sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Na janela, mexeriqueira

-Que ela expulsou ele de casa, ela expulsou.
- Então, então...
- Aí, depois ele pediu muito, até chorou, prometeu que não vai mais fazer, que foi coisa do passado, uma recaída, e ela então deixou ele voltar.
-Mas tem que cumprir uma porção de exigências, como num contrato, não sabe? E sem sexo por um ano, muito menos com qualquer rapariga!
-E se não cumprir?
-Tem até multa e se fizer de novo vai pra rua de vez e não vai ter mais perdão.
-Deve ser coisa do tal dos hormônios.
-Vai saber!
-Me contaram que foi assim, mas não espalha pra ninguém porque se não, vão me chamar de mexeriqueira.
-Pode deixar comadre, minha boca é um túmulo.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Na janela, política


E há as Carolinas da política, com o tempo passando na janela e todas elas debruçadas não vendo o nosso dinheiro sendo tungado por larápios, em malas, caixotes e envelopes. Calhordas que se acham mais inteligentes e ardilosos que o resto dos mortais. 
Um dia, quem sabe, a casa cai.
Dinheiro subtraído da população, e que deveria ser destinado à saúde, educação, transporte e segurança. 

Na janela, romântica


“Quem madruga sempre encontra
Januária na janela
Mesmo o sol quando desponta
Logo aponta os lados dela
Ela faz que não dá conta
De sua graça tão singela
O pessoal se desaponta
Vai pro mar, levanta vela”

(Januária - Chico Buarque)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A cruz iluminativa fez 78 anos

Quando das comemorações do Centenário da República Catharinense, em 29 de julho de 1939, o comerciante Eduardo Silva (avô do saudoso Jayson e Afonso Prates Silva - Café Salete, não tem?), cumprindo uma promessa, mandou erigir uma cruz nos altos do Morro Santo Antônio dos Anjos, aos fundos da Matriz.

A cruz foi benzida pontualmente às 15 horas daquele festivo dia pelo vigário da paróquia, padre Bernardo Philippi, tendo sido lavrada uma ata que foi assinada pelos presentes ao evento. (Onde estará?).
A peça foi revestida com azulejos cerâmicos na cor branca, que refletem os raios solares, principalmente nos belos entardeceres na nossa Lagoa. Por isso foi chamada iluminativa.
Conta-nos José Bessa em seu livro "Gente da minha terra", que no lado voltado para a Praça Vidal Ramos foram pintados os seguintes dizeres: "Salva tua alma". 
Já "A face posterior da cruz ficava exatamente de frente para a rua Nova, o melhor meretrício da cidade. Um engraçadinho teve o capricho de subir ao morro com pincel e tintas e ali escrever: "porque teu corpo está perdido".
E conta Bessa mais uma historinha sobre aquele morro. 

Em 1910, aconteceu uma das passagens do cometa Halley. 
"Na época havia muito receio ignorante das consequências deste evento astronômico sobre o nosso planeta. A expectativa pela aparição do cometa era muito grande. falava-se até no fim do mundo. Um grupo dos maiores pândegos da cidade, reuniu-se e colocou na escuridão da noite, no topo daquele morro, uma coroa, erguida sobre um mastro, envolta em estopa e sacos de aniagem, embebida em óleo e gasolina.
Na hora aprazada para a aparição do cometa, tocaram fogo no aro, que deveria ter de 2 a 3 metros de diâmetro, surgindo aquele círculo luminoso no céu, visível em boa área da cidade, cuja iluminação era precaríssima.
Foi uma grande correria, desmaios, um susto enorme. Felizmente não se morria tão fácil do coração naquela época. Enquanto isso corriam rapidamente do local, os protagonistas da "aparição do Halley".
A igreja, bem ao lado, parecia franzir o semblante, desaprovando a brincadeira".

Mas voltemos a cruz. Lá está no cocuruto do morro, atravessando gerações, marcando uma época e ainda nos dias de hoje relembrando a todos os cristãos o martírio do Nazareno em direção ao Gólgota. Encontra-se meio escondida pela mata e precisando de limpeza e reparos em suas extremidades.

Bem que a paróquia, através da Irmandade Santo Antônio dos Anjos, poderia providenciar sua manutenção.

Em novembro acontecem eleições para direção do Ceal

No próximo mês de novembro acontecem eleições à direção da Escola de Ensino Médio Almirante Lamego - Ceal.

Pelo seu dinamismo, competência e entusiasmo, nosso amigo Danilo Prudêncio da Costa bem merece ser reconduzido como diretor daquele tradicional estabelecimento escolar do nosso município, que remonta ao antigo Ginásio Lagunense.

Foi em 1964 que o governo de Santa Catarina encampou o Ginásio Lagunense com todos os seus cursos, transformando-o em Escola Pública com a denominação de “Conjunto Educacional Almirante Lamego”, pela Lei nº 3.408 de 17 de março de 1964. Em 20 de setembro daquele ano foi inaugurado o prédio atual com a presença do então Governador Celso Ramos. Portanto são 53 anos de ensino na Laguna.


A comunidade, através dos pais, professores, alunos e servidores saberão reconhecer o trabalho empreendido pelo diretor Danilo, ele que é ex-aluno do Ceal e pode ser visto aqui na foto acima, de 1981, quando integrava a Banda Musical do então chamado Conjunto Educacional.

Nosso apoio ao Danilo para que ele continue conduzindo o Ceal com muito trabalho, inteligência e carinho.

sábado, 23 de setembro de 2017

Pinturas ou pichação do centro histórico?

No início desta semana um grupo de alunos da Udesc que participava da chamada vivência “Cultura em Meio ao Caos” pintou com tintas coloridas alguns elementos do Centro histórico, que é protegido por tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Sem autorização do órgão, os estudantes coloriram estruturas como postes, tapumes de obras, além de trechos de algumas calçadas.
Fotos postadas nas redes sociais dividiram opiniões.
O Centro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo da Udesc divulgou nota em que critica as intervenções feitas durante a vivência “Cultura em Meio ao Caos”, cuja atividade foi organizada e ministrada por acadêmicos.
O Centro alegou que “não recebeu a informação de que as intervenções seriam de tamanho porte e principalmente que as mesmas não haviam sido autorizadas pelo Iphan”.
 “As ações de poucos estudantes desinformados ultrapassou a responsabilidade e a autorização tanto do Centro Acadêmico quanto da própria Udesc”, diz o documento, informando que está sendo providenciada a limpeza e recuperação dos danos. Alguns locais ainda continuam com as pinturas, com a rua Rafael Bandeira, Barão do Rio Branco e Duque de Caxias.

Sobre a polêmica o arquiteto e professor Dagoberto Martins, que já foi responsável pelo Iphan em nossa cidade, escreveu o seguinte artigo e o enviou para este Blog:

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A polêmica ação dos estudantes
Arquiteto Dagoberto Martins

Por acaso alguém se perguntou o porquê da manifestação dos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Udesc nos passeios públicos do Centro Histórico da Laguna? Alguém entrou em seu mérito?
Sabemos que o meio acadêmico tem o DNA do inconformismo.

Tempos atrás, quando discutíamos as vantagens de lutar pela implantação do ensino superior em Laguna dizíamos, além dos argumentos econômicos, que a massa crítica inerente ao meio acadêmico significaria um contraponto a zona de conforto em que costumam se estabelecer os poderes constituídos. Sejam eles públicos ou privados, e isso seria muito bom.
Pois é, aconteceu...
Os alunos estão sendo cidadãos, e estão absolutamente corretos, pois exercem seu direito de indignação. Chamam atenção para os diversos atentados que os agentes públicos e privados, repito, cometem contra regras básicas de mobilidade urbana.
Têm razão em todos os pontos que levantaram e poderiam ir mais além esse excesso de formalidade levantado e praticado pela reação imensa, diga-se de passagem, esconde nossos problemas.
Não precisamos apenas de cenário teatral, precisamos também de “vida” no Centro Histórico.                    
Vamos ouvir esses gritos, ou é melhor fingir que está tudo ok?
Vale refletir sobre isso. Circulem pelo Centro nas noites de fim de semana e saberão a que me refiro.  
A cidade será boa para o turismo quando for boa também para seus moradores.

O falecimento do cantor e compositor Adilson Adriano

No último sábado (16), faleceu em Niterói (RJ), onde foi sepultado, o cantor lagunense Adilson Adriano, aos 77 anos. 
Seu nome de batismo era Adilson dos Santos, filho de Matilde e Saul dos Santos, e daqui partiu na década de 60 para tentar a sorte no Rio de Janeiro. Apresentou-se em diversos programas de emissoras de rádio como Tupi, Globo, Mauá, entre outras. Cantou inclusive na Discoteca do Chacrinha, Flávio Cavalcanti, J. Silvestre, Barros de Alencar, e foi um dos nomes em evidência do movimento musical chamado Jovem Guarda.
Seu primeiro disco saiu em 1968, o LP “Nasce um novo ídolo”, pela Gravadora Bemol, de Belo Horizonte.
Entre seus sucessos estão “Teu nome”, “Canta menina”, “A mesma porta” e “Amor demais”. Gravou diversos compactos.



Num CD independente produzido há alguns anos trazendo diversas canções, compôs e gravou “Laguna rainha do sul”, apresentando-se com elas nos estúdios das rádios de nossa cidade.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Polícia Federal – A lei é para todos

Sem dúvida a melhor estreia do ano em filme nacional. O longa-metragem já levou meio milhão de espectadores ao cinema.

O filme é dirigido por Marcelo Antunez e dramatiza os bastidores da força-tarefa que investiga esquemas de propina e lavagem de dinheiro envolvendo empresários e políticos do alto escalão do Brasil. O filme é didático, em forma de trailler policial, e com muita cenas de ação, prende a atenção do início ao final.
No elenco Antônio Calloni, Flávia Alessandra, Ary Fontoura, Marcelo Serrado, Bruce Gomlevsky e João Baldasserini, entre outros.

O diretor da distribuidora Downtown Filmes, Bruno Wainer, em comunicado à imprensa disse: "O filme virou uma catarse coletiva, com aplausos ao fim da projeção. É como se o brasileiro tivesse encontrado na tela do cinema o grito contra a corrupção que estava preso na garganta."
Evidentemente tem gente por aí mais à esquerda que não viu nem gostou, é o tal negócio. Gosto é gosto é há quem prefira as insossas comédias brasileiras.

De fato, ontem, ao fim da projeção em que estávamos o público presente aplaudiu. Aplaudimos juntos, é claro. Recomendo. E há extras em forma de depoimentos ao final. Não levante da cadeira até os finalmente.

Tem político por aí achando que está fazendo tudo muito bem escondidinho, mas..


Reuniões suspeitas

Políticos sérios jamais deveriam se reunir com empresários em bares/restaurantes, a não ser em eventos públicos, em agendas oficiais e bem às claras!
Fora disso fica tudo muito suspeito.

Mas como exigir isso neste Brasil de hoje onde o público e privado se misturam numa grande orgia com o nosso dinheiro.

Eles dizem: Não tô nem aí para as redes sociais. Será mesmo?

Têm uns políticos engraçadinhos na Laguna, ainda pensam que enganam.
 Quando recebem críticas – que não suportam - dizem que não dão muita bola às opiniões das redes sociais, que quase não acessam essas páginas, e que elas não representam a população. Mas aí você vai conferir, esses políticos estão lá a todo o momento, as acessando até de madrugada e no horário de expediente, conferindo, postando notícias e fotos de seus poucos atos e pedindo o favor de compartilhamentos e likes.

Me engana que eu não gosto!

Temos algum “Nezinho do jegue” por aqui?

Os mais novos não o conheceram; e muitos de nós já mais antigos talvez nem lembrem mais.
 Mas na novela O Bem Amado, de Dias Gomes, que passou na Globo na década de 70, havia um personagem dos mais inspirados, dentre os tantos criados pela mente genial de Gomes.
Tratava-se do Nezinho do jegue, que quando estava bêbado falava mal do prefeito e quando estava sóbrio falava bem. Quer dizer: oscilava de opinião conforme o grau etílico.
Seus bordões eram: Morra Odorico! Ou Viva Odorico!

Será que existirão alguns “Nezinhos do jegue” na Laguna pelas redes sociais, clubes, bares e restaurantes da city?