sexta-feira, 30 de maio de 2014

Coisas da vida. E da idade

Aguardando para atravessar a rua, observo um sujeito caminhando apressado pela calçada da rua Raulino Horn. 
Um conhecido lhe chama alto pelo nome.
Ele então responde que estava com pressa e não podia parar para conversar.
O primeiro insiste, já meio de longe:
- Mas a onde tu vais assim com tanta pressa?
O sujeito sem parar de caminhar, pergunta:
- Pra onde tu achas que corre um velho?
E sem esperar ele mesmo responde, já ofegante, fazendo uma careta de dor:
- Estou correndo pra farmácia, lógico.

***
Outra historinha que já contei aqui, mas sempre vale repeti-la:

Suspirando e gemendo

Venho pelo calçadão da rua XV de novembro (se é que aquilo pode se chamar de calçadão). À minha frente, a alguns passos, dª Zulma Sant’Anna, vocês todos conhecem, uma das batalhadoras da Casa da Sopa e do Centro Espírita Fé, Amor e Caridade, não tem?
De repente, com um grande suspiro, dª Zulma senta-se rapidamente numa das cadeiras de plástico ali existente na parte externa de uma lanchonete.
Preocupado, pensando que ela podia estar sentindo algo, logo perguntei:
- Algum problema dª Zulma, posso ajudar?
Ela rapidamente, com um sorriso estampado responde:

- Nada não meu filho, obrigada, está tudo bem. É que velho não pode ver uma cadeira vazia que vai logo sentando, gemendo e suspirando.

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