quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Obras se arrastam há anos na Laguna

As obras de requalificação e cabeamento subterrâneo em algumas ruas do centro da Laguna se arrastam há anos.
As intervenções do projeto, dentro do PAC das Cidades Históricas, abrangem a revitalização e o cabeamento no Largo do Rosário, ruas Raulino Horn, Jerônimo Coelho, 15 de Novembro e entorno da praça da matriz, onde estão previstas a retirada dos postes de iluminação, migração da rede de energia antiga para a nova e a instalação nas edificações.
Serão aproximadamente 15 mil metros de cabos de baixa tensão que serão colocados. (Ainda não o foram?)

Ordem de Serviço foi assinada em agosto de 2014
Foi em 19 de agosto de 2014, na gestão do ex-prefeito Everaldo dos Santos, que a Ordem de Serviço foi assinada, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento para as Cidades Históricas-PAC. As obras iniciaram em 6 de abril de 2015, no valor de R$ 8.017.342,40.
De lá para cá várias pendências e etapas não foram finalizadas. Entre elas a principal que é o cabeamento subterrâneo.
Também os gradis de ferro das calhas pluviais ao longo da praça não foram finalizadas e em grandes trechos defronte as casas dos moradores e Museu Anita Garibaldi, tábuas quebradas servem de suporte (quebra-canela), onde o lixo se acumula. Feio, muito feio.
Fiscalização
Em 10 de agosto deste ano, já sob a gestão do prefeito Mauro Candemil, um contrato foi assinado com uma empresa, a qual tem a responsabilidade de fiscalizar a obra de cabeamento subterrâneo da área. O valor do contrato é de R$ 74.628,00.
Pois desde agosto passado nada mais se ouvir falar sobre o assunto. Não se nota nenhuma movimentação ou alteração nos locais.



Já na placa da obra afixada na Praça República Juliana, o que mudou foi o prazo (término) de sua entrega. Antes 31/12/2015 e agora alterado na placa para 08/02/2018, como se pode observar nas fotos. 
Será cumprido? Ou as obras vão se arrastar ainda mais? Até quando?

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Quem puxa o tapete?

A história mostra - é só estudar um pouco - que os primeiros a derrubarem um político são os que lhe rodeiam no presente ou lhe rodeavam há pouco, no passado.
Entre esses alguns que até frequentam sua casa, e alguns de seus amigos (ou amigas) mais chegados. Mui amigos que às vezes elogiam costumeiramente pela frente e por trás...
Esses são o que sorrateiramente puxam o tapete do sujeito. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Prefeito não entregou chave da cidade para o Papai Noel

Um dos assuntos mais comentados nas últimas horas nas redes sociais (e até na sessão de hoje da Câmara de vereadores) foi a não participação do prefeito Mauro Candemil na chegada do Papai Noel ontem à noite no centro histórico, marcando o início das festividades de Natal, evento promovido pelo CDL/ACIL.
A rua Gustavo Richard estava repleta, com centenas de pessoas, a maioria crianças com seus pais, aguardando ansiosamente a chegada do bom velhinho.
Pontualmente às 20 horas, o Papai Noel (Zé Mala) chegou encantando a todos com sua alegria e sendo muito aplaudido. Houve desfile e apresentação da Banda União dos Artistas e Opus 4.
Papai Noel, nosso querido José Alves Fernandes - Zé Mala. Foto: Elvis Palma
Quebrando uma praxe de muitos e muitos anos de gestores anteriores, o prefeito Mauro Candemil não compareceu à chegada de Papai Noel.
Por tradição, são dois os momentos em que o primeiro mandatário do município entrega simbolicamente a chave da cidade: no carnaval, ao Rei Momo; e no Natal, ao Papai Noel.
A chave da cidade ficou abandonada num canto sobre o piso do palco montado no local e foi fotografada pelo atento Elvis Palma. Pra quem gosta de simbolismo, um prato cheio. 

Não foi convidado

O prefeito pelas redes sociais respondeu que o evento não era da prefeitura e que não compareceu porque não foi convidado e que na sexta-feira trouxe pro "pré-natal" da Laguna o belo espetáculo gratuito  Rock Camerata. A infraestrutura do show foi bancada pela municipalidade, afirmou o prefeito.

Vampiro torna-se Cidadão Lagunense

Foi aprovado na sessão desta noite, por maioria, em única votação na Câmara de Vereadores da Laguna, o Projeto de Decreto Legislativo nº 013/17, que concede título de cidadão lagunense a Luiz Fernando Cardoso (Vampiro).
Na política, Cardoso iniciou em 2005 como chefe de gabinete na Prefeitura Municipal de Criciúma. Entre 2006 e 2008, foi presidente da Autarquia de Trânsito da cidade. Foi eleito vereador para o mandato 2009/2012. 
Foi Secretario de Estado do Desenvolvimento Regional de Criciúma entre 2009 e 2014
Cardoso assumiu como deputado estadual em 2015, licenciando-se do mandato em 2017 para ocupar o cargo de Secretario de Estado de Infraestrutura, na gestão Raimundo Colombo/Eduardo Moreira.

O Projeto que concede o título é de autoria do vereador Kléber Roberto Lopes Rosa (PP).

Vereadores elegem nova mesa diretora para o biênio 2019/2020

Com 12 votos favoráveis e uma abstenção, os parlamentares lagunenses elegeram a Mesa Diretora para o biênio 2019/2020.

Eleitos para a Mesa Diretora, biênio 2019/2020
Presidente: Cleosmar Fernandes – PMDB (Reeleito)
Vice-presidente: Osmar Vieira – PSDB
1° Secretário: Rodrigo Luz de Moraes - PR
2° Secretário: Patrick Mattos de Oliveira - PP

Projeto dos fogos foi rejeitado

O polêmico projeto de Lei nº 032/17, da vereadora Nádia Tasso Lima (PMDB), que dispõe sobre a proibição de fogos de artifícios e artefatos pirotécnicos com ruídos sonoros no Município da Laguna, foi rejeitado por maioria na sessão da Câmara realizada na noite de hoje.
O projeto já havia sido apresentado há alguns meses, mas devido à polêmica causada foi retirado de pauta pela autora.
Tão logo assumiu como suplente do vereador Antônio Laureano (licenciado), a vereadora Nádia reapresentou o projeto que entrou de última hora na pauta da sessão desta segunda-feira. Nem constava no release enviado à imprensa. Algum acordo político costurado e não cumprido?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O naufrágio do Vapor Pernambucana na Laguna em 1853. Um marinheiro salva 13 vidas

Era para ser mais uma tranquila viagem mensal, partindo do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, em outubro de 1853.
Algumas horas depois do Vapor Pernambucana ter partido da Barra do Rio Grande, o tempo virou bruscamente. A nossa conhecida lestada atingiu a embarcação quase no meio da viagem, já no litoral catarinense. Durante três dias e noites a embarcação balançou ao sabor das ondas, totalmente fora de controle, sem qualquer visibilidade. Depois encalhou e naufragou ao sul do Cabo de Santa Marta, na Vila da Laguna. Dezenas de passageiros e tripulantes mortos. Entre os sobreviventes estava o marinheiro Simão que, exímio nadador, salvou várias pessoas, inclusive cinco crianças. Pelo ato de coragem e humanidade foi homenageado pelo Governo Imperial e Comércio do Rio de Janeiro.

Seis de outubro de 1853. O Vapor Pernambucana deixa a barra do Rio Grande com destino ao Rio de Janeiro. O navio traz, além da tripulação, muitos passageiros, num total de 124 pessoas.
Um navio a vapor em 1853.
O vapor Pernambucana já tinha história. Foi o segundo navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil. Nos anos de 1848-49 foi fretado à Cia. Brasileira de Paquetes a Vapor para transportar tropas da Bahia e do Rio de Janeiro para Pernambuco, Província convulsionada pela chamada “Revolta Praieira”.
Em 1853 retornava as suas viagens rotineiras e regulares no trajeto de cabotagem no trecho entre o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com parada em Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, para abastecimento.
A citada empresa promovia a ligação marítima entre a corte, capital do Império (Rio de Janeiro) e os portos do Norte e Sul do país. Era responsável também pela distribuição da correspondência postal, peça fundamental na implementação das decisões políticas da monarquia.
Havia interesse, além do aspecto comercial, de integrar politicamente e administrativamente as províncias do país.

Voltemos à viagem
O dia estava nublado e o mar calmo, nada demonstrando o que estava por vir.
Já fora da barra do porto de Rio Grande, alguns quilômetros ao norte, o tempo muda repentinamente. Um forte vento Leste (a famosa lestada) passa a soprar, com um forte temporal desabando em seguida.
O comandante da embarcação, 1º tenente João da Silva Branco, sem maiores opções, dá ordens de continuar a viagem.
Sem forças para vencer as ondas e o vento o navio fica totalmente perdido, vencido pelas forças da natureza.
Três dias e noites depois, em 9, o vapor com suas máquinas esgotadas e já fazendo água, vai dar à praia do Morro Grande ou Campo Bom, ao sul do Cabo de Santa Marta, na Laguna (hoje Jaguaruna) onde encalha por volta das 11 da manhã.

Desespero
Era de desesperar qualquer um. Três dias e noites ao mar, perdidos, sacolejados daqui pra lá, sem avistar terra, já quase sem esperança de sobreviver, com a ameaça de a qualquer momento a embarcação afundar.
 Manoel Joaquim de Almeida Coelho, em sua “Memória Histórica da Província de Santa Catarina”, editada e publicada em 1854, portanto no ano seguinte aos acontecimentos, e reimpressa em 1877, narra sobre o acontecimento:

“A confusão, sempre natural nestes conflitos, e o desejo da salvação da vida, animou quase toda a tripulação (com o respectivo prático José Maria Olival) e muitos passageiros a se arrojarem ao mar, em demanda da praia; mas ali, antes de chegarem, alguns foram vítimas desse arrojo”.
  
O jornal Correio Catharinense, de 30 de novembro de 1853, editado em Florianópolis, já que Laguna ainda não possuía imprensa à época, descreve o desastre, certamente baseado em testemunhos de alguns dos sobreviventes:

“No dia 8 pela tarde perorou o tempo e à noite o navio lutava com um dos mais fortes temporais, daqueles que costumam cair nas costas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O vento tinha a força de um tufão, o mar se tinha tornado em altas montanhas, que pareciam cobertas de areia, e o vapor lutava com a morte, levado pela caprichosa e terrível agitação das vagas.
Foi uma noite de cruéis angústias e ansiedades; muitas vezes esteve o navio quase submergido e os pobres passageiros outras tantas viram a morte. Tantas lutas tinham esgotado as forças do infeliz navio e os mares haviam arrebatado seus dois escalares”.

Simão, o marinheiro herói que salvou 13 vidas
Entre os marinheiros havia um de nome Simão, português, natural da cidade de Cabo Verde, na África.
Saul Ulysséa, numa crônica sobre naufrágios acontecidos na Laguna, publicada anos depois no jornal O Albor, escreve sobre esse personagem:

“Foi notável neste naufrágio, a coragem e destreza de um preto, português, natural de Cabo Verde. Era um homem forte e exímio nadador. Foi o primeiro a chegar a terra, onde descansou algum tempo, voltando para bordo, de onde conduziu um cabo para terra. Apesar de fortíssimas ondas, os passageiros e a tripulação admiravam a maneira como o nadador as vencia. Por meio do cabo foram salvas muitas vidas”.

Já no segundo dia, deram por falta de uma senhora com seus cinco filhos. Continuavam a bordo, pedindo socorro. O navio já começava a desmanchar-se. Nosso herói Damião, sem vacilar se atira ao mar e salva cada uma delas, trazendo-as a nado para terra. Treze vidas ele salvou.
Já o jornal Correio Catharinense, assim descreve o feito do marinheiro Simão:

“Treze vezes foi o marinheiro Simão de terra a bordo, nadando, guiado pelo cabo, e de cada vez salvava uma vida; quando depois de muitas viagens a força parecia abandoná-lo, parava um instante, deitava-se, revolvia o corpo na areia e partia de novo. É mister atribuir este grande esforço não só a coragem, como aos sentimentos de humanidade de que é dotado o marinheiro Simão, e ele merece o duplo galardão de corajoso e de sensível: estas duas qualidades reunidas em um só homem constituem um tipo raro e digno de maior admiração”.

O dia seguinte
Os sobreviventes foram abrigados provisoriamente na casa do inspetor de Campo Bom, Jesuíno de Souza Machado, situada a uma légua da praia, onde receberam comida e roupas e foram amparados pela esposa e duas filhas do inspetor.

“Na manhã seguinte (10), relata ainda o Correio Catharinense, via-se pela praia restos do navio, o mastro já tinha caído e o meio do navio mergulhado até a proa. Os naufragados estavam na casa do inspetor aguardando transporte para o centro da Laguna. Para trás deixavam sepultados os cadáveres de seus infelizes companheiros. Na Vila da Laguna foram recebidos como bons irmãos e carinho possível.


A notícia do naufrágio chega às autoridades da Laguna
A notícia do naufrágio chegou às autoridades e à população da Laguna. Logo o subdelegado de polícia José Antônio Fernandes Vianna, acompanhado dos cidadãos tenente-coronel Jerônimo Coelho Netto, major Francisco de Souza Machado, capitão Custódio José de Bessa, Domingos Custódio de Souza e o vigário da paróquia da Laguna Francisco de Santa Isabel, mais uma força da Guarda Nacional, se apresentou no local da tragédia, oferecendo ajuda.
Oitenta e duas pessoas foram salvas e quarenta e duas morreram afogadas, rolando pelas areias da praia.
Dos sobreviventes, “menos de dez preferiram voltar por terra para o Sul”.
Setenta e dois chegaram ao centro da Laguna no dia seguinte e foram abrigados em várias casas. Logo foi feita uma subscrição entre os mais abastados da cidade.
Diz Coelho em seus escritos:

“O importe da subscrição foi oferecido ao comandante do navio e passageiros do vapor para o empregarem no que fosse mister, porém eles recusaram aceitar quantia alguma, e somente aceitaram alguma roupa e fazendas que com o mesmo importe se compraram e se lhes ofereceu”.

Os anfitriões lagunenses
“Receberam os tripulantes, famílias e passageiros em suas casas o major Francisco de Souza Machado Cravo, capitão Custódio José de Bessa, José Pacheco dos Reis, coronel Jerônimo Coelho neto, tenente-coronel José Antônio Cabral e Mello, vigário Francisco de Santa Isabel, cirurgião Moraes e delegado de polícia José Antônio Fernandes Vianna”.

O adeus e a carta de agradecimento pela hospitalidade
Os naufragados sobreviventes ficaram na Laguna até o dia 16 seguinte, quando, por problema de calado em nossa barra, despediram-se e foram até Imbituba onde através de transbordo em botes, tomaram o vapor Guapiaçu, comandado pelo 1º tenente Theotônio Raymundo de Brito, em direção ao Rio de Janeiro, com breve parada na Ilha de Santa Catarina (Nossa Senhora do Desterro).
Antes, deixaram uma carta de agradecimento à hospitalidade dos lagunenses, que tão bem o receberam num momento de grande infortúnio.
Eis o teor da carta:

Agradecimento dos naufragados:
“Ilmos. Srs. João Pacheco dos Reis, dr. Moraes, coronel Jerônimo Coelho Netto, tenentes-coronéis José Antônio Cabral e Mello, Antônio José da Silva, comandante superior Domingos José da Silva, major Francisco de Souza Machado Cravo, Antônio Joaquim Teixeira, capitães Custódio José de Bessa, Luciano José da Silva, delegado José Antônio Fernandes Vianna, vigário Francisco de Santa Isabel, José Dias Soares, Domingos Custódio de Souza, João José de Souza, inspetor de Campo Bom Jesuíno de Souza Machado, e mais senhores que involuntariamente deixamos de mencionar.
Os abaixo-assinados faltarão ao mais sagrado dos seus deveres se ao deixarem a cidade da Laguna para continuarem a sua viagem para o Rio de Janeiro, não manifestassem seu reconhecimento, e de todos os mais seus companheiros d’infortúnio, pela proteção que, após do seu naufrágio, de vós receberam: os cuidados e desvelos com que depois, como pais, lhes tendes prodigalizado, suprindo-lhes tudo o que preciso lhes tem sido para suavizar sua desgraçada sorte.
Aos abaixo assinados presentemente não lhes resta outro meio senão este, de vos patentear sua eterna gratidão, reservando-se para, em ocasião mais oportuna, fazer público vossas sublimes qualidades, generosidade e filantropia com que a todos tratastes, e os inúmeros recursos que lhes proporcionastes, a fim de nada lhes faltar e poderem esquecer sua desgraça.
Agradecei, pois, senhores, em nome de todos os naufragados do vapor Pernambucana, ao bom, generoso e hospitaleiro povo de vossa Cidade a avidez com que à porfia nos encheram de obséquios; pedindo-vos mui respeitosamente que aceiteis este nosso agradecimento que nada mais tem de valor do que a expressão dos corações daqueles que tanto vos devem.
Para onde a sorte nos for favorável, levaremos imortal lembrança de vós, e contas sempre com o nosso débil préstimo; por toda a parte bendiremos e com saudades nos lembrarão vossos nomes, restando-nos pedir ao Altíssimo pela vossa prosperidade, e que a vós e a vossas famílias dilate a vida por muitos anos. Laguna, 16 de outubro de 1853”.

Nomes dos sobreviventes
Coelho não traz os nomes de alguns dos sobreviventes que subscreveram a Carta. Mas pesquisando novamente no jornal Correio Catharinense, editado em Desterro (atual Florianópolis), edições de novembro daquele ano, que trouxe reportagens sobre o fato, pude anotar alguns deles:
·     Tenente-coronel Carlos Resin e sua filha; um soldado e um criado;
·        1º tenente da Armada, A.J. Crivello d’Ávilla;
·        Capitão M.G.C. Barros, sua mulher e uma cunhada;
·     José Antônio de Calasam Rodrigues, sua mulher, 3 filhos, 2 escravos e 1 criado;
·        Dr. Augusto Victorino Alves Sacramento;
·        Alferes Arsênio J. de Souza;
·        Tenente José Betbesé de Oliveira Neri;
·        Antônio José de Freitas;
·        Damião Francisco Martins de Moura, e um escravo;
·        Benjamin Aveline, 1 filha e 1 escravo;
·        Capitão José da Silva Pinheiro;
·        Felisardo José Rodrigues;
·        Joaquim José Mendes Pintado e 1 escravo;
·        Luiz Vieira da Cunha e sra., com cinco filhos;
·   Luiz Correia de Mello, comandante do vapor; o mestre e o despenseiro;
· Criados da câmara, Camilo e Francisco; e o 1º e 2º maquinistas (nomes não citados). Total: 42 pessoas, das 72 que chegaram a Laguna.

Como se pode constatar, na lista publicada no jornal com os nomes de alguns dos que se salvaram, além de não constar vários nomes (fica-se nos genéricos: filhos, filhas, criados, escravos, maquinistas...), não consta o nome de Simão, o herói que salvou 13 vidas. Pode estar incluído como um dos tripulantes (mestre, despenseiro ou maquinista).
Quanto à senhora e seus cinco filhos salvos pelo marinheiro Simão, obviamente é a esposa de Luiz Vieira da Cunha (assinalado em negrito), como consta na relação, afinal é a única com essa prole.

D. Pedro II (Brasil) e D. Pedro V (Portugal) homenageiam o marinheiro Simão
Chegando ao Rio de Janeiro, o marinheiro Simão recebeu das mãos do imperador D. Pedro II, medalha de distinção pelo feito do salvamento de vidas. O comércio do Rio de Janeiro lhe fez uma dotação de dez contos de réis, uma excelente soma à época e muitos daqueles que ele salvara lhe proporcionaram de presente outras quantias.
 
No Arquivo Nacional de Portugal, graças à internet e edições fac-símile, encontrei dois documentos onde Rodrigo da Fonseca Magalhães, ministro do Reino, em 14 de dezembro de 1853, em nome de El Rei (D. Pedro V), concedeu medalha de ouro ao marinheiro e conterrâneo Simão, “Dando assim um testemunho público de grande apreço em que tenho tão relevante serviço prestado à humanidade”.
Infelizmente, mais dois documentos - e estes oficiais- que não citam o sobrenome do marinheiro Simão e maiores pormenores de sua vida. Um personagem que sumiu nas páginas da história.

Quando os sobreviventes se despediram da Laguna e de quem tão bem os acolheu naquele momento de infortúnio, o Correio Catharinense registrou o adeus, e caprichou nas tintas poéticas. Aproveito para terminar este texto que já se estendeu em demasia. Mas ainda bem que há quem goste dessas histórias:

“Na despedida da Laguna, bastantes lágrimas se derramaram. Não eram estranhos que se despediam, eram pessoas a quem a humanidade e a desgraça tinham nascido com os laços da gratidão e da piedade”.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Morador da Laguna ganhou R$ 1 milhão em sorteio

Colunista Estela Benetti, do Diário Catarinense, informa que um senhor de 86 anos, morador da Laguna, ganhou no último dia 2, R$ 1 milhão no sorteio de título de capitalização Ourocap, do Banco do Brasil.

Muita gente perguntando quem será o felizardo? O que você faria no lugar dele com essa bolada? Aos 86 anos...

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Formigueiro - Ivan Lins

Trinta e poucos anos depois e esta música de Ivan Lins com letra de Vitor Martins continua bem atual. Gostei do arranjo, com direito a uma atualizada no final.

 "Avisa ao formigueiro vem aí tamanduá...
Avisa ao formigueiro vem aí tamanduá... 

Pra começo de conversa
Tão com grana e pouca pressa
Nego quebra a dentadura
Mas não larga a rapadura
Nego mama e se arruma
Se vicia e se acostuma..."

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Vereadores homenageiam Bombeiros e Enfermeira

Em sessão Ordinária nesta segunda-feira (4), a Câmara de vereadores da Laguna prestou homenagens.
Fotos: Divulgação/CMVL
Por proposta do vereador Osmar Vieira (PSDB), (à esquerda, na foto), os bombeiros Giana Aguiar, Israel da Silva de Jesus e Israel da Silva Francisco, foram homenageados por Ato de Bravura durante salvamento de uma senhora vítima de sequestro, iniciado em nossa cidade, com término no vizinho município de Capivari de Baixo. O crime aconteceu há alguns meses.

 Durante a mesma sessão, por proposta do vereador Peterson Crippa da Silva (PP), a enfermeira Maria Heloísa Fernandes também foi homenageada. Por mais de 30 anos foi dedicada servidora municipal. Acaba de aposentar-se.
Heloísa foi a primeira enfermeira padrão em programas na secretaria de Saúde da Laguna. Em seu discurso de agradecimentos, relembrou os dificultosos deslocamentos no passado, na área da saúde, pelo município.

Concurso elegeu Rainha, Princesas e Rei Momo do carnaval da Laguna 2018

Na noite do último sábado (2), na Praça República Juliana, ao som de muito samba das baterias de Escolas de Samba da Laguna, rainha, princesas e Rei Momo foram escolhidos para o carnaval 2018.

A festa contou com a apresentação dos sambas-enredos, mestre-sala, porta-bandeira e passistas das cinco escolas de samba: Xavante, Brinca Quem Pode, Democratas, Mocidade Independente e Vila Isabel. O evento também comemorou o Dia Nacional do Samba.

Foto: Marco Bocão/Divulgação/PML
As eleitas foram anunciadas ao final das apresentações. O título de rainha ficou para Karolayne Ponciano (representante da Escola de Samba Brinca Quem Pode), 1ª Princesa para Alessandra Guimarães Moura (representante da Escola de Samba Xavante), e 2ª Princesa para Laiza Maitê G. S. de Quadros. O Rei Momo coroado foi Gean Pierre.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Hospital da Laguna precisa de auditoria e abertura de UTI é inviável, diz secretário de Saúde

Na tarde desta quinta-feira (30), o secretário estadual de Saúde, Vicente Augusto Caropreso, esteve reunido em nossa cidade com o prefeito Mauro Candemil e diversas outras autoridades.
Na pauta, os problemas enfrentados pelo Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos e sua paralisação a partir de hoje, com somente os serviços de urgência e emergência funcionando.
Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos. Foto: Elvis Palma/Divulgação
No encontro estavam presentes Odimar Pires Pacheco, presidente do Sindicato dos Médicos da Região da Laguna; Luiz Felipe Remor, secretário Executivo da 18º ADR Laguna; Luciana Fernandes Pereira, secretária de Administração e Fazenda Municipal; Gustavo Sant'ana, procurador Municipal e Osmar Vieira, vereador. Não houve participação de representantes da administração do Hospital. 

Prefeitura vem repassando em dia e falta certidões negativas de débitos, informa prefeito
Ao se pronunciar o Prefeito Candemil mencionou os diversos problemas que o Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos vem enfrentando e que desde o ano de 2010 aguarda a implantação da UTI.
O prefeito lembrou ainda que muitos repasses não são feitos à entidade pela falta de CND's – Certidões Negativas de Débitos, disse que a Prefeitura vem repassando rigorosamente em dia os valores conveniados, um na ordem de R$ 75.000,00 para pagamento da hora plantão dos médicos e outro na ordem de R$ 19.000,00 para o pagamento do médico anestesista.
Portanto, frisou o prefeito, a questão da paralisação não é de responsabilidade do município, pois, em todos os momentos que a administração foi procurada, tentou da melhor forma possível auxiliar a entidade. “Precisamos saber qual a real situação do hospital, pois ao que tudo indica, é uma questão de gestão", concluiu o prefeito.

“Começar do zero, medidas enérgicas e intervenção”, sugere presidente do sindicato dos médicos
O Presidente do sindicato dos Médicos da Região da Laguna, Odimar Pires Pacheco sugeriu que deva haver uma ampla reformulação no Hospital e se necessário for, começar do zero. "É momento de se tomar medidas enérgicas".
Pacheco diz que o correto é que haja uma interversão e que se faça de imediato uma auditoria para verificar todas as causas do problema.

“Má gestão e necessidade de auditoria”, diz vereador
O vereador Osmar Vieira (PSDB) tem a mesma opinião e alegou que se trata de má gestão e, sem dúvida, é necessário que o hospital seja ahospital. “Sabemos que os recursos municipais são repassados, só não sabemos a que fim se destina” concluiu.

“Quem não entende do negócio “saúde” tem que sair fora”, diz secretário
Após ouvir atentamente todos os presentes, o secretário de Estado da Saúde, Vicente Augusto Caropreso, como exemplo, citou dois hospitais de sua cidade, Jaraguá do Sul. Segundo ele, um tem plena gestão e não apresenta nenhum problema, porém o outro caminha com muita dificuldade, da mesma forma que o Hospital da Laguna.
"A diferença está exatamente na administração, pois quem não entende do negócio “saúde” tem que sair fora, é necessário atuar, enxugar a máquina e administrar de verdade, com pouco gasto e bom atendimento". E frisou o secretario: "O negócio da medicina deve ser tratado como um verdadeiro negócio. De nada adianta ter um elefante branco inoperante, é preciso saber quais alas deverão estar abertas e identificar qual a potencialidade do Hospital".
O secretário se propôs buscar alguns recursos para o próximo ano, sem mencionar valores, porém salientou que essa sangria deve ser atada e para isso disponibilizará sua gerente de gestão a fim de potencializar a entidade e identificar os problemas através de uma auditoria, sem isso, o problema continuará se arrastando.

UTI é inviável para Laguna
Ao finalizar, o secretário de Saúde foi questionado sobre a UTI e sem pestanejar disse que a abertura da Unidade de Terapia Intensiva será como dar um tiro no escuro. "Essa UTI é inviável para o município".

Casos de urgência e emergência serão atendidos
O presidente do sindicato dos Médicos, Odimar Pacheco lembrou que o sindicato tomou todas as providências e informou os demais hospitais da região, o Corpo de Bombeiros, juízes e promotores sobre a paralisação do hospital da Laguna. 
Garantiu o presidente que os casos de atendimento aos pacientes já internados continuarão com seus respectivos atendimentos, assim como também os casos de urgência e graves. Os demais casos serão encaminhados aos hospitais da região.
Fonte: PML

Hospital da Laguna: a partir de hoje somente atendimentos de urgência e emergência

Hospital da Laguna a partir de hoje, como já amplamente divulgado pelo seu quadro clínico, só atenderá atendimentos de urgência e emergência.
Já a prefeitura da Laguna, em Nota de Esclarecimento sobre a paralisação, publicada hoje em seu site, informa que está em dia com o Hospital, tanto os repasses financeiros do Governo Federal, quanto os da secretaria Municipal de Saúde. A prefeitura também esclarece que os valores para pagamento da hora plantão dos médicos da urgência/emergência, são de R$ 75 mil mensais e que repassa R$ 19 mil para pagamento do médico anestesista, “porém o profissional não vem recebendo sequer este valor”.
A nota da prefeitura finaliza dizendo que “Está na hora de repensarmos juntos uma melhor gestão para o Hospital de Laguna”.

Eis, na íntegra, a Nota de Esclarecimento da prefeitura:

A Prefeitura de Laguna esclarece que está em dia com os repasses financeiros tanto os do Governo Federal quanto os da Secretaria Municipal de Saúde para o Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos.
Os valores repassados para custeio dos Serviços de Urgência/Emergência são de R$ 75.000,00 mensais para pagamento da hora plantão dos médicos, além do valor de auxílio custeio para o pagamento do médico anestesista do Hospital no valor de R$ 19.000,00 mensais, porém o profissional não vem recebendo sequer este valor.
O Ministério da Saúde repassa para esses serviços de acordo com a produção realizada valores que variam em torno de R$ 400.000,00. Isso, sem mencionar a ajuda que o Hospital recebe do Governo Estadual, para implantação da UTI e outros serviços.
Importante ressaltar que a Emergência não atende somente SUS, atende também Planos de Saúde, particular e os municípios vizinhos.
A Secretaria de Saúde salienta também que, pelo fato de o Hospital não ter veículo próprio para transporte de pacientes, deixa uma ambulância para uso do Hospital com motorista, combustível e toda despesa de manutenção do veículo.
Esclarecemos ainda que, nenhum médico do Hospital tem vínculo empregatício com o município, portanto o atraso de salários não é responsabilidade da Prefeitura, além de que essa dívida com os salários dos médicos não foi criada no ano de 2017. 
A Prefeitura tem auxiliado o Hospital no que foi possível e tem honrado os compromissos, por saber da importância desta instituição para o município, sempre com o objetivo de atender melhor a população.
A Secretaria Municipal de Saúde também tem dificuldades financeiras e os repasses do Ministério da Saúde também estão defasados. Portanto no momento, não temos como repassar mais recursos para o Hospital. 
Nosso objetivo é sempre apoiar a Instituição no que for possível e dentro de nossas possibilidades, pois sabemos da importância de termos um Hospital forte e resolutivo. Está na hora de repensarmos juntos uma melhor gestão para o Hospital de Laguna”.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Só observando...


Edital suspende processo seletivo

Diário Oficial de hoje também traz edital assinado pelo prefeito Mauro Candemil, suspendendo homologação de processo seletivo público para operador de máquinas.
Diz o Edital que conforme processo encaminhado pela Procuradoria-Geral do Município houve “vícios graves nos procedimentos do processo seletivo para Provimento do Cargo de Operador de Máquinas do Quadro de Pessoal do Poder Executivo Municipal, iniciado pelo Edital n. 002/2017 – SEPAGRI”.
Diz ainda o documento assinado por Candemil, que “Recomendou-se a suspensão do ato de homologação pelo fato de que não houve a constituição de equipe de avaliação capacitada, inclusive conforme determinado no ato de autorização por mim assinado. A avaliação foi realizada por um motorista da Secretaria de Obras, considerado inapto a avaliação dos candidatos do processo seletivo”.
Aliás, teria sido uma das irregularidades (2º inquérito) citadas pelos delegados nas investigações da Operação Seival e constantes da Nota Oficial da Polícia Civil?
A data do edital de suspensão é 5 de setembro de 2017, portanto há quase 90 dias, e publicada hoje, após uma semana da Operação Seival. Coincidência?