sexta-feira, 17 de agosto de 2012

UnisulTV aborda polêmica sobre destruição do cais

Equipe da UnisulTV - imagens de Marco Paixão e reportagem de Elsie Cademartori - esteve na cidade para acompanhar a polêmica da destruição de metros do centenário cais do centro histórico.
Fui entrevistado e dei minha opinião, questionando critérios e do porquê não buscar alternativas que não destruíssem “características arquitetônicas que expressam a continuidade da evolução histórica do núcleo urbano original”.
Vejam e ouçam o vídeo, são 4m25s. Volto depois:


E daí, o que me dizem? Evidentemente que todos os alvarás foram conseguidos. Nem poderia ser diferente, ao contrário seria infração gravíssima.
O que se questiona é se não existem outras alternativas que não impliquem em destruição de uma patrimônio, que mesmo não inserido na poligonal do tombamento, que vai até as ruínas do armazém do antigo Arroz Zilmar, faz parte de sua continuidade.
E onde fica a chamada “identidade da paisagem urbana tradicional do sítio histórico da cidade”? Tão decantada em cursos e palestras de arquitetos, engenheiros e autoridades da área?
Mesmo assim, ao meu ver, a destruição de metros do cais feriu a Lei Orgânica do Município da Laguna que impede “evasão, destruição e descaracterização de obras de arte e outros bens de valor histórico como paisagens naturais e construídas, notáveis”.
Lastimo, sinceramente, é a apatia de muitos moradores, dos lagunenses catatônicos, num estado de permanente inércia.
E as entidades representativas? Clubes de Serviço? Maçonaria? Associação Comercial e Industrial, Sindicatos... Apáticos, observam a destruição do patrimônio de sua cidade, mas certamente desacreditados de órgãos públicos, de seus representantes políticos e da Justiça, preferem manter-se calados, sem um protesto público. Uns me disseram ser luta vã, outros receiam represálias, e há os que se dizem cansados, desacreditados.
Pois é. Enquanto isso...

4 comentários:

  1. Será que se está sofrendo de duas doenças graves?
    Miopia e apatia aguda?
    Simplesmente lamentável.

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  2. O mais engraçado é que o Iphan só aparece para notificar a iniciativa privada. Tentem trazer um pouco de progresso para Laguna? O Iphan aparece? É o primeiro!

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  3. Jornal Nosso Tempo - Agilmar Machado21 de agosto de 2012 11:23

    O início do projeto de tombamento já foi danoso, pois foi feito obedecendo uma extensa área e evitando que pudessem ser aproveitados espaços livres para novas construções (sem influir no entorno dos monumentos realmente históricos). Quantas exceçõs já foram aprovadas, com fachadas totalmente modificadas, em pleno centro, quando em outras áreas (rua Osvaldo Aranha, por exemplo), tudo tem que obedecer ao que dita o "tombamento"? Bancos usaram e abusaram, modificaram fachadas, com novas cores institucionais, placas e luminosos enormes avançando sobre os passeios públicos e nada foi feito para punir ninguém. Creio que caiba uma ação civil pública para modificar esse critério. Só que poucos ousam mostrar a cara em Laguna! Especialmente a classe que (ainda) se chama política. Individualmente, cada proprietário pode e deve postular reformas e até construções necessárias, como acontece em Porto Seguro e outras cidades históricas. Careceria uma seleção dos monumentos efetivamente considerados de interesse histórico, postulando-se a modificação dessa lei vigente. Caso contrário, várias regiões centrais vão virar ruinas, como já se constata atualmente. Essas exceções de que falo acima, causa-nos espécie. Têm cheiro de "dois pesos e duas medidas"...

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  4. Zuleida Martins Rosa28 de agosto de 2012 12:16

    Povo lagunense, despertai! Até quando deixaremos esses aventureiros lançarem mão do que é nosso?

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