12 julho 2024

Foto-Retrô

Houve um tempo, cada vez mais distante para nós que o vivemos, em que os bailes eram ansiosamente aguardados.
Cada clube da Laguna agendava suas atrações para o decorrer do ano. Tudo combinado entre eles, até mesmo para não haver choques de datas.
Baile do Comerciário no Clube 3 de Maio em 1990.
A turma que frequentava caprichava no visu (hoje se diria look) e no perfume. Os aromas transmitiam o cheiro de uma geração.
Anúncio em 1990 de baile no Clube 3 de maio.
Para elas tubinho preto e minissaia eram obrigatórios. Não se entrava de calça jeans e tênis. Era tudo no social.
Alguns metiam (epa!) até uma gravata, que sempre nos atrapalhava na hora de se fazer os nós.
Tempos de engraxar os sapatos aos sábados, ou dar um lustre nos cascos, como também se dizia.
Baile de Aniversário no Clube Blondin em 1987.
Muitos ensaiavam as danças na sala de casa, para fazer bonito na hora H.
Entenda-se como H o momento em que se tirava o broto para dançar. 
Não vão pensar outra coisa. 
Mesmo porque "outra coisa" naqueles verdes anos era muito difícil. Mas nunca impossível, claro.
Os hormônios borbulhavam, vocês entendem. 
Ensaiava-se os passos com as amigas, com a irmã, irmão e até com pai e mãe, se estes fossem mais liberais.
E a gente dançava muuuito. Como dançávamos e cantávamos! 
Felizes, de rostos colados, abraçadinhos, sussurrando e propondo antes, como na canção do Tavito que diz:
- Muito prazer, vamos dançar, que eu vou falar no seu ouvido, coisas que vão fazer você tremer dentro do vestido.

Na maioria das vezes a cantada não dava certo. Quase sempre não colava. 
Então, como se diz hoje, a gente flopava. 
Com um pouco de sorte se podia arrasar.  Ou na gíria atual, lacrar.
Peraí! Falei lá em cima em Broto? Sim, sim, era uma expressão da década de 60, mas a gente ainda a usava em 70 e 80. 
Também chamávamos de mina, boy, gato e gata,  pão e bofe. 
Eram as paqueras.
Hoje se diz crush.
Todo mundo atrás de um crush para chamar de seu, para um date.
Atualmente o pessoal "vem de ZAP", tá cheio de "contatinhos" e caprichando na sua bio do Insta.

Os eventos eram denominados de Baile de Aniversário, Vermelho & Branco, do Champagne, das Flores, da Primavera...
No Clube 3 de Maio, no bairro Magalhães, o tradicional Baile do Comerciário acontecia sempre no mês de outubro.
Era o maior sucesso. Muita gente se conheceu nessas ocasiões, namorou e depois se casou. Bem verdade que também houve separações no correr dos anos e da vida. Faz parte.
As fotos acima são de um Baile do Comerciário no começo da década de 1990, no Clube 3 de Maio, animação musical do Conjunto Jardim Suspenso; e a do Baile de Aniversário do Clube Blondin em 1987.
Bons tempos.

05 julho 2024

Os três casamentos de Garibaldi

 
Viúvo de Anita, Giuseppe Garibaldi casou mais duas vezes. O segundo casamento terminou à porta da igreja e no terceiro matrimônio ele teve mais filhos.
    
   Anita Garibaldi foi o grande amor de Giuseppe Garibaldi, disso sabemos todos nós, afinal o romance do casal é contado em prosas, versos, peças teatrais e filmes.
Mas depois do casamento no Uruguai, dos filhos e do falecimento de Anita em Mandriole, na Itália em 1849, Garibaldi casou de papel passado mais duas vezes.
O segundo casamento foi desmanchado à porta da igreja, mediante um bilhete que Garibaldi recebeu. O matrimônio levou vinte anos para ser anulado.
O que teria acontecido?
Já com a terceira esposa, Garibaldi teve mais filhos.
Livro de Rau  "As Sucessoras de Anita Garibaldi". Na capa, além de Garibaldi, suas três esposas: Anita Garibaldi (centro), Giuseppina e Francesca.  
Não sabia disso? Os historiadores, pesquisadores e escritores de uma maneira geral não abordam esse assunto. Preferem se deter no grande romance com a nossa heroína.
Mas Rau, o maior pesquisador sobre Anita e Garibaldi, dedicou um livro ao assunto, intitulado “As sucessoras de Anita Garibaldi”.
Sobre Rau basta repetir aqui as palavras do historiador Nereu Corrêa que disse: “É o autor da mais completa biografia que se escreveu até hoje sobre a imbatível companheira do corso italiano”.

Sem dúvida. Seu livro “Anita Garibaldi, o Perfil de uma Heroína Brasileira” é uma vasta e riquíssima biografia da lagunense.
Mas Rau foi adiante, e nos trouxe episódios da segunda e terceira núpcias de Garibaldi, adentrando à vida privada do guerreiro romântico e idealista, que tanto lutou pela liberdade dos povos.
Ele também cita autores italianos que abordaram o assunto, como Vittorio Polli, A. Luzio, além de Mino Mulinacci com “La Bela Figlia del Lago”; e “Garibaldi – Giuseppina Raimond – Gigio Caroli”, de Vittorio Polli.

O primeiro casamento em 1842: Anita Garibaldi

Anita Garibaldi em pintura
de Willy Zumblick
     Ana de Jesus Ribeiro, a nossa Anita Garibaldi, conheceu seu futuro marido em nossa cidade, em 1839, aos 28 anos de idade. Casou-se com Garibaldi em 26 de março de 1842 em Montevidéu, no Uruguai. Da união nasceram os filhos Menotti, Rosita, Terezita e Ricciotti.
Após a morte da esposa em Mandriole, nos pântanos de Comacchio, na “Retirada de Roma”, de San Pancrazio a San Marino, na Itália, em 4 de agosto de 1849, passou-se dez anos.
Durante esse tempo, exilado de sua pátria, Garibaldi circunavegou o globo terrestre, onde visitou, entre outros lugares, os Estados Unidos, a China, a Austrália e a Inglaterra. Conheceu muitas mulheres nesse período.
Na volta, autoexilou-se na Ilha de Caprera.

O segundo casamento em 1860: Marquesa Giuseppina Raimondi

Giuseppina Raimondi
Foto do livro de Rau.
    Diz Rau em sua obra, que Garibaldi conheceu a Marquesa Maria Carolina Giuseppa Raimondi, chamada de Giuseppina na noite de 25 de maio de 1859.
Giusepina era uma jovem moça de 18 anos, filha de marquês. Seu pai Giorgio Raimondi era riquíssimo, militante e admirador de Garibaldi.
Apesar da diferença de idade, 34 anos, o general Garibaldi por ela se enamorou. Passado um tempo, e depois de intensa troca de cartas, a pediu em casamento.
    Informa Rau que Giuseppina era criada em ambiente mazziano da “Jovem Itália”.
O general a fascinava, “mas não amava o maduro general. Para ela nada havia de especialmente excitante”.
Além do mais, ela já namorava às escondidas há mais de um ano, “um brioso oficial de cavalaria do Regimento de Saluzzo, o rico Bergamasco Luigi Caroli”.
Rau analisa dizendo: “Sua vaidade de moça de dezoito anos a dominou: o homem mais amado da Itália, herói e quase mito, a quem de certa forma também ela mesmo admirava, desejava-a para esposa. Feita sucessora de Anita, seria distinguida e invejada por toda parte”.
Marcada a data do festivo casamento em 24 de janeiro de 1860 entre o general cinquentão e a jovem mulher, num palacete em Fino Mornasco, residência do sogro.
Para lá se dirigiu Garibaldi onde se hospedou. Não era a primeira vez. Por conta de uma queda de cavalo um mês antes ali já havia estado por mais de uma quinzena.
Rau diz que teria havido enlaces noturnos, encontros íntimos entre os nubentes. Para Rau, intenção era “construir certeiro álibi para confundir a data de uma concepção”.
O que muitos não sabiam é que Giuseppina estava em gestação de dois meses. Grávida, mas não do noivo e sim do oficial de cavalaria, Luigi (Gigio) Caroli.

Uma carta é entregue 
Terminado o ato oficial, tendo como celebrante o padre Felippo Gatti, os recém casados deixam a capela particular da Villa. E é só nesse momento que Garibaldi recebe uma carta anônima “que denunciava, com detalhes irrefutáveis, a mais recente das persistentes infidelidades da mulher que acaba de desposar”.
O general lhe estende o papel e indaga se é verdadeiro o conteúdo. 
- É vero?
Ela não contesta.
A carta chegou com atraso de uma hora, para escândalo dos mais de duzentos convidados.
O general se retirou para Milão e de lá, pelo porto de Gênova, seguiu para sua Ilha de Caprera.
Giuseppina retirou-se para a Suíça, juntamente com oficial Luigi. Em agosto daquele ano de 1860 deu à luz a um natimorto. Antes disso, o oficial já a havia abandonado. Nunca mais se encontraram.
Mais tarde Luigi escreverá dezenas de cartas para ela, que não as responderá.

Vinte anos para anulação
E durante mais de vinte anos o general Garibaldi lutou pela anulação do matrimônio.
“O maior entrave às démarches anulatórias era a posição assumida por Giuseppina que a manteve irredutível até o fim da vida, negando sempre ter estado grávida de outrem quando desposou Garibaldi”.
Só em 14 de janeiro de 1880, passados vinte anos, a Corte de Apelação em Roma declarou a tão almejada Nulidade do Casamento.
Aceitou-se a fórmula do “casamento realizado, mas não consumado”.
Garibaldi voltou a condição de viúvo de Anita.
Já Giuseppina, também desimpedida, casou-se em 1881 com Ludovico Mancini, que veio a falecer em 1913.
Em 1918, aos 77 anos de idade, faleceu Giuseppina, viúva e sem filhos.
Já o oficial de cavalaria Luigi “não mais obteve louros na carreira militar”. Foi repudiado pelos garibaldinos.
Somente em 1863 foi aceito no Corpo de Voluntários Italianos para lutar a favor da Revolução Polonesa contra a Rússia. Morreu prisioneiro em Kadaya, ao norte da Mongólia, em 8 de junho de 1865, aos 31 anos de idade.
Mais tarde descobriu-se que quem escreveu a carta anônima foi um primo de Giuseppina, o marquês Pietro Rovelli, que tinha um verdadeiro dossiê de todas as suas aventuras.
O motivo teria sido vingança por ter sido repelido ou abandonado pela prima.

Rau entende que “A História do Ressurgimento Italiano não pode omitir a marquesa Raimondi; mas coloca-a discretamente à margem e bastante inferiorizada”.
“Não representou para a vida pública do Herói dos Dois Mundos mais do que um importuno “acidente”, ressalta.

O terceiro casamento em 1880: Dona Francesca Armosino

Dona Francesca Armosino Garibaldi.
Foto do livro de Rau.
     Após a anulação, Garibaldi casou-se em cerimônia discreta em 26 de janeiro de 1880 com Dona Francesca Armosino Garibaldi e pode assim legitimar seus últimos filhos Clélia e Manlio Garibaldi, já com treze e sete anos, respectivamente. Houve ainda Rosa, falecida em tenra idade.
Dona Francesca era governanta da casa de Garibaldi em Caprera. Competente e fiel enamorou-se do maduro general. Dirigiu a vida doméstica e sempre esteve ao seu lado.
Garibaldi faleceu com 75 anos, em 2 de junho de 1882, na Ilha de Caprera, única propriedade que deixou, hoje tombada como monumento nacional da Itália e onde está sepultado.
Francesca faleceu em 1923.
Em 1932, a filha Clélia, não permitiu a transladação dos restos mortais de Anita Garibaldi de Nice para Caprera, obrigando Benito Mussolini a optar pelo Monte Gianicolo, em Roma, onde jazem os restos mortais da heroína.
Clélia faleceu aos 92 anos, em 1959.

Final

E finaliza Rau em sua obra: “Na vida de um homem pode haver amores, - mas um só Amor”. 
E sobre os amores de Garibaldi:
“Nenhuma das sucessoras conseguiu preencher a lacuna que lhe ficou com a morte de Anita.
Nenhuma tornou-se o esteio íntimo que perdera; nenhuma foi capaz de renovar-lhe aquele discreto, mas eficiente apoio moral de que todo homem de ação necessita de parte de sua companheira no ideal”.

01 julho 2024

Foto-Retrô

             

Áureos tempos na década de 1980 da Rádio Difusora, transmissão do desfile de carnaval das Escolas de Samba de 1987 na rua Gustavo Richard. 
Radialistas Paulo Cereja, Lourenço Fernandes e Celso Fernandes, juntamente com o saudoso Jacob Zin (de óculos), membro da Comissão Municipal de Carnaval. A turma do rádio está na estrada faz tempo.
Aliás, foi em 1987, o primeiro ano em que o desfile foi realizado na Gustavo Richard, ainda com o prédio da antiga Rodoviária que na véspera do carnaval do ano seguinte foi demolido. Gestão do prefeito João Gualberto Pereira-Rogério Wendhausen.

29 junho 2024

Leda Veiga Silva comemorou 100 anos de vida

          Quando ela aniversariou em 13 de abril último, este Blog estava em recesso, bem por isso não pude assinalar a importante data.

D. Leda e seus 100 anos de vida. Foto: Álbum de família.
     Mas não posso deixar de registrar aqui, mesmo passadas algumas semanas, os cem anos de aniversário da d. Leda Veiga Silva, viúva do saudoso seresteiro Manoel Silva, músico que já foi tema de matéria nesta página.
Aniversário da d. Leda foi comemorado em Florianópolis, junto aos familiares, entre eles os filhos Adolfo Pedro, Amélia Izabel e Aimara, mais netos, bisnetos e amigos.
D. Leda com os filhos Aimara, Adolfo Pedro e Amélia Izabel. Foto: Álbum de família

A lagunense Leda é filha de Adolpho Carlos da Veiga e de Amélia de Bittencourt Veiga e nasceu em 13 de abril de 1924. Em maio de 1952, casou-se com o “Seresteiro Canta”, Manoel Silva.
O casal de noivos Manoel Silva e Leda Veiga, num registro em 1952 defronte à Estátua dos Trabalhadores, no Magalhães. Foto: Álbum de família

Sobre sua mãe disse o filho Adolfo Pedro: 
"Para nós, o segredo dessa disposição e força é seu bom humor. Ela interage e resgata suas memórias para a gente, gosta de ver TV, documentários, ouvir boa música, conversar e não perde os programas de Silvio Santos”. 

Daqui deste espaço vai os nossos parabéns à matriarca d. Leda pela marca histórica, e que neste mês dedicado a Santo Antônio dos Anjos e o dia de hoje a São Pedro, sejam de bênçãos sobre ela.

27 junho 2024

Filha e neta de lagunenses é vice-campeã em Jiu-Jitsu

 
A atleta Valentina de Bittencourt Machado, de 12 anos, conquistou a medalha de prata na categoria infantil de Jiu-jitsu em competição realizada em São Paulo.
Valentina de Bittencourt Machado. Foto: Divulgação.
O evento, promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-jitsu (CBJJ), aconteceu no último fim de semana em Barueri-SP, com a participação de milhares de atletas de 4 a 15 anos de idade do Brasil e de outros países.
A jovem atleta, nascida em Tubarão, é filha de Karol Bittencourt e do lagunense Fernando Barreiros Machado que é filho da avó coruja de Valentina, Tânia Maria Barreiros.
Valentina, que treina Jiu-jitsu desde os oito anos, conquistou no ano passado o ouro no mesmo evento. Ela já possui diversos títulos em sua carreira.
Nossos parabéns à jovem atleta e sua orgulhosa família.

 

25 junho 2024

Chega logo 2025!

          A frase acima é a que mais se ouve hoje em dia em todas as localidades da Laguna e a que também se lê nas redes sociais.
É o desejo de muita gente para que esses últimos estertores seis meses dessa desastrada gestão, passem rápido. Gestão que não vai deixar nenhuma saudade nos anais da nossa história.                       

Não ao continuísmo
Ficamos também nós na torcida para que o eleitor lagunense em outubro vindouro não vote no continuísmo, em candidatos que já estiveram na cadeira de prefeito e vereador e que muito pouco fizeram, frustrando seus eleitores.
Aliás, tem vereador que parece que só agora acordou, vendo e abordando os problemas da cidade. Antes ficava caladinho, caladinho. 
O que uma eleição não faz né?
Que o eleitor lagunense não vote em candidatos sazonais, oportunistas, que só aparecem como as olimpíadas, de quatro em quatro anos, não participando da vida da cidade, não sentindo no dia-a-dia os problemas, reivindicações e frustações dos cidadãos.
Afinal, não se pode votar no velho e querer o novo. Não mudar nada e querer que o resultado seja diferente.
Como plantar espinheiro e colher figo, não é o que a Bíblia diz? Colhemos o que semeamos, não é verdade?
Há que se arriscar em mudanças e ter esperança em melhores dias para Laguna. Mesmo porque sem esperança a gente nem levanta da cama pela manhã.

Cem dias ou Sem dias de governo?
Pois bem. Antigamente, e ainda hoje em alguns órgãos de imprensa, é praxe uma análise crítica dos primeiros 100 dias de um governo, de uma gestão.
Em 2021 não esperei completar os 100 e com apenas 74 dias fiz uma análise neste Blog da gestão de Samir Ahmad e Rogério Medeiros que iniciava.
Todos os problemas básicos que hoje se avolumam por toda a Laguna, como coleta de lixo, iluminação pública, falta de medicamentos, postos de saúde fechados, mato, buracos e vias intransitáveis (lama), etc., nas localidades foram citados na matéria que intitulei:


Evidentemente que todas as denúncias posteriores, através de CPIs e CPs criadas, não foram abordadas na ocasião porque ainda não tinham acontecido. Talvez suas causas já estivessem em gestação.

Eternos aspones
Na época, dois ASPONES me disseram que fui crítico demais em minha análise, que fui precipitado.
Respondi que o tempo mostraria.
Fui visionário, leitor?

Claro que não. O que escrevi naquele momento era pura observação da maneira que a banda tocava. E como diz o pessoal, a boca não era boa, a música era desafinada, roufenha, com vários maestros no comando da batuta.
Não podia dar certo. Como não deu.

Quanto aos dois aspones, eles mamaram bem mamadinho durante todo esse tempo e só depois que viram a água chegando no convés, batendo em suas peludas bundas, pularam fora do barco ou foram postos para fora da embarcação, andaram na prancha.
Aliás, os dois já estão de malas prontas apoiando o novo-velho, como ASPONES que sempre são.
É o tal negócio, é preciso garantir sempre o leitinho das crianças e bem por isso eles atravessam os anos em seus cargos de lambe-botas, de baba-ovos.

Se houver curiosidade e o leitor cá do Blog desejar (re)ler a matéria que escrevi em 14 de março de 2021, menos de três meses da posse desta gestão, basta clicar no título lá em cima ou AQUI e viajar para lá. 
Lá onde muitos dos que hoje criticam pelas redes sociais e nas conversas, elogiavam e batiam fotinhos sorridentes ao lado do atual gestor.

24 junho 2024

Os Vips já estiveram na Laguna

       Morreu na madrugada do último sábado (22), Ronald Antonucci, aos 82 anos, que formou a dupla Os Vips com seu irmão caçula Márcio.
   Os Vips já se apresentaram na Laguna nos anos 1990.

Festa de arromba 
Foi num sábado, 7 de outubro de 1995 no Clube Congresso Lagunense. Casa cheia, maior sucesso, um baile inesquecível onde todos nós dançamos e cantamos muito, nos embalos da Jovem Guarda.
Ronald Antonucci, da dupla Os Vips. Divulgação
Era mais uma excelente promoção da diretoria daquela tradicional sociedade que nos anos de ouro de 1990, trouxe Os Fevers, Os Incríveis, Renato & Seus Blue Caps, Golden Boys, Alcione, Oswaldo Montenegro e Peninha.
Anúncio jornal Tribuna Lagunense de 30 de setembro de 1995.
O Congresso tinha na época como presidente Luiz Fernando Schiefler Lopes, Jupy Viana de Oliveira (vice-presidente) e uma diretoria formada por Domingos Carvalho da Rosa, Marco Antônio G. Nicolazzi, Cid César Liberato Miró, Antônio Luiz da Silva Coelho (Cabide), Humberto José da Silva (Pigale), Humberto da Silva Costa, Jackson Barbosa Siqueira, Edson Remor Guedes, Luiz Paulo Martins, Luiz Eduardo Ulysséa Rollin e Danilo Prudêncio da Costa
Ronald Antonucci que faleceu neste fim de semana, era o último integrante da dupla Os Vips. O irmão caçula Márcio Augusto Antonucci em que formava par, faleceu em 2014.

Ainda no sábado, antes da apresentação em nossa cidade, a dupla Os Vips almoçou no Restaurante Casarão, do Jackson (Jáco) Barbosa Siqueira, juntamente com a diretoria do clube e imprensa.
Na época, fiz uma entrevista para meu jornal Tribuna Lagunense, com participação do Marquinho Nicolazzi, fã, admirador e profundo conhecedor do movimento Jovem Guarda.
Reproduzo abaixo a entrevista e mais duas únicas fotos que tenho em meu arquivo. Clique para ampliar:
Tribuna Lagunense de 28 de outubro de 1995.


Ronald e Márcio Antonucci de Os Vips, cantando no Clube Congresso Lagunense em 7 de outubro de 1995.


Parabéns Salete

         Ao lado de familiares e amigos, aniversariou no último sábado, seus 78 anos, Maria Salete Folchini Barreiros, esposa do procurador de justiça aposentado, Sidnei Bandarra Barreiros.
      Daqui deste espaço nossos mais sinceros parabéns, desejando muita saúde e felicidades a Salete, de espírito jovem, pessoa do bem, exemplo de superação e de força de vontade. Fotos: Elvis Palma

Sidnei e Salete

Salete rodeada pelo marido Sidnei, filhas Elisângela e Wilza Carla, genros Clodoaldo e Manolo, a neta Alice e os netos Enzo e Miguel.

20 junho 2024

Foto-Retrô

          No retorno da seção Foto-Retrô, a turma do segundo ano primário do Colégio Stella Maris em 1960, professora Zoraide, posa na escadaria do Museu Anita Garibaldi. .
No topo, sob o arco, o histórico e hoje desaparecido sino. 
Foto gentilmente cedida pela assídua leitora deste blog, Irene Vieira Souza, residente em Florianópolis.

Clique para ampliar.

De baixo para cima, por degrau, da esquerda p/direita:

Mário Fortunato Filho 
Jorge Freitas
Enio
Aurélio Campos Rótolo

(?)...
Amélia 
Ângela Sebolt
Cleusa
Edna Kfouri

Regina Mattar
(?)...
Rosângela Cunha
Glória

Raquel Freitas Siqueira 
Maria Otília Mariah
Tânia Abrahão Miranda
Leopoldina 

Lucy do Vale Pereira
(?)...
Vera
Professora Zoraide
(?)...
Irene Souza

17 junho 2024

Relíquia de Santo Antônio: histórica e sagrada peça existente na Laguna

Dentre as relíquias histórico-religiosas existentes em nossa Matriz, encontram-se a imagem do nosso padroeiro e a tela de Nossa Senhora da Conceição pintada por Victor Meirelles em Roma, em 1856. 
O próprio corpo da igreja como um todo é um bem maior, prédio edificado em 1735 em estilo barroco com quatro altares folheados a ouro. 
Além delas, existe a chamada relíquia de Santo Antônio, peça que foi exposta aos fiéis durante as recentes festividades em honra ao padroeiro.
A Relíquia de Santo Antônio (falange) guardada no ostensório. Foto: Elvis Palma

O ostensório dourado contendo a relíquia (falange) de Santo Antônio em exposição durante as festividades deste ano, defronte ao altar de Nº Senhora do Bom Parto. Foto: Isabel Lameira

Histórico
A relíquia de primeiro grau (uma falange) de Santo Antônio foi trazida da Basílica de Pádua (Itália) dentro de uma pequena urna em 1971 pelo padre Claudino Biff, então pároco da nossa Matriz.
O Vaticano considera relíquia de primeiro grau as partes do corpo de um santo.
Já pedaços das vestes ou de acessórios como chapéus, etc., são consideradas de segundo grau.
Relíquias de terceiro grau é qualquer objeto que o santo tenha usado ou tocado.

O empréstimo
Nos dias 12 e 13 de março (sexta e sábado) de 1971, a dois dias de sua posse como governador nomeado de Santa Catarina, o lagunense Colombo Machado Salles esteve em visita à Laguna.
Aqui foi recepcionado com grande festa pelos lagunenses, seus muitos amigos e familiares.
Almoços, jantares, desfiles de bandas, militares e escolares marcaram o período que aqui esteve.
Na noite de sábado foi realizada uma Missa em Ação de Graças na nossa Matriz, quando o então pároco Claudino Biff ofertou a Colombo Salles uma Bíblia e uma pequena urna contendo o fragmento de um osso (falange) de Santo Antônio.
A relíquia, em caráter de empréstimo, visava permanecer em poder do governador durante seu mandato (1971-1975).
A concessão foi efetuada após o Papa Paulo VI haver dado a devida autorização, já que o objeto pertence ao patrimônio da Igreja.
O gesto teve caráter sentimental, pois Santo Antônio era padroeiro espiritual de Colombo Salles, falecido aos 97 anos em 14 de novembro do ano passado.

O retorno da relíquia
Em 4 de junho (sexta-feira) de 1999, durante a trezena de Santo Antônio dos Anjos, em que foi orador, o ex-governador Colombo Salles em rápida cerimônia às portas da igreja, devolveu a urna com a relíquia às mãos do pároco Antônio Gerônimo Herdt tendo como testemunha o prefeito da Laguna João Gualberto Pereira.
Padre Antônio Gerônimo Herdt no momento exato em 4 de junho de 1999 em que recebia de volta a urna contendo a relíquia de Santo Antônio. À direita, na foto, de perfil, o prefeito João Gualberto Pereira.
Foto: Valmir Guedes Júnior

Padre Herdt quando adentrava à igreja com a urna contendo a relíquia de Santo Antônio. Ao fundo o membro e então provedor da Irmandade do Santíssimo Sacramento e Santo Antônio dos Anjos, Maurício Carneiro. Foto: Valmir Guedes Júnior

Diversos contratempos nos anos anteriores haviam impedido o retorno da valiosa peça à nossa cidade.
Jornal Tribuna Lagunense de 11 de junho de 1999. Edição nº 86
À ocasião, registrei em duas fotos exclusivas o especial momento para meu jornal Tribuna Lagunense.
Alguns meses depois, a histórica e sagrada peça foi colocada sob proteção num ostensório dourado. É a relíquia que agora foi exposta aos fiéis, durante as últimas noites das trezenas, como mostram as duas primeiras fotos acima, de Elvis Palma e Isabel Lameira.

Outras relíquias pelo Brasil
Em várias igrejas, santuários e mosteiros do Brasil existem relíquias de santos e mártires do cristianismo.
Em Nova Trento (SC), no Santuário, existe em exposição um osso do braço da Santa Paulina.
Na cidade de Terenos, no Mato Grosso do Sul, no Santuário de Santo Antônio de Pádua, existe um pedaço mumificado da pele do rosto do santo.
Na Igreja de São Francisco, em Salvador, na Bahia, há um relicário com fragmento do osso do fêmur de São Francisco de Assis. No Mosteiro de São Bento, em São Paulo, existem relíquias de vários santos beneditinos.
São relíquias veneradas por milhares de fiéis, que acreditam poder interceder por suas necessidades e intenções de oração a Deus.
As celebrações e festividades em torno dessas relíquias atraem devotos de todo o país e até mesmo de outras partes do mundo, no que conhecemos como turismo religioso.

FIM DO RECESSO

Depois de alguns meses em recesso deste BLOG visando algumas pesquisas para meu próximo livro, retorno hoje com a programação normal.

Vamos que vamos.