Âncora e
objetos
Por conta das escavações que estão sendo realizadas
nas ruas da Laguna devido às obras da instalação do esgoto básico, a todo o
momento surge uma descoberta.
Há poucos dias, por exemplo, na avenida
Colombo Machado Salles, bem defronte ao cais de granito, operários depararam-se
com uma âncora com corrente. Garrafas de vinhos, pedaços de cerâmicas, cacos de
xícaras e pires também. O trabalho vem sendo acompanhado por técnicos e arqueólogos
da empresa Sapienza.
A ancora encontrado é uma almirantado, muito usada por marinheiros no século XVII até XX. Toda de ferro com mais de dois metros de altura. Será analisada em laboratório.
A ancora encontrado é uma almirantado, muito usada por marinheiros no século XVII até XX. Toda de ferro com mais de dois metros de altura. Será analisada em laboratório.
O arqueólogo Alexandro Demathe lembra que a
margem da lagoa era mais para dentro da cidade, os barcos que traziam e levavam
mercadorias do porto de Laguna, pertenciam ao cotidiano da vida da colônia de
Laguna. Das janelas dos barcos, entre um desembarque e outro, eles se desfaziam
dos objetos quebrados ou garrafas de vinho vazias. Até mesmo a população local
utilizava a lagoa para descarte, o que os pesquisadores denominam de sítio
depositário.
Antigo porto da Laguna, bem antes da construção do cais em granito, que se deu em 1910. As águas da Lagoa Santo Antônio dos Anjos chegavam quase aos prédios da antiga Rua da Praia. |
Obras na
rua Raulino Horn mostram antiga galeria d'água
No século XIX e XX, durante muitos anos, a água da fonte da Carioca foi canalizada para prédios públicos como o mercado público, o chafariz do Jardim Calheiros da Graça e para um outro chafariz ao lado do primeiro Mercado Público que servia as embarcações que aportavam no antigo porto.
No século XIX e XX, durante muitos anos, a água da fonte da Carioca foi canalizada para prédios públicos como o mercado público, o chafariz do Jardim Calheiros da Graça e para um outro chafariz ao lado do primeiro Mercado Público que servia as embarcações que aportavam no antigo porto.
Ontem, por conta novamente das escavações,
surgiu a antiga galeria de distribuição de água no centro histórico, rua Raulino
Horn, esquina com a Tenente Bessa. Toda feita de pedras, uma verdadeira obra de
arte.
Na galeria de pedras, a água ainda corre, em
meio ao esgoto clandestino, são aproximadamente 800 metros, da Fonte da
Carioca. Os arqueólogos irão fazer levantamento do volume de água e o seu
escoamento.
Um levantamento, com profundidade e extensão
da galeria com paredes de pedras, será elaborado nos próximos dias. A empresa
Sapienza, responsável pela sondagem arqueológica, está acompanhando as obras.
De acordo com a secretária de Planejamento Urbano,
Grazielle Sitônio, "o estudo será necessário para decidir, como por
exemplo, o desvio da tubulação". Uma reunião entre a empresa Confer
(responsável pelo saneamento), Secretaria de Planejamento, Sapienza
(levantamento arqueólogico) e Magapavi (revitalização) aconteceu no Iphan da
Laguna para tratar o assunto.
E Laguna revelando segredos....
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