Blog do Valmir - Laguna

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Falou e disse II:

“Saber a gente sabe, e se não sabe, desconfia, mas quem prende é a polícia e quem condena é a justiça”.

Do colunista e blogueiro Cacau Menezes

Falou e disse:

“Uma das coisas que mais espanta ao eleitor brasileiro, é a não explicação dada, de como pessoas que alegam origem humilde, pobreza na infância e juventude, apresentarem um patrimônio incompatível com o exercício de função pública.“

Do ex senador, lagunense Jaison Barreto.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

19 de novembro - Dia da Bandeira


Data em homenagem à Bandeira do Brasil um dos símbolos da nossa pátria e atualmente tão esquecida e vilipendiada. 
Antigamente era comum seu hasteamento em pátios de escolas e repartições públicas acompanhado da execução do Hino Nacional. Momento cívico a lembrar sempre que a cidadania se constrói no dia a dia. 
Bandeira por vezes exaltada, mas somente no jogos da Copa do Mundo, quando torcedores a agitam e a enrolam em seus corpos, orgulhosos, sentimentais vertendo lágrimas passageiras. Esquecida a um canto ao final da partida.

Estamos presenciando, estupefatos, exemplos de maus brasileiros que estão a fazer jus às grades da cadeia por longos anos. Maus brasileiros que merecem o escárnio e o nojo da população, no país, em alguns estados e certos municípios.
Políticos, funcionários de carreira ou nomeados que acham que levar o "por fora", em comissões, não é corrupção, "por que todo mundo faz". É parte do sistema, alegam sempre. Corruptos e corruptores.
Riem dos honestos, dos éticos, chamando-os de puros. Ou de otários; gargalham dos que sonham com um país mais justo e perfeito.

Até que um dia, pegos com a mão na cumbuca e algemados pela polícia, acusados disso e daquilo, escondem a cara alegando que não sabem de nada, que desconhecem, que não participaram de nenhum esquema.
Enquanto isso a saúde, educação e segurança do país estão no ralo. Escolas caindo aos pedaços, professores e funcionários mal remunerados; saúde em frangalhos, faltando medicamentos, com pacientes sendo atendidos no chão de corredores ou, sem vagas, morrendo nas filas; e a violência atingindo índices alarmantes.
Ficamos estupefatos com tudo que vem sendo descoberto pela polícia e justiça e divulgado pelos meios de comunicação, ano após ano. No país, em estados e municípios. É uma corrupção que parece não ter mais fim. 

Que país é este?
Somente a sociedade organizada poderá por fim a tanta bandalheira. 
Infelizmente grande parte dos eleitores por falta de informação ou por interesse individual, continua reelegendo, eleição após eleição, alguns canalhas, reconduzindo-os para os mais diversos cargos, quando deveriam varrê-los do cenário político. Quantos desses políticos verdadeiramente não possuem currículo, mas extensa ficha criminal?

Alguns políticos já deram mostras para que vieram. Só querem se locupletar. Impunes, continuam posando de paladinos da moralidade. E infelizmente sendo exaltados por alguns jornalistas e radialistas por aí, como exemplos de virtudes, de homens probos. Esses se merecem, farinhas do mesmo saco!

O Brasil é maior do que todos esses acontecimentos que atingem a moralidade pública da Nação  brasileira. Vai superar, mas precisa começar a separar o joio do trigo; a batata boa da podre. Urgentemente.

Salve! Salve! Lindo pendão da esperança!

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A volta da Revista Saber

Voltou a circular a Revista Saber, do esforçado e inteligente editor, radialista e professor Rodrigo Bento.
A publicação, depois de uma parada estratégica (seu último número foi em janeiro de 2012), desde semana passada está sendo distribuída aos assinantes, anunciantes e comercializada em vários pontos da Laguna, ao preço de R$ 12,00.
Contato comercial pelo telefone (48) 9945-4465.

Nesta edição de nº 5, a Revista Saber tem como estrela de capa a magia do Cine e Teatro Mussi, de tantas histórias, amores e emoções. Fico feliz que a reportagem tenha se baseado em trechos de escritos e pesquisas publicados aqui neste Blog.
O Cine Teatro Mussi, todo restaurado, será entregue à população lagunense tendo o Sesc como administrador em cessão de uso, no próximo dia 12 de dezembro, às 16 horas, conforme informa release da prefeitura. Na Revista há também uma página dedicada ao projetista da edificação na década de 50, arquiteto Wolfgang Ludwig Rau.

A Revista Saber ainda conta os sete enterros de Anita Garibaldi, na Itália; uma página dedicada ao ex-governador, lagunense Colombo Machado Salles; a história de um dos bairros mais antigos da Laguna: Caputera, em texto da aluna Jordana Menezes, do Colégio Stela Maris; e uma homenagem ao fundador da nossa cidade, Domingos de Brito Peixoto – tão esquecido ultimamente – tendo como base escritos contidos no Blog de Antônio Carlos Marega.

Nosso historiador e amigo Marega em certo trecho afirma sobre o vicentista Brito Peixoto: “Poderia não ter feito mais nada em sua vida, mesmo assim, ainda o consideraríamos o homem mais importante para Laguna, ele que nos trouxe “Santo Antônio dos Anjos, santo de sua devoção a quem dedica à fundação da póvoa”.
Assino embaixo, meu caro Marega.

Parabéns ao Rodrigo Bento, bem sei o esforço e dedicação na feitura de uma publicação de tal teor. Do sonho à realidade vai uma distância muito grande até a concretização.

Vida longa a Revista Saber e que mereça a compreensão e o apoio de todos nós.

Na mosca:

"Honestidade é um produto muito caro, por isso não a espere de gente barata!"

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Houve um tempo... à moda antiga

Houve um tempo, década de 70, que os maiores sucessos musicais no Brasil eram cantados em inglês, por brasileiros, com nomes artísticos em... inglês. E muitos fãs, no início, desconheciam esse pormenor.

Conjuntos e cantores, na onda do rock, sempre, é claro, com utilização de guitarras, trocavam seus nomes e vendiam adoidado suas gravações (hit's) em discos de vinil (LP's e compactos simples ou duplos) e nas então fitas cassetes de 60, 90 minutos. Fitas que também comprávamos virgens (Basf, TDK, Philips) para gravar em mono das emissoras de rádio, com irritantes interrupções para os horários e prefixos. A Rádio Santa Catarina, de Tubarão era a que mais tocava esses sucessos, seguida da Rádio Garibaldi, aqui da nossa cidade. FM's ainda não tínhamos por aqui. As músicas eram inseridas também nos temas das telenovelas.
Alguns desses cantores/compositores faziam versões de sucessos de bandas e cantores estrangeiros, como os Beatles, Rolling Stones, Abba, Bee Gees. Outros compunham em inglês os mais diversos sucessos que se imortalizaram para toda uma geração.

Nos bailes de então eram obrigatórias as execuções dessas canções, e ai da banda que assim não o fizesse, que não estivesse atualizada com as músicas que tocavam diariamente nas rádios de todo o país e também como temas musicais de novelas da Globo, como Casarão,  com My life, de Michael Sullivan, etc.

Os bailes no Clube 3 de Maio, no bairro Magalhães, e Anita Garibaldi, no Campo de Fora, eram os mais concorridos. E havia fins de semana, aos sábados, que nas duas sociedades aconteciam bailes simultaneamente, com as turmas muitas vezes se dividindo entre as duas casas, durante as madrugadas, indo ou vindo, a pé, pela paixão, comendo poeira. Ninguém se cansava.

Quando da execução dos primeiros acordes, que todos já conheciam, pares se formavam rapidamente, coladinho um ao outro, o salão lotava, e não havia uma garota que ficasse sentada. Eram canções românticas, chamadas vulgarmente – que coisa sem graça - de "levanta bancos", por motivos óbvios. Dançava o muito feio, a muita feia (que me perdoem, como nos versos do poetinha Vinicius) e até quem não sabia bailar. Quantos namoros não iniciaram ao som dessas canções? Iniciações... precoces casamentos...
Tempo em que pegar na mão era uma vitória, um beijo roubado e molhado digno de um troféu; amasso num canto uma ousadia tamanha que merecia posterior "bebemoração" sozinho ou com a turma. Ninguém "ficava" facilmente como nos dias atuais.

The Claytons, de Imbituba era o conjunto que executava as canções com maior perfeição, na opinião de muitos, inclusive a minha. Mas havia igualmente Brasilian Boys, de Tubarão que também era muito bom.
As palavras em inglês, as frases, eram pronunciadas, cantadas limpidamente e tão logo entravam no hit parede, corríamos em busca de dicionário inglês-português para traduzi-las. Maioria, de letras românticas, era de fácil assimilação porque simplórias. Professor But, no Ceal, também traduziu muitas letras para nossos ouvidos – e corações jovens – ávidos de sensações e de paixões, em busca da conquista daquela menina da sala de aula ou da vizinhança.

Muitos desses compositores e cantores com o tempo sumiram do cenário musical. Alguns trocaram de gênero; outros foram embora do país, abandonaram a carreira ou morreram. E há ainda quem faça esporádicas apresentações.
Vez ou outra, em gincanas musicais, lembrados, são convidados e se apresentam no longevo programa Silvio Santos. É quando constatamos, meio que desolados, que o tempo passa para todos nós. E ainda bem que é assim.

Pois descobri no You tube uma seleção com as dez melhores canções "internacionais" da década de 70. Lista feita por um apaixonado por aquela época. Com exceções da banda californiana de rock Creedence, da Banda Pop inglesa The Rubettes, e Grupo Christie, com Yellow River,  os outros são todos brasileiros. Tem até o Tony Stevens, que depois vai virar Jessé (já falecido) com sua "Porto solidão", em 1980, no Festival MPB Shell, lembra?

Há outros inúmeros sucessos que bem merecem constar na lista, é claro, e penso, por exemplo, que faltou incluir Feelings, de Morris Albert. Ou Maurício Alberto, brasileiro que ficou milionário com a citada música, traduzida em diversos idiomas e classificada entre as 100 mais conhecidas de todos os tempos. Morris Albert morou nos EUA e hoje reside na Itália.

Pois então se aconchegue na poltrona para ouvir ou tire a hoje patroa (ui!) - mas sua eterna namoradinha, se foi amor verdadeiro desde então - para dançar no meio da sala e relembre uma época que não volta mais, a não ser nas folhas do livro da saudade, quando o folheamos. Eis alguns sucessos:

1-CREEDENCE - HAVE YOU EVER SEEN THE RAIN
2-DAVE MacLEAN - WE SAID GOODBYE

3-MY LIFE – MICHEL SULLIVAN
4-MY MISTAKE – PHOLHAS
5-LIES – CHRISTIAN
6-DAVE MacLEAN - ME AND YOU
7-TERRY WINTER - OUR LOVE, OUR LOVE
8-TONY STEVENS (JESSE) – IF YOU COULD REMEMBER
9-THE RUBETTES - SUGAR BABY LOVE
10-CHRISTIE – YELLOW RIVER




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

SE VOCÊ NASCEU ANTES DE 1986...



Outra variação sobre o mesmo tema...



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Números das eleições para presidente, na Laguna nos dois turnos

Votos para Presidente na Laguna – 2º Turno
Seq.                 Candidato                         Votação           % Válidos
1                        Aécio Neves                                13.495                  52,66%
2                        Dilma                                           12.130                  47,34%



Votos para Presidente na Laguna – 1º Turno
Seq.                 Candidato                         Votação           % Válidos
1                      DILMA                                10.371                40,96%
2                      AÉCIO NEVES                      10.263                40,54%
3                      MARINA SILVA                       3.867               15,27%
4                      LUCIANA GENRO                      338                  1,34%
5                      EDUARDO JORGE                      224                  0,88%
6                      PASTOR EVERALDO                   155                  0,61%
7                      LEVY FIDELIX                             60                  0,24%
8                      ZÉ MARIA                                  17                   0,07%
9                      EYMAEL                                       15                  0,06%
10                    MAURO IASI                                  7                  0,03%
11                   RUI COSTA PIMENTA                      1                   0,01%

Como facilmente se percebe, os votos da Marina no 1º turno foram praticamente transferidos para Aécio no 2º turno. Houve também um aumento significativo dos votos válidos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dica de leitura: Getúlio 1945-1954 – Da volta pela consagração popular ao suicídio

Na terceira e última parte da consagrada trilogia biográfica sobre Getúlio Vargas, o escritor Lira Neto reconstitui os acontecimentos políticos e pessoais mais importantes dos anos finais do ex-presidente. Entre a deposição por um golpe militar, em outubro de 1945, e o suicídio, em agosto de 1954, o livro revela como a história do Brasil se entrançou com a vida de Getúlio, inclusive enquanto afastado do poder.

“Entrei para o governo por uma revolução, saí por uma quartelada” , lamentou-se Getúlio Vargas numa carta enviada de seu exílio rural em São Borja (RS), em novembro de 1945, ao amigo e correligionário João Neves da Fontoura. Depois de quinze anos no Palácio do Catete, emendando na sequência da Revolução de 1930 a chefia dos governos provisório e constitucional e a ditadura do Estado Novo, Getúlio fora obrigado a se retirar para sua região natal, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, pelos mesmos militares que haviam apoiado seu projeto nacionalista de poder. Os tempos estavam mudados, a Segunda Guerra Mundial já era história e ao ex-ditador, convertido num modesto estancieiro, apenas restavam às distrações das cavalgadas, do mate e dos charutos. 

Mas Getúlio, animal político com aguçado senso de sobrevivência, não estava totalmente acabado, apesar do que pensavam os jornais do Rio de Janeiro, quase todos alinhados ao conservadorismo da União Democrática Nacional (UDN) e do Partido Social Democrático (PSD). Sua filha Alzira - que havia permanecido na capital federal na companhia do marido, Ernani do Amaral Peixoto, e da mãe, Darcy - tornou-se uma espécie de embaixadora plenipotenciária do getulismo, possibilitando ao ex-presidente perscrutar os bastidores do governo do general Eurico Gaspar Dutra e manter o controle sobre o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Com sua consagradora eleição ao Senado e as imunidades de constituinte, em 1946, Getúlio pode voltar ao Rio de Janeiro num primeiro movimento de preparação do almejado retorno ao Catete. Mas a hostilidade aberta da oposição udenista e as tentações de uma velhice tranquila no pampa gaúcho fizeram de seu mandato parlamentar pelo PTB um breve interlúdio do confinamento em São Borja, com raras aparições em plenário. Alzira, sempre no Rio, permaneceu no entanto sua conselheira e informante privilegiada por meio de detalhadas cartas-relatórios. 

Apesar da derrota de candidatos que havia apoiado nas eleições regionais de 1947 e 48, Getúlio deu sinais à imprensa, com a sagacidade que lhe era peculiar, de que poderia tentar reconquistar o protagonismo político. O movimento queremista, que jamais havia se apagado, explodiu em todo o país, exigindo a candidatura do senador e “pai dos pobres” à presidência da República. 

O retorno triunfal ao Catete, com a esmagadora votação obtida nas eleições de outubro de 1950, deu início a um dos períodos mais conturbados da política brasileira. A oposição ferrenha do udenismo e da imprensa, personificada pelo jornalista Carlos Lacerda, combateu incessantemente todas as iniciativas populares (ou populistas) do segundo governo Getúlio. Realizações como a fundação da Petrobras e o aumento do salário mínimo foram ofuscadas por um sinistro clima de guerra psicológica.

O “mar de lama” denunciado à exaustão por seus inimigos manietou o envelhecido presidente, dividido entre os afagos à classe trabalhadora e a obediência devida à praxe anticomunista da Guerra Fria. O atentado a Lacerda - coberto ainda hoje de mistérios e para o qual o livro apresenta múltiplas possibilidades e versões -, no início de agosto de 1954, foram a senha para a precipitação dos acontecimentos. Acuado por um iminente golpe militar, Getúlio chegou a esboçar uma resistência, mas, politicamente isolado, preferiu o suicídio à desonra da renúncia. 

Nos sessenta anos desse desfecho trágico, Lira Neto reconstitui todos os lances do tenso xadrez político que se entrelaçou com os últimos anos da vida de Getúlio. Amparado numa minuciosa pesquisa, que incluiu centenas de livros e milhares de páginas de manuscritos e documentos originais, o autor elucida um período capital da história do Brasil e interpreta a personalidade de seu mais importante ator político no século XX.”

Resumo: extra.com.br

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Convite

Engenheiro Eduardo Nicolazzi convidando os leitores deste blog, principalmente os que residem na capital catarinense, para o lançamento de seu livro “Gerenciamento de equipes – Formação e orientação de gestores”, editora Insular.

Evento vai acontecer na próxima quarta-feira, 15, às 15 horas no hall da sede da Eletrosul, no bairro Pantanal, em Florianópolis.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Outros outubros virão...

O que foi feito amigo, de tudo que a gente sonhou?

Nesta quarta-feira, entrando no último trimestre do ano, rapidinho o Natal está aí e também 2015, nada melhor que ouvir O QUE FOI FEITO DEVERA, de Milton Nascimento e Fernando Brant, no show Tambores de Minas, que marcou o retorno de Milton aos palcos, após graves problemas de saúde. Vejam e ouçam a beleza da canção, com as palavras iniciais de Milton e a primeira parte na voz gravada de Elis.

Outros outubros virão... outras manhãs plenas de sol e de luz...

E o que foi feito é preciso conhecer para melhor prosseguir...

Nem vá dormir como pedra e esquecer o que foi feito de nós.


O Que Foi Feito Devera
Milton Nascimento
O que foi feito, amigo,
De tudo que a gente sonhou
O que foi feito da vida,
O que foi feito do amor
Quisera encontrar aquele verso menino
Que escrevi há tantos anos atrás
Falo assim sem saudade,
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
Mais vale o que será
E o que foi feito é preciso
Conhecer para melhor prosseguir
Falo assim sem tristeza,
Falo por acreditar
Que é cobrando o que fomos
Que nós iremos crescer
Nós iremos crescer,
Outros outubros virão
Outras manhãs, plenas de sol e de luz
Alertem todos alarmas
Que o homem que eu era voltou
A tribo toda reunida,
Ração dividida ao sol
E nossa vera cruz,
Quando o descanso era luta pelo pão
E aventura sem par
Quando o cansaço era rio
E rio qualquer dava pé
E a cabeça rolava num gira-girar de amor
E até mesmo a fé não era cega nem nada
Era só nuvem no céu e raiz

Hoje essa vida só cabe
Na palma da minha paixão
Devera nunca se acabe,
Abelha fazendo o seu mel
No canto que criei,
Nem vá dormir como pedra e esquecer
O que foi feito de nós.

sábado, 27 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Lançamento da Revista Canteiro

Conselho Editorial da Revista Canteiro, convidando os leitores para o lançamento do primeiro número da publicação.
Na ocasião haverá apresentações musicais e coffe break.
Local: Espaço Cultural Chachá
Rua: Voluntário Fermiano, 42
Data: 18/09/2014 (quinta-feira)
Horário: 19 horas.

A Revista Canteiro é uma publicação de alunos da Udesc (Ceres).

Site: www.revistacanteiro.com.br

PS: Devido à chuva, evento foi transferido para o hall da Udesc, no mesmo horário.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Projeto Gatos dos Molhes

Recebi dos abnegados voluntários do “Projeto Gatos dos Molhes”, o texto abaixo, que nos conta um pouco sobre o trabalho desenvolvido por eles.

Camisetas também estão sendo comercializadas, no valor de R$ 25,00, em prol do Projeto. Adquira a sua.  
                            
 ***
“Há muitos anos a população lagunense e de algumas cidades vizinhas vem abandonando gatos nos Molhes da Barra. Lá os gatos se reproduzem, brigam entre si por fêmeas e território, lutam para sobreviver e como se não bastasse, ainda sofrem maus tratos de humanos.

Com o Projeto Gatos dos Molhes, está se resgatando e castrando, assim evitando a procriação e conseguindo lar para se adaptarem a vida doméstica. Não temos um local para deixarmos os gatinhos, por isso dependemos de lar temporário.
Dependemos também de doações para realizarmos as castrações e alimentarmos os gatos.

Esse projeto teve início no dia 28 de janeiro de 2014, e já foram castrados 33 e doados 30 gatinhos. Os que não foram adotados por não se adaptarem a ambientes fechados foram devolvidos aos Molhes.
Inicialmente viviam aproximadamente 80 gatos no local, hoje são aproximadamente 40, desses 40 apenas 3 já estão castrados.
Contamos com a ajuda de vocês para continuar esse trabalho que com muito esforço tem dado certo”.

Para conhecer melhor o nosso projeto visite nossa página no Facebook: HTTPS://www.facebook.com/pages/Gatos-dos-Molhes-Laguna-SC


Para cada pessoa que nasce, nascem também 15 cães e 45 gatos!
Não há lares pra todos, por isso lembre-se: castrar é a melhor solução para acabar com o abandono!

domingo, 14 de setembro de 2014

CREIO EM TI - Agnaldo Timóteo

Ao ouvir o “Creio em Ti” cantada por Agnaldo Timóteo, relembro sempre da voz inesquecível (soprano) da professora Maria de Lourdes Barros, quando interpretava esta canção nas trezenas de Santo Antônio dos Anjos.
Dias antes de seu falecimento, já enferma, debilitada, Maria de Lourdes a cantou pela última vez. Os seus já fracos pulmões e a emoção não a deixaram continuar. Professora Maria José Maurício intercedeu e finalizou o “Creio em Ti”.
A emoção de quem presenciou a cena e sabia o que estava ocorrendo foi tamanha que levou muitos fiéis às lágrimas.

sábado, 13 de setembro de 2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Manhãs de setembro

Ana Barzan, traz o registro na foto do dia. Muita luz e cores. E um novo cenário compondo a Lagoa Santo Antônio dos Anjos.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Obras de arte

What A Wonderful World, legendado, e na voz de Louis Armstrong, com imagens (cenas) do filme “Good Morning Vietnã”, com Robin Williams, morto há algumas semanas.

Duas obras de arte, que não me canso de ouvir e rever.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Quando entrar setembro...

Beto Guedes - Sol de Primavera

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A todos os mentirosos, dos mais variados graus, inclusive de parentesco:

“Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente,
Mentem de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
Que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impunemente
Constroem um país de mentira - diariamente”.

(Afonso Romano de Sant'Anna)

sábado, 23 de agosto de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Nota de falecimento+

Faleceu às 6h30m da manhã de hoje, no Hospital Socimed, em Tubarão, vítima de infarto, o promotor aposentado lagunense Ennio Ezequiel de Oliveira, aos 92 anos.
Viúvo, e com familiares e amigos em nossa cidade, deixa os filhos Ennio, Nilza, Érida Janini, João e Evandro e mais 10 netos.
Dr. Ennio, membro da Associação Catarinense do Ministério Público, OAB /SC 102 (jubilado) colaborou com inúmeros jornais na região, inclusive em meu extinto Jornal Tribuna Lagunense, onde assinava uma coluna versando sobre os mais variados assuntos de interesse dos leitores e da Laguna. Utilizava o pseudônimo CASTELAR, como ficou mais conhecido. Jornal O Correio em algumas edições mais recentes, vinha reproduzindo vários de seus escritos.

Sentimentos aos familiares e amigos.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Até 28 de agosto Adilson Barros expõe no Espaço Cultural Richard Calil Bulos

Até o dia 28 de agosto vindouro, as obras do escultor, pintor e restaurador Adilson Barros estarão expostas nosso Espaço Cultural Richar Calil Bulos – Chachá.
A exposição conta com alguns móveis restaurados, diversas esculturas e pinturas, muitas delas representando pés, que são uma peculiaridade do artista.

PÉS DE BARROS
Por Suyan de Melo

“Adilson de Barros Machado nasceu em Laguna, no verão de 1966, tendo se iniciado como autodidata na arte desde os seis anos, quando fazia imagens de santos com a argila vermelha de seu próprio quintal. Já com dez anos, passou a esculpir arte sacra em madeira, utilizando um martelo como marreta e uma chave de fenda como formão. Já na adolescência e juventude, tendo trabalhado com o pintor Artur Cook na oficina de serigrafia deste, acabou por adotá-lo também como mestre no ofício da pintura. Paralelamente, conheceu de perto o trabalho do artista João Rodrigues, o Mestre Portuga, que o inspirou a adentrar no barroco, esculpindo em madeira. Barros viria a trabalhar por dois anos no ateliê de Portuga.

Na sequência, Barros passou por uma fase bastante efusiva em seu processo criativo, trabalhando em paralelo com as técnicas mais diversas de que dispunha, para, posteriormente, decidir-se pela escultura e entalhe em madeira como foco principal. 
Adilson, que teve incursões no teatro e na literatura, possui especial predileção temática por pés, seja esculpindo-os em madeira e pedra, seja desenhando-os em grafite, ou ainda pintando-os em tinta acrílica sobre tela. Porém, seja qual for a plataforma, uma constante se destaca: seus pés nunca possuem pares, e nunca se repetem. 
Perguntado sobre a dita fixação, explica que começou a fazer pés no projeto do SESC chamado Pretexto III, como uma referência crítica ao mau uso dos pés, no sentido “dos grandes que não sabem caminhar sem pisar nos pequenos”, primeiro inspirado a fazer pés de pedra, passando depois a dar-lhes vida em outros materiais.
Além dos pés, Barros também destaca sua predileção no afazer artístico, por rostos, anatomias, movimentos e detalhes em geral. 
Aproximadamente em 1998, passou a trabalhar sua arte também a partir de materiais coletados na natureza, especialmente na praia. 

Especificamente neste processo criativo com tais materiais, costumava coletar objetos como conchas, cordas e tocos de madeira, após fotografá-los in locu, fotografando também, nestas ocasiões, resíduos como esqueletos de peixes e outros.

Quando perguntado sobre o porquê de fazer o que faz, responde que porque tem o seu dom, algo talvez ligado à mediunidade, além de ser seu refúgio da turbulência dos dias, embora se frustre quando vê sua obra se deteriorando ou quando pensa sobre a deterioração da arte em geral.
Atualmente trabalha com madeira, criando colunas, molduras e carrancas, estas últimas mesclando barroco e arte moderna, com incidência especial de figuras africanas, além de cerâmica, com o que se poderia chamar de “carrancas oníricas e outras figuras imaginárias”, e grafite, com desenhos e caricaturas”.

Horário de visitação da exposição:
Sábado e domingo das 9h às 17h
Segunda a sexta-feira das 14h às 18h
Entrada gratuita.
Local: Espaço Cultural Chachá. 

Rua Voluntário Fermiano, 42- Centro

domingo, 17 de agosto de 2014

A história do Rock Laguna 1, 2 e 3

Na década de 80, o rock nacional vivia seu período de maior glória. Dezenas de bandas surgiam pelo país.
O gênero, que apareceu na década de 50 nos Estados Unidos, atravessou os anos.
Dizem os especialistas que quem gravou o primeiro rock no Brasil foi Nora Ney, cantora de samba-canção.  "Rock around the Clock", de Bill Haley & His Comets (trilha do filme Sementes da Violência), em outubro de 1955, para a versão brasileira do filme.
O rock atravessou a década de 60 no Brasil, com a Jovem Guarda. Na década de 70 surgem os ícones Rita Lee, Lobão, Raul Seixas, entre outros em seus variados estilos, inclusive os chamados rock rural e o hard progressivo.

No Rio de Janeiro, no verão de 1975 foi organizado o pioneiro festival de rock no Brasil, o "Hollywood Rock", com patrocínio da Cia Souza Cruz.
Na década de 80 o rock se popularizou de vez no país. Surgiram bandas em São Paulo, Brasília, Bahia, Rio de Janeiro e em outros estados. Algumas delas cultuadas pelos fãs até hoje. E muitas ainda em atividade.

Enfim, não vou me estender sobre a história do rock no Brasil, até porque há muito material em livros, inclusive na internet. O objetivo deste texto é falar sobre a história do Rock Laguna.
Para quem se interessar sobre o rock no Brasil de 1955 a 1984, e de 1985 a 2000, basta clicar em:


Em janeiro de 1985 acontece o Rock in Rio, o maior concerto da história do rock, com um público estimado em 1 milhão e meio de pessoas, realizado na Barra da Tijuca. Veio artista de todo o mundo e contou com bandas internacionais e brasileiras, algumas iniciantes.
O rock entrou na ordem do dia e ganhou manchetes e matérias em toda mídia.

O Rock Laguna 1
No ano seguinte, 1986, embalado pelo sucesso do Rio de Janeiro, o empresário tubaronense Evaldo Marcos, dono da Cosmos Produções, apoiado por um grupo de patrocinadores, propôs aos administradores do município da Laguna (prefeito João Gualberto Pereira, vice Rogério Wendhausem – 1983-1988), a realização de um Festival de Rock a ser realizado em nossa cidade, nos mesmo moldes do que foi feito na Cidade Maravilhosa. Guardadas as devidas proporções, evidentemente.

A Prefeitura da Laguna apoiou o evento com a cessão do local, o Estádio Municipal do Laguna Esporte Clube – LEC, mais tarde batizado de Estádio Municipal João Batista Wendhausen Moraes, em homenagem ao vereador lagunense, morto prematuramente.
Secretário municipal de Cultura, Turismo e Esporte, Hézio Heleodoro de Souza dizia que havia interesse que o evento entrasse para o calendário turístico da cidade.

Assim, o Rock Laguna 1 foi marcado para sua realização nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro de 1987.
A divulgação se iniciou por todo o Brasil e principalmente nos estados do sul. Assim como, à medida que iam sendo contratados, os nomes das bandas, cantores e cantoras do rock nacional.
Na primeira noite, uma sexta-feira, a partir das 21 horas se apresentaram as bandas “Camisa de Vênus”, com seu rock agressivo; na sequência as meninas do “Sempre Livre” com seu som romântico; depois fechou a noite o “Grupo Tubarão”, som pesado que fez a plateia delirar.

Na noite seguinte, sábado, “Encaixe Postal”, “Ave de Rapina”, “Kromo”, “Expresso”, “Inteligence”, “Engenheiros do Havaí” e “Titãs”.
Os Titãs fizeram o grandioso show de abertura.

No domingo ventava forte e chovia e os shows foram transferidos para a noite seguinte, segunda-feira, a partir das 20 horas.
O encerramento do Rock Laguna 1, foi com “KM-7”, “Zero” e “Lobão”.
Lobão abriu o espetáculo e o público cantou todas as músicas.
No final, com o frio que fazia no local, Lobão subiu novamente ao palco e juntamente com o Grupo Zero cantaram “Me chama”, de sua autoria.
- "Chove lá fora e aqui tá tanto frio...”.

O Rock Laguna 1 foi sucesso absoluto, com um público estimado em 15 mil pessoas por noite.
Divulgação da Laguna a nível nacional. A Rede Bandeirantes de Televisão, por exemplo, noticiou a promoção em seu noticiário.

Rock Laguna 2
Em 1988, o empresário Evaldo Marcos promoveu novamente o evento.
O Rock Laguna 2, aconteceu nas noites de 5, 6 e 8 (sexta-feira, sábado e segunda-feira) de fevereiro, no mesmo local do ano anterior.
As apresentações marcadas para domingo, dia 7, por causa da chuva, tiveram que ser transferidas para segunda-feira, repetindo assim, coincidentemente, o acontecido no ano anterior.
Na primeira noite se apresentaram as bandas “Vício Difícil”, “TNT”, “Taranatiriça”, “Garotos da Rua” e “Titãs”.
Os Titãs foram o destaque, encerrando o show com muito rock. Banda Taranatiriça também não decepcionou.

No sábado, com um grande público e agito, a banda lagunense “Ave de Rapina”, “Tubarão”, “Celso Blues Boy”, “Kid Abelha” e “Ultraje a Rigor”.
O Kid Abelha empolgou a plateia que cantou e dançou na voz  e figurino da vocalista Paulinha.

O lagunense Fernando Faria, o filho do Tuba, não tem?, postou também no You Tube, duas gravações feitas pelo seu primo Eduardo Caruso de Castro Faria, da apresentação do Kid Abelha no Rock Laguna 2, em 1988. 4m42s de duração em "Lágrimas de Chuva" e 3m41s em "Nada tanto assim". Histórico.


O Ultraje a Rigor levou o público feminino ao delírio quando o vocalista Roger na apresentação de uma canção do primeiro álbum, de maior sucesso, e tema de abertura da novela Brega & Chique, tirou a camisa e baixou as calças, mostrando a cueca na cor azul.
- Pelado, pelado, nu com a mão no bolso...
(...)
Indecente
É você ter que ficar
Despido de cultura
Daí não tem jeito
Quando a coisa fica dura
Sem roupa, sem saúde
Sem casa, tudo é tão imoral
A barriga pelada
É que é a vergonha nacional
(...)

Fernando Faria também postou, gravado pelo seu primo Eduardo, a apresentação de “Ciúme”, do Ultraje a Rigor. São 4m35s., um dos seus maiores sucessos.


Os shows previstos para domingo e realizados somente na noite de segunda-feira, trouxeram “Nenhum de Nós”, “Defalla”, “Eggo Tripp”, “Heróis da Resistência” e “Tim Maia”.
Na banda Eggo Tripp o destaque do baterista Pedro Gil, filho de Gilberto Gil. No Heróis da Resistência, Leoni, ex-Kid Abelha fez um excelente vocal e performance corporal.

A apresentação de Tim Maia decepcionou. Não cantou integralmente sequer uma música. Reclamava de tudo. Dos músicos de sua banda Vitória Régia, do som. Entre uma interrupção e outra cantou sucessos de seu repertório: “Primavera”, “Você”, “Dia de Santo Reis”, “Um Dia de Domingo”.
Mas se não fosse assim, não seria o grande Tim Maia, não é verdade? Acreditava-se que ele nem vinha para a apresentação, como já havia acontecido inúmeras vezes em sua carreira.
Ainda na segunda-feira à tarde, antes do show, Tim Maia foi visto no centro histórico da Laguna comprando uma camiseta com dizeres sobre a cidade, na Loja Lapa Confecções. Tamanho EG, off course.

Johnny Bass postou este vídeo no You Tube, feito pela RBS TVSC, onde Cacau Menezes entrevista Tim Maia no Ravena Cassino Hotel e Paulinha Toller do Kib Abelha, momentos antes de subir ao palco.

O fim de semana na Laguna foi movimentado. A cidade recebeu milhares de fãs provenientes da região sul do país. Mas veio gente de outros estados, como Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.


Rock Laguna 3
Dez anos depois, em 1998, nas noites de quinta, sexta-feira e sábado, 5, 6 e 7 de fevereiro, foi realizado pelo mesmo empresário Evaldo Marcos, em sua terceira versão, o Rock Laguna 3.
O prefeito era João Gualberto Pereira, e vice Rogério Wendhausen, eleitos em 1996, os mesmo administradores da Laguna quando da realização dos dois primeiros eventos.
Uma espécie de revival.

Na quinta-feira, a banda Os Titãs, com o show “Acústico”, foi o destaque.
De acordo com a produção, 4 mil pessoas estiveram presentes.
Na sexta-feira, a roqueira paulistana Rita Lee agitou a plateia.
Antes, Stonkas Y Congas, de Florianópolis se apresentou. O público de cerca de 2 mil pessoas, se abrigava numa lona que foi montada sobre o gramado do estádio municipal.
Logo em seguida a banda Imigrant, cover de Led Zeppelin e Pink Floyd, levantou o pessoal, num esquenta para a grande atração da noite.
A apresentação da maior roqueira brasileira, com o show “Santa Rita de Sampa”, começou exatamente à uma hora da manhã, conforme exigência e durou 1h e 15m.
Rita foi toda simpática e cativou o público logo no início quando exclamou: “Laguna, você me dá água na boca!”.
A banda da Rita Lee era formada por Roberto de Carvalho (guitarra), Beto Lee (guitarra), Lee Marcucci (baixo), Paulo Zinner (bateria), Maurício Gasperini (vocal, violão e percussão e teclado) e PG Cecheto (teclado).
No dia seguinte, no hotel, quando da partida de Rita Lee e banda para Florianópolis para o voo para São Paulo, consegui conversar alguns minutos com a maior roqueira do Brasil, que também autografou um CD com seus maiores sucessos. Fotógrafo André Luis Bacha registrou o momento.



No sábado, a banda Planet Hemp, criada pelo Marcelo D2 e Skunk em 1993, no Rio de Janeiro, se apresentou com seu rap rock. Apresentou vários sucessos de seus dois discos “Usuário” (pelo qual ganhou o Disco de Ouro) e “Os cães ladram mas a caravana não para”, como “Legalize já” e “Queimando tudo”.

Pequeno público
O público esperado decepcionou durante o Rock Laguna 3. Não passou de 4 mil pagantes, num local idealizado para receber 10 mil pessoas.
Diversos fatores contribuíram para isso.
Primeiro dez anos tinham se passado da última realização e o rock brasileiro já não tinha o mesmo boom musical dos anos 80. Outros gêneros musicais tinham surgido, como o Axé.
Conhecidas bandas de rock tinham ficado pelo caminho. E faltou também maior divulgação do evento.
Sobre o pequeno público presente comparado aos dois Rock Laguna da década de 80, o próprio empresário e produtor Evaldo Marcos reconhecia que “Os tempos eram outros. As bandas antes não circulavam tanto pelo país. Hoje, no interior, há muitos shows", comentou Evaldo à imprensa na época.

Enfim, o Rock Laguna marcou época e até hoje é lembrado pelos fãs.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O imponderável em nossas vidas

O ser humano procura não compreender sua incapacidade de determinar o seu futuro. 
Ainda que eu pense, tenho comigo no íntimo, que nascemos com um prazo de validade, como um produto, uma mercadoria que vence em determinada data, muitas circunstâncias, milhares delas fogem ao nosso domínio. 
Não é assim leitor? Louco daquele que quer controlar todos os vetores e fatores, inclusive a sua própria vida e a de outras pessoas. 
E é o que mais a gente presencia por aí.
Alguém é dono da história e do futuro? Não se diz que os dias vindouros só a Ele pertencem? 

Pois é... Bem por isso quando leio ou ouço cálculos, previsões políticas, acertos nos bastidores para daqui a quatro, oito, doze, vinte anos, fico imaginando sempre que no meio do caminho tem o destino traçado, os atalhos, os chamados carmas e as surpresas que nunca entram nas avaliações. Ajustes são necessários, mas quem pensa neles?
Vide o acidente aéreo ontem que vitimou o candidato Eduardo Campos e a morte em 1985 do candidato eleito a presidente, Tancredo Neves.

A verdade é que vivemos como se fossemos eternos nesta passagem terrena. Matusaléns individuais e únicos em nossos pensamentos e desejos.
Expostos a realidade inexorável da morte, negamos, fugimos e nem queremos pensar ou falar sobre ela. Cruz, credo! Xô!
Mas nossa vez também chegará, cada um ao seu tempo e momento, na horizontal, braços cruzados sobre o peito, dedos entrelaçados, numa caixa de madeira envernizada. Mas quem pensa nisso? 

Ora, ponderamos sim, mas somente naqueles breves momentos de um velório, quando entre uma oração e outra por quem se vai, uma conversa aqui e ali com familiares e amigos, falamos sobre vaidade, orgulho e a finitude da vida. Além dos bens amealhados que nada levamos.
Meditemos naqueles tristes minutos para logo após, já na rua ou no dia seguinte esquecermos de tudo e continuarmos na luta de nossas trajetórias. Cometendo os mesmos erros, descuidando muitas vezes da saúde, presos nas teias de inúmeros vícios, mergulhados nos desamores e falhos em nossa maneira de ser.

Dizem os especialistas que não pensar na morte é um mecanismo de defesa, de autopreservação do organismo mental para não sucumbirmos. Do contrário, como seria? 

O jornalista e teatrólogo Nelson Rodrigues, na década de 50 e 60, criou a figura do Sobrenatural de Almeida para referir-se quando algo inimaginável, inesperado, acontecia nas partidas de futebol.

Não vale somente para o esporte, convenhamos. O também chamado imponderável, o acaso, sempre teima em se intrometer em nossas vidas.

E não há nada, absolutamente nada no mundo que possamos fazer.