Blog do Valmir - Laguna

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

V Encontro de ex-alunos do CEAL - Festa de arromba

Sábado aconteceu o V Encontro de ex-alunos do CEAL. Programação começou pela manhã, com visita às dependências do estabelecimento escolar que tanto marcou a vida de gerações.

Diretor atual do CEAL (hoje denominada Escola de Ensino Médio Almirante Lamego), Danilo Prudêncio da Costa, recebeu os ex-alunos que a todo instante relembravam episódios de suas vidas escolares. Na sala 29, a emoção tomou conta de alguns ao narrarem passagens marcantes. Muitos deles, por exemplo, não adentravam ao CEAL há mais de 40, 50 anos.
Coroando a visita, um café foi servido aos presentes.

À noite a festa foi nas dependências do Laguna Tourist Hotel. Primeiramente o jantar, através de um bem servido buffet.
No restaurante o clima alegre e amigo ia contaminando a todos, como sempre acontece nos Encontros, através de beijos, abraços e palavras afetuosas. Reencontrar o pessoal é tudo de bom. E há sempre novos rostos chegando, gente que vem participar da festa movida pela curiosidade, pelos elogios que ela recebe e pela divulgação nas redes sociais e nas conversas, na propaganda boca-a-boca. E também no afã de reencontrar um(a) antigo (a) conhecido(a) dos bancos escolares.
E muito espocar de flashes, muito flashes, que as estrelas da noite somos nós, em nossos efêmeros quinze minutos de fama, de que tanto falava Andy Warhol.

Ari Barreiros, Maria Otília Machado, Erwin Teixeira e Aurora de Oliveira Remor, se desdobravam nas atenções, sempre querendo agradar a todos. Contratempos acontecem, mas o intuito é sempre aprimorar o Encontro e suas as mais variadas atrações. Estão de parabéns pelo esforço e dedicação.

Rolou até, vejam só, um leilão saudosista, com raros LPs em vinil da década de 70 sendo disputados. Um pequeno frasco de perfume almíscar selvagem também entrou na roda. Hummm.

Logo após, em pequenos grupos reunidos (Já faz tempo, eu vi você na rua, cabelo ao vento, gente jovem reunida... como compunha Belchior e cantava Elis. Mudaram as estações. E os cabelos? Quanta diferença! Não balançam mais ao vento) o pessoal seguiu para a Boate do Hotel para a grande atração tão aguardada da noite.

Integrantes do The Claytons já estavam a postos esperando o pessoal. Antes, um “Parabéns a você” pelos 48 anos de fundação do Conjunto, da nossa querida e vizinha Zimba, cantados por todos e puxado pelo Ari Barreiros.
João Rosa, dos Claytons, se emocionou e agradeceu o carinho dos presentes.
E os primeiros acordes de velhas canções começaram, arrancando assovios, gritos e aplausos da turma.
Beatles, Rod Stewart e grandes sucessos de Raul Seixas, Roberto Carlos, Erasmo, Tim Maia...
Na pista muitos bailavam, empolgados.
I don’t Want To Talk About It”, de Rod Stewart arrancou suspiros e fez muita gente dançar mais juntinho, apertadinho, sabe?

(...)
I don't wanna talk about it
How you broke my heart
If I stay here just a little bit longer
If I stay here won't you listen to my heart?
Oh, my heart
(...)

Eu não quero conversar sobre isso
De como você partiu meu coração
Se eu ficar aqui mais um pouco
Se eu ficar aqui você irá ouvir o meu coração?
Meu coração.

A execução de Let It Be, dos Beatles, emocionou e tenho certeza que muitos viajaram ao passado, num tempo que não volta mais. Ou retorna sempre, nas lembranças nunca esquecidas. Nas esperanças nunca perdidas e sempre renovadas.

(...)
And when the night is cloudy
There's still a light that shines on me
Shine until tomorrow, let it be...

E quando a noite está nublada,
Há ainda uma luz que brilha em mim,
Brilha até amanhã, deixa estar.

Lá fora o nosso tradicional vento nordeste soprava forte, as ondas das Praias do Gi e Iró reverberavam suas forças urrando contra as pedras e areias.
Ao longe, lá na Praia de Itabirubá, dezenas de pequenas luzes piscavam na distância, qual estrelas mergulhadas num céu escuro. No mar em frente, na linha do horizonte, um navio passava todo alumiado levando cargas e marinheiros com seus sonhos de novos portos, embarques, desembarques e amores.

Lá pelas 3 e meia da manhã muitos ainda dançavam. Outros, já meio que esgotados, acho eu, ou quem sabe curtindo o momento e as canções, fechavam os olhos, absortos em imagens do pretérito.

Ou até mesmo cochilavam, afinal os velhinhos se divertem, mas nas nossas idades já também cochilam.
Aos poucos o salão foi se esvaziando. Despedidas e um misto de saudade e quero mais.
E cada um de nós segue, com suas escolhas próprias, trajetórias de vida, destinos...
Ainda ecoavam em nossos ouvidos, à saída, os versos da canção "Andanças", dos compositores Danilo Caymmi/Edmundo Souto/Paulinho Tapajós, gravada por Beth Carvalho:

Vim, tanta areia andei
Da lua cheia eu sei
Uma saudade imensa

Vagando em verso eu vim
Vestido de cetim
Na mão direita, rosas
Vou levar

Olha a lua mansa (me leva amor)
Se derramar
Ao luar descansa
Meu caminhar (amor)
Meu olhar em festa (me leva amor)
Se fez feliz
Lembrando a seresta
Que um dia eu fiz (por onde for quero ser seu par)

(...)

Até o próximo “Encontro”.

E vamos a algumas fotos, clicadas, em sua maioria, pelo Zezinho Pacífico e retiradas da página do Facebook dos ex-alunos do CEAL:





























domingo, 3 de maio de 2015

Programação para o mês de maio no Cine Teatro Mussi

A unidade do Sesc da Laguna divulgou as atrações programadas para o mês de maio no Cine Teatro Mussi.
Destaque para o show da cantora Paula Santoro, no dia 16, e o Baú de Histórias, projeto de circulação estadual, que traz para o dia 25, no auditório da Udesc,  o espetáculo "Pessoas" com Sérgio Belo.

A atração de narração oral cênica que reúne literatura e narração de histórias, apresenta a obra de Fernando Pessoa em seus mais importantes heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, relacionados a histórias, encadeadas a partir da leitura de poesia.

As sessões de cinema iniciam às 19h30m em dias de semana e às 20h aos domingos. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados uma hora antes do evento na bilheteria do local. É necessário apresentar o documento de identidade.
Informações na Casa de Cultura do Sesc, Cine Mussi ou pela central de atendimento: (48) 3644-0152.

Confira a programação:
03/05 - Domingo - 20h - Cinema - Pina - Livre (Ale - 2011)

05/05 - Terça-feira - 19h30 - Cinema Lola Montês - 14 anos (Fra - 1955)

06/05 - Quarta-feira - 19h - Seminário IPHAN - Abertura

07/05 - Quinta-feira - 14h - Seminário IPHAN

08/05 - Sexta-feira - 18h - Encerramento Seminário IPHAN

10/05 - Domingo - 20h - Cinema - Adeus Lenin- 14 anos (Ale - 2003)

13/05 - Quarta-feira - 15h - Palestra - Jornada da saúde

13/05 - Quarta-feira - 19h30 - Cinema - O céu sobre os Seus Ombros (Bra - 2011)

16/05 - Sábado - 20h - Rede Sesc de Música - Paula Santoro

17/05 - Domingo - 20h - Cinema - O ano que meus pais saíram de férias - 10 anos (Bra - 2011)

20/05 - Quarta-feira - 19h30 - Cinema - Incêndios - 12 anos (Can - 2010)

24/05 - Domingo - 20h - Cinema - O gato do Rabino - Livre (Fra - 2011)

25/05 - Segunda-feira - 14h30 e 19h - Baú de Histórias com Sérgio Belo, apresenta Pessoas (auditório da UDESC)

26/05 - Terça-feira - 19h30 - Cinema - A separação - 12 anos (Irâ - 2011)

29/05 - Sexta-feira - Programação local de Literatura


31/05 - Domingo - 20h - Cinema - 4 Dias em Maio - 14 anos (Ale - 2011)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Eduardo Moreira diz que não manda nada no governo: “Sou periférico”

Repercutindo sobremaneira nos meios políticos, inclusive de nossa cidade, entrevista ao DC do vice-governador, lagunense Eduardo Pinho Moreira, onde afirma que está sem prestígio neste segundo mandato. Entrevista foi dada de Nova Iorque onde o vice está fazendo um curso intensivo de inglês. O titular vai agora em maio para a Europa. 
Socorro! dizemos nós, os pilotos sumiram.

Há quem ache que o vice está chorando de barriga cheia. E os cargos do PMDB? E as secretarias Regionais? Sem esquecer que o PMDB está há mais de 12 anos no governo estadual. E deveria ser para o bem e mal, bônus e ônus em governar. E os problemas são muitos. Na Saúde, Educação, Segurança...
Ah... para né...
Confira a entrevista:

Tempo certo

Em política, como na vida, há tempo exato para tudo. Como no jogo de xadrez: uma mexida errada no tabuleiro e o jogador recebe xeque-mate, sem dó nem piedade.
É o que já aconteceu (e ainda acontece) com muitos políticos aqui na Laguna. Adiantaram-se na jogada, pensaram que era sua vez e quando viram haviam encerrado suas carreiras políticas.
Foram para o ostracismo político.

O ostracismo - a gente sabe onde fica - é um lugar onde somem os ditos amigos, os interesseiros e bajuladores. Lá só existe e mora a família. E olhe lá.
Já se disse que na soleira da casa de políticos sem mandato nem grama cresce.

Nem grama, nem grana, acrescento eu.

Troca-troca na Câmara de Vereadores

Ainda em relação ao Legislativo Lagunense, vereador Hirã Floriano Ramos, que é o segundo suplente do PMDB, esta semana assumiu no lugar do vereador Valdomiro Barbosa de Andrade que pediu licença do cargo para tratar de assuntos particulares por prazo indeterminado.
Em outra ocasião, em iguais circunstâncias, quem assumiu foi o primeiro suplente do PMDB, Luiz Felipe Remor que deixou a pasta da Saúde por trinta dias.
Divergências entre Hirã Ramos e o prefeito municipal teriam motivado as alterações, impossibilitando Ramos de assumir.

Pela leitura política que se faz agora, fica evidente que o cachimbo da paz deve ter sido fumado entre o prefeito Everaldo dos Santos e o vereador Hirã Ramos.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

RCA continua presidente da Câmara

4ª Câmara do Tribunal de Justiça de SC julgou hoje, quinta-feira, mandado de segurança que pedia a perda da presidência da Câmara de vereadores da Laguna, exercida pelo vereador Roberto Carlos Alves. Julgavam-se acusações de irregularidades em sua reeleição para presidência daquela Casa.
O relator, desembargador Júlio Cesar Knoll havia votado pela cassação do mandato de presidente.
Chega notícia agora à noite, extraoficialmente (não foi publicada ainda no site) que o voto do relator foi derrubado e a votação foi de 2 X 1.

Vereador Roberto Carlos Alves continua presidente do Legislativo Lagunense.

Nota de falecimento+

Faleceu no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, onde estava hospitalizado, Dickson Guedes Ulysséa, aos 62 anos, vítima de aneurisma cerebral, morador do bairro Magalhães.
Corpo está sendo velado em nossa cidade, na sala mortuária da funerária Santo Antônio dos Anjos (ex-Cine Roma) e sepultamento ocorre hoje, quinta-feira, às 17 horas.
Deixa a esposa Esmeralda, filhos e neto.
Sentimentos aos amigos e familiares.

Faltou dizer

Somente agora, quinta-feira pela manha, sou informado que o Baile com The Claytons será restrito aos ex-alunos do CEAL que jantarem e/ou forem hóspedes do Hotel.

Problemas de logística e segurança, informam os organizadores do evento na página do Facebook.

sábado, 25 de abril de 2015

V Encontro de ex-alunos do CEAL

Baile com The Claytons


(Faltou dizer)
Somente agora, quinta-feira pela manha (30/04), sou informado que o Baile com The Claytons será restrito aos ex-alunos do CEAL que jantarem e/ou forem hóspedes do Hotel.

Problemas de logística e segurança, informam os organizadores do evento na página do Facebook).

Dia: 02/05/2015 (sábado)
Local: Laguna Tourist Hotel
Horário: 22h
Ingresso individual: R$ 30,00 (a ser adquirido no local).

Venha se divertir, cantar e dançar os maiores sucessos dos anos 60/70 e 80, executados por um Conjunto que marcou época no sul do estado e na lembrança de todos nós: The Claytons, de Imbituba. Após a apresentação, o show continua com nossos colegas músicos e cantores.
Reveja amigos de sala de aula do CEAL, de um tempo inesquecível.
Haverá também visitação ao CEAL, no sábado pela manhã, 02/05, a partir das 9h.
Confirme sua presença e maiores informações na página do Facebook: ex-alunos do Ceal.


Obs: Jantar: R$ 55,00. Almoço: R$ 45,00 por pessoa, diretamente com a recepção do Hotel. Baile: R$ 15,00 para hóspede. Confirmar até o dia 29/04/15.

Elis eterna - Igual a ela nunca mais

Como nossos pais - Belchior

"Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais..."

terça-feira, 21 de abril de 2015

MOSTRA EMCENACATARINA, no Cine Teatro Mussi - Promoção Sesc

Para celebrar os 15 anos do EmCenaCatarina, maior projeto de circulação de espetáculos de teatro do Estado, o Sesc inova e potencializa a ação que acontece em formato de mostras de teatro. De 6 de abril a 8 de maio, 24 cidades catarinenses vão receber a programação.  O projeto teve lançamento estadual em Florianópolis, nos dia 26, 27 e 28 de março, e percorrerá todas as regiões do estado. 

Os minifestivais são realizados em três dias consecutivos, com apresentações das três peças selecionadas nesta edição, sempre com entrada franca. “Cascaes – Memórias do Homem de Argila Crua”, da Cia. Aérea de Teatro (Florianópolis) homenageia Franklin Cascaes, um dos pesquisadores artistas mais importantes de Santa Catarina. “Ronin – Luz e Sombra”, da Cia. Eranos Círculo de Arte (Itajaí) é um evento teatral urbano que acontece em dois capítulos ao entardecer.
O espetáculo cômico circense “La Conquista”, da Cia. Dalecirco (Florianópolis) apresenta uma história de amor e conflitos

CINE TEATRO MUSSI - 24/25 e 26 de abril

Cascaes - Memória do Homem de Argila Crua
Cia. Aérea de Teatro - (Florianópolis)
Dia: 24/04 - Sexta-feira
Horário: 20h
Duração: 1h
Classificação etária: 12 anos (apresentação de documento de identidade).   

***

Ronin – Luz e Sombra
Cia. Eranos Círculo de Arte - (Itajaí)
Dia: 25/04 - Sábado
Horário: 17h30m
Duração: 45m
Classificação etária: Livre

***

La Conquista
Cia. Dalecirco - (Florianópolis)
Dia: 26/04 - Domingo
Horário: 20h
Duração: 50m
Classificação etária: Livre

Sesc - Sessões gratuitas
Ingressos disponíveis a partir de 1h antes de cada 
espetáculo na bilheteria do Cine Teatro Mussi.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Escuridão

Há mais de três meses, todas, repito, TODAS as luminárias ao longo do cais do Centro Histórico da Laguna estão apagadas. Das Docas até a escadinha.
E ninguém. ABSOLUTAMENTE NINGUÉM, toma alguma providência.
E nós pagando a tal de Cosip.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Zinabre e caruncho

Não. Não é uma dupla de artilheiros de algum time de futebol. Mas estão fazendo um estrago...
O zinabre e caruncho estão tomando conta de todos os bustos, estátuas e monumentos da Laguna. Fundação Lagunense de Cultura tem de tomar providências urgentemente. Limpeza e um banho de óleo são necessários.
Estátua de Anita, Bustos de Garibaldi, Clito Araújo, Jerônimo Coelho, Domingos de Brito Peixoto, dr. Paulo Carneiro, Monumento ao Trabalhador, etc.
Será que sou só eu que estou percebendo a péssima situação? Nossas “doutas” autoridades da área não observam?
Falam tanto em cidade cultural, histórica, etc.

Péssima imagem pra cidade, sinal de abandono e desleixo. Turismo e cultura assim?

Pote de mágoas

Vereador Kleber (Kek) Lopes Rosa (PP) na sessão de quarta-feira, afirmou que a exoneração do secretário Luiz Fernando Schiefler Lopes da secretaria municipal de Educação, deu-se única e exclusivamente pela não renovação do contrato de cessão com a CEF, lançando com isso pressão sobre o prefeito.
O vereador, que de bobo não tem nada, sabia - e seus caracóis de cabelos  também - que o motivo era bem outro. Perdeu uma ótima chance de ficar calado.
Hoje, sexta-feira, em entrevista a Batista Cruz, prefeito Everaldo foi categórico: a exoneração se deu a pedido de uma ala do PP da Laguna. Não deu nomes. Fogo amigo. Amigo???

Potes de mágoas estão sendo derramados por aí.

Deu na coluna do Sartori:

Camarão

“O Tribunal de Contas da União realizou auditoria no seguro-desemprego do pescador artesanal, benefício gerido pelo Ministério do Trabalho e Emprego que assegura renda ao pescador profissional artesanal nos períodos em que há paralisação da pesca em função da época de defeso. Constatou indícios de pagamentos indevidos de 30.228 parcelas do benefício, que alcançam um total de R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2012 a junho de 2013. Em SC o maior número de irregularidades foi encontrado em Imarui”.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Nota de falecimento +

Faleceu nesta madrugada, no Hospital Florianópolis, na capital do estado, onde estava internada, dª Maria Stella (Stelinha) Martins Rosa, aos 83 anos, viúva do saudoso Juarez Rosa, e progenitora dos amigos Fátima, Pedro Rosa Neto e Zuleida. Estava enferma há meses.

Dª Estela foi professora de Ensino Religioso do Grupo Escolar Jerônimo Coelho e outros estabelecimentos escolares, como a Escola Básica José Maurício dos Santos, na Caputera.  Membro do Apostolado da Oração da Matriz Santo Antônio dos Anjos. Moradora de toda uma vida ali da Praça República Juliana. 

Mais que mãe, foi companheira dos filhos, sempre presente em todas as dificuldades. Religiosa, exerceu também o ofício de costureira. Uma lutadora, que nunca se deixou abater, sempre com um sorriso e uma palavra de incentivo a todos. Era ótimo conversar com dª Estelinha, sempre contando um "causo" engraçado.

Corpo será velado na Capela do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos e sepultamento às 16 horas.

Sentimentos aos amigos e familiares.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Nota de Falecimento +

Faleceu ontem no Hospital São João Batista, em Criciúma, Manoel Francisco de Oliveira, para nós conhecido carinhosamente como “Manequinha do Nelma”, aos 89 anos. Nasceu em Urussanga, em 10 de abril de 1926.
Em Criciúma trabalhou como vendedor e mais tarde comerciante.

Foi proprietário em nossa cidade durante décadas da tradicional (e hoje extinta) Loja Nelma (nome em homenagem a uma de suas filhas), estabelecimento comercial situado entre a Jerônimo Coelho e Gustavo Richard.

Ingressou no setor cerâmico em 1974, adquirindo parte do controle acionário da Cerâmica Urussanga. Posteriormente foi fundador da Ceusa Revestimentos Cerâmicos, empresa que se projetou no Brasil e no exterior, adotando tecnologias inovadoras. Trabalhou até há alguns meses só se afastando para tratamento de sua saúde debilitada. Foi benemérito de obras assistenciais na região onde a empresa atua e também aqui na Laguna. Colaborou e muito, por exemplo, com a Sociedade Musical Carlos Gomes.

Foi casado com Maria Tereza Remor e pai de quatro filhos, Ricardo, Eduardo (in memorian), Nelma, Marisa e Clarisse.
Seu corpo foi cremado no crematório Millenium, em Içara.

Sentimentos aos familiares e amigos.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Nota de falecimento +

Faleceu no final da tarde de hoje, em Florianópolis, Sérgio Martins Nacif, aos 78 anos, vítima de infarto.
Eis uma notícia que tristemente não gostaria de escrever.

Há poucas semanas, quando do velório da professora Natércia Faria Ferreira, aqui esteve com a esposa Isabel, e conversamos por alguns minutos. Era leitor assíduo deste Blog e sempre salientava isso com todos de seu relacionamento, principalmente os conterrâneos na capital do estado ou quando me encontrava.

Foi meu professor de Física no CEAL e escrevi em 2011 uma crônica sobre ele, relembrando fatos, nomes e histórias.
No mesmo dia me ligou agradecendo as palavras elogiosas (quem tem berço é outro nível) e passamos mais de uma hora ao telefone. Era um gentleman no trato com as pessoas. Inteligente, sincero, conquistava a todos com seu jeito amigo e espontâneo de ser. Sempre ao seu redor formava-se uma rodinha de amigos querendo compartilhar seus conhecimentos, conversas e risos.

Meus sentimentos aos familiares e amigos, em especial aos seus filhos e esposa Maria Isabel, também ela minha professora de Química.

Não sei ainda o horário de velório, sepultamento e local. Logo mais informo.
PS: Atualizando às 10 horas: Soube agora que corpo do professor Sérgio será cremado no início desta tarde no crematório de Camboriú em cerimônia restrita aos familiares.

*** 
Transcrevo abaixo, a matéria que escrevi sobre o professor Sérgio, publicada em 22/05/2011 na primeira fase aqui do Blog.
É minha humilde homenagem a um professor de gerações. E que nos ensinou muito.


Professor Sérgio Martins Nacif
Continuando a série sobre professores que passaram pela minha vida, relembro hoje o mestre Sérgio Martins Nacif.


O conheci bem antes do CEAL, quando vez ou outra aparecia na oficina de meu pai para, além de reparos em sua televisão - final da década de 60 e começo da de 70 - conversar sobre eletricidade e eletrônica. Entender mais um pouco, na prática, o que ministrava na teoria.
Casado com a também professora de Química Maria Isabel (Bellaguarda) Nacif, professor Sérgio era funcionário, economista da Codisc, a Companhia de Distritos Industriais de Santa Catarina, criada na administração do governador Konder Reis, com instalações no andar térreo do Colégio Stella Maris e depois transferida para Florianópolis, no prédio do ARS.

Filho de dª Sueli e do “seu” Salum Nacif, um dos homens que sempre admirei por sua inteligência,  trabalho e dedicação à cultura da Laguna.
Salum Nacif, pesquisador, maçom, junto com seu grande amigo projetista e escritor Wolfgang Ludwig Rau, e apoio do prefeito Mário José Remor, foram responsáveis pela criação e implantação da quase totalidade de monumentos, bustos e estátuas que ornamentam Laguna, preservando a história e homenageando a memória de nossos antepassados.
Entre eles o Monumento ao Tratado de Tordesilhas, a Estátua de Brito Peixoto, Busto de Jerônimo Coelho e Monumento à maçonaria, e o Busto de Garibaldi, no Jardim Calheiros da Graça, na Praça Vidal Ramos. Salum foi diretor da Rádio Garibaldi, no tempo em que Luiz Paulo Carneiro (seu genro) era proprietário da emissora.

Professor Sérgio ministrava Física no Cientifico do CEAL, ali por 1976, 77, num tempo em que o curso Científico era um verdadeiro e valioso pré-vestibular, com aulas valiosas para o exame que se anunciava breve para todos nós. Isso numa época em que não existiam cursinhos específicos em Santa Catarina. Era a nossa Laguna sempre pioneira.
Não era fácil cursar o Científico, como vocês podem pensar. Matemática, Física, Química, Biologia, Inglês e Português eram os terrores de muita gente. Porque era puxado.

Mas como me disse uma professora dia desses, quando a elogiei por aqueles tempos:
- Nós éramos bons professores, é bem verdade, mas vocês também eram ótimos alunos, atenciosos, educados e interessados, tão diferentes da grande maioria dos de hoje em dia.

Penso que é verdade e modestamente reconheço (reconhecemos?).
Tanto era verdade e os ensinamentos regiamente aproveitados, que a maioria de nós alunos foi aprovada nos primeiros vestibulares, nas mais diversas localidades. Houve quem fosse para a UFSC, em Florianópolis, a grande maioria, como foi o meu caso; mas alunos também partiram para Curitiba, São Leopoldo, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro e hoje são profissionais por esse Brasil afora. Tantos nomes, tanta gente por aí, tantos valores...

As aulas de Física eram aos sábados pela manhã, quando duas turmas eram unidas numa mesma e grande sala. Começava às sete e meia. Isso mesmo! Praticamente de madrugada e se estendiam até ao meio-dia e meia com um pequeno intervalo de quinze minutos que na maioria das vezes pedíamos para cancelar.
Hoje seríamos conhecidos como “cdf”, “caxias” e outras “coisitas más”. Naquela época,  o mau aluno, o desinteressado, o não estudioso, era execrado da turma, não se criava no meio. As meninas corriam dele.
Hoje em dia, com a atual inversão de valores, o mau aluno é exemplo pra galera e até recebe elogios e homenagens. O estudioso, o educado, o atencioso passa por babaca, por tolo, por otário.

Mas pensam vocês que por causa da disciplina, do dia da semana e da carga horária, o pessoal cabulava? Engano. Eram as aulas mais concorridas do CEAL e havia até quem chegasse mais cedo em busca das primeiras carteiras para se sentar.

Professor Sérgio Nacif sempre foi um cavalheiro, atencioso, inteligente, conversador e bem humorado. Era tricolor de coração, mas sem exageros. Tornava suas aulas agradáveis, dando exemplos da Física no dia a dia de nossas vidas e bem por isso gravava em nossas mentes as fórmulas dos problemas que apresentava em classe. E não cansava de repetir uma explicação, retornar a um detalhe despercebido, clarear uma solução não bem entendida.
Isso tudo com sorrisos, sem discursos histriônicos, sem humilhar o aluno, na classe e na educação. E sem distinção de cor ou condição sócia-econômica.

Bem depois, cada um seguiu seu caminho, como é próprio da vida.
Em 1995, quando lancei o jornal Tribuna Lagunense, professor Sérgio, já aposentado, foi um dos primeiros a assinar a publicação, levando até lá em casa o valor da assinatura.
Gesto que me marcou porque sabia eu que mais do que a assinatura do periódico era o apoio que ele me dava na luta pelos interesses da nossa Laguna.

Professor Sérgio com sua querida Maria Isabel, reside na capital do estado, mas posso afirmar que é morador do mundo, sempre viajando em busca de outras culturas e descobertas. Caminhante de muitas estradas. E é leitor aqui do Blog, o que muito me honra.
Finalizo este texto, que já vai longe, para agradecer aos ensinamentos do meu eterno professor Sérgio Martins Nacif.

Muito obrigado.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Jardim Calheiros da Graça completa 100 anos

Neste mês de abril, precisamente no dia 25, o Jardim Calheiros da Graça, na Praça Vidal Ramos, completa 100 anos de sua inauguração. Que tal a Fundação do Meio Ambiente e/ou a Fundação Lagunense de Cultura organizar uma homenagem ao aniversário?

No começo do século XX, o prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos (1902-1906), promovia naquela cidade uma urbanização, saneamento e civilização da recente Capital da República. Era o chamado “bota - abaixo”.
O centro da cidade foi o local que sofreu as maiores transformações.
Avenidas foram abertas, morros desmanchados, mangues aterrados. Nem tudo deu certo, é bem verdade. Cortiços foram derrubados e sua população, sem ter pra onde ir e não querendo se afastar do centro, começou a subir os morros dando origem à ocupação desordenada, as conhecidas favelas, hoje denominadas (num linguajar politicamente correto) de comunidades.
Mas os maiores objetivos, que era o saneamento básico e a higiene foram conseguidos.  Pereira Passos quando estudou em Paris, tinha presenciado as reformas urbanas promovidas por Georges-Eugène Haussmann e as implantou no Rio de Janeiro.

Urbanização também na Laguna

Na Laguna não era diferente. No segundo quartel do século XIX, com a chegada de imigrantes e o início da exploração do carvão no sul do estado e construção da Estrada de Ferro Tereza Cristina, uma onda de progresso começa a varrer a cidade.
Antigo Campo do Manejo, em 1906, onde hoje é o Jardim Calheiros da Graça.
Teatro, clubes, Sociedades Musicais e carnavalescas, Grupos Escolares, jornais, biblioteca, hospital, mercado, são construídos e inaugurados. Pelo porto da cidade escoavam produtos primários e chegavam os manufaturados. O tráfego com outras praças era intenso, inclusive com o Rio de Janeiro.
“Inegavelmente, foi a época de maior luxo em nossa terra”, diz Saul Ulysséa, em sua obra A Laguna de 1880.

Mas a cidade ainda sofria com a falta de saneamento básico, as ruas não eram calçadas, não havia um cais para seu porto e existiam zonas alagadiças em pleno centro da cidade. 

Num relatório feito pelo Juiz Dr. Francisco Izidoro Rodrigues da Costa, contendo informações da cidade, podemos ler:

“A Laguna, cidade importante da Província, não tem procurado melhorar o seu estado sanitário.
As emanações pantanosas, sobretudo, que favorecem a propagação de epidemias, não são extintas. A Providência favoreceu o povo com uma contínua mudança de ventos, que carregam os miasmas e contribuem para a salubridade, embora de 1874 a 1878 a epidemia da Varíola dizimasse a população. Estando em frequente comunicação com o Rio de Janeiro, facilmente se importa a Febre Amarela, as bexigas e todas as espécies de epidemias. Deve-se por isso conservar as casas, as ruas, os valos e outros focos de miasmas sempre acionados, observando os preconceitos higiênicos”.

Mais adiante ele faz um alerta:

“Muitas são as necessidades locais que já deixamos ditas no correr deste  trabalho, tudo está por fazer: A barra necessita ser melhorada, cemitério ser construído, as suas ruas, calçadas, o mercado, o chafariz construídos. Se pelos esforços comum não se levar a efeito os melhoramentos  indispensáveis ao cômodo e bem-estar, construindo-se, assim uma independência dos favores do Estado, jamais, por outra forma, dar-lhe-á prova de vitalidade e prosperidade. A população almeja possuir tão importantes melhoramentos”.

Comissão de aformoseamento – Surge a Praça e o Jardim

Jardim na década de 60.
Nos primeiros anos do século XX, comerciantes, armadores e autoridades do município se reuniram para dar uma nova cara para a cidade.
Foi criada, em 14 de julho de 1907, por iniciativa de Ataliba Goulart Rollin e seu cunhado José Guimarães (Juca) Cabral, uma “Comissão de Aformoseamento” para sugestões, projetos e arrecadação de numerários para as futuras obras.
Entre elas a construção do cais em granito, passeios, calçamento de ruas, iluminação elétrica, etc
Entre 1914 e 15 organizam o Jardim Calheiros da Graça com chafariz, palmeiras e iluminação. É inaugurado em 25 de abril de 1915, juntamente com o chafariz, construído por Marcos Gazola.



Observe o esmero dos canteiros e da poda em árvores.

Árvores e as palmeiras imperiais

O Jardim Calheiros da Graça na década de vinte, ainda com o muro e cerca de proteção, que foram retirados em 1925. Observe o pequeno tamanho das palmeiras na esquina da rua Santo Antônio com XV de Novembro. À direita na foto, a bandeira do Clube Blondin tremulando em sua antiga sede. 

Os dois, Rollin e Cabral, em contatos com autoridades no Rio de Janeiro, encomendaram oito palmeiras ao Jardim Botânico de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Ataliba Goulart Rollin era Botânico e conhecia o Jardim da Cidade dos Príncipes.

Em 1915, chegaram a Laguna pelo navio Mayrink, em seu porão, até como lastro, oito mudas das palmeiras que foram plantadas em duplas nos quatro pontos cardeais da Praça, por Fernando Chatão, primeiro jardineiro que a então Superintendência da Laguna (hoje seria prefeitura) colocou como encarregado do nosso Jardim, em cujo cargo esteve até a década de vinte.

Elas chegaram pequenas, mas se adaptaram tão bem, que em poucos anos atingiram a altura de muitos metros.

O saudoso músico e escritor Agenor Bessa, num rasgo poético escrevia numa crônica de 1982, uma verdadeira ode às palmeiras. Acompanhem e sintam a beleza do texto:

“Aí estão as palmeiras, assistindo festas, testemunhando início e fins de gerações, chorando enterros, assistindo casamentos, ornamentando desfiles e passeatas cívicas, ouvindo retretas e concertos, assistindo procissões, festas carnavalescas, idílios amorosos!
Quantos segredos, não estarão elas guardando! Se elas falassem e rissem assim como os humanos! Que franco gargalhar quando tivessem que contar as bazófias, as mentiras, as falsas promessas apresentadas nos comícios políticos havidos durante todos esses anos de existência!
Oh! Testemunhas mudas porém vivas do rebu desta cidade que ri, que chora, que aplaude, que sofre as mais doridas injustiças! Que se humilha diante dos algozes!
Oh! Palmeiras Imperiais! Oh! Calheiros da Graça! Atrativos poderosos dos saudosistas que te contemplam embevecidos relembrando suas mocidades”.

Tudo (ou quase tudo) aconteceu nesta Praça

Durante anos, e como sucede em todas as cidades do interior, tudo praticamente aconteceu nesta Praça, neste jardim e em seu redor. Por gerações.Das festas religiosas às pagãs, como o carnaval. 
Do footing de antigamente, passando pelas paqueras, olhares 43 da década de 80 e pelo ficar de hoje...
Antes, e mais, muito mais do que hoje, seus canteiros foram testemunhas oculares e silenciosos de beijos roubados, promessas vãs e daquele discreto amasso.
Quem não ficou naquele pra lá e pra cá, em turma ou sozinho, somente observando? 

Quem não saiu da sessão do Cine Mussi, passou na Miscelânea, comprou um sorvete e foi saboreá-lo sentado nos bancos de granito gelado do Jardim? 
Quem, quando criança, não caminhou e correu sobre a murada circular do chafariz? Quem não tem uma foto sentado ali?
Quem não subiu em suas árvores, mas sempre atento aos avisos do jardineiro “seu” capivara? 
-Desce daí menino!

Quem não sentou em seus meios-fios durante horas, pai e mãe atentos aguardando os desfiles de blocos que depois se transformaram em escolas de samba? 

Quem não procurou um melhor local para assistir as apresentações das agremiações carnavalescas no palco de madeira montado na rua Conselheiro Jerônimo Coelho?
Quem não participou da Festa de Santo Antônio dos Anjos, e saboreou uma maça-do-amor, cocada, algodão-doce, compradas nas barraquinhas montadas?
Quem, fim de baile de carnaval no Congresso, não dançou e pulou ao amanhecer, pelas calçadas ao redor do Jardim, acompanhando a banda, à toa na vida, como na canção?

Sonhávamos então em conjunto, utopias várias, castelos de areia, para que a festa fosse interminável, realizações todas e nossa juventude eterna.

Chafariz iluminado, anos 80. Foto: Gê.
Até 1925 o Jardim foi cercado e fechado à noite, para que animais não o invadissem e destruíssem flores e plantas. Jardineiros foram contratados e um belo chafariz foi construído em sua parte central.
Uma plantinha, uma figueira nascida na quilha do barco Seival para o local foi transportada em concorrida cerimônia cívica, transformando-se na chamada Árvore de Anita (hoje árvore morta). Um busto de Garibaldi inaugurado nas imediações a observa.

Cartão de visitas
Uma praça, um jardim, é como a sala de nossa casa. O primeiro lugar em que recebemos quem nos visita. É o coração da cidade, e por isso chamado acertadamente de cartão de visitas.
E o nosso Jardim era lindo, admirado e elogiado por todos.
Depois, bem depois, com os desfiles de blocos e escolas de samba, além dos chamados carros de som e trios elétricos, ninguém respeitou mais nada, e o nosso Jardim começou a ser maltratado, pisoteado por milhares de foliões. Um verdadeiro crime ambiental e patrimonial.
Para evitar a quase destruição que repetia-se anualmente, o chamado carnaval eletrônico foi transferido para o Balneário Mar Grosso e o desfile de carnaval das Escolas de Samba, para a avenida Gustavo Richard.
Era a salvação para o nosso cartão-postal, pensamos todos nós. Grande engano.

Eterno esquecido
Administrações sucessivas esqueceram-se da nossa principal praça. Jardineiros foram demitidos. Hoje uma senhora (dª Guiomar) já entrada nos anos, se desdobra solitária nos serviços. E faz muito.

Nos canteiros sem grama, nem uma flor. Bancos e calçadas quebradas, chafariz sem funcionar. 

Calheiros da Graça: hoje um Jardim sem flores
As palmeiras imperiais do Jardim Calheiros da Graça precisam de maior atenção por parte das autoridades, a exemplo da chamada Árvore de Anita e de outras árvores do local. Isso urgentemente.
As oito palmeiras imperiais estão lotadas de parasitas que precisam ser removidas e com enormes buracos em seus troncos, parecendo conter alguma praga.

Nosso Jardim também parece ser o único da face da terra que se tornou sem flores. Muitos canteiros sem grama, lâmpadas queimadas e chafariz sem funcionamento. Duas árvores, uma ao Norte e outra ao Sul, precisam de escoras. 

Pequenas placas (tabuletas) com os nomes científicos das árvores e como são conhecidas popularmente, também seriam de grande valia, principalmente aos escolares, a exemplo do que é feito no Jardim Oliveira Belo, na Praça XV de Novembro, em Florianópolis.

Quem será o administrador público que irá recuperar a área? Quem será o atuante político que fará retornar a beleza do nosso Jardim, transformando-o novamente em um local agradável e aprazível, onde crianças possam voltar a brincar e onde seus pais possam sentar-se para um rápido descanso, apreciando a paisagem e ouvindo os cantos dos pássaros?
Quem será o responsável pelos urgentes e necessários melhoramentos do Jardim e que assim o fazendo terá seu nome registrado à posteridade?

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Quem foi Francisco Calheiros da Graça


O Capitão-Tenente Francisco Calheiros da Graça, secretário da Repartição Hidrográfica no Rio de Janeiro, foi um dos primeiros técnicos do nosso Porto.
No recuado ano de 1886 elaborou diversos estudos e plantas classificando a situação da barra da Laguna como privilegiada, realçando como a natureza foi pródiga para com a Laguna, dando dois morros como barreira natural e o paredão de pedras ao sul. Com relação a este afirmou: “Tudo deve ser feito para evitar que se afaste o canal do paredão de pedras”.

Em seus estudos, por exemplo, consta que o molhe norte deveria ser construído praticamente em direção à Ilha dos Lobos. Já quanto ao molhe sul este nem precisaria existir.
Foi contrariado em seus projetos e pareceres. E depois de anos, outros engenheiros assassinaram o nosso porto, construindo erroneamente os molhes em forma de tenaz.
O lagunense deu o nome de Calheiros da Graça ao seu principal jardim, e também a uma rua situada ali na Paixão, com o tempo provando que ele estava correto em seus estudos. Outros engenheiros que por aqui passaram sumiram na urina da história.
Serviu durante três anos na Guerra do Paraguai. Chegou a contra-almirante, cumprindo quase sempre missões científicas.

Foi um dos principais responsáveis pelo mapeamento do litoral do Brasil, por meio da determinação das posições geográficas exatas dos seus principais acidentes.
Como Primeiro-Tenente, acompanhou, na Corveta Vital de Oliveira, em 1873, as primeiras sondagens feitas para imersão do cabo submarino inglês, que ligaria nossas costas à Europa.
Orientou o levantamento e a elaboração de inúmeras cartas marítimas e plantas hidrográficas, e inventou um aparelho, o transferidor de sondas.
Nasceu em Maceió-AL, em 3 de julho de 1849 e faleceu na Baía de Jacuecanga-RJ, em 21 de janeiro de 1906, quando do desastre do Encouraçado Aquidabã.


Já quanto à Praça, recebeu a homenagem Vidal Ramos, governador de Santa Catarina de 1910 a 1914 e ainda hoje lembrado pela reorganização de ensino que promoveu em seu governo.



Quem foi Vidal José de Oliveira Ramos Júnior

Vidal José de Oliveira Ramos Júnior (Lages, 24 de outubro de 1866 — Rio de Janeiro, 2 de janeiro de 1954) foi um político brasileiro.
Nasceu em Lages. Filho de Vidal José de Oliveira Ramos e Júlia Ribeiro de Sousa Ramos, casado com Teresa Fiuza Ramos, de cuja união nasceram 14 filhos.
Dos filhos de seu matrimônio com D. Tereza, dois foram Governadores do Estado de Santa Catarina: Nereu de Oliveira Ramos e Celso Ramos.

Foi Intendente, Superintendente, Deputado e Senador da República, mas na política catarinense também foi Governador do Estado, uma vez no período de novembro de 1902 a 30 de outubro de 1905; e outra no período de 28 de setembro de 1910 a 28 de setembro de 1914, sucedendo Lauro Müller.

Vidal Ramos, por sua vez, não demoraria à frente do cargo, eleito, foi para Câmara Federal. Foi, então, Senador pelo mesmo Estado, de 1915 a 1929, na vaga de Felipe Schmidt, que se elegeu Governador.
Foi deputado à Assembleia Legislativa Provincial na 26ª legislatura, de 1886 a 1887, deputado estadual na 1ª legislatura, de 1894 a 1895, na 2ª legislatura, de 1896 a 1897, na 4ª legislatura, de 1901 a 1903. Foi deputado federal na 6ª legislatura, de 1906 a 1908, na 7ª legislatura, de 1909 a 1911, renunciando em 1910, na 13ª legislatura, de 1927 a 1929.



Em 1910, Vidal Ramos empreendeu não a reorganização da instrução pública do Estado, mas a sua verdadeira organização, em moldes científicos e atuantes. Para isto contratou uma comissão de professores paulistas que implantou um novo sistema que permitiu o posterior desenvolvimento da instrução pública. 
Foram criados, então os primeiros grupos escolares nas principais cidades do Estado, entre eles o nosso Grupo Escolar Jerônimo Coelho, enquanto a Escola Normal passava a formar professores que seriam disseminados por todo o território catarinense. Este é considerado o marco inicial de todo o progresso do setor educacional de Santa Catarina.

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Até hoje não consigo entender a não instalação naquela área, por parte de administradores que se sucederam na Laguna, de placas/bustos com uma pequena biografia de cada um dos organizadores e construtores do local, assim como dos vultos homenageados, Calheiros da Graça e Vidal Ramos.