segunda-feira, 28 de maio de 2018

Adiado lançamento de livro

Grupo de Escritores Lagunenses Carrossel das Letras comunicando que foi adiado para depois da Festa de Santo Antônio dos Anjos, sem ainda uma data definida, o lançamento da coletânea “Revelações”, que iria acontecer nesta quarta-feira (30/5).
Os motivos para o adiamento são os reflexos da paralisação dos caminhoneiros, como a falta de combustível nos postos.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Câmara barra viagem do vice-prefeito ao exterior

Vereadores da Laguna, em sessão realizada na noite de ontem, barraram por 7 X 5, o projeto de Decreto Legislativo nº 001/18, solicitando licença para o vice-prefeito Júlio Willemann empreender viagem particular de vinte dias ao exterior. O período compreendia de 7 a 22 de junho deste ano.
De acordo com o Art. 75 da Lei Orgânica do Município, o prefeito e o vice-prefeito, além de residirem no município, não poderão ausentar-se do mesmo por mais de 15 dias, salvo em caso de férias ou licença, ou viajar para fora do país, sem prévia autorização legislativa.

As justificativas para os votos contrários foram inúmeras. Algumas risíveis. Da greve dos caminhoneiros, situação sócio-econômica do país, às festividades em honra ao padroeiro da cidade.

Mas o motivo maior certamente foram as críticas/cobranças endereçadas ao Legislativo "disperso da coisa pública" contidas no memorando enviado ao prefeito e escrito pelo vice há poucos dias. Mostra que, mesmo com a posterior ida de Willemann ao Legislativo para explicações e pedidos de desculpas, o fato não foi assimilado assim tão facilmente e ficou entalado na garganta da maioria dos representantes. A não aprovação da viagem teria sido o troco? A vingança é um prato com sopa que se toma fria?
Veja como foi a votação nominal, com ausência do vereador Waldomiro Barbosa Andrade (PMDB):

Contrários:
Kleber Roberto Lopes Rosa – PP
Osmar Vieira – PSDB
Thiago Alcides Duarte – PMDB
Patrick Mattos de Oliveira – PP
Rogério Medeiros – PP
Rodrigo Moraes – PR
Cleosmar Fernandes - PMDB
  
Favoráveis:
Roberto Carlos Alves – PP
Peterson Crippa da Silva – PP
Adilson Paulino – PSD
Rhomening Rodrigues – PSDB
Nádia Tasso Lima – PMDB

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Gente em Destaque

Nossa homenagem a Pedro Manoel da Silva, 92 anos, hoje residente em Florianópolis. Nasceu em 12 de agosto de 1925.
"Seo" Pedrinho, quando da comemoração de
seus 92 anos, aqui com a filha Maria das
Graças Prudêncio.
“Seo” Pedrinho é casado com Arlete Machado da Silva. O casal tem seis filhos, Maria das Graças Prudêncio, Angelita da Silva, Nausicaa da Silva Morastoni, Nara da Silva Lupselo, Pedro Henrique Machado da Silva e Silvana da Silva Wagner.

É natural de Urussanga Baixa, então comarca de Tubarão e hoje localidade pertencente ao município de 13 de Maio.
Veio para Laguna em 1946 para trabalhar como barbeiro. Depois, por seis anos, foi proprietário do restaurante Nice.
Mais tarde adquiriu uma loja de confecções, a tradicional Casa Angelita (nome de uma de suas cinco filhas), onde trabalhou como comerciante por 23 anos, até sua aposentadoria.

Em 1958, pela primeira vez assistiu a uma palestra doutrinária espírita, convidado por sua cunhada, no Centro Espírita Fé, Amor e Caridade, de nossa cidade.
Passou a frequentar assiduamente a Casa e em 1963 foi convidado a fazer parte de sua diretoria.
Em 1975 assumiu a vice-presidência, com o falecimento de Almiro Bacha.
Dez anos depois, com o falecimento de José Paulo Arantes, presidente da entidade, assumiu o cargo, completando o restante do mandato.

Em 1987 foi eleito presidente e reeleito pelos 19 anos seguintes.
Muito zelou pela administração do Centro, sempre com seriedade, honestidade e muito trabalho, aliás, qualidades inerentes em toda sua vida.
Criou, juntamente com suas diretorias, novos grupos assistenciais e mediúnicos. Construiu três salas para instalação da Escola de Moral Evangélica. Reformou instalações internas e adquiriu novas bancadas para os frequentadores.
Hoje, com a idade avançada deixou de fazer parte da diretoria do Centro Espírita Fé, Amor e Caridade, mas continua um estudioso da doutrina, sempre na leitura de livros em busca de novos conhecimentos.

Gente em destaque

Dois competentes profissionais do rádio lagunense, cada qual no seu estilo: Paulo Sérgio Silva e Vânio Santos. Sabem tudo.

Convite

Atenção: O Grupo de Escritores Lagunenses Carrossel das Letras comunicando que foi adiado para depois da Festa de Santo Antônio dos Anjos, sem ainda uma data definida, o lançamento da coletânea “Revelações”, que iria acontecer nesta quarta-feira (30/5).
Os motivos para o adiamento são os reflexos da paralisação dos caminhoneiros.

É batata!

Não dá outra. Quando alguém nas redes sociais, ao longo de um tempo, critica e cobra ações de uma gestão e de repente deixa de fazê-lo, podem apostar sem medo de errar: É porque arranjou uma boquinha para si ou para os seus. Basta consultar e conferir no Diário Oficial.
Aliás, o que tinha de gente por aí, inclusive de partidos adversários, que malhava o atual prefeito nas eleições e hoje é só elogios não está no gibi.
Eita gente hipócrita.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Iphan apresentou duas opções para o caso do Sino do Museu

No seminário realizado semana passada, o Iphan da Laguna elaborou e apresentou um parecer técnico sobre o caso do Sino do Museu Anita Garibaldi
No documento, elaborado por Liliane Monfardini, a não substituição do sino é enfatizada, frisando que o contrário irá ocorrer uma caracterização de um falso histórico.

Diz ainda o documento, de acordo com o site da prefeitura,  "que o objeto roubado possui um valor simbólico para a população lagunense. O sino não se trata de um bem tombado, pois não fora mencionado em nenhum momento no processo de tombamento".
"A instalação de um novo sino, semelhante ao anterior induz ao esquecimento do roubo do sino, que deve ser reconhecido e lembrado por todos como uma ação educativa, sobre a perda de bem com valor simbólico e afetivo, que remetia aos usos e atividades cotidianas do passado", afirmou a técnica do Iphan.

O Iphan apresentou duas opções:
1 – deixar a sinaleira vazia pelo impacto visual que ela causa, de sensação de perda. Instalar na lateral da sineira uma placa com a informação sobre a história do sino, sua função no período colonial e que, atualmente, o espaço da sineira está vazio em memória do último sino roubado.
2 – mas, se realmente, a população acha necessário incluir um novo sino, que o mesmo seja uma obra composta por outro material e desenho, com data de fabricação, de maneira a deixar claro para qualquer visitante, que se trata de um novo sino em substituição ao anterior. Uma placa informativa sobre este novo objeto e o fato ocorrido sobre o roubo do sino.

Não entendi a afirmação de que o sino não é um bem tombado. Pode até não ter sido explicitado, ou não constar em documento, mas se o prédio o foi, por que a sineira e o sino não o seriam? Não fazem parte do conjunto, assim com as telhas e aberturas?

Aliás, muita gente não sabe, mas o edifício, considerado um dos mais importantes da arquitetura luso-brasileira no sul do Brasil, foi tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 5 de março de 1954, sendo um dos relatores do documento o poeta Carlos Drummond de Andrade. 

A segunda opção que o Iphan apresentou sobre o caso do sino coincidiu com a mesma sugestão que apresentei aqui dia 14 último, dias antes do tal seminário. Simples questão de bom senso, penso eu.

Qual o número de visitantes, origem e arrecadações nos Museus da Laguna?

Em gestões passadas era praxe, até por uma questão de transparência, a publicação mensal ou trimestral, da quantidade e origem dos visitantes dos nossos Museus. Os números eram obtidos através de simples pesquisas feitas nos livros de visitantes. Também eram divulgadas as arrecadações e aplicações com a venda dos ingressos.
Hoje a Casa de Anita encontra-se fechada, à espera de reforma/revitalização, mas o Museu Anita Garibaldi continua aberto à visitação.
Seria interessante, até para tomada de decisões de profissionais e empresas da área de turismo, que esses números fossem conhecidos pela população.
Com a palavra a Fundação Lagunense de Cultura.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

O mistério da tela do Comendador

O sempre lembrado professor Ruben de Lima Ulysséa numa ótima crônica intitulada “O retrato do Comendador”, publicada no jornal Semanário de Notícias, de 24 de abril de 1976, conta-nos a história do sumiço da tela original do lagunense José Inácio da Rocha, o Comendador Rocha, pintura atribuída a Victor Meirelles.

Pois bem, esta tela, doada pelo Capitão Claudino Rocha, sobrinho do Comendador, foi colocada no salão principal da então Escola Isolada Comendador Rocha, inaugurada em 1909. Em 1926 funcionava num prédio situado no bairro Campo de Fora, na rua Almirante Lamego.
Posteriormente o local foi o Samdu (Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência, é o Samu de hoje em dia) e mais tarde , no imóvel, funcionou a Casa da Sopa e a instituição social Bem Querer.

O Comendador Rocha, que amealhou uma fortuna no Rio de Janeiro com suas empresas, e vivendo na corte, nunca esqueceu sua terra natal e foi sempre um benfeitor caridoso, principalmente do Hospital Senhor Bom Jesus dos Passos. Foi um grande mecenas de Meirelles em escolas de arte, inclusive na Europa e financiou os estudos do lagunense padre Manoel João. 
Ao falecer, em 16 de novembro de 1886, deixou em testamento imóveis na Laguna que foram vendidos expressamente com a finalidade de construção de uma escola.

Depois, em 1956, quando da construção do novo prédio do estabelecimento estadual, agora chamado de Grupo Escolar Comendador Rocha, na Avenida Calistrato Müller Salles, a pintura, óleo sobre tela, para lá foi levado e colocado no saguão de entrada. (Este prédio não mais existe, outro foi construído em 2004, mais moderno e funcional).

Mas continua Ruben Ulysséa:
“Um espertalhão que conhecia muito bem o valor do quadro substituiu a tela preciosa por um retrato em preto e branco, uma fotografia ampliada e retocada a “crayon”, por sinal que em papel já muito amarelado”.
Retrato em preto e branco, retocada a "crayon" do Comendador Rocha, que substituiu a
 preciosa e desaparecida tela original pintada por Victor Meirelles. 
E demonstra todo o seu inconformismo com o acontecimento, com o furto da tela, com palavras, leitor(a) que poderiam facilmente, sem tirar nem por, ser utilizadas nos dias atuais:

“Não é gozação, creia; é isto mesmo. Mas, o melhor é que ninguém reparou, ninguém viu, ninguém protestou, porque parece que nesta pobre terra todos abdicaram do direito de protestar. O fato é que o quadro desapareceu e ficou por isso... Incrível, hein?”

E diz mais, num brado de protesto, finalizando o seu texto e demonstrando como muita coisa do nosso patrimônio desapareceu:

“Deste modo é que se foi consumido o que havia de valioso em nosso patrimônio comum. Primeiro foram mercadores que enquanto houve campo para explorar, passavam aqui pela cidade e pelas localidades vizinhas a comprar de herdeiros necessitados, a preço de banana, joias antigas, objetos de prata, móveis de jacarandá, velhas imagens dos oratórios domésticos, que levavam consigo para revender, com bom lucro, aos antiquários do Rio e São Paulo. Depois, a ação de alguns colecionadores, sempre de olho nas peças do nosso museu e da nossa velha matriz”. (...).

 Há ainda muito por contar sobre esses “sumiços”, de documentos e objetos na Laguna. Ainda voltarei outras vezes ao tema.

Gente em destaque

Procurador de Justiça aposentado Sidney Bandarra Barreiros, com a esposa Maria Salete Folchini Barreiros, e a médica Norma Ruth Bub,  vinda de Londrina (PR), em recente acontecimento social em nossa cidade.

Gente em destaque

Foto: Geraldo Luiz da Cunha (Gê).
Advogado Rodrigo Fernandes Pereira, empresário Damianos Andreadis e o bioquímico Marcelo Barreto Spillere da Silva. Três amigos de infância e juventude, para sempre. Três lagunenses de sucesso em suas respectivas áreas profissionais. 

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Onildo Corrêa entrevistou João Carlos Wilke

Na última segunda-feira (14), o radialista Onildo Corrêa em seu programa “Laguna e Brasil em Debate”, pela Rádio Laguna Web, das 12 às 14 horas, entrevistou João Carlos Wilke.
Onildo Corrêa e João Carlos Wilke.
Papo inteligente, perguntas e respostas de alto nível, com ótima audiência.
Wilke conhece tudo do rádio lagunense, além da história do nosso carnaval passado, ele que foi atuante repórter das nossas emissoras durante muitos anos e marcou época nas transmissões dos desfiles.
E faz falta aos microfones nos dias atuais, através de suas opiniões independentes, objetivas e críticas.
O proprietário da rádio, Gabriel Honorato Viana está sempre inovando em busca de melhor qualidade e tecnologia para essa emissora que a cada dia está conquistando seu espaço e um público ouvinte fiel.
Para sintonizar a rádio aqui ou pelo Facebook.

Da série: sumiços, furtos e desaparecimentos na Laguna

Ao longo dos anos muitos objetos históricos desapareceram dos acervos da nossa Laguna. Pinturas, armas, utensílios domésticos, louças, móveis, placas, documentos. Essa afirmação é facilmente constatada através dos registros de jornais, livros, fotos e testemunhos em diferentes épocas.

O sino do Museu não foi a única relíquia que sumiu e ninguém sabe ninguém viu
O sino histórico do Museu não foi a única preciosidade que surrupiaram daqui. A própria imagem de Santo Antônio dos Anjos teve seu crucifixo furtado em agosto de 1977, como já abordei neste Blog. Aqui.

Sobre esses sumiços ao longo da nossa história, veja o que disse o saudoso padre João Leonir Dall’Alba, que aqui esteve pesquisando na década de 70 e deixou registrado em seu livro “Laguna Antes de 1880”, lançado em 1979, seu inconformismo com a falta de muitos materiais, principalmente documentos para pesquisas. Disse ele, no prólogo da obra:

(...) “Lamentei não mais ter encontrado o arquivo da Câmara, com os documentos da gloriosa história da Laguna. De vez em quando há algo no arquivo da Comarca. Dizem que todas as revoluções brasileiras, passando por Laguna, carregavam um pouco de seus documentos.
Há livros de “Vereanças” em mãos de particulares no Rio Grande do Sul. Não se localizam mais os livros do Tombo da Matriz. Cada historiador parece guardar documentos preciosos. Seria preciso que todos colaborassem e se reunisse tudo num arquivo. Ao menos que se fizesse um levantamento e um catálogo dos documentos de Laguna. Será o primeiro passo para a execução da grande obra que ainda não foi realizada. A monumental história da Laguna. E a história do Brasil exige isto”.

Isso quanto ao sumiço de documentos, no dizer de Dall'Alba. Mas tem mais. Mesmo em palacetes, adornos desapareceram. Quando não foi o próprio imóvel que foi desmanchado, antes do tombamento em 1985, como o casarão de João Tomaz de Souza, na Praça Vidal Ramos.

O sumiço das estatuetas da Casa Pinto Ulysséa
Por exemplo, a Casa Pinto Ulysséa, Casa da Carioca ou Casa dos Azulejos, como muitos a chamam. Foi construída em 1867 por Joaquim José Pinto d’Ulysséa, cópia de uma Quinta de Portugal. Como nos conta Saul Ulysséa:

“Casa de boa construção para a época, de azulejos portugueses. Foi a primeira casa construída em Laguna com água encanada e também com platibanda. Esta platibanda era adornada com vasos de cerâmica branca e nas extremidades dela duas estatuetas, representando as deusas mitológicas Minerva e Diana. Tinha um jardim e uma chácara cuidados por um português especialista em jardinagem. O jardim, cujos canteiros eram contornados de meio fio de cimento, eram variados e sempre floridos. No meio do jardim um tanque circular, com peixinhos dourados e ao centro um repuxo, encimado por uma armação com bolas de celulóide coloridas, as quais, com o ímpeto da água, faziam malabarismos de muito efeito. O tanque tinha cerca de um metro de altura e era encoberto de azulejos branco e azul. Contornando o tanque um circulo de bancos de ardósia e mármore branco e azul. Ao fundo uma escadaria que ligava o jardim a chácara, a qual possuía um pomar com grande quantidade de frutas variadas. Mais ao fundo um estábulo onde criavam animais que produziam carne e leite para a família”.

Cá para nós: Que riqueza, que beleza, que maravilha de casa, hein leitor? Um imóvel que está a merecer novamente uma restauração (a última foi em 1982) inclusive de seus azulejos.
Pois sendo a melhor casa da Laguna em sua época, ali foram realizadas muitas recepções oficiais da cidade.
E foi nela que seu proprietário veio a falecer, em 24 de dezembro de 1882.

Mas um detalhe me chamou a atenção:
Na descrição da casa feita por Ulysséa, consta que a “platibanda era adornada com vasos de cerâmica branca e nas extremidades dela duas estatuetas, representando as deusas mitológicas Minerva e Diana”.

Pois essas estatuetas sumiram há muitas décadas, como pode comprovar o leitor, observando a foto atual da Casa.
Na reforma feita na Casa em 1982, já não mais existiam as estatuetas.
Nos meus arquivos encontrei uma foto mais antiga onde aparece uma das estatuetas, Minerva ou Diana, não sei ao certo, creio que Minerva, na extremidade da platibanda.
Ampliei a foto, no detalhe:
Onde estão essas estatuetas? Quem as retirou?  Em que administração? Em que ano? Alguém saberia responder? Mistério que se perdeu no tempo, como vários outros desaparecimentos na cidade histórica.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Gente em destaque

É sempre bom encontrar gente inteligente, sensível e além de tudo musical. Pedro Henrique Silva com sua Maria Tereza Remor Silva formam um lindo casal, sempre de bem com a vida. Soube que em breve vão retornar ao nosso convívio. Nosso abraço.

Gente em destaque

Nas comemorações pela passagem dos 183 anos da Polícia Militar de Santa Catarina, o comandante do 28º BPM da Laguna, tenente-coronel Jefer Francisco Fernandes com seus pais Izalda e José Francisco Fernandes, a esposa Elisabeth (Pavanatti) e a filha Izadora.
No evento, o tenente-coronel Jefer foi agraciado com a medalha 30 anos de efetivo serviço.

Gente em destaque

Três professoras de gerações distintas em recente encontro casual: Maria Salete Remor Souza, Cinira Santos e Julita da Silva Barreiros Guedes.

Gente em destaque

Almerinda Guedes Castro e o médico Silvio Barbosa Castro, em recente cruzeiro internacional. Casal nota 10.

Neste domingo tem "Tainhada do Leão


“Resumo do Dia”: Um programa de fatos e opiniões

Na Rádio Difusora, de segunda a sexta-feira, das 18h20 às 19h, Elvis Palma e Luis Cláudio Abreu apresentam “Resumo do Dia”, trazendo os últimos acontecimentos na Laguna, mesclados com comentários e opiniões. 

O ótimo Programa vem alcançando grande audiência. Recomendo para quem gosta de ficar super atualizado e também formar opinião independente.
O site da Rádio Difusora aqui. Ou pelo Facebook.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Um craque do passado: Nelson (Dedinho) João de Souza

Ele nasceu no bairro Magalhães, em 23 de julho de 1929, e com apenas um ano de idade veio morar no bairro Roseta (atual Progresso) onde reside até hoje.
É filho de Zoê Fernandes de Souza e João Ranulfo de Souza. Seu pai trabalhava nas obras da empresa Cobrasil, que construiu os molhes da nossa Barra.
 
Entrevistando Nelson João de Souza (Dedinho).
Futebol lagunense
Nelson João de Souza, ou Nelson Dedinho, como é carinhosamente chamado e conhecido, desde criança era apaixonado por futebol.
O apelido de uma vida toda veio do avô que lutou na Guerra do Contestado e nas escaramuças perdeu um dos dedos da mão. O apelido se estendeu aos descendentes.
Foi estofador na fábrica de móveis do “seo” Antônio Teixeira, ali na antiga Praça da Bandeira, hoje República Juliana, defronte ao Museu Anita Garibaldi.
Trabalhou ao lado de Hélio Pereira (de quem aprendeu os macetes da profissão), de Jucemar Pinto, Otávio dos Passos, Alberto Guedes (Dudu, meu tio), Luiz Guedes e Orlando Carvalho.
Aos 12 anos já tinha organizado um time em seu bairro: o Rua da Frente F.C.
Aos 15 já estava disputando o campeonato juvenil, pelo Fluminense, do Campo de Fora.
Com 20 anos, em 1949, fundou o Bangú, time filiado à Liga Amadora Lagunense de Futebol (Lamal).

Dois anos depois já jogava como aspirante no Flamengo de nossa cidade, arquirrival do Barriga Verde F.C. Logo tornou-se titular da agremiação. Foi a primeira vez que calçou um par de chuteiras.

Flamengo F. C. em 1951: Em pé: João Júlio Oliveira, Walter, Jupy, Tyrone, Barrica, Barbacena,
 Fernando e Batista Abrahão. Agachados: Jairo, Dario, Nelson, Neri e Nelson Souza (Dedinho).
Em 1952 transferiu-se para Criciúma, vestindo as camisas dos times Boa Vista e depois do Próspera, com contrato assinado. Ficou pouco tempo logo retornando a nossa cidade natal. Foi jogar no Vasquinho do Magalhães. Braz Barreto, presidente do time lhe escalou para jogar de zagueiro, posição que iria atuar dali em diante. Sagrou-se campeão amador da cidade em 1953.

 Formou dupla de zaga com Jupy Viana
No ano seguinte ingressou novamente no Flamengo, formando dupla de zaga com Jupy Viana, de tantas alegrias. Júlio Marcondes de Oliveira era presidente do time.
Nelson (Dedinho) João de Souza.
Encerrou sua carreira futebolística em 1957, numa memorável partida contra o Barriga Verde F.C.
Foi quando o Flamengo findou suas atividades, com o campo de futebol onde jogava sendo cedido ao governo do estado para construção do Conjunto Educacional Almirante Lamego (Ceal).
Estádio do Lamego, em 1939, palco de memoráveis partidas, onde hoje é o Ceal. No fundo o Morro da Roseta e os cômoros de areia. Observem as únicas fileiras de casas existentes. À direita o Campo de Fora; e à esquerda, na hoje avenida Colombo Machado Salles.
Em sua opinião o melhor jogador que presenciou foi Élcio Bianchini: - “Um craque, tinha uma classe com a bola, jogou pelo Barriga Verde depois foi para o Figueirense. Aliás, os três jogadores do Barriga Verde que ainda estão vivos são o Élcio, Dalmo Faísca e Darci Corrêa”.

Álbum de figurinhas de futebol
Em tempos de Copa do Mundo e de álbum de figurinhas com jogadores internacionais, também tivemos o nosso álbum, regional. A foto do “seo” Nelson, de nº 77, foi estampada no disputado “Álbum Balas Esportivas”, cujas figurinhas vinham embrulhadas na Bala Seleções, de 1951, ao lado dos companheiros daquela época, para toda a posteridade.



É casado com dª Selma (Flamenguista) e seu filhos são Gelson Luiz, Ronaldo Luiz, Nelson Magno, Paulo Roberto, Magda Regina e Saynora.
E antes que eu me esqueça, o “seo” Nelson é Internacional.

Prestes em completar 89 anos, no próximo mês de julho, “seo” Nelson possui uma excelente memória e a sabedoria que só o tempo pode dar. Relembra com exatidão partidas de outrora, resultados, nomes de times e jogadores, conta “causos”.

Autor de hinos, coralista e professor de religião
É um verdadeiro álbum vivo de recordações não apenas do futebol lagunense, mas sobre a origem do bairro onde sempre residiu, das primeiras famílias, da música, da religião.
Foi professor de Ensino Religioso na Escola Comendador Rocha, tendo composto o Hino daquele estabelecimento escolar.
É também autor do Hino à Nª Sª Auxiliadora, padroeira do bairro Roseta (hoje Progresso). Durante muitos anos integrou o Coral Santo Antônio dos Anjos, desde sua criação, em 1948. Foi ministro da Eucaristia.
É autor de um livreto contendo um “Histórico da Capela Nossa Senhora Auxiliadora”, que bem merece uma reedição patrocinada.

A avó paterna do “seo” Nelson, Tomazia Altina de Souza, vinda de Imaruí em 1928, passou a residir no Morro da Roseta, no final do Campo de Fora, onde ministrava aulas de catequese. Juntamente com as religiosas Nail Ulysséa e Maria Cabreira, e do padre Bernardo Philippi, encetaram vitoriosa campanha para aquisição de uma casa que servisse de primeira capela do bairro, o que foi feito.

“Seo” Nelson anos depois seguiu os passos religiosos da avó, sendo tesoureiro e presidente da Comissão Diretora da Igreja Nª Sª Auxiliadora.
Foi o responsável, juntamente com sua diretoria, pela aquisição de terrenos e construção do Salão Social de Convivências, ao lado da igreja, e inaugurado em 1º de maio de 1985.

Merece ser homenageado
Nelson João de Souza (Dedinho). Eis um cidadão lagunense que há muito tempo está a merecer homenagens da nossa sociedade, através de seus representantes. Afinal foram anos de serviços prestados principalmente na área cultural, em prol de uma Laguna melhor.
Que a Fundação Lagunense de Cultura na próxima Semana Cultural, faça essa homenagem; ou quem sabe, através da Câmara de Vereadores.

Inaugurado o canil setorial do 28º BPM.

No espaço recém-inaugurado os cães "Urso, Pantera e Ares", do canil setorial do 28º Batalhão da Polícia Militar já se mostram adaptados.
Histórico do canil
Fotos: Divulgação/PML
O Canil Setorial do 28ºBPM foi implantado na unidade no ano de 2011, sob o comando do tenente-coronel Adilton Maciel, comandante na época da então Guarnição Especial de Polícia Militar.

A estrutura inicial do setor contava apenas com o cão "urso", doado por um morador de Laguna, o qual passou por um longo período de adestramento no Canil Central de Florianópolis, tendo como seu condutor o soldado Vanderlei Costa Ferreira. Com o passar do tempo, a equipe foi ampliada e, atualmente, é formada por três policiais militares e dois cães.
Esse efetivo é empregado em ações de policiamento, como: ações preventivas e repressivas, patrulhamento tático k-9, cães farejadores de entorpecentes, policiamento em praças desportivas e demonstrações caninas.
A equipe também apoia outras unidades de segurança pública como a unidade prisional, Polícia Civil e unidades da Polícia Militar da região.

Seminário vai discutir substituição do sino do Museu

Pesquisadores, comunidade e poder público estarão reunidos no próximo dia 17 de maio (quinta-feira), às 14 horas, no Cine Teatro Mussi, no seminário para tomar a decisão sobre a substituição do sino do Museu Anita Garibaldi. Ou sino do Povo, como é denominado. Para ler uma pesquisa que fiz sobre o sino e publicada em 2016 neste Blog clique aqui.

Como todos nós somos sabedores - e este Blog foi o primeiro a noticiar a triste ocorrência - na madrugada de 4 de agosto de 2016, o objeto histórico, conhecido pelos historiadores como “Sino do Povo”, foi furtado. Ele ficava instalado na entrada do primeiro andar do Museu, no alto da escadaria, sob um arco. O sino até hoje não foi encontrado.

A prefeitura da Laguna, através da Fundação Lagunense de Cultura, está organizando o seminário "Segurança e Ressignificação de Acervo - Estudo de caso "O Sino do Museu".  
Com a participação de museólogos, arquitetos e historiadores uma mesa redonda irá debater o assunto com o objetivo de dar subsídios e fundamentar a decisão sobre a troca do sino. 
Mas há necessidade de um seminário para abordar ou não a substituição? 

Sino deveria ser substituído
Em minha opinião, o sino deve ser substituído por uma réplica. Simples assim. O custo é de menos de R$ 3 mil reais. Um painel poderia ser confeccionado e instalado logo à entrada do 2º piso do Museu, contendo a foto do original, um pequeno histórico e a explicação que o objeto foi furtado e em seu lugar instalado uma réplica.
Se por ventura algum dia o histórico sino for encontrado, recuperado, bastaria colocá-lo sob uma cúpula de vidro, no interior do prédio, com toda segurança. E tenho dito!

O problema é que há opiniões contrárias à substituição do sino. Há até quem considere uma “blasfêmia” a instalação de uma réplica. Mas se até a Taça Jules Rimet (Copa de 1970 de futebol) foi furtada, derretida e substituída por outra?

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Polícia Militar da Laguna e Imbituba comemoraram 183 anos da PMSC

Para celebrar os 183 anos da Polícia Militar de Santa Catarina, o 28º Batalhão de Polícia Militar, com sede na Laguna e a Guarnição Especial de Polícia Militar de Imbituba promoveram na tarde da última segunda-feira (7), em nossa cidade, nas dependências do 28ºBPM, solenidade militar comemorativa.
A cerimônia contou com a presença do secretário executivo da ADR de Tubarão, José Ricardo Medeiros, do comandante da 8ª Região e Polícia Militar, coronel João Carlos Neves Júnior, do prefeito municipal da Laguna, Mauro Vargas Candemil, do vice-prefeito do município de Pescaria Brava, Lourival de Oliveira Izidoro, do comandante do 28º BPM, tenente-coronel Jefer Francisco Fernandes,  do comandante do 5ºBPM, tenente-coronel Silvio Roberto Lisboa, da Guarnição PM de Imbituba, tenente-coronel Jean Carlos de Brida e Silva, chefe da Central Regional de Emergências, tenente-coronel Vilson Schlickmann Sperfeld, comandante da Guarnição PM de Braço do Norte, major Peterson do Libramento, do subcomandante da 3ªCia do 63º BI do Exército de Tubarão, capitão Hélio Viana Santos Sobrinho, do delegado regional de polícia civil de Laguna, Raphael Johann Giordani, do comandante do Corpo de Bombeiros Militar da Laguna, tenente Marcos Leandro Marques, entre outras autoridades civis, militares, familiares e comunidade em geral.
Seguindo a solenidade, foram entregues os brasões por mérito pessoal aos seguintes policiais militares:
Brasão de Mérito 1ª Categoria – concedido pelo comandante-geral da Polícia Militar: subtenente José Mauro Acácio Pereira e Jair Rodrigues.
Brasão de Mérito 2ª Categoria – concedido pelo comandante da 8ª Região de Polícia Militar: 3º sargentos Jiovane Pacheco de Oliveira, Marcelo Machado da Silva, Aguinaldo Farias João, Eder Fernandes, Osair Freitas Júnior, Daniel Pedro Rosa, Pedro Neto De Souza e o cabo Luiz Henrique Pacheco Dalbosco.
Brasão de Mérito 3ª categoria – concedido pelos comandantes do 28º Batalhão de Polícia Militar e da Guarnição Especial de Polícia Militar de Imbituba:  os 3º sargentos Alexandre Paschoaloti Messa, Aricésar da Silva Fernandes, Romir Cândido, Darcísio Brum, Valdeni Carlos Pereira e os cabos Diego Zucheto, Thales Carneiro Maurício, Leandro Floripe de Jesus, e os soldados Rallf Antônio Soares, Euclides Gercino da Silveira, Willian Bortolo Fontana Fernandes, Maicon Osvaldo Ferreira.

Em seguida foram entregues as medalhas de mérito por tempo de serviço, concedida ao policial militar que tenha completado cada decênio de tempo de serviço, seja de 10, 20 ou 30 anos e que neste período tenha prestado bons serviços nas funções desempenhadas. 

Foram agraciados com a medalha 30 anos de efetivo serviço:  
Tenente-coronel Jefer Francisco Fernandes,  medalha 20 anos, major Rogério Piovesano Bartolamei, major Givanildo Rodrigues, capitão Marcelo Oliveira Santos, 2º sargento Flávio Da Silva Rosa, e os 3º sargento Portinho Gomes Plácido, Rosimário João Felipe, Luciano Pereira Barbosa, Marcos Roberto Belmiro, Cláudia Guimarães Pacheco Borges, Sidnei Gonçalves, com a medalha de 10 anos,  o cabo Diego Zucheto.

O 28º BPM também concedeu uma menção elogiosa ao 3ª sargento Sandro Silva, que recentemente ingressou na reserva remunerada. Ele recebeu das mãos dos comandantes da 8ª RPM, coronel João Carlos Neves Júnior e do  28º BPM, tenente-coronel Jefer Francisco Fernandes, um diploma de Honra ao Mérito, pela dedicação e comprometimento com a instituição e aos relevantes serviços prestados a sociedade ao logo dos seus 30 anos de efetivo serviço na PMSC.

Durante a solenidade o município de Pescaria Brava entregou para o 28º Batalhão de Policia Militar, dispositivos elétricos incapacitantes, tipo spark e oito coletes tático que serão disponibilizados para os policiais militares daquele município.

Também no evento comemorativo, com o objetivo de homenagear e demonstrar o reconhecimento e gratidão às autoridades civis, militares e instituições que não medem esforços no engrandecimento da Polícia Militar da Laguna, foi entregue a placa “Amigo do 28º Batalhão de Polícia Militar”.
Os homenageados. Fotos: Divulgação/PMSC
Agraciados:
Fabiano Antunes Da Silva - Juiz de Direito da Comarca, representado no ato pelo 3º sargento Carlos Roberto da Silva.
Deyvisonn da Silva de Souza - prefeito municipal de Pescaria Brava, representado no ato  pelo vice-prefeito Lourival de Oliveira Izidoro.
Raphael  Johann Giordani -  Delegado Regional de Polícia Civil – Laguna.
Major Peterson do Livramento - comandante da Guarnição Especial de Polícia Militar de Braço do Norte. 
João Batista Cruz - Jornalista e Radialista.
Associação dos Policiais e Bombeiros Militares Lagunenses, representado no ato pelo 3º sargento Rosinei Nascimento.
Gladys dos Santos Alcântara -  Presidente Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).
Luciana Fernandes Pereira - Secretária da Fazenda, Administração e Serviços Públicos do Município da Laguna.
Guarda Municipal da Laguna, representado no ato pelo Cristiano da Silva Nunes.
Aderson Pinho Remor Filho - Diretor da Unidade Prisional Avançada da Laguna.
Marcelo Ribeiro e Mário Bessa Fernandes.

A formatura também contou com o ato de promoções de policiais militares:
À graduação de 1º Sargento: 2º Sargento Marcelito de Oliveira Agostinho e a graduação de Cabo o soldado Geraldo dos Santos Junior.

Por ato de bravura foi promovido a cabo, o policial militar Ralff Antônio Soares, lotado na Guarnição Especial de Polícia Militar de Imbituba.
Em continuidade aos atos foi realizada a inauguração do canil setorial do 28º BPM.