segunda-feira, 13 de abril de 2015

Jardim Calheiros da Graça completa 100 anos

Neste mês de abril, precisamente no dia 25, o Jardim Calheiros da Graça, na Praça Vidal Ramos, completa 100 anos de sua inauguração. Que tal a Fundação do Meio Ambiente e/ou a Fundação Lagunense de Cultura organizar uma homenagem ao aniversário?

No começo do século XX, o prefeito do Rio de Janeiro, Pereira Passos (1902-1906), promovia naquela cidade uma urbanização, saneamento e civilização da recente Capital da República. Era o chamado “bota - abaixo”.
O centro da cidade foi o local que sofreu as maiores transformações.
Avenidas foram abertas, morros desmanchados, mangues aterrados. Nem tudo deu certo, é bem verdade. Cortiços foram derrubados e sua população, sem ter pra onde ir e não querendo se afastar do centro, começou a subir os morros dando origem à ocupação desordenada, as conhecidas favelas, hoje denominadas (num linguajar politicamente correto) de comunidades.
Mas os maiores objetivos, que era o saneamento básico e a higiene foram conseguidos.  Pereira Passos quando estudou em Paris, tinha presenciado as reformas urbanas promovidas por Georges-Eugène Haussmann e as implantou no Rio de Janeiro.

Urbanização também na Laguna

Na Laguna não era diferente. No segundo quartel do século XIX, com a chegada de imigrantes e o início da exploração do carvão no sul do estado e construção da Estrada de Ferro Tereza Cristina, uma onda de progresso começa a varrer a cidade.
Antigo Campo do Manejo, em 1906, onde hoje é o Jardim Calheiros da Graça.
Teatro, clubes, Sociedades Musicais e carnavalescas, Grupos Escolares, jornais, biblioteca, hospital, mercado, são construídos e inaugurados. Pelo porto da cidade escoavam produtos primários e chegavam os manufaturados. O tráfego com outras praças era intenso, inclusive com o Rio de Janeiro.
“Inegavelmente, foi a época de maior luxo em nossa terra”, diz Saul Ulysséa, em sua obra A Laguna de 1880.

Mas a cidade ainda sofria com a falta de saneamento básico, as ruas não eram calçadas, não havia um cais para seu porto e existiam zonas alagadiças em pleno centro da cidade. 

Num relatório feito pelo Juiz Dr. Francisco Izidoro Rodrigues da Costa, contendo informações da cidade, podemos ler:

“A Laguna, cidade importante da Província, não tem procurado melhorar o seu estado sanitário.
As emanações pantanosas, sobretudo, que favorecem a propagação de epidemias, não são extintas. A Providência favoreceu o povo com uma contínua mudança de ventos, que carregam os miasmas e contribuem para a salubridade, embora de 1874 a 1878 a epidemia da Varíola dizimasse a população. Estando em frequente comunicação com o Rio de Janeiro, facilmente se importa a Febre Amarela, as bexigas e todas as espécies de epidemias. Deve-se por isso conservar as casas, as ruas, os valos e outros focos de miasmas sempre acionados, observando os preconceitos higiênicos”.

Mais adiante ele faz um alerta:

“Muitas são as necessidades locais que já deixamos ditas no correr deste  trabalho, tudo está por fazer: A barra necessita ser melhorada, cemitério ser construído, as suas ruas, calçadas, o mercado, o chafariz construídos. Se pelos esforços comum não se levar a efeito os melhoramentos  indispensáveis ao cômodo e bem-estar, construindo-se, assim uma independência dos favores do Estado, jamais, por outra forma, dar-lhe-á prova de vitalidade e prosperidade. A população almeja possuir tão importantes melhoramentos”.

Comissão de aformoseamento – Surge a Praça e o Jardim

Jardim na década de 60.
Nos primeiros anos do século XX, comerciantes, armadores e autoridades do município se reuniram para dar uma nova cara para a cidade.
Foi criada, em 14 de julho de 1907, por iniciativa de Ataliba Goulart Rollin e seu cunhado José Guimarães (Juca) Cabral, uma “Comissão de Aformoseamento” para sugestões, projetos e arrecadação de numerários para as futuras obras.
Entre elas a construção do cais em granito, passeios, calçamento de ruas, iluminação elétrica, etc
Entre 1914 e 15 organizam o Jardim Calheiros da Graça com chafariz, palmeiras e iluminação. É inaugurado em 25 de abril de 1915, juntamente com o chafariz, construído por Marcos Gazola.



Observe o esmero dos canteiros e da poda em árvores.

Árvores e as palmeiras imperiais

O Jardim Calheiros da Graça na década de vinte, ainda com o muro e cerca de proteção, que foram retirados em 1925. Observe o pequeno tamanho das palmeiras na esquina da rua Santo Antônio com XV de Novembro. À direita na foto, a bandeira do Clube Blondin tremulando em sua antiga sede. 

Os dois, Rollin e Cabral, em contatos com autoridades no Rio de Janeiro, encomendaram oito palmeiras ao Jardim Botânico de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Ataliba Goulart Rollin era Botânico e conhecia o Jardim da Cidade dos Príncipes.

Em 1915, chegaram a Laguna pelo navio Mayrink, em seu porão, até como lastro, oito mudas das palmeiras que foram plantadas em duplas nos quatro pontos cardeais da Praça, por Fernando Chatão, primeiro jardineiro que a então Superintendência da Laguna (hoje seria prefeitura) colocou como encarregado do nosso Jardim, em cujo cargo esteve até a década de vinte.

Elas chegaram pequenas, mas se adaptaram tão bem, que em poucos anos atingiram a altura de muitos metros.

O saudoso músico e escritor Agenor Bessa, num rasgo poético escrevia numa crônica de 1982, uma verdadeira ode às palmeiras. Acompanhem e sintam a beleza do texto:

“Aí estão as palmeiras, assistindo festas, testemunhando início e fins de gerações, chorando enterros, assistindo casamentos, ornamentando desfiles e passeatas cívicas, ouvindo retretas e concertos, assistindo procissões, festas carnavalescas, idílios amorosos!
Quantos segredos, não estarão elas guardando! Se elas falassem e rissem assim como os humanos! Que franco gargalhar quando tivessem que contar as bazófias, as mentiras, as falsas promessas apresentadas nos comícios políticos havidos durante todos esses anos de existência!
Oh! Testemunhas mudas porém vivas do rebu desta cidade que ri, que chora, que aplaude, que sofre as mais doridas injustiças! Que se humilha diante dos algozes!
Oh! Palmeiras Imperiais! Oh! Calheiros da Graça! Atrativos poderosos dos saudosistas que te contemplam embevecidos relembrando suas mocidades”.

Tudo (ou quase tudo) aconteceu nesta Praça

Durante anos, e como sucede em todas as cidades do interior, tudo praticamente aconteceu nesta Praça, neste jardim e em seu redor. Por gerações.Das festas religiosas às pagãs, como o carnaval. 
Do footing de antigamente, passando pelas paqueras, olhares 43 da década de 80 e pelo ficar de hoje...
Antes, e mais, muito mais do que hoje, seus canteiros foram testemunhas oculares e silenciosos de beijos roubados, promessas vãs e daquele discreto amasso.
Quem não ficou naquele pra lá e pra cá, em turma ou sozinho, somente observando? 

Quem não saiu da sessão do Cine Mussi, passou na Miscelânea, comprou um sorvete e foi saboreá-lo sentado nos bancos de granito gelado do Jardim? 
Quem, quando criança, não caminhou e correu sobre a murada circular do chafariz? Quem não tem uma foto sentado ali?
Quem não subiu em suas árvores, mas sempre atento aos avisos do jardineiro “seu” capivara? 
-Desce daí menino!

Quem não sentou em seus meios-fios durante horas, pai e mãe atentos aguardando os desfiles de blocos que depois se transformaram em escolas de samba? 

Quem não procurou um melhor local para assistir as apresentações das agremiações carnavalescas no palco de madeira montado na rua Conselheiro Jerônimo Coelho?
Quem não participou da Festa de Santo Antônio dos Anjos, e saboreou uma maça-do-amor, cocada, algodão-doce, compradas nas barraquinhas montadas?
Quem, fim de baile de carnaval no Congresso, não dançou e pulou ao amanhecer, pelas calçadas ao redor do Jardim, acompanhando a banda, à toa na vida, como na canção?

Sonhávamos então em conjunto, utopias várias, castelos de areia, para que a festa fosse interminável, realizações todas e nossa juventude eterna.

Chafariz iluminado, anos 80. Foto: Gê.
Até 1925 o Jardim foi cercado e fechado à noite, para que animais não o invadissem e destruíssem flores e plantas. Jardineiros foram contratados e um belo chafariz foi construído em sua parte central.
Uma plantinha, uma figueira nascida na quilha do barco Seival para o local foi transportada em concorrida cerimônia cívica, transformando-se na chamada Árvore de Anita (hoje árvore morta). Um busto de Garibaldi inaugurado nas imediações a observa.

Cartão de visitas
Uma praça, um jardim, é como a sala de nossa casa. O primeiro lugar em que recebemos quem nos visita. É o coração da cidade, e por isso chamado acertadamente de cartão de visitas.
E o nosso Jardim era lindo, admirado e elogiado por todos.
Depois, bem depois, com os desfiles de blocos e escolas de samba, além dos chamados carros de som e trios elétricos, ninguém respeitou mais nada, e o nosso Jardim começou a ser maltratado, pisoteado por milhares de foliões. Um verdadeiro crime ambiental e patrimonial.
Para evitar a quase destruição que repetia-se anualmente, o chamado carnaval eletrônico foi transferido para o Balneário Mar Grosso e o desfile de carnaval das Escolas de Samba, para a avenida Gustavo Richard.
Era a salvação para o nosso cartão-postal, pensamos todos nós. Grande engano.

Eterno esquecido
Administrações sucessivas esqueceram-se da nossa principal praça. Jardineiros foram demitidos. Hoje uma senhora (dª Guiomar) já entrada nos anos, se desdobra solitária nos serviços. E faz muito.

Nos canteiros sem grama, nem uma flor. Bancos e calçadas quebradas, chafariz sem funcionar. 

Calheiros da Graça: hoje um Jardim sem flores
As palmeiras imperiais do Jardim Calheiros da Graça precisam de maior atenção por parte das autoridades, a exemplo da chamada Árvore de Anita e de outras árvores do local. Isso urgentemente.
As oito palmeiras imperiais estão lotadas de parasitas que precisam ser removidas e com enormes buracos em seus troncos, parecendo conter alguma praga.

Nosso Jardim também parece ser o único da face da terra que se tornou sem flores. Muitos canteiros sem grama, lâmpadas queimadas e chafariz sem funcionamento. Duas árvores, uma ao Norte e outra ao Sul, precisam de escoras. 

Pequenas placas (tabuletas) com os nomes científicos das árvores e como são conhecidas popularmente, também seriam de grande valia, principalmente aos escolares, a exemplo do que é feito no Jardim Oliveira Belo, na Praça XV de Novembro, em Florianópolis.

Quem será o administrador público que irá recuperar a área? Quem será o atuante político que fará retornar a beleza do nosso Jardim, transformando-o novamente em um local agradável e aprazível, onde crianças possam voltar a brincar e onde seus pais possam sentar-se para um rápido descanso, apreciando a paisagem e ouvindo os cantos dos pássaros?
Quem será o responsável pelos urgentes e necessários melhoramentos do Jardim e que assim o fazendo terá seu nome registrado à posteridade?

***
Quem foi Francisco Calheiros da Graça


O Capitão-Tenente Francisco Calheiros da Graça, secretário da Repartição Hidrográfica no Rio de Janeiro, foi um dos primeiros técnicos do nosso Porto.
No recuado ano de 1886 elaborou diversos estudos e plantas classificando a situação da barra da Laguna como privilegiada, realçando como a natureza foi pródiga para com a Laguna, dando dois morros como barreira natural e o paredão de pedras ao sul. Com relação a este afirmou: “Tudo deve ser feito para evitar que se afaste o canal do paredão de pedras”.

Em seus estudos, por exemplo, consta que o molhe norte deveria ser construído praticamente em direção à Ilha dos Lobos. Já quanto ao molhe sul este nem precisaria existir.
Foi contrariado em seus projetos e pareceres. E depois de anos, outros engenheiros assassinaram o nosso porto, construindo erroneamente os molhes em forma de tenaz.
O lagunense deu o nome de Calheiros da Graça ao seu principal jardim, e também a uma rua situada ali na Paixão, com o tempo provando que ele estava correto em seus estudos. Outros engenheiros que por aqui passaram sumiram na urina da história.
Serviu durante três anos na Guerra do Paraguai. Chegou a contra-almirante, cumprindo quase sempre missões científicas.

Foi um dos principais responsáveis pelo mapeamento do litoral do Brasil, por meio da determinação das posições geográficas exatas dos seus principais acidentes.
Como Primeiro-Tenente, acompanhou, na Corveta Vital de Oliveira, em 1873, as primeiras sondagens feitas para imersão do cabo submarino inglês, que ligaria nossas costas à Europa.
Orientou o levantamento e a elaboração de inúmeras cartas marítimas e plantas hidrográficas, e inventou um aparelho, o transferidor de sondas.
Nasceu em Maceió-AL, em 3 de julho de 1849 e faleceu na Baía de Jacuecanga-RJ, em 21 de janeiro de 1906, quando do desastre do Encouraçado Aquidabã.


Já quanto à Praça, recebeu a homenagem Vidal Ramos, governador de Santa Catarina de 1910 a 1914 e ainda hoje lembrado pela reorganização de ensino que promoveu em seu governo.



Quem foi Vidal José de Oliveira Ramos Júnior

Vidal José de Oliveira Ramos Júnior (Lages, 24 de outubro de 1866 — Rio de Janeiro, 2 de janeiro de 1954) foi um político brasileiro.
Nasceu em Lages. Filho de Vidal José de Oliveira Ramos e Júlia Ribeiro de Sousa Ramos, casado com Teresa Fiuza Ramos, de cuja união nasceram 14 filhos.
Dos filhos de seu matrimônio com D. Tereza, dois foram Governadores do Estado de Santa Catarina: Nereu de Oliveira Ramos e Celso Ramos.

Foi Intendente, Superintendente, Deputado e Senador da República, mas na política catarinense também foi Governador do Estado, uma vez no período de novembro de 1902 a 30 de outubro de 1905; e outra no período de 28 de setembro de 1910 a 28 de setembro de 1914, sucedendo Lauro Müller.

Vidal Ramos, por sua vez, não demoraria à frente do cargo, eleito, foi para Câmara Federal. Foi, então, Senador pelo mesmo Estado, de 1915 a 1929, na vaga de Felipe Schmidt, que se elegeu Governador.
Foi deputado à Assembleia Legislativa Provincial na 26ª legislatura, de 1886 a 1887, deputado estadual na 1ª legislatura, de 1894 a 1895, na 2ª legislatura, de 1896 a 1897, na 4ª legislatura, de 1901 a 1903. Foi deputado federal na 6ª legislatura, de 1906 a 1908, na 7ª legislatura, de 1909 a 1911, renunciando em 1910, na 13ª legislatura, de 1927 a 1929.



Em 1910, Vidal Ramos empreendeu não a reorganização da instrução pública do Estado, mas a sua verdadeira organização, em moldes científicos e atuantes. Para isto contratou uma comissão de professores paulistas que implantou um novo sistema que permitiu o posterior desenvolvimento da instrução pública. 
Foram criados, então os primeiros grupos escolares nas principais cidades do Estado, entre eles o nosso Grupo Escolar Jerônimo Coelho, enquanto a Escola Normal passava a formar professores que seriam disseminados por todo o território catarinense. Este é considerado o marco inicial de todo o progresso do setor educacional de Santa Catarina.

***

Até hoje não consigo entender a não instalação naquela área, por parte de administradores que se sucederam na Laguna, de placas/bustos com uma pequena biografia de cada um dos organizadores e construtores do local, assim como dos vultos homenageados, Calheiros da Graça e Vidal Ramos.

6 comentários:

  1. Muito boa matéria. Se não for tomada alguma ATITUDE (palavra que não existe no vocabulário de quem comanda a cidade). Laguna já teve um jardim.

    Renato Carneiro do Amaral- Joinville/SC

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  2. Emociona-me lê-lo na defesa feroz da sua(da nossa) Laguna, logo eu que passei muitos períodos aí, na casa de meus quase tios Leopoldina e Escobar de Oliveira. Valmir: aqui mesmo na Ilha-Capital sinto-me órfão diante do descalabro que se comete com o passado, o presente e o futuro da cidade. Embora sejam cidades diferentes, o que se vê aí é o que se vê aqui - desfaçatez!. Continue fazendo ecoar na cidade teu grito de liberdade. Um abraço do seu amigo Márcio Dison marcio@tradicao.org

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  3. rbascherotto@bol.com.br15 de abril de 2015 11:32

    Excelente matéria! Como seria maravilhoso se resgatassem a beleza de nosso jardim, bem como poderiam colocar ali, a exemplos das cidades da serra gaúcha, padronizados, algum lugar para venda de artesanatos de nossa terra. Quem sabe se um grupo de pessoas amantes da nossa querida Laguna, tomasse a iniciativa de refazer e cuidar desse patrimônio único e maravilhoso. Afinal é a praça que muitos lagunenses sentem saudades e com certeza tem muitas histórias a serem contadas

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  4. Amigo Valmir... infelizmente ao fazer comentários sobre nossa querida Laguna, quase sempre o final é o mesmo... Laguna já foi... Laguna já teve... Laguna já era (!!). Entretanto, suas matérias sempre nos remete a uma Laguna melhor, buscando conforto e novidades para sua gente... mesmo que, em se tratando de um tempo passado. Parabéns pelo trabalho e pelas fotos, que nos fazem reviver um tempo em que a administração pública e a iniciativa privada buscavam o melhor para sua gente.
    Grande abraço... Adolfo Bez Filho

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  5. Tardiamente, porém com alegria chego a este blog. Vim em busca de informações sobre uma árvore que você, em outro post, mencionou que estava caindo.Eu curiosamente colhi sementes dela, plantei todos brotaram. Moro em Criciúma. Quero muito saber a espécie ou até o nome científico daquela árvore. Parabens pelo textos. Desejo que a cidade de Laguna tenha a administração eficiente que merece.

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    1. Achei " O oiti (nome científico: Licania tomentosa (Benth.) Fritsch), também chamado goiti, oiti-da-praia, guaili, oiti cagão, oiti mirim, oitizeiro, tendo como sinônimo Moquilea tomentosa Benth, é uma árvore perenifólia brasileira arbórea da família Chrysobalanaceae proveniente da Mata Atlântica que decorre nos Estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro. O oiti pode atingir entre oito e quinze metros de altura, oferecendo áreas de sombra avantajadas e consequentemente criando um conforto bioclimático.O oiti também é famigerado por nomes afamados, como por exemplo: goiti-iba, manga-da-praia, milho-cozido, oiti-cagão, oiticica, oitizeiro, entre outros. Também apresenta algumas sinonímias fitológicas: Licania tomentosa var.angustifolia (Benth.) Cowan; Moquilea tomentosa Benth.; M. tomentosa var. angustifolia Hook.f.; M.tomentosa var. latifolia Hook.f. e Pleragina odorata Arruda.

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