Entre confetes e
serpentinas a sandália dourada da sambista lagunense agora repousa sobre os paralelepípedos
da velha cidade. Tiras arrebentadas, saltos despedaçados que ainda guardam as
lembranças do baticum, da cantoria e dos aplausos de um público que já se foi.
A foto é um
símbolo a mostrar que todos nós, obrigatoriamente e de alguma maneira,
desfilamos pela avenida da vida. E, em algum momento, vamos embora.
"Vai passar"...
Alguns já nascem
em lugares de destaque. Outros, figurantes, anônimos e ainda assim todos brilham na
passarela.
Mas sempre chega
Quarta-Feira de Cinzas e o despertador, implacável, determina o retorno à
realidade.
E como canta eternamente o
poeta:
"Acabou nosso
carnaval
Ninguém ouve
cantar canções
Ninguém passa
mais brincando feliz
E nos corações,
saudades e cinzas foi o que restou”...

Poético. Paralelepípedos históricos da velha cidade. Quantas histórias, quantas lembranças...
ResponderExcluirÉ, Valmir, mudando o que deve ser mudado, festa acabada, músicos a pé. Abraço
ResponderExcluirO sapato de uma Cinderela sambista. Será que encontrou um príncipe?
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