garibaldi, tábuas quebradas servem de suporte (quebra-canela), onde o lixo se acumula. Feio, muito feio.
Fiscalização
Em 10 de agosto deste ano, já sob a gestão do prefeito Mauro Candemil, um contrato foi assinado com uma empresa, a qual tem a responsabilidade de fiscalizar a obra de cabeamento subterrâneo da área. O valor do contrato é de R$ 74.628,00.
Pois desde agosto passado nada mais se ouvir falar sobre o assunto. Não se nota nenhuma movimentação ou alteração nos locais.



Já na placa da obra afixada na Praça República Juliana, o que mudou foi o prazo (término) de sua entrega. Antes 31/12/2015 e agora alterado na placa para 08/02/2018, como se pode observar nas fotos. 
Será cumprido? Ou as obras vão se arrastar ainda mais? Até quando?

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Quem puxa o tapete?

A história mostra - é só estudar um pouco - que os primeiros a derrubarem um político são os que lhe rodeiam no presente ou lhe rodeavam há pouco, no passado.
Entre esses alguns que até frequentam sua casa, e alguns de seus amigos (ou amigas) mais chegados. Mui amigos que às vezes elogiam costumeiramente pela frente e por trás...
Esses são o que sorrateiramente puxam o tapete do sujeito. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Prefeito não entregou chave da cidade para o Papai Noel

Um dos assuntos mais comentados nas últimas horas nas redes sociais (e até na sessão de hoje da Câmara de vereadores) foi a não participação do prefeito Mauro Candemil na chegada do Papai Noel ontem à noite no centro histórico, marcando o início das festividades de Natal, evento promovido pelo CDL/ACIL.
A rua Gustavo Richard estava repleta, com centenas de pessoas, a maioria crianças com seus pais, aguardando ansiosamente a chegada do bom velhinho.
Pontualmente às 20 horas, o Papai Noel (Zé Mala) chegou encantando a todos com sua alegria e sendo muito aplaudido. Houve desfile e apresentação da Banda União dos Artistas e Opus 4.
Papai Noel, nosso querido José Alves Fernandes - Zé Mala. Foto: Elvis Palma
Quebrando uma praxe de muitos e muitos anos de gestores anteriores, o prefeito Mauro Candemil não compareceu à chegada de Papai Noel.
Por tradição, são dois os momentos em que o primeiro mandatário do município entrega simbolicamente a chave da cidade: no carnaval, ao Rei Momo; e no Natal, ao Papai Noel.
A chave da cidade ficou abandonada num canto sobre o piso do palco montado no local e foi fotografada pelo atento Elvis Palma. Pra quem gosta de simbolismo, um prato cheio. 

Não foi convidado

O prefeito pelas redes sociais respondeu que o evento não era da prefeitura e que não compareceu porque não foi convidado e que na sexta-feira trouxe pro "pré-natal" da Laguna o belo espetáculo gratuito  Rock Camerata. A infraestrutura do show foi bancada pela municipalidade, afirmou o prefeito.

Vampiro torna-se Cidadão Lagunense

Foi aprovado na sessão desta noite, por maioria, em única votação na Câmara de Vereadores da Laguna, o Projeto de Decreto Legislativo nº 013/17, que concede título de cidadão lagunense a Luiz Fernando Cardoso (Vampiro).
Na política, Cardoso iniciou em 2005 como chefe de gabinete na Prefeitura Municipal de Criciúma. Entre 2006 e 2008, foi presidente da Autarquia de Trânsito da cidade. Foi eleito vereador para o mandato 2009/2012. 
Foi Secretario de Estado do Desenvolvimento Regional de Criciúma entre 2009 e 2014
Cardoso assumiu como deputado estadual em 2015, licenciando-se do mandato em 2017 para ocupar o cargo de Secretario de Estado de Infraestrutura, na gestão Raimundo Colombo/Eduardo Moreira.

O Projeto que concede o título é de autoria do vereador Kléber Roberto Lopes Rosa (PP).

Vereadores elegem nova mesa diretora para o biênio 2019/2020

Com 12 votos favoráveis e uma abstenção, os parlamentares lagunenses elegeram a Mesa Diretora para o biênio 2019/2020.

Eleitos para a Mesa Diretora, biênio 2019/2020
Presidente: Cleosmar Fernandes – PMDB (Reeleito)
Vice-presidente: Osmar Vieira – PSDB
1° Secretário: Rodrigo Luz de Moraes - PR
2° Secretário: Patrick Mattos de Oliveira - PP

Projeto dos fogos foi rejeitado

O polêmico projeto de Lei nº 032/17, da vereadora Nádia Tasso Lima (PMDB), que dispõe sobre a proibição de fogos de artifícios e artefatos pirotécnicos com ruídos sonoros no Município da Laguna, foi rejeitado por maioria na sessão da Câmara realizada na noite de hoje.
O projeto já havia sido apresentado há alguns meses, mas devido à polêmica causada foi retirado de pauta pela autora.
Tão logo assumiu como suplente do vereador Antônio Laureano (licenciado), a vereadora Nádia reapresentou o projeto que entrou de última hora na pauta da sessão desta segunda-feira. Nem constava no release enviado à imprensa. Algum acordo político costurado e não cumprido?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O naufrágio do Vapor Pernambucana na Laguna em 1853. Um marinheiro salva 13 vidas

Era para ser mais uma tranquila viagem mensal, partindo do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, em outubro de 1853.
Algumas horas depois do Vapor Pernambucana ter partido da Barra do Rio Grande, o tempo virou bruscamente. A nossa conhecida lestada atingiu a embarcação quase no meio da viagem, já no litoral catarinense. Durante três dias e noites a embarcação balançou ao sabor das ondas, totalmente fora de controle, sem qualquer visibilidade. Depois encalhou e naufragou ao sul do Cabo de Santa Marta, na Vila da Laguna. Dezenas de passageiros e tripulantes mortos. Entre os sobreviventes estava o marinheiro Simão que, exímio nadador, salvou várias pessoas, inclusive cinco crianças. Pelo ato de coragem e humanidade foi homenageado pelo Governo Imperial e Comércio do Rio de Janeiro.

Seis de outubro de 1853. O Vapor Pernambucana deixa a barra do Rio Grande com destino ao Rio de Janeiro. O navio traz, além da tripulação, muitos passageiros, num total de 124 pessoas.
Um navio a vapor em 1853.
O vapor Pernambucana já tinha história. Foi o segundo navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil. Nos anos de 1848-49 foi fretado à Cia. Brasileira de Paquetes a Vapor para transportar tropas da Bahia e do Rio de Janeiro para Pernambuco, Província convulsionada pela chamada “Revolta Praieira”.
Em 1853 retornava as suas viagens rotineiras e regulares no trajeto de cabotagem no trecho entre o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com parada em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, para abastecimento.
A citada empresa promovia a ligação marítima entre a corte, capital do Império (Rio de Janeiro) e os portos do Norte e Sul do país. Era responsável também pela distribuição da correspondência postal, peça fundamental na implementação das decisões políticas da monarquia.
Havia interesse, além do aspecto comercial, de integrar politicamente e administrativamente as províncias do país.

Voltemos à viagem
O dia estava nublado e o mar calmo, nada demonstrando o que estava por vir.
Já fora da barra do porto de Rio Grande, alguns quilômetros ao norte, o tempo muda repentinamente. Um forte vento Leste (a famosa lestada) passa a soprar, com um forte temporal desabando em seguida.
O comandante da embarcação, 1º tenente João da Silva Branco, sem maiores opções, dá ordens de continuar a viagem.
Sem forças para vencer as ondas e o vento o navio fica totalmente perdido, vencido pelas forças da natureza.
Três dias e noites depois, em 9, o vapor com suas máquinas esgotadas e já fazendo água, vai dar à praia do Morro Grande ou Campo Bom, ao sul do Cabo de Santa Marta, na Laguna (hoje Jaguaruna) onde encalha por volta das 11 da manhã.

Desespero
Era de desesperar qualquer um. Três dias e noites ao mar, perdidos, sacolejados daqui pra lá, sem avistar terra, já quase sem esperança de sobreviver, com a ameaça de a qualquer momento a embarcação afundar.
 Manoel Joaquim de Almeida Coelho, em sua “Memória Histórica da Província de Santa Catarina”, editada e publicada em 1854, portanto no ano seguinte aos acontecimentos, e reimpressa em 1877, narra sobre o acontecimento:

“A confusão, sempre natural nestes conflitos, e o desejo da salvação da vida, animou quase toda a tripulação (com o respectivo prático José Maria Olival) e muitos passageiros a se arrojarem ao mar, em demanda da praia; mas ali, antes de chegarem, alguns foram vítimas desse arrojo”.
  
O jornal Correio Catharinense, de 30 de novembro de 1853, editado em Florianópolis, já que Laguna ainda não possuía imprensa à época, descreve o desastre, certamente baseado em testemunhos de alguns dos sobreviventes:

“No dia 8 pela tarde perorou o tempo e à noite o navio lutava com um dos mais fortes temporais, daqueles que costumam cair nas costas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O vento tinha a força de um tufão, o mar se tinha tornado em altas montanhas, que pareciam cobertas de areia, e o vapor lutava com a morte, levado pela caprichosa e terrível agitação das vagas.
Foi uma noite de cruéis angústias e ansiedades; muitas vezes esteve o navio quase submergido e os pobres passageiros outras tantas viram a morte. Tantas lutas tinham esgotado as forças do infeliz navio e os mares haviam arrebatado seus dois escalares”.

Simão, o marinheiro herói que salvou 13 vidas
Entre os marinheiros havia um de nome Simão, português, natural da cidade de Cabo Verde, na África.
Saul Ulysséa, numa crônica sobre naufrágios acontecidos na Laguna, publicada anos depois no jornal O Albor, escreve sobre esse personagem:

“Foi notável neste naufrágio, a coragem e destreza de um preto, português, natural de Cabo Verde. Era um homem forte e exímio nadador. Foi o primeiro a chegar a terra, onde descansou algum tempo, voltando para bordo, de onde conduziu um cabo para terra. Apesar de fortíssimas ondas, os passageiros e a tripulação admiravam a maneira como o nadador as vencia. Por meio do cabo foram salvas muitas vidas”.

Já no segundo dia, deram por falta de uma senhora com seus cinco filhos. Continuavam a bordo, pedindo socorro. O navio já começava a desmanchar-se. Nosso herói Damião, sem vacilar se atira ao mar e salva cada uma delas, trazendo-as a nado para terra. Treze vidas ele salvou.
Já o jornal Correio Catharinense, assim descreve o feito do marinheiro Simão:

“Treze vezes foi o marinheiro Simão de terra a bordo, nadando, guiado pelo cabo, e de cada vez salvava uma vida; quando depois de muitas viagens a força parecia abandoná-lo, parava um instante, deitava-se, revolvia o corpo na areia e partia de novo. É mister atribuir este grande esforço não só a coragem, como aos sentimentos de humanidade de que é dotado o marinheiro Simão, e ele merece o duplo galardão de corajoso e de sensível: estas duas qualidades reunidas em um só homem constituem um tipo raro e digno de maior admiração”.

O dia seguinte
Os sobreviventes foram abrigados provisoriamente na casa do inspetor de Campo Bom, Jesuíno de Souza Machado, situada a uma légua da praia, onde receberam comida e roupas e foram amparados pela esposa e duas filhas do inspetor.

“Na manhã seguinte (10), relata ainda o Correio Catharinense, via-se pela praia restos do navio, o mastro já tinha caído e o meio do navio mergulhado até a proa. Os naufragados estavam na casa do inspetor aguardando transporte para o centro da Laguna. Para trás deixavam sepultados os cadáveres de seus infelizes companheiros. Na Vila da Laguna foram recebidos como bons irmãos e carinho possível.


A notícia do naufrágio chega às autoridades da Laguna
A notícia do naufrágio chegou às autoridades e à população da Laguna. Logo o subdelegado de polícia José Antônio Fernandes Vianna, acompanhado dos cidadãos tenente-coronel Jerônimo Coelho Netto, major Francisco de Souza Machado, capitão Custódio José de Bessa, Domingos Custódio de Souza e o vigário da paróquia da Laguna Francisco de Santa Isabel, mais uma força da Guarda Nacional, se apresentou no local da tragédia, oferecendo ajuda.
Oitenta e duas pessoas foram salvas e quarenta e duas morreram afogadas, rolando pelas areias da praia.
Dos sobreviventes, “menos de dez preferiram voltar por terra para o Sul”.
Setenta e dois chegaram ao centro da Laguna no dia seguinte e foram abrigados em várias casas. Logo foi feita uma subscrição entre os mais abastados da cidade.
Diz Coelho em seus escritos:

“O importe da subscrição foi oferecido ao comandante do navio e passageiros do vapor para o empregarem no que fosse mister, porém eles recusaram aceitar quantia alguma, e somente aceitaram alguma roupa e fazendas que com o mesmo importe se compraram e se lhes ofereceu”.

Os anfitriões lagunenses
“Receberam os tripulantes, famílias e passageiros em suas casas o major Francisco de Souza Machado Cravo, capitão Custódio José de Bessa, José Pacheco dos Reis, coronel Jerônimo Coelho neto, tenente-coronel José Antônio Cabral e Mello, vigário Francisco de Santa Isabel, cirurgião Moraes e delegado de polícia José Antônio Fernandes Vianna”.

O adeus e a carta de agradecimento pela hospitalidade
Os naufragados sobreviventes ficaram na Laguna até o dia 16 seguinte, quando, por problema de calado em nossa barra, despediram-se e foram até Imbituba onde através de transbordo em botes, tomaram o vapor Guapiaçu, comandado pelo 1º tenente Theotônio Raymundo de Brito, em direção ao Rio de Janeiro, com breve parada na Ilha de Santa Catarina (Nossa Senhora do Desterro).
Antes, deixaram uma carta de agradecimento à hospitalidade dos lagunenses, que tão bem o receberam num momento de grande infortúnio.
Eis o teor da carta:

Agradecimento dos naufragados:
“Ilmos. Srs. João Pacheco dos Reis, dr. Moraes, coronel Jerônimo Coelho Netto, tenentes-coronéis José Antônio Cabral e Mello, Antônio José da Silva, comandante superior Domingos José da Silva, major Francisco de Souza Machado Cravo, Antônio Joaquim Teixeira, capitães Custódio José de Bessa, Luciano José da Silva, delegado José Antônio Fernandes Vianna, vigário Francisco de Santa Isabel, José Dias Soares, Domingos Custódio de Souza, João José de Souza, inspetor de Campo Bom Jesuíno de Souza Machado, e mais senhores que involuntariamente deixamos de mencionar.
Os abaixo-assinados faltarão ao mais sagrado dos seus deveres se ao deixarem a cidade da Laguna para continuarem a sua viagem para o Rio de Janeiro, não manifestassem seu reconhecimento, e de todos os mais seus companheiros d’infortúnio, pela proteção que, após do seu naufrágio, de vós receberam: os cuidados e desvelos com que depois, como pais, lhes tendes prodigalizado, suprindo-lhes tudo o que preciso lhes tem sido para suavizar sua desgraçada sorte.
Aos abaixo assinados presentemente não lhes resta outro meio senão este, de vos patentear sua eterna gratidão, reservando-se para, em ocasião mais oportuna, fazer público vossas sublimes qualidades, generosidade e filantropia com que a todos tratastes, e os inúmeros recursos que lhes proporcionastes, a fim de nada lhes faltar e poderem esquecer sua desgraça.
Agradecei, pois, senhores, em nome de todos os naufragados do vapor Pernambucana, ao bom, generoso e hospitaleiro povo de vossa Cidade a avidez com que à porfia nos encheram de obséquios; pedindo-vos mui respeitosamente que aceiteis este nosso agradecimento que nada mais tem de valor do que a expressão dos corações daqueles que tanto vos devem.
Para onde a sorte nos for favorável, levaremos imortal lembrança de vós, e contas sempre com o nosso débil préstimo; por toda a parte bendiremos e com saudades nos lembrarão vossos nomes, restando-nos pedir ao Altíssimo pela vossa prosperidade, e que a vós e a vossas famílias dilate a vida por muitos anos. Laguna, 16 de outubro de 1853”.

Nomes dos sobreviventes
Coelho não traz os nomes de alguns dos sobreviventes que subscreveram a Carta. Mas pesquisando novamente no jornal Correio Catharinense, editado em Desterro (atual Florianópolis), edições de novembro daquele ano, que trouxe reportagens sobre o fato, pude anotar alguns deles:
·     Tenente-coronel Carlos Resin e sua filha; um soldado e um criado;
·        1º tenente da Armada, A.J. Crivello d’Ávilla;
·        Capitão M.G.C. Barros, sua mulher e uma cunhada;
·     José Antônio de Calasam Rodrigues, sua mulher, 3 filhos, 2 escravos e 1 criado;
·        Dr. Augusto Victorino Alves Sacramento;
·        Alferes Arsênio J. de Souza;
·        Tenente José Betbesé de Oliveira Neri;
·        Antônio José de Freitas;
·        Damião Francisco Martins de Moura, e um escravo;
·        Benjamin Aveline, 1 filha e 1 escravo;
·        Capitão José da Silva Pinheiro;
·        Felisardo José Rodrigues;
·        Joaquim José Mendes Pintado e 1 escravo;
·        Luiz Vieira da Cunha e sra., com cinco filhos;
·   Luiz Correia de Mello, comandante do vapor; o mestre e o despenseiro;
· Criados da câmara, Camilo e Francisco; e o 1º e 2º maquinistas (nomes não citados). Total: 42 pessoas, das 72 que chegaram a Laguna.

Como se pode constatar, na lista publicada no jornal com os nomes de alguns dos que se salvaram, além de não constar vários nomes (fica-se nos genéricos: filhos, filhas, criados, escravos, maquinistas...), não consta o nome de Simão, o herói que salvou 13 vidas. Pode estar incluído como um dos tripulantes (mestre, despenseiro ou maquinista).
Quanto à senhora e seus cinco filhos salvos pelo marinheiro Simão, obviamente é a esposa de Luiz Vieira da Cunha (assinalado em negrito), como consta na relação, afinal é a única com essa prole.

D. Pedro II (Brasil) e D. Pedro V (Portugal) homenageiam o marinheiro Simão
Chegando ao Rio de Janeiro, o marinheiro Simão recebeu das mãos do imperador D. Pedro II, medalha de distinção pelo feito do salvamento de vidas. O comércio do Rio de Janeiro lhe fez uma dotação de dez contos de réis, uma excelente soma à época e muitos daqueles que ele salvara lhe proporcionaram de presente outras quantias.
 
No Arquivo Nacional de Portugal, graças à internet e edições fac-símile, encontrei dois documentos onde Rodrigo da Fonseca Magalhães, ministro do Reino, em 14 de dezembro de 1853, em nome de El Rei (D. Pedro V), concedeu medalha de ouro ao marinheiro e conterrâneo Simão, “Dando assim um testemunho público de grande apreço em que tenho tão relevante serviço prestado à humanidade”.
Infelizmente, mais dois documentos - e estes oficiais- que não citam o sobrenome do marinheiro Simão e maiores pormenores de sua vida. Um personagem que sumiu nas páginas da história.

Quando os sobreviventes se despediram da Laguna e de quem tão bem os acolheu naquele momento de infortúnio, o Correio Catharinense registrou o adeus, e caprichou nas tintas poéticas. Aproveito para terminar este texto que já se estendeu em demasia. Mas ainda bem que há quem goste dessas histórias:

“Na despedida da Laguna, bastantes lágrimas se derramaram. Não eram estranhos que se despediam, eram pessoas a quem a humanidade e a desgraça tinham nascido com os laços da gratidão e da piedade”.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Morador da Laguna ganhou R$ 1 milhão em sorteio

Colunista Estela Benetti, do Diário Catarinense, informa que um senhor de 86 anos, morador da Laguna, ganhou no último dia 2, R$ 1 milhão no sorteio de título de capitalização Ourocap, do Banco do Brasil.

Muita gente perguntando quem será o felizardo? O que você faria no lugar dele com essa bolada? Aos 86 anos...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Formigueiro - Ivan Lins

Trinta e poucos anos depois e esta música de Ivan Lins com letra de Vitor Martins continua bem atual. Gostei do arranjo, com direito a uma atualizada no final.

 "Avisa ao formigueiro vem aí tamanduá...
Avisa ao formigueiro vem aí tamanduá... 

Pra começo de conversa
Tão com grana e pouca pressa
Nego quebra a dentadura
Mas não larga a rapadura
Nego mama e se arruma
Se vicia e se acostuma..."