15 junho 2023

MDB lagunense promove ato de filiação

 
O Movimento Democrático Brasileiro, MDB da Laguna, promove Ato de Filiação de novos membros do partido.
O evento está marcado para este dia 15 de junho (quinta-feira) às19h15min tendo como local os salões do Clube Carnavalesco Xavante, no Magalhães.
Presenças de lideranças estaduais do partido, assim como deputados estaduais e federais.
De acordo com Thiago Duarte, presidente municipal do partido, serão centenas de novos filiados. 
Alguns deles irão surpreender o mundo político lagunense.
Se é que ainda exista algo que cause surpresa ao eleitor.

PS: Evento foi cancelado em virtude do aviso da Defesa Civil de fortes chuvas na região. Uma nova data será marcada.

13 junho 2023

Novos Irmãos da Irmandade

 
Na Santa Missa Solene em honra a Santo Antônio dos Anjos realizada nesta terça-feira (13), foram anunciados os novos irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Santo Antônio dos Anjos:

·       Andrino Jeronço da Silva Júnior

·        Eduardo de Bem Aurélio

·        Erlon da Rosa Fonseca Costa

·        Fabrício Silva Vieira

·        Gustavo Teixeira Barzan Filho

·        Marlon Barbosa Camilo

·        Maurício Baumgarten Baião

·        Ronaldo Luiz de Souza

·        Teobar Maurício de Souza

·        Tiago Medeiros Zelindro

Festeiros de Santo Antônio dos Anjos 2024

 

Padre assistiu de camarote

Busto do padre Manoel João - Laguna - SC - Foto: Valmir Guedes Júnior

Até o padre Manoel João Luiz da Silva assistiu de camarote aos shows da Festa de Santo Antônio dos Anjos.
Busto do padre Manoel João - Laguna - SC - Foto: Valmir Guedes Júnior
Para ficar no clima da festa junina alguém tascou um chapéu de palha na cabeça do busto do padre Maneca, como era chamado carinhosamente pela população, o primeiro sacerdote lagunense que aqui exerceu suas funções por 57 anos, de 1854 a 1911.
 

O show da Ave de Rapina

 
Sempre é muito bom rever a Banda Ave de Rapina que deu um show na noite de sábado (10) no palco externo da Festa de Santo Antônio dos Anjos. A galera cantou e dançou junto os sucessos da década de 80.
Apresentação da Banda Ave de Rapina na Festa de Santo Antônio dos Anjos em 10 de junho de 2023. Foto: Valmir Guedes Júnior
A apresentação especial do grupo foi de emocionar e de arrepiar ao relembrar os grandes sucessos como Sons, Baladas e Blues, Sem Frescura, Própria Luz, Suicida, Verdade Oculta e Girassóis da Rússia, entre outras. Neste ano a Banda comemora seus 39 anos de existência.
Joãozinho Rodrigues com sua voz e performance no palco, Jair Foss (teclados), Samir Dias Abrahão (baixo), além de Jekson Foss (percursão), Eduardo Paes e Alexandre Macuco (bateria), Erika Foss (saxofone), Giovani Cardoso (trompete) e Brayane (back vocal). 
Participações especiais de Jorge Eduardo Garcia (bateria) e Nando Les Paul (Fernando Faria) (guitarra solo), no lugar do Marcelo Carneiro, que não mais participa. Devido a outro compromisso profissional anteriormente assumido, o músico Gero Perito não pode participar.

Giracca e Roger: Unificando Fronteiras

 
Na noite de terça-feira última (6), no palco externo da Festa de Santo Antônio dos Anjos, ao lado da Matriz a violinista Iva Giracca e o acordeonista Roger Corrêa apresentaram o espetáculo duo instrumental Unificando Fronteiras.
Iva Giracca e Roger Corrêa na Laguna. Foto: Tóia Oliveira
O show busca diversificar e integrar novos públicos a gêneros identificados com a cultura latino-americana, como a milonga e o chamamé. “São temas com linguagem universal, que utilizam elementos da improvisação e da música de concerto, com a novidade de uma instrumentação pouco desbravada, que une a beleza e a emoção do violino e da gaita ponto”, explica Roger Corrêa, também autor das canções.
Em suas redes sociais Iva, que é spalla da Camerata Florianópolis, agradeceu a presença de todos, ressaltou que foi a terceira das dez apresentações previstas em cidades catarinenses e que ficaram muitos felizes e saudosos: “Que centro lindo, que festa fantástica, mais de 300 anos de festa”.

Lá estivemos para prestigiar e felicitar os dois artistas pela bela apresentação, além de adquirir o CD devidamente autografado com as músicas apresentadas.


07 junho 2023

Médico lagunense foi homenageado

 
O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) promoveu em Florianópolis no último dia 2 de junho a entrega de Diploma do Mérito Médico.
O homenageado Dr. Sílvio Barbosa de Castro, ao centro. Foto: Hermínio Nunes/ Divulgação/CRM
Entre os agraciados está o médico lagunense Dr. Silvio Barbosa de Castro.
O diploma é um reconhecimento a profissionais que completaram 40 anos de atividade ininterrupta sem qualquer sanção por ato contrário à ética e que tenham atuação relevante na promoção da Medicina.
Dr. Sílvio e esposa Almerinda.
A esposa Almerinda Guedes Castro bastante feliz e orgulhosa pela homenagem estava ao seu lado,  acompanhando o evento.
Médicos de diversas regiões do estado receberam a homenagem. Foto: Hermínio Nunes/Divulgação/CRM
“A entrega do mérito médico é muito gratificante e emocionante. São colegas que nos orgulham e que contribuíram ativamente em prol da medicina catarinense”, disse o presidente do CRM-SC, Eduardo Porto Ribeiro.
Parabéns ao Dr. Sílvio por mais esta conquista que muito orgulha a todos nós e a sua terra natal.

05 junho 2023

Vera Fischer recepcionada pelos Festeiros de Santo Antônio dos Anjos

 
A catarinense de Blumenau Vera Fischer foi eleita Miss Brasil em 1969.
No ano seguinte foi convidada pela Comissão de Festeiros de Santo Antônio dos Anjos para visitar Laguna.
Aqui chegou no sábado, 12 de abril de 1970 em seus 18 anos e foi festivamente recepcionada.
Fez um tour turístico pela cidade, posou para inúmeras fotos, inclusive defronte à imagem do padroeiro e à noite no palco do Cine Teatro Mussi apresentou-se ao povo lagunense.
Festeiros de Santo Antônio dos Anjos em 1970, da esquerda p/direita: Osmar Lopes, Gonçalo da Silva Barbosa, Vanise Costa Siqueira, a Miss Brasil 1969 Vera Fischer, Litinha, Glorinha Roberge Medeiros, Pároco da Matriz Padre Claudino Biff e Luiz Paulo da Fonseca Carneiro (representando seu progenitor Dr. Paulo Carneiro).
É uma rara foto que recebeu as bênçãos de Santo Antônio dos Anjos da Laguna. Certamente clicada à época pelo Ibrahim Bacha.

Logo após, Vera Fischer foi homenageada com um jantar festivo promovido pelo Lions Clube e Rotary Clube de nossa cidade, tendo como cenário o Clube dos Cem no Mar Grosso (hoje Laguna Praia Clube).
Depois participou de um baile no Clube Blondin, onde desfilou toda sua beleza e elegância com seu vestido de gala e o traje típico usado no concurso no ano anterior.
No domingo os Festeiros de Santo Antônio dos Anjos apresentaram suas despedidas e agradecimentos, oferecendo um almoço nos salões do Clube Congresso Lagunense.
Vera Fischer foi hóspede do Hotel Renascença e levou daqui vários presentes ofertados pelos promotores do convite e da visita.
Seguiu viagem para Blumenau onde foi participar do Concurso Miss Santa Catarina realizado poucos dias depois.
Cá para nós, deve ter ido embora feliz pela recepção, mas exausta pela maratona de poucas horas, com desfiles, almoços e jantares.
Vera Fischer em 1969. Foto: reprodução
Fischer dali em diante entrará para o mundo artístico, participando de inúmeros filmes e novelas, sempre com grande sucesso.

Algumas curiosidades:

·      Os personagens da foto foram festeiros de Santo Antônio dos Anjos naquele ano, menos o Luiz Paulo da Fonseca Carneiro, que está ali representando seu progenitor, o Dr. Paulo, que era o festeiro oficial e estava adoentado; 

·      Havia ainda outros festeiros que não apareceram nesta foto, como Sady Abrahão e Maria Aparecida Waterkemper; 

·      A Transladação naquele ano saiu tradicionalmente do Magalhães, da Igreja Nossa Senhora dos Navegantes; 

·      Lita, ou Litinha como é conhecida, pernambucana, - não consegui obter o sobrenome- era esposa do americano Terence Hoover (Téri) que veio para Laguna na década de 60 e dedicou-se ao ramo de pescado, tendo montado uma indústria de beneficiamento.  
·        Vera Lúcia Berndt Fischer, seu nome completo, nascida em 27 de novembro de 1951, catarinense de Blumenau, Miss Brasil 1969, foi convidada para participar da Festa de Santo Antônio dos Anjos. Era de praxe sempre uma personalidade, uma autoridade ser convidada para o evento. Às vezes vinham no próprio período do evento, em outras antecipavam, dependendo das agendas; 

·        Naquela época, os festeiros vestiam um traje a cada Trezena. Um luxo!; 

·        Osmar Lopes, Gonçalo da Silva Barbosa, Vanise Costa Siqueira e Padre Claudino Biff, já são falecidos, de saudosas memórias; 

·        Padre Claudino Biff veio para Laguna e assumiu como vigário em 16/01/1966. Mas já era sacerdote-coadjutor desde agosto de 1965. Afável, bondoso, temperamento calmo e paciente. Batizou e casou toda uma geração de lagunenses. Foi o sacerdote da minha 1ª Comunhão. A seu pedido foi exonerado do cargo por pretender fazer um curso de Sociologia na França. Lembro-me do rebuliço que essa atitude causou e das dúvidas levantadas. Assumiu em seu lugar, em 04/05/1975, Padre Antônio Gerônimo Herdt, que era então o vigário-coadjutor.

02 junho 2023

Centro Cultural e Social Santo Antônio dos Anjos: 41 anos de história

 
Centro Cultural e Social Santo Antônio dos Anjos - Laguna -SC
O Centro Cultural e Social Santo Antônio dos Anjos completou 41 anos de existência.
Foi inaugurado em 30 de abril de 1982 no lugar e sobre os escombros do antigo Teatro 7 de Setembro que pegou fogo em 1968. (Ver matéria abaixo).
Essa grandiosa obra traduziu os esforços de alguns poucos, tendo à frente como baluarte o saudoso e dinâmico maestro e padre Antônio Gerônimo Herdt, então vigário da nossa Paróquia.

A inauguração
Pontualmente às 20h30m daquela noite de sexta-feira 30 de abril de 1982, o governador do estado Antônio Carlos Konder Reis e D. Anselmo Pietrulla, Bispo da Diocese de Tubarão, desataram a fita inaugural à porta do Centro Cultural e Social Santo Antônio dos Anjos.
Em seguida Pietrulla procedeu as bênçãos das instalações comportando mil lugares, palco e várias salas no andar superior destinadas às atividades culturais e sociais.
Usaram da palavra Rogério Wendhausen, presidente da Associação Comercial e Industrial da Laguna, que destacou os esforços e trabalhos do idealizador padre Herdt.
Em seguida o comerciante João Feuser, Provedor da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Santo Antônio dos Anjos fez entrega de um cartão de prata ao referido sacerdote como demonstração de apreço e admiração.
Logo após discursou o padre Herdt que, emocionado, historiou a construção da obra, destacando as contribuições do ex-governador Jorge Bornhausen e do atual Antônio Carlos Konder Reis.
Por fim falou o governador Konder Reis que demonstrou a sua satisfação de achar-se novamente na Laguna, enumerando as oportunidades em que aqui esteve.
Além disso relatou os convênios que estava assinando, como o recapeamento asfáltico do bairro Mar Grosso até à avenida João Pessoa, no bairro Magalhães; Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos e o próprio Centro Cultural e Social que recebeu o valor de CR$ 4 milhões de cruzeiros.

Apresentações artísticas
Fim das cerimônias, teve lugar as apresentações artísticas no palco.
Entre elas destacaram-se o seresteiro lagunense Manoel Silva, sua voz e seu violão, que cantou sucessos do denominado Baile da Saudade.
Regional do Zizinho mostrou diversos números musicais, sendo também muito aplaudido. A seguir o bailado Vida e Morte pelas alunas do então Conjunto Educacional (hoje Escola Básica) Almirante Lamego (Ceal), sob orientação da professora Sandra Magalhães.
Houve ainda declamação de poemas pelo jovem ator e teatrólogo Jairo Barcelos.
O consagrado Coral Santo Antônio dos Anjos, regido pelo padre e maestro Antônio Herdt apresentou várias canções de seu repertório entre elas Verdes Campos de Minha Terra Natal, Boi de Mamão, La Montanara e Hallelujah de Haendel.
Com o Hino da Laguna o Coral finalizou a festa e fechou a noite que foi prestigiada por grande público e inúmeras autoridades municipais.

O Teatro 7 de Setembro
Em 7 de setembro de 1855, numa festiva solenidade foi posta a pedra fundamental da construção da primeira casa de espetáculos de nossa cidade.
Antigo Teatro 7 de Setembro da Laguna. Inaugurado em 1858
Recebeu a denominação do próprio dia do evento, evidentemente em homenagem à data comemorativa à Independência do Brasil, então em seus 67 anos.
Já sua inauguração se deu três anos depois, realizando-se o primeiro espetáculo em 10 de outubro de 1858.
Diz Saul Ulysséa em seu livro "A Laguna de 1880" que o prédio era... 

"De regular altura, com platibanda sem enfeites, tendo na frente uma escadaria de tijolos em pé, sem revestimento, de cinco degraus. O piso ao alto da escadaria de cerca de dois metros de largura em toda frente do prédio, não era calçado.
Com um pequeno saguão na frente e pequena plateia, provida de bancos com um corredor de cerca de um metro no centro e dois laterais mais estreitos. Duas frisas aos lados, mais altas que a plateia e uma galeria ao alto em toda volta, provida toda ela de bancos em três planos. Junto à ribalta um pequeno espaço de cerca de dois metros e meio".

Saliente-se, bem por isso, que a nossa Laguna nesse ano já tinha uma casa de espetáculos com cerca de 400 lugares, com dois camarotes e uma galeria ao alto em toda volta com bancos em três planos.
Convenhamos, um luxo para a época.
Passou por amplas reformas e ampliações efetuadas ao longo dos anos. Ali também funcionou alguns cinemas, entre eles o Central, que marcou época.
Teatro 7 de Setembro após a grande reforma no início do século XX.
Foi também palco de comícios políticos, recepções, bailes, almoços, jantares, apresentações teatrais de grupos locais e de outras localidades.

Da esquerda p/ direita: Maria de Lourdes Simas, Maria Alzira Nicolazzi (de chapéu), Walter Boppré e Zenir Janz, Francisco de Paula Carneiro, Manoel Rodrigues de Oliveira, Arita Farias Gomes, Topázio Solon da Silveira e Dulcio Ulysséa.

Acima foto em 7 de junho de 1950 do palco do Teatro 7 de Setembro, onde também funcionava o Cinema Central, na Praça Vidal Ramos.
É um raro registro do interior do local.
Mostra uma cena da apresentação do Grupo Dramático João Caetano, de nossa cidade, da encenação em três atos da comédia "O Pivete", escrita por Luiz Iglésias.
Iglésias era ator, letrista, compositor, escritor, dramaturgo, roteirista, ator, produtor e diretor. Nascido no Rio de Janeiro em 1905 e falecido em 1963. Foi casado com a atriz Eva Todor.

Um incêndio destruiu o Teatro
O prédio do antigo teatro pegou fogo em 1968, mas mesmo restando apenas quatro paredes em pé foi utilizado seu interior para as quermesses da Festa de Santo Antônio dos Anjos e também para Festivais de Chope e até casamentos.
Teatro 7 de Setembro após o incêndio de 1968. Foto: Bacha
Em fins da década de 1970 foi derrubado o que restava do imóvel e em 30 de abril de 1982, sobre seus escombros e em seu lugar, como visto anteriormente, foi inaugurado o Centro Cultural e Social Santo Antônio dos Anjos que desde então tantos serviços presta à população lagunense.

01 junho 2023

Viva Santo Antônio dos Anjos da Laguna!

 
Santo Antônio dos Anjos da Laguna. Foto: Valmir Guedes Júnior

O escritor Oclândio Siqueira, jovem líder estudantil da década de 60 e ex-vereador da Laguna, conta em seu livro Em cantos da Alma que numa das Festas de Santo Antônio dos Anjos que ele há tantos anos acompanha junto com sua inseparável e querida esposa Adelina, veio-lhe a inspiração para escrever o poema a seguir publicado.
Estava ele, por um momento, a fixar seu olhar à face da imagem quando recordou de seu pai, Nelson Siqueira que tantas vezes ali naquele mesmo lugar estivera.
Lembrou-se de outros familiares e do poeta quando disse: “Lembrei-me de tantos outros que já não estão ou que já se foram, mas cuja fraternidade me faz falta como parte de meu corpo ou substância de minha alma”.
Oclândio diz: “Foram poucos os segundos de contemplação para que buscasse rapidamente um local onde pudesse registrar o que me vinha, sem licença, à mente”:

Santo Antônio dos Anjos da Laguna

Escrito pelo lagunense Oclândio Siqueira  e publicado em seu livro Em cantos da Alma:
 
Pelas estreitas ruas da amada terra,
Movido pela crença firme da tua gente,
Caminhas com olhar fixo e imponente,
Espalhas sentimento de esperança.

O sorriso expressivo da tua imagem que encanta,
Iluminada nas noites serenas da secular trajetória,
No alto os clarões agigantam-se em aplausos,
No solo a grandeza do homem que encerras.

Nas tardes frias, ensolaradas ou sombrias,
A brisa sopra folhas de imperiais palmeiras,
Contemplas ao sair do templo e sob acordes,
Semblantes que se sucedem e remontam a tua história.

Não há o que não ouças com o clamor,
Mesmo que ainda julgadas perdidas,
Prostram-se diante de ti em oração...
Buscam a graça que tu sempre transformas em vida.

26 maio 2023

O sabor e a delícia do passado

 
Há alguns anos, depois de muito tempo ausente do mercado, a Nestlé relançou o chocolate Lollo. Hoje o produto é encontrado em qualquer gôndola. O relançamento seguiu uma tendência retrô.
Pois acabei de saborear um Lollo. Um não! dois.
E viajei no tempo, de volta ao passado.
Esse chocolate foi um dos ícones de gerações de crianças e adolescentes dos anos 70 e 80.
- Foi do meu tempo. Aliás, como diziam nossos pais e avós. E agora chegou a nossa vez de exclamar essa velha frase saudosista.
Quem é da época lembra do slogan do produto: “O chocolate fofinho da Nestlé”?
 Hummmm...
A empresa atendeu assim aos inúmeros pedidos, principalmente em redes sociais.
E ele voltou ao mercado com a mesma receita e embalagem original para encantar saudosistas e em busca de novos fãs.

Entre balas Chita e pirulitos Zorro
Saboreando-o, por alguns minutos me bateu uma nostalgia e as glândulas gustativas da memória do paladar me trouxeram o sabor e a delícia de outras guloseimas que marcaram época.
Alguns cheiros e sabores são como máquinas do tempo.

Que tal o retorno do pirulito Zorro? Da bala Chita? Ou para os mais antigos, da bala Juquinha e do drops Dulcora?
Ahh... uma barrinha de chocolate Prestigio fazia milagres com o mau humor da gente.
Vontade de encher os bolsos com as balas Jujuba e quase se afogar com as Soft, remember? 
As balas redondinhas Soft num descuido da gente deslizavam inteiras para a garganta e aí era um salve-se-quem-puder de alguns segundos angustiantes, engasgados.

Entre um rolê no Jardim e um sorvete de uva
Dar um rolê no Jardim Calheiros da Graça (da Matriz) era de praxe, não sem antes passar na Miscelânea da rua XV de Novembro para saborear um sorvete de uva, butiá ou côco. 
Icônica placa colorida da Miscelânea
Vai um  Lacta, um pirulito de bola? Uma Menta? Quem sabe um chiclete Adams? Uma bala azedinha?
Que tal uma Maria-Mole, um puxa-puxa, suspiro, pé-de-moleque, bala americana ou uma cocada no armazém do “seo” Lídio Corrêa, na esquina da Praça da Bandeira (hoje Praça República Juliana)?
Uma chegada na lanchonete Vip's para o X Salada também era de praxe. 
Tempos das calças Lee, US Top, jaquetas jeans ou de couro, calça boca-de-sino, floridas batas, saias indianas, tamanquinhos de madeira dr. Scholl, sandália Melissa, tênis Bamba, All Star, sapato Cavalo de Aço. Um look meio hippie e seguindo à moda tendência dos anos 60/70.
Sim, sim, corpos sarados e barrigas de tanquinhos naturais,  sem gomos e músculos anabolizados como os de hoje. Ninguém era obcecado por um shape perfeito.
E da torradinha de amendoim quentinho vendida por alguns rapazes naqueles copinhos, onde a gente sempre pedia um chorinho a mais? Ou uma inhapa, como se dizia.
 
 Rua XV de Novembro e sua ornamentação durante o pré-carnaval de 1969. À direita a Miscelânea. Acervo: Valmir Guedes Jr.
      Na foto acima à esquerda o letreiro vertical e luminoso da Panificadora Imperatriz, do "seo"  Archimedes de Castro Faria. 
Ali ficava o forno com entrada comercial pela Raulino Horn. 
Nos fins dos bailes, já nas madrugadas de sábado para domingo, mediante algumas moedas recolhidas entre a turma, os padeiros nos forneciam pães quentinhos para o desjejum, que íamos degustar nos bancos do Jardim, contando (e aumentando muito) como foi a noite com aquele broto (hoje seria gata ou mina?).
Logo em seguida, sobre a marquise, no andar superior, outro letreiro, o da Rádio Difusora, cujos estúdios funcionavam ali. Já no térreo estava instalada a sinuca do Claudionor Cândido (Nonô).
Rua XV de Novembro (Calçadão) - Laguna - Ano 1994 - Foto: Valmir Guedes Jr.
Nesta outra foto, à direita o prédio com andar superior na cor amarela, onde funcionava no térreo a Barbearia Santos do “seo” Zé Barbeiro, na esquina a Relojoaria Werner do "seo" Fernando Guedes, e a tradicional Miscelânea com suas cinco portas, do "seo" João Urbano.  
Quem não apreciou seu sorvete de uva na casquinha ou o picolé de butiá? Quem não comprou uma bala de goma, um chiclete Adams antes das sessões do Cine Mussi ou Roma?
E cantarolando Belchior:

"Mas sei que nada é proibido
Até beijar você
No escurinho do cinema
Quando ninguém nos vê"

À toa na vida vendo a "banda" passar
Quem não ficou encostado às portas da Miscelânea somente vendo “a banda passar”? 
Ou buscando meigos e interessantes olhares, nem sempre correspondidos?
O famoso Olhar 43 da Banda RPM na voz do Paulo Ricardo vai surgir em meados da década de 80, maior sucesso:

(...)
É perigoso o seu sorriso
É um sorriso, assim, jocoso, impreciso
Diria misterioso, indecifrável
Riso de mulher
(...)

Saudade de mascar um chiclete Ping Pong comprado na Miscelânea ou no baleiro do seu Noé do Cine Mussi, molhar o papel com a língua para transferir as tatuagens que vinham estampadas. 
Depois pressioná-lo em nossos braços e dorsos das mãos ou nas peles rosadas de ingênuas namoradinhas e amiguinhas, o que já era considerada uma precoce conquista.
Tatuagens que, assim como aqueles nossos verdes anos, eram efêmeras e na primeira lavadela iam embora de nossos corpos.
Mas, como se percebe, ficaram grudadas e estampadas em nossas memórias. 
Para todo o sempre.
Volta, passado de mil delícias!
Ai... Ai... Saudade... Saudade...

P S: E aí leitor e leitora, não tem lembranças das guloseimas do seu tempo? Lugares, (hoje diríamos points) modas e dizeres que marcaram a sua época?

25 maio 2023

Feira Medieval no Colégio Stella Maris

     Colégio Stella Maris convidando alunos, pais, professores e comunidade em geral, para a VIIª FEIRA MEDIEVAL.

É uma viagem pela história onde o visitante terá a possibilidade de voltar ao tempo com o Acampamento Medieval.
Figurinos, animais e cenários da época em um período caracterizado pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial, supremacia da Igreja Católica, sistema de produção feudal e sociedade hierarquizada.
Além de um passeio pelas Cruzadas e o drama das pessoas assoladas pela epidemia da Peste Bubônica.
Este projeto pedagógico em todas as edições anteriores já teve a participação de mais de 8 mil pessoas, entre escolares e visitantes em geral.
Venha viver essa emoção! 

Quando: 26 de maio de 2023 - Sexta-feira)
Horário: 8h às 16h30m
Local: Colégio Stella Maris (Entrada pelo portão do Ginásio de Esportes)
Maiores informações: Professor Rodrigo Bento (48) 99856-1953