06 setembro 2016

Na Semana da Pátria de 1950 o Rio Grande do Sul homenageou Laguna

As comemorações cívicas da Semana da Pátria em 1950 começaram com a tradicional corrida do Fogo Simbólico partindo de nossa cidade em direção a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Laguna foi indicada por iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, que a sugeriu à Liga de Defesa Nacional.
O motivo da escolha foi o passado histórico da cidade Juliana, ligado profundamente à conquista e povoamento do solo rio-grandense.
Da Laguna partiram os pioneiros povoadores, como João de Magalhães (genro de Francisco de Brito Peixoto), João Rodrigues Prates, Domingos Gomes Ribeiro, José Vicente Bandeira, João Braz Lopes, e outros que em 1725 se transferiram para as estâncias do sul e ali fixaram residência.
Um cartaz confeccionado pela Liga da Defesa Nacional - Diretório do Rio Grande do Sul, especialmente para divulgação do evento, mostra o percurso percorrido, os municípios por onde passou a Tocha até o seu destino.

Foto: Valmir Guedes Jr.

O Fogo Simbólico partiu de nossa cidade em 27 de agosto de 1950, levado até Florianópolis e depois seguindo por São José – Palhoça – Bom Retiro – Lages – Vacaria, cruzando diversos municípios da Serra Gaúcha e se desdobrando nas chamadas centelhas por várias outras localidades, praticamente cobrindo todo o vizinho estado. Chegou finalmente a Porto Alegre à zero hora do dia 1º de setembro daquele ano.
O desenho de um atleta no canto superior direito também se destaca na publicação, assim como um texto de abertura onde está escrito:

“Laguna é uma célula-mater na formação territorial e racial do Rio Grande do Sul.
Era a mais avançada das possessões portuguesas quando em 1860, Manuel Lobo fundou a Colônia de Sacramento, na atrevida e previdente marcha da política lusitana sobre o Rio da Prata.
Entre Laguna e Colônia – um deserto – que seria o Rio Grande... E esse Rio Grande, construído com o sangue, o suor e a lágrima de uma geração de heróis, teria um berço: Laguna”.

 Logo após, um belo escrito do poeta, jornalista, político e historiador Afonso Aurélio Porto, especialista na história do Rio Grande do Sul:

“Outros palmilharam os nossos rincões. Viram desdobrarem-se à frente numa alucinação gloriosa de beleza, as verdes planuras do meu pago, onde no dorso dos baguais indomáveis voaram os minuanos ginetes, sopesando as lanças legendárias, iluminuras fantásticas de primitivas arrancadas heroicas.
Outros desbravaram as serranias imperrias imperiais, estacando de súbito nas verdes clareiras iluminadas de sol, ante os desnivelamentos abruptos a cavaleiro dos pampas, verdes lençóis revoltos de pastagens, que seriam mais tarde o cenário magnífico em que os filhos dos lagunenses fundariam a primeira estirpe dos gaúchos.
Outros vieram e passaram. Mas vós ficastes. E o gaúcho deve proclamar com orgulho a sua filiação histórica”.

A solenidade cívico, religiosa e esportiva começou em nossa cidade às 7h15m do dia 27 de agosto, um domingo, na Praça Floriano Peixoto (hoje Vidal Ramos), com concentração de alunos dos estabelecimentos escolares, associações esportivas, associação de escoteiros e as Bandas Carlos Gomes e União dos Artistas.
Quinze minutos depois uma missa foi oficializada na igreja Matriz pelo padre Gregório Warmeling, da Paróquia Santo Antônio dos Anjos. A tocha foi acesa pelo vigário na “lâmpada sagrada da nossa igreja” e em seguida entregue ao prefeito da Laguna Alberto Crippa, que a conduziu pelas ruas Jerônimo Coelho e Raulino Horn até a Praça da Bandeira (hoje República Juliana).

O prefeito da Laguna Alberto Crippa, conduzindo a Tocha do Fogo Simbólico da Pátria, na então Praça da Bandeira. O segundo da esquerda para direita é o professor Ruben Ulysséa. Na extrema direita Júlio Marcondes de Oliveira.
Foto: Bacha
No local foi acesa a pira especialmente instalada à ocasião, cantado o Hino Nacional, e hasteada a Bandeira pelo jornalista Túlio de Rose, redator esportivo dos jornais Correio do Povo e Folha da Tarde e organizador da Corrida Simbólica.
Professor e historiador Ruben Ulysséa discursa na solenidade.
De costas o prefeito Alberto Crippa. Foto: Bacha
Durante as solenidades usaram da palavra o historiador lagunense, professor Ruben de Lima Ulysséa, e os deputados estaduais lagunenses Armando Calil Bulos e Oswaldo Rodrigues Cabral. (Sim, sim, leitor, é isso mesmo que você leu, Laguna já teve dois deputados na mesma legislatura!).
O dr. Tupi Barreto leu as mensagens enviadas ao povo lagunense pelo governador do Rio Grande do Sul, Walter Jobin, e pelo prefeito de Porto Alegre, Ildo Meneghetti.

O prefeito Alberto Crippa junto aos atletas que conduziram o Fogo Simbólico.
E finaliza toda garbosa a reportagem do jornal O Albor, há 66 anos atrás, descrevendo o final do evento, em extenso parágrafo, de um fôlego só, de onde retirei algumas dessas informações:

“E em presença de grande multidão que se encontrava na praça e ruas adjacentes, entregou o prefeito Alberto Crippa o facho simbólico da Pátria ao primeiro atleta, que sob vibrante salva de palmas circulou a Praça da Bandeira, partindo então, para sua gloriosa jornada cívica, deixando a arder de alegria e patriotismo não somente a pira simbólica no altar da Pátria, mas os corações agradecidos dos filhos de Brito Peixoto e João Magalhães, os intrépidos desbravadores de sertões e descampados, nas terras no sul, onde se levanta hoje a joia maravilhosa dos pampas e flameja a nossa querida bandeira, ao lado da gloriosa flama dos bravos farroupilhas”.

05 setembro 2016

BNDES explica porque as obras do Mercado Público da Laguna estão paradas

As obras de restauração e adequação do Mercado Público da Laguna seguem paradas pela falta de liberação de recursos. O BNDES explica as causas

O Banco, através de correspondência enviada à Câmara de Vereadores de nossa cidade, mostra os motivos das obras estarem suspensas.
O ofício recebido atende requerimento do vereador Andrey Pestana de Farias (PSD), que no Grande Expediente desta segunda-feira fez pesadas críticas ao prefeito Everaldo dos Santos sobre o fato. 
"Falta é competência e vergonha na cara pro prefeito. Se tivesse, a cidade não estaria desse jeito", disse o vereador. Que foi além, ressaltando que "Há muitas autoridades que vão para as rádios para falar bobagens".

Foto: Elvis Palma
Em sua correspondência o BNDES esclarece que, “no momento, a liberação de recursos ao projeto de restauração do Mercado se encontra suspensa por motivos externos a este projeto específico, mas relativos à Beneficiária do apoio, ou seja, a Fundação Lagunense de Cultura”.

E quais seriam esses motivos externos?
Diz o BNDES que “A Fundação Lagunense de Cultura não comprovou, até o momento, a adequada execução física e financeira dos projetos culturais de implantação do Memorial Tordesilhas e de execução do Projeto Museográfico do Museu Casa de Anita, ambos apoiados pelo BNDES no âmbito do contrato”.

O BNDES também informa que em setembro de 2015 tomou ciência a partir de ofícios do Departamento da Polícia Federal de Santa Catarina, “da instauração de investigação criminal com o propósito de apurar, dentre outros fatos, a suspeita de crime no processo licitatório para a contratação dos prestadores de serviços responsáveis pela execução desses dois projetos”.

Logo, a liberação de recursos para o Mercado Público só poderá ser retomada com a correta execução dos dois Projetos acima citados. 
Foto: Valmir Guedes Jr. Placa não mais existente defronte ao Mercado.

Na obra, será investido um total de R$ 3.779.742,16. O BNDES informa também que foram reembolsados até agora R$ 1.200.000,00, que corresponde a 31,7% do valor total. O prazo de conclusão para o término da obra, já expirado há mais de quatro meses, foi de 15 de abril de 2016.
E finaliza o BNDES que “na impossibilidade do cumprimento, serão aplicadas as devidas penalidades previstas em Contrato”.

Eis a verdade dos fatos, senhores. Nada mais
Enquanto não se resolverem as prestações de contas, as pendengas judiciais dos Projetos Memorial Tordesilhas e do Museográfico Casa de Anita, as obras do Mercado Público com recursos do BNDES não terão continuidade.

O prefeito Everaldo dos Santos promete pelas rádios a inauguração da obra do Mercado para este ano. Não passa meramente disso: uma promessa feita a meros quatro meses de deixar a prefeitura. Mais uma que não será cumprida.

Eis um péssimo exemplo de má gestão do poder público municipal. É por essa e outras que Laguna está como está.

Que o novo prefeito da Laguna eleito e empossado para o próximo mandato descasque mais esse abacaxi que será herdado.

Se "santinho" ganhasse eleição...

Eleições municipais de 1996. Um candidato a vereador por Laguna não confeccionou  seu "santinho" e ganhou o pleito com 848 votos. Seu nome? Hugo Bittencourt Ribeiro (PFL).

Em meu jornal Tribuna Lagunense da semana seguinte, pretendia trazer as fotos de todos os eleitos, prefeito, vice e vereadores. Mas como fazer se faltava um retrato  para completar a página?

Fui até a lanchonete Brasão, do Chico, encontrei o seu Hugo batendo papo com o João Vicente, no cafezinho. Pedi licença e fiz a foto do vereador eleito, no mesmo tamanho e perfil dos demais. Ficou igualzinha a de todos eles.

A galeria saiu completa no jornal, com os então 15 vereadores eleitos. Com isso os colecionadores de figurinhas (santinhos) puderam completar seus disputados álbuns.

Álbum de figurinhas

Já é uma tradição. A cada eleição o pessoal monta seus próprios álbuns de figurinhas com os "santinhos" (propaganda) dos candidatos a vereador, prefeito e vice.

Antônio Carlos Marega e Edésio Joaquim estão entre os maiores colecionadores da Laguna desse tipo de material de divulgação eleitoral.
Diz o Edésio que há figurinhas fáceis, antigamente chamadas de “chernes” e que rolam aos milhares por aí. Dá até pra jogar bafo com elas.

Mas há também, como em todo álbum, as difíceis de se encontrar, parecendo que os candidatos não as imprimiram ou não as distribuem, ou as escondem por vergonha, ou sei lá o quê. 
Se ainda fossem figurinhas carimbadas dava pra receber algum prêmio... uma batedeira, um ferro elétrico, um liquidificador, uma bola...

Candidato a vereador pede socorro

Vai entrar para o folclore político da Laguna, ora se não vai.
Um candidato a vereador, dos mais conhecidos, é visto diariamente percorrendo o centro da cidade, principalmente no trecho entre o Museu e ruas Raulino Horn e Gustavo Richard.

E o que tem isso de tão importante?
Bem, a cada conhecido que encontra, mesmo estando do outro lado da rua, grita o nome do eleitor e clama aos céus, desesperado pelo seu voto:

- Fulano, me ajuda!

Um mês sem o sino do Museu

Hoje, 5 de setembro, completa exatamente um mês que o Museu Anita Garibaldi amanhecia sem o seu tradicional sino.
Jornais publicaram que um suspeito teria sido preso e que um trio teria levado a relíquia num veículo marca Saveiro para um colecionador de Imbituba, conforme informava o delegado de Polícia.
De lá pra cá mais nenhuma novidade.

Pelo jeito o sino entrou para o rol do “Laguna já teve”.

31 agosto 2016

Guerra de pedidos de impugnações

Está existindo uma verdadeira guerra jurídica, com inúmeros pedidos de impugnações de candidaturas que atingem os cinco postulantes à prefeitura da Laguna. 
A thurma "querem" ganhar no tapetão. Aguardemos as decisões da Justiça.

Jornal Diário do Sul em suas edições de ontem e hoje trouxe matérias sobre o fato. Para lê-las basta clicar aqui e aqui.

30 agosto 2016

Ausências políticas

Agora com a propaganda eleitoral começada, com reuniões e comícios sendo realizados, muitos eleitores estão se perguntando e estranhando as ausências de conhecidos correligionários nas campanhas de três dos cinco candidatos à prefeitura.
São colegas de partidos, inclusive dois deles cumprindo mandatos, que parecem estar ausentes da campanha em apoio aos candidatos dos seus respectivos partidos à prefeitura da Laguna.

Vejamos. Até agora não se viu o prefeito Everaldo dos Santos discursar nos comícios pedindo votos para o candidato de seu partido (PMDB) Mauro Candemil. O prefeito até foi visto pelas imediações no comício no bairro Progresso, semana passada, mas ficou à porta, só observando. Não subiu no palanque, nem discursou.
Não terá sido convidado? De alguma forma foi proibido de participar? Quem afinal ele está apoiando?

Já nos comícios de Samir Ahmad (PP) é notada a ausência do presidente da Câmara e vereador Roberto Carlos Alves (PP) discursando e cabalando votos para o candidato do seu partido à prefeitura. 

E finalmente, a ausência do ex-prefeito Célio Antônio (PT) nos comícios do PT, em busca de votos para a candidata de seu partido Tanara Cidade de Souza. Aliás, pelo que se tem notado, sumiram também na propaganda eleitoral da candidata a tradicional estrela e a cor vermelha do partido, que virou lilás.

Por que as ausências? O apoio explícito em palanques não é bem vindo? Tira em vez de somar?

29 agosto 2016

Tolo o lagunense não é

Nosso historiador-mor, o lagunense Oswaldo Rodrigues Cabral, já dizia que “O lagunense é gente de brio, é preciso que se previna...Perdoa, mas não esquece. E lá um dia, quando pode, cobra de quem lhe afrontou, com os juros do ridículo, a conta dos agravos...”


E continuava: “Se há gente que descobre o calcanhar de Aquiles do seu próximo num abrir e fechar de olhos é a gente lagunense”.
E mais, escrevia Cabral:

“É uma gente, que tanto ou mais que o carioca, ela cria piadas, surpreende tiques, descobre fraquezas, aplica alcunhas, “põe pitáfios”, alfineta vaidade, desmancha cartazes com uma técnica impecável. Sem alardes. De mansinho, saboreando a piada. Gozando o espetáculo das suas “marionetes”. Animando-as a que se rebolem. Rindo dos rebolados. Soprando que nem bomba de gasolina as vaidades, para depois gozar o prazer de ver o esvaziamento, dando linha aos peixes para sentir o prazer da fisgada, dando corda para que se enforquem os tolos, só para apreciar o triste dos enforcados, e isso tem enganado a muito forasteiro, muito cabra metido a besta”.

E é o que mais se vê por aí, principalmente no meio político. Quantos no passado acharam que eram os tais na Laguna e quebraram a cara cedo cedo? Quantos acharam que estavam eleitos (ou reeleitos) ou feito seu sucessor(a) e foram surpreendidos por uma reação do povo, que não esperavam? Uma reação que não era o que sentiam nas ruas? Nos abraços, nos elogios, cumprimentos e sorrisos?

Mas a história sempre se repete e há os que não aprendem com ela. Mudam os personagens, mas o enredo é o mesmo.
Basta um breve retrospecto na nossa história política-administrativa para se chegar a essa conclusão.

Que muitos políticos, principalmente os neófitos desta próxima eleição não se deixem enganar. O lagunense pode não falar diretamente, se calar quando lhe convém, não se expor para não sofrer represálias, cidade pequena e tal, mas por dentro não se faz de tolo.

Urde, quietinho sua resposta e na primeira oportunidade dá o troco nas urnas com a pouca atenção que recebe de governantes ocasionais, de representantes que fazem pouco caso de seus problemas mais preeminentes, que não atendem suas reivindicações básicas, que lhe enganam com promessas nunca cumpridas. 

O lagunense percebe ao longe os conchavos, os acertos nos bastidores, o jogar pra plateia.
Se ainda há os que pensam que somos uns amarelos da farinha, papa-siris ingênuos, rapidamente vão descobrir a verdade. E encerrar suas carreiras bem cedo. Alguns até mais cedo do que imaginam.

Tolo o lagunense não é. Nunca foi.

27 agosto 2016

É muita rede pra pouco peixe...

“Do Muito e do Pouco”, com Oswaldo Montenegro (letra) e  Zé Ramalho (Música) espelha bem a realidade, inclusive de nossa cidade. A luta desenfreada pelo poder. Podres poderes...

Muita cabeça pra um só chapéu...

Reflete o momento político que estamos atravessando, com campanhas começando a todo vapor e dezenas de candidatos em busca do precioso voto. E muitos deles meros vivaldinos por aí, ainda enganando trouxas com suas conversinhas suaves e mentirosas.

Se em terra de cego quem tem um olho é rei... Imagine quem tem os dois...

Cobras criadas

Pode-se medir a qualidade de alguns candidatos a vereador, quando somente agora passam a criticar o prefeito atual, que está a quatro meses de deixar a casa.

Enquanto estiveram lá, na Câmara, ou por algum tempo em cargos comissionados na prefeitura, e através dos seus indicados, mamando bem mamadinho, o chefe era elogiado por eles e ai de quem falasse mal de Everaldo dos Santos nas redes sociais ou em conversas.

Agora malham o prefeito na maior cara de pau, em conversas, reuniões, áudios, vídeos e até nos comícios, sem ficar corados, sem qualquer constrangimento. Oportunistas!
Acham certamente que nós os eleitores somos todos idiotas ou de memória curta.

A quem pensam que enganam? 

26 agosto 2016

Pesquisadora lagunense é premiada

Maíra Assunção Bicca, 28 anos, recebeu o 20º  prêmio Jovem Talento para Ciências da Vida, dado pela Sociedade Brasileira de Bioquímica (SBBq), por uma pesquisa em que identificou uma proteína que pode ajudar a diagnosticar a doença do Alzheimer. 

O trabalho da inteligente Maíra (filha da Vera e do Jefferson Bicca, neta da dª Hilda, não tem?), foi apresentado no Congresso da SBBq, em 22 de junho de 2016, em Natal, no Rio Grande do Norte e é fruto de Doutorado. Atualmente ela faz pós-doutorado em Farmacologia na UFSC.
Nossos parabéns à pesquisadora Maíra e que enche de orgulho a todos nós lagunenses em sua terra natal.

Reportagem completa está no Portal G1  

Você compraria um carro usado deste homem?

Em 1960, nas eleições presidenciais americanas, John Kennedy (Partido Democrata) tinha como adversário Richard Nixon (Republicano), que era conhecido como um grande mentiroso.

Mas como dizer isso sem ofender e desrespeitar ele e o povo americano?

O que fizeram então os publicitários democratas?
Numa tática de marketing político espalharam pelos Estados Unidos cartazes com a foto de Nixon e a frase estampada ao lado ou logo abaixo: você compraria um carro usado deste homem? (Would YOU buy a used car from this man?).

Analistas políticos afirmam que esta tática de marketing político causou grande estrago na candidatura de Nixon, pois fez o eleitor refletir na importância de um candidato confiável.
Kennedy ganhou a eleição.
Bem verdade que Nixon seria eleito, oito anos depois, presidente e reeleito em 1972.

Dois anos depois, em 1974, se tornaria o primeiro mandatário americano a ter de renunciar para não ser cassado por causa da mentira. Dois jovens repórteres do jornal Washington Post descobriram que a Casa Branca estava por trás da invasão da sede do Partido Democrata, no edifício Watergate, em Washington (daí o nome do escândalo).
O filme “Todos os homens do presidente”, de 1976, com Robert Redford e Dustin Hoffman mostra bem isso.

Mas, e daí? Deve estar se perguntando o leitor aqui do Blog.

Bem, é porque cada vez que me contam de certos conchavos e alianças, e ouço e vejo certos políticos da Laguna, a frase do cartaz acima me vem à mente.

Porque alguns desses políticos são notórios mentirosos, trapaceiros manjados da população lagunense pelos seus atos e fatos ao longo de suas vidas. Corruptos de quatro costados.
Políticos que em campanhas passadas já traíram amigos e familiares, não cumprindo a palavra empenhada.
Então como confiar em suas palavras e promessas no presente?

Por conta do repetitivo pula-cerca político, da venda de seus passes em leilões em bares, cafés, clubes e gabinetes, muitos desses políticos já encerraram ou ainda vão encerrar precocemente suas carreiras. Não são mais confiáveis e decepcionaram meio mundo.

Há muitos que se dizem aliados e que durante anos ficaram lá e cá, sem um norte, ao sabor dos acontecimentos, birutas de aeroporto e que a qualquer momento, bastando o tilintar das 30 moedas, se debandam para o adversário, seja ele qual for. Instantaneamente, porcamente.
Como acreditar em adesões de qualquer tipo vindas dessa gente?

Mas há candidatos que confiam - ou sei lá, fingem acreditar – nesses apoios dessa gente, falsos apoios como uma nota de três reais. 
Os candidatos pensam ser mal necessário e que mais tarde - se eleitos - simplesmente vão descartá-los. E é sempre por aí que a porca começa a torcer o rabo. Não dá para se livrar assim facilmente de carrapatos.

E daí, leitor, responda cá para nós, de certos políticos lagunenses você compraria um carro usado? 

25 agosto 2016

Quem seria?

Quem hoje na política lagunense mereceria receber o título de "Capo di tutti i capi"?
O poderoso chefão?
Existiria um só personagem que manda e desmanda, faz e acontece? Um dom Corleone?

Ou haveria vários chefões mandando ao mesmo tempo na disputa pelo poder e sustentando as mesmas práticas de há muito?

Adivinhação

O sujeito tem focinho de porco, tem orelhas de porco, tem pele de porco, tem pés de porco e tem rabo de porco, mas não é porco. Quem é?

Os candidatos que se dizem coitadinhos

Está na hora do eleitor parar de votar em candidato coitadinho que nunca foi nada, nunca administrou nada e seu único argumento é história de vida baseado em sua pobreza. Vindo da pobreza a maioria de nós veio, ora bolas. Não é passaporte para ninguém.
O que devia valer é mérito, qualidade, competência, conhecimento.

Em sujeito coitadinho já se votou no passado. E deu no que deu.

24 agosto 2016

Esqueçam o que escrevi ou o que falei, dizem alguns candidatos

O que tem de candidato por aí, tanto a prefeito ou vice, como também a vereador, tendo que engolir palavras escritas e pronunciadas no passado, nas redes sociais ou até em tribunas e palanques, não está no gibi.

E negar o que se disse ou o que se escreveu é até mais desastroso, a emenda pode sair pior do que o soneto.
Sabe por quê? Porque muitos dos leitores que leram os posts, printaram o escrito (ou salvaram áudio e vídeo) e agora diante da negação, expõe o que foi registrado lá no passado. A mentira tem perna curta, diz verdadeiramente o ditado popular.

E aí o candidato fica com cara de paisagem, até porque não há como explicar o inexplicável. Palavras lançadas são como flechas, não tem retorno.

É o tal negócio: o outro e/ou seu partido não prestava no passado e agora presta? Agora tudo bem? Agora vale? O que mudou? Tornaram-se querubins de uma hora pra outra? Agora podem estar juntos, trocando abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim? E também selfies? 
E fica o dito pelo não dito?

A isso se chama claramente de hipocrisia.

Desencanto

O que se nota em conversas pelas ruas da cidade, a despeito de somente agora a campanha realmente começar, é um completo desencanto e desinteresse da população, dos eleitores com o pleito.

É uma desilusão com a velha prática, com o sistema de ainda se fazer política, com nomes em coligações montadas em reuniões de gabinetes, sem nenhuma participação popular.

Feitas as coligações, os acertos políticos e costurados esses “casamentos”, alguns deles completamente esdrúxulos, sem nenhuma "liga" e dos quais a gente não conhece as condições presentes e futuras, as cláusulas combinadas do contrato, eis os candidatos agora em campo, em comícios e reuniões cabalando os preciosos votos.

E o eleitor? Bem... o eleitor somente agora começa a ser convidado para referendar nomes em chapas das quais não teve nenhuma participação, nenhum acesso, montadas únicas e exclusivamente por caciques que se dizem entendidos em saber o que é melhor para a população e cidade.

Pois sim!

22 agosto 2016

Desinteresse

Hoje encontrei um candidato a vereador (na verdade, agora, ele é que me encontrou). Indaguei como está a campanha.
Ele desabafou que a coisa está muito fraca, que o pessoal não está interessado e que muitos eleitores não querem nem ouvir falar em política. Alguns chegam até a xingar mesmo.
Queriam o quê? Não é para menos.

A causa deve ser o cansaço, decepção e desilusão com muitos políticos que, em chegando lá, só pensam em si e nos seus interesses. Ninguém mais aguenta papinho furado, promessas e mais promessas.