terça-feira, 31 de março de 2015

IV Encontro de ex-alunos do CEAL

"A vida é arte do encontro, embora haja 
tanto desencontro pela vida"
 Como cantava o poetinha em seu "Samba da Benção".

Mergulhado em algumas pesquisas históricas, só agora, nesta terça-feira, me sento para escrever sobre o IV Encontro de ex-alunos do CEAL, acontecido no último sábado, nas dependências do Iate Clube da Laguna.

No dia, logo pela manhã, imaginei que, apesar das dezenas de confirmações no Facebook, a semana, noite e dia chuvosos impediriam a presença de muitos, principalmente os que se deslocariam de outras cidades. Engano meu.

Lá chegando, às 19h30m já nos deparamos com o salão lotado. Pessoal chegou mais cedo e já foi se aconchegando. Abraços, beijos e sorrisos sempre marcam o reencontro da turma. É praxe, tradição. 
Pessoal de Imbituba sempre presente.
Dizem os estudiosos de relacionamentos humanos, que em qualquer tipo de reunião há que se ter a chamada sinergia. É o que nunca falta no Encontro de Ex-alunos do Ceal. Desde sua primeira edição.

Dalton (Cazeca) Souza foi lembrado in memorian, ele que foi pioneiro da criação e organização do evento, juntamente com o Ary Barreiros.
E discursos mais não houve. 

Logo os músicos já executavam os hits da década de 60 e 70 e o pessoal começou a viajar e dançar.
Nosso amigo Mário Luiz Spillere da Silva, o Bau, ladeado por dois freezes (vocês constatarão nas fotos) havia se antecipado e começado a festa mais cedo. Pura animação e dança com sua camiseta estampando os Beatles. Não sossegou nem na hora da foto, que bem por isso saiu tremida. Culpa unicamente do focado, não da fotógrafa.

Surpresa da noite a presença do dr. Ronaldo Pinho Carneiro que, ao sair da sauna do Clube e ouvir o som, foi espiar. Espiou e ficou. De pé, ao balcão, emocionado em seus 80 anos, recebendo abraços e lembranças de seus ex-alunos. Ele que foi diretor do então Núcleo Comum/Integrado e do outrora 2º Grau do CEAL.

Convidados, sentamos à mesa com Flávio Brandão Delgado e sua Luísa, e a professora e ex-diretora dª Zulma Delgado.
Ótimas companhias, pelo astral e finesse. E com direito aos inspirados poemas do Flávio escritos em recortes na toalha de papel da mesa. Ganhei e guardei o meu.

Há quem alegue a não ida à festa por não constatar colegas de suas turmas. Ledo engano. Posso afirmar que cada Encontro realizado é uma caixinha de surpresas.

Neste me deparo, por exemplo, com Raquel Rosa, a filha do seu Osvaldo (tiririca) Rosa e da dª Terezinha, minha professora de inglês, de saudosas memórias. Raquel foi minha colega de turma. Eis exemplo clássico de uma pessoa em que o tempo não passou, como se diz. Ela está tal e qual, fisicamente, quando assistíamos aulas nas salas 19 e 29. Logo deu uma palhinha ao microfone, como sempre faz e gosta.
Terezinha Flor também lá esteve e se revezou no vocal. Brilhantes as duas.

Reconheço mais uma ex-colega de turma. Ela me reconhecerá? Há sempre dúvida nessa hora. Vai que nem lembre. Já aconteceu comigo e imagino que com todo mundo, não é mesmo leitor? E é chato.
Evidentemente a Julita sondou antes, discretamente, para não haver decepção.
Mas, Terezinha Graça Moreira (a filha do saudoso “seu” Osvaldo Moreira, da estrada de ferro e prefeitura, não tem? Irmã do Ari, do João...). Logo me reconhece e abre seu simpático sorriso.
Eis outro exemplo em que o tempo parece ter parado lá atrás, no pretérito. Terezinha é a mesma, fisicamente. Foi também minha colega de turma, de trabalhos em equipe, de cansativos estudos preparatórios às provas. Morava defronte ao Ceal. Hoje reside em Jaraguá do Sul. Veio especialmente para a festa.
Fica estupefata quando relembro, rapidamente, detalhes, nomes de suas antigas paqueras, de paixões platônicas e reais. Outros tempos.
-Como podes lembrar tudo isso, Valmir?
- Pois é, minha cara, depois dos cinquenta parece ser assim. Mas nem me pergunte o que almocei ontem. Hehehe.

Pouco depois, finalmente conheço pessoalmente (e ela a mim), Maria de Fátima Martins, leitora assídua aqui do Blog, sempre com seus comentários inteligentes. Lagunense, hoje moradora com sua progenitora lá em Blumenau. Confessa seu desejo em retornar ao torrão natal.
Sempre brinco e faço um teste com o pessoal daquela época, indagando se dançou no velho Clube 3 de Maio, no Magalhães. (É que alguns bobinhos negam e renegam, não sei por quê). É uma espécie de teste de fidelidade às origens.

Fátima, autêntica como é, me responde, na lata:
- Não só dancei no 3 de Maio, como no Xavante, Anita... Na minha época mandei brasa mesmo, Valmir.
Gosto de gente assim, como a Fátima, verdadeira. Rimos muito, muito mesmo.

Também abraço e beijo a Tilinha. Maria Otília Machado, de Imbituba, organizadora e batalhadora. Sem sua presença e trabalho, garanto que o Encontro não seria o mesmo.

Tem ainda o Pedro Rosa Neto, advogado, meu companheiro de república lá em Florianópolis. Quantas histórias... qualquer dia eu conto algumas.

Minha nossa! Revejo agora o texto acima e percebo que já escrevi um livro. E há ainda tanto para contar... Não me canso, mas certamente o leitor sim.

Enfim, lá pela meia-noite o pessoal começou a se retirar.
Sabe como é, foi-se o tempo da boêmia, do sereno e madrugadas. Hoje os velhinhos ainda se divertem, sem dúvida, mas alguns teimam em cochilar após às 10 da noite e logo querem uma pantufa, um bom pijama e cama mais cedo. 
Em instantes o salão foi se esvaziando, despedidas e um cheiro de saudade no ar.
E vamos a algumas fotos, que é o que interessa, não é mesmo?

Raquel, Aurora, Ambrosina...

Flávio e eu, fazendo moldura ao nosso então diretor e
 professor do CEAL, advogado dr. Ronaldo Pinho Carneiro.

Vanira e Zezinho Pacífico, Marilda e Eva.

Dª Zulma Brandão Delgado, Pedro Rosa Neto e eu.
Amigos de juventude e de república na Ilha-Capital.

Ildete, e Ilda com a filha Luíza. Mesa posterior, Rogério Floriano e Haroldo Machado Pinho.

Geraldina com o marido.

Rosalba, Aurora, Glória e o ex-vereador Ronaldo Kfouri.




Encontro com Terezinha Graça Moreira. Colegas de bancos escolares.

Pedro e sua Aline.


Terezinha Flor dando uma palhinha.

Bau muito empolgado. Não era pra menos.

Julita, Fátima Martins e Maria Otília.
Aurora, Ambrosina, Regina Maura Soares.

Leitora assídua deste Blog, lá em Blumenau, Fátima Martins.

Leda, Mylene, Fátima e Geraldina com o marido.

Ary Barreiros e o pessoal da Zimba.

Ilda, Erwin e a colega Fátima Fernandes.


Nós

Luísa Gallo e Flávio. Chiques.

Eva, Maria Otília, Paula e Vanira.

Turma animada de Imbituba. Sempre presente.
Raquel, Rogério e Haroldo Pinho. Hits anos 60/70

Ary the voice.

4 comentários:

  1. Valmir, ficou tudo nota 10, tanto o texto quanto as fotografias,parabéns e obrigado pela amizade e pelo muito que temos para contar dos tempos bons vividos.

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  2. Boa tarde Valmir!
    Como poderia deixar de comentar sobre a maravilha do encontro do CEAL? Foi excepcional!
    Não meço esforços para agradecer a todos, inclusive, a você e sua esposa, pela atenção, carinho, dedicação e como não poderia esquecer, das boas lembranças de outrora tão bem descritas nestas linhas... Olha que tem mais....
    Quanto ao 3 de Maio e outras declarações, devo dizer que continuo autêntica, determinada, decisiva e, sobretudo, não nego minhas origens não. E se você tivesse me perguntado se eu já havia experimentado peixinho frito com pirão, da mesma forma te diria: ADORO!
    Abraços a todos e mais uma vez, muito obrigada!
    Maria de Fatima Martins

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  3. Valeu Valmir!
    Bom demais seu comentário e cobertura sobre o Encontro!
    Esteja conosco em 02 de maio próximo . Abraço a todos!

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  4. cidaguimarãescoan12 de abril de 2015 20:55

    Fiquei Super Emocionada....Texto maravilhoso...perfeito...Qdo nos encontramos, é como se estivéssemos lá, cada um com suas lembranças...suas histórias...que bom podermos reviver tantas coisas boas. Bjos à todos

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